Atlas do Agronegócio: uma leitura necessária para se entender o controle das corporações sobre a nossa comida

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agriculturaA Fundação Heinrich Böll Brasil e a Fundação Rosa Luxemburgo  acabam de lançar uma obra que é fundamental para quem quiser entender o que anda realmente acontecendo nas áreas rurais brasileiras.

O Atlas do Agronegócio reúne fatos e números sobre as corporações que controlam a produção agrícola no Brasil. A publicação é a versão brasileira do Atlas publicado na Alemanha em 2017. O Atlas do Agronegócio possui artigos originais de autores brasileiros, que falam sobre a concentração do setor, entre outros temas como agrotóxicos, qualidade do alimento, conflitos no campo, lobby do agronegócio, biofortificação, condições do trabalho, resistência e agroecologia.

covereventofaceQuem desejar acessar o arquivo contendo o Atlas do Agronegócio, basta clicar [Aqui!]

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TV italiana mostra efeitos devastadores do uso do glifosato na Argentina

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fabianPor Matilde Moyano

Enquanto a maioria dos argentinos não tem conhecimento da situação de poluição e danos à saúde gerados por agroquímicos como o glifosato, o herbicida mais utilizado pelo nosso sistema agrícola, a Itália mostra este drama na televisão.

A Argentina pode assistir na TV italiana o seu próprio drama. “O glifosato: L’erbicida nuoce del mondo alla salute” apareceu recentemente no programa Le Iene, o CQC italiano, e mostrou uma realidade que atinge principalmente os habitantes dos povoados fumigados”. As pessoas em áreas rurais da costa argentina sofrem as fumigações aéreas com agroquímicos adotados pelo nosso modelo de agroprodução.

Com a condução de Gaetano Pecoraro e com a participação do jornalista argentino Patrício Eleisegui (autor de ‘Envenenado‘), este documentário se concentra no glifosato, o herbicida produzido pela multinacional Monsanto, que é usado para eliminar ervas daninhas de culturas, principalmente da soja transgênica

Em 2015, a…

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A indústria dos agrotóxicos e seus áulicos

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monsanto-heroAs revelações trazidas pelo processo judicial em que a Monsanto/Bayer foi condenada a pagar R$ 1 bilhão por não ter propriamente informado ao jardineiro Dwayne Johnson o potencial cancerígeno do herbicida Round Up (também conhecido pelo nome do seu princípio ativo que é o glifosato) mostram que esse segmento industrial vem imitando os passos dados pelas corporações tabagistas que, por décadas, negaram o potencial dos cigarros de causarem diversos tipos de doenças usando pesquisadores “muy amigos”.

Esse fato foi demonstrado pela matéria de diversos veículos da mídia internacional que citaram os múltiplos esforços realizados pela Monsanto para apoiar pesquisadores simpáticos aos seus interesses comerciais, enquanto agia para desacreditar aqueles que contribuíam com pesquisas que demonstavam justamente o contrário [1].

Essas táticas corporativas não surpreendem pois, como eu já disse, as corporações tabagistas já empregaram essa estratégia à exaustão até que ficou impossível aceitar a versão de cientitas “

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Tribunal na Califórnia condena Monsanto por ocultar potencial cancerígeno do Round up

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round upNuma decisão que certamente tirará os controladores da Bayer, um tribunal na Califórnia condenou a Monsanto a pagar uma indenização no valor de US$ 289 milhões (algo equivalente a R$ 1 bilhão) a um jardineiro que contrai câncer supostamente ao manusear de forma contínua o herbicida Round Up (ou Glifosato) [1 & 2].

glofosatoOs advogados de Dewayne Johnson argumentaram durante o julgamento que durou um mês em San Francisco que a Monsanto “lutou contra a ciência” por anos e agiu contra pesquisadores que alertaram sobre os possíveis riscos à saúde causados pelo herbicida. Johnson foi a primeira pessoa a levar a Monsanto a julgamento por alegações de que o produto químico vendido sob a marca Roundup causa câncer.

johnson lesionsCom 80% do seu corpo coberto por lesões como as mostradas em sua mão, Dwayne Johnson e seus advogados tiveram que demonstrar o papel do Round up no desenvolvimento das…

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Estudo do WWF-Brasil identifica pressões para reduzir áreas protegidas na Amazônia

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Resultado de imagem para UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMEAÇAS WWFDados preliminares do estudo foram lançados no IX Congresso de Unidades de Conservação (CBUC) em Florianópolis

Dados preliminares de um estudo do WWF-Brasil divulgados nesta quinta-feira (2) durante o IX Congresso de Unidades de Conservação (CBUC) em Florianópolis apontam que das 316 unidades de conservação federais e estaduais Amazônia, 110 estão potencialmente ameaçadas por projetos de infraestrutura, somando aproximadamente 30 mil km2, ou 2% do território protegido. Pará e Amazonas são os estados que concentram o maior número das áreas sob risco por esses projetos.

O desmatamento aparece como fator de pressão em 204 UCs no bioma amazônico e atinge áreas de proteção integral e de uso sustentável. São 18 UCs com mais de 50% de suas áreas desmatadas. As UCs estaduais de uso sustentável são as que mais sofrem com o desmatamento, a exemplo da Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Araras, em Rondônia, com 84% da área desmatada. Em 181…

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O uso de agrotóxicos retóricos no jornalismo

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Resultado de imagem para usando agrotoxicosPor Gustavo Conde* [1]

A Folha faz uma matéria extensa hoje sobre o uso dos agrotóxicos, no limite da canalhice. A matéria é aparentemente digna, o texto é gramaticalmente aceitável, as informações são no limite do razoável, as coletas de dados são médias, as afirmações dos especialistas parecem constituídas de relevância técnica e algum contexto histórico, enfim, o trabalho dos jornalistas Reinaldo José Lopes e Gabriel Alves poderia merecer até um ‘parabéns’ do editor-chefe.

 O problema, parceiro, é o viés. Essa coisinha chamada ‘viés’ é a grande desgraça do ‘Braziliam Journalism’. A manchete é “Veja mitos e verdades no debate dos agrotóxicos” e o ‘olho’ da matéria é: “Discussão do projeto que facilita a liberação dos produtos na agricultura acirrou os ânimos de ambientalistas e ruralistas”.

O protocolo das redações pode inocentar os missivistas: quem assina a matéria não é quem faz o ‘olho’ e a manchete, por…

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Agrotóxicos: Brasil libera quantidade até 5 mil vezes maior do que Europa

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agrotoxicos-660x330O debate sobre o uso de agrotóxicos ganhou um novo capítulo, e ele não é bom para o Brasil. Estudo inédito revelou o abismo que existe entre a legislação brasileira e a da União Europeia sobre o limite aceitável de resíduos na água e nos alimentos. A contaminação da água é o que mais chama a atenção, com a lei brasileira permitindo limite 5 mil vezes superior ao máximo que é permitido na água potável da Europa. No caso do feijão e da soja, a lei brasileira permite o uso no cultivo de quantidade 400 e 200 vezes superior ao permitido na Europa.

Esses são os resultados do estudo “Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia”, da pesquisadora Larissa Mies Bombardi, do Laboratório de geografia Agrária da Universidade de São Paulo. “Infelizmente, ainda não é possível banir os agrotóxicos. Por isso, é importante questionar…

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