Sobre a matéria onde Drauzio Varella condena iniciativas governamentais em relação a fitoterápicos

Veio a nós um texto por e-mail desconhecido com a entrevista criticada por Prof. Douglas Carrara, em post anterior. Tal texto reflete a opinião do Portal Verde e seu responsável, Arnaldo V. Carvalho. Seguimos posicionados e sugerindo que não deixem de ler a crítica do Prof. Douglas e se possível, teçam seus próprios comentários na página da Revista Época. Ainda nos comentários da Época (seria bom alguém gravar antes que tirem do ar), há comentários de Doutores, pesquisadores e farmacêuticos, alguns de notoriedade nacional. Espera-se que possamos mostrar que os brasileiros já não engolem qualquer difamação em relação às práticas públicas de Saúde Natural, que sem dúvida não atendem os interesses das corporações médicas ligadas à indústria farmacêutica e seus acionistas. PORTAL VERDE

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Prezados amigos simpatizantes e defensores do uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos na promoção a saúde. A partir do dia 29 deste mês o médico Drauzio Varella estreia mais uma de suas séries no Fantástico, da TV Globo. Vai se chamar É bom pra quê? Em quatro domingos, Drauzio vai apresentar uma ampla investigação sobre ervas e fitoterápicos.  Ontem, dia 13 a revista ÉPOCA publicou entrevista sobre a sua posição sobre este assunto.

Vocês podem consultar a íntegra da entrevista pelo endereço:

http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo2/Materia/exibir.ssp?materiaId=162899&secaoId=15230

DE QUALQUER FORMA, LEIAM O QUE POSSIVELMENTE SERÁ APRESENTADO NO PROGRAMA FANTÁSTICO E OPINEM.

É interessante a manifestação no site da Revista Época, já tem vários comentários postados, sendo todos contrários à proposta da rede Globo. O endereço é:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI162899-15230,00-ERVAS+MEDICINAIS+OS+CONSELHOS+DE+DRAUZIO+VARELLA.html

ÉPOCA – O Ministério da Saúde elegeu oito plantas às quais se atribui alguma atividade e passou a distribuí-las no SUS. São elas: alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, guaco, isoflavona da soja e unha de gato. Isso é ruim?
Drauzio – Que tipo de medicina o governo cria com uma medida como essa? Ele institui duas medicinas: a do rico e a do pobre. As pessoas que têm acesso ao atendimento de saúde vão a médicos e compram remédios em farmácia. O que o governo fez foi criar uma medicina para pobres baseada em plantas que não têm atividade demonstrada cientificamente. Quando dizem que determinada planta tem atividade isso significa que em tubo de ensaio ela demonstrou ter determinada ação. Mas isso não basta. Para ter ação comprovada em seres humanos, falta muita coisa.

ÉPOCA – O que você pretende mostrar com essa série?
Drauzio – Nosso objetivo é mostrar que esses fitoterápicos têm de ser estudados. Têm de ser submetidos ao mesmo escrutínio ao qual os remédios comuns são submetidos. Essas coisas são jogadas para o público sem passar por estudo nenhum. Hoje vemos órgãos públicos distribuindo esses chás e fazendo o que chamam de Farmácias Vivas. Estivemos em várias delas. Em Belém, Imperatriz (no Maranhão) e em Goiânia. Essas Farmácias Vivas não são nada mais do que hortas. As plantas são cultivadas ali e distribuídas para a população sem o menor critério. Muitas vezes são indicadas por pessoas que não entendem nada de medicina. Outras vezes, são prescritas por médicos. Quem não prefere tomar um chá desses em vez de um comprimido ou injeção? Essas Farmácias Vivas estão no país inteiro. São estimuladas pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais.

ÉPOCA – Os riscos e os benefícios dessas oito plantas eleitas pelo Ministério da Saúde não foram suficientemente determinados?
Drauzio – Eles dizem que os riscos e os benefícios foram avaliados pelo uso tradicional. É para dar risada. A Anvisa dá uma relação dessas plantas e coloca qual é a alegação terapêutica. Apresentar a alegação terapêutica significa afirmar o seguinte “dizem que serve para tal coisa, mas ninguém comprovou”. É uma situação muito séria. Primeiro porque ninguém sabe de que forma essas plantas podem interagir com os remédios que a pessoa está tomando. Ninguém sabe o que pode acontecer. Outro problema grave é que as pessoas abandonam o tratamento convencional e ficam apenas com as ervas.

ÉPOCA – O Ministério da Saúde errou ao adotar essa política?
Drauzio – Essa medida está totalmente errada. Isso não deveria ter sido feito de jeito nenhum. O que está por trás disso é uma questão política. Imagine se eu fosse o prefeito de uma pequena cidade do interior. Quanto custa um posto de saúde, médico, enfermagem, paramédicos etc? Custa caro. É muito mais barato fazer uma horta e mandar o médico receitar aquilo. E ainda inauguro o negócio com o nome de Farmácia Viva. Imagine só que nome mais inadequado. Fazer uma coisa dessa não custa quase nada. E os políticos adoram inaugurar essas hortas. Há centenas delas no Brasil.r

1 Response so far »

  1. 1

    Altamiro said,

    Ai, ai… o Drauzio está doido… Falar que fitoterapia não funciona não dá. Entendo a questão de mais estudo, mas especialmente estas plantas que estão sendo propostas já tem vários artigos científicos a elas associados.
    Muito boa a questão levantada!!!
    Altamiro


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