10 Mandamentos Ambientais – Por Vilmar Berna

Nossa espécie tem usado mais a capacidade de modificar o meio ambiente para piorar as coisas que para melhorar. Agora precisamos fazer o contrário, para nossa própria sobrevivência. Reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.

1 – Estabeleça princípios ambientalistas

Estabeleça compromissos, padrões ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas.

2 – Faça uma investigação de recursos e processos

Verifique os recursos utilizados e o resíduo gerado. Confira se há desperdício de matéria-prima e até mesmo de esforço humano. A meta será encontrar meios para reduzir o uso de recursos e o desperdício.

3 – Estabeleça uma política ecológica de compras

Priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Existem certos produtos que não se degradam na natureza. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis. Evite produtos descartáveis não reciclados como canetas, utensílios para consumo de alimentos, copos de papel, etc.

4 – Incentive seus colegas

Fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta. Sugira e participe de programas de incentivo como a nomeação periódica de um ‘campeão ambiental’ para aqueles que se destacam na busca de formas alternativas de combate ao desperdício e práticas poluentes.

5 – Não Desperdice

Ajude a implantar e participe da coleta seletiva de lixo. Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos de lixo, diminuir a poluição. Investigue desperdício com energia e água. Localize e repare os vazamentos de torneiras. Desligue lâmpadas e equipamentos quando não estiver utilizando. Mantenha os filtros do sistema de ar-condicionado e ventilação sempre limpos para evitar desperdício de energia elétrica. Use os dois lados do papel, prefira o e-mail ao invés de imprimir cópias e guarde seus documentos em disquetes, substituindo o uso do papel ao máximo. Promova o uso de transporte alternativo ou solidário, como planejar um rodízio de automóveis para que as pessoas viajem juntas ou para que usem bicicletas, transporte público ou mesmo caminhem para o trabalho. Considere o trabalho à distância, quando apropriado, permitindo que funcionários trabalhem em suas casas pelo menos um dia na semana utilizando correio eletrônico, linhas extras de telefone e outras tecnologias de baixo custo para permitir que os funcionários se comuniquem de suas residências com o trabalho.

6 – Evite Poluir Seu Meio Ambiente

Faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o uso de produtos tóxicos. Converse com fornecedores sobre alternativas para a substituição de solventes, tintas e outros produtos tóxicos. Faça um plano de descarte, incluindo até o que não aparenta ser prejudicial como pilhas e baterias, cartuchos de tintas de impressoras, etc. Faça a regulagem do motor dos veículos regularmente e mantenha a pressão dos pneus nos níveis recomendáveis. Assegure-se que o óleo dos veículos está sendo descartado da maneira correta pelos mecânicos.

7 – Evite riscos

Verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforço para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema para só aí se preparar para resolver. Participe de treinamentos e da preparação para emergências.

8 – Anote seus resultados

Registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas.

9 – Comunique-se

No caso de problemas que possam prejudicar seu vizinho ou outras pessoas, tome a iniciativa de informar em tempo hábil para que possam minimizar prejuízos. Busque manter uma atitude de diálogo com o outro.

10 – Arranje tempo para o trabalho voluntário

Não adianta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta e efetiva para a melhoria da vida do planeta. Você pode, por exemplo, cuidar de uma árvore, organizar e participar de mutirões ecológicos de limpeza e recuperação de ecossistemas e áreas de preservação degradados, resgatar e recuperar animais atingidos por acidentes ecológicos ou mesmo abandonados na rua, redigir um projeto que permita obter recursos para a manutenção de um parque ou mesmo para viabilizar uma solução para problema ambiental, fazer palestras em escolas, etc.

(Contatos: Vilmar Berna (21) 610-2272/9994-7634 vilmarberna@jornaldomeioambientee.com.br home page: http://www.jornaldomeioambiente.com.br )

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Produção de Alimentos, degradação ambiental e FOME

O Banco Mundial e a FAO estimam que, no início dos anos 80, entre 700 milhões e um bilhão de pessoas viviam em absoluta pobreza ao redor do mundo. Ao contrário do que muitos pensam, o pobre está ficando cada vez mais pobre a cada ano. Quarenta e três nações em desenvolvimento terminaram os anos 80 mais pobres do que eram no início da década.

No continente africano, cerca de um em cada quatro seres humanos é subnutrido. Na Ásia e no Pacífico, 28% da população passa fome. No Oriente Próximo, um em cada dez são subnutridos. A fome crônica afeta mais do que 1,3 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Na América Latina, uma em cada oito pessoas vai para a cama com fome todas as noites. No Brasil mais de 30 milhões de pessoas são classificadas como indigentes pelas estatísticas oficiais. Em 1980, cerca de 44% da população vivia em estado de pobreza absoluta.

Certamente esta triste realidade está ligada a um sistema que exclui boa parte da população do acesso aos bens básicos necessários para assegurar-lhe uma vida digna. Investigar a questão da excludência passa necessariamente por uma análise profunda das premissas que fundamentam os sistemas dominantes no mundo, mas este tema foge ao escopo do presente trabalho. O que se quer aqui é chamar atenção para um importante aspecto da nossa vida diária, qual seja, nossos hábitos alimentares, e mostrar como eles se encontram hoje estreitamente ligados ao quadro de miséria, subnutrição e fome acima referido. Estão ligados também a um enorme desperdício, à degradação do meio ambiente e à má saúde da população como um todo.

Muitos estão preocupados com os graves problemas ambientais e sociais com os quais nos defrontamos a nível global, contudo, poucos estão cientes das enormes implicações que o simples ato de comer tem sobre vários destes problemas. Ao investigarmos esta questão, vemos que existem efeitos de amplo alcance na mudança fundamental das nações ocidentais, que se deu, sobretudo, depois da IIª Guerra Mundial, de uma dieta composta principalmente de alimentos de origem vegetal para uma dieta à base de alimentos de origem animal.

Por exemplo, em 1985 os norte-americanos consumiam a metade dos grãos e batatas que consumiam na virada do século, 33% mais lacticínios, 50% mais carne de gado e 280% mais frangos. Esta mudança resultou em uma dieta com um terço a mais de gordura, um quinto a menos de carboidratos e níveis de consumo de proteína que excediam grandemente as recomendações oficiais. Um dos problemas de uma dieta baseada em proteína animal está nas gorduras saturadas que a acompanham e na ausência de fibras. Tais gorduras estão associadas à maioria das ‘doenças da abundância’ (diseases of affluence – doenças cardíacas, câncer e diabetes), principais causas de morte nos países ricos.

Tradicionalmente, a alimentação humana centrou-se nos alimentos vegetais. Apenas muito recentemente os países ricos e a elite urbana de países pobres, começaram a basear sua alimentação na carne. Paralelamente, nas últimas décadas, houve um significativo aumento na produção de grãos como resultado do uso de fertilizantes químicos, pesticidas etc., enfim, o que é conhecido como revolução verde. Este excedente de grãos, contudo, não foi repassado para os que têm fome, mas para a criação de animais, que cada vez mais são criados confinados.

O estilo americano tem uma influência enorme na vida de muitos países, e isso não se dá de forma inocente ou espontânea, mas é reflexo de lobby, políticas de incentivo, marketing da indústria de alimentos entre outras medidas.

O Brasil não foge à regra ao importar esse estilo, que entra pesadamente tanto na maneira como são produzidos os alimentos, como nos hábitos que se alteram.

Quase metade dos cereais produzidos no Brasil são destinados a alimentar animais de criação. O feijão, tradicionalmente fonte importante de proteína de nossa dieta cede terreno ao soja (para alimentar animais e exportar). Seu preço em conseqüência se tornou muito elevado ficando fora do alcance de muitos.

Em seu lugar aparecem um sem-número de junky foods, macarrões vitaminados e outros produtos que, na verdade, não alimentam, apenas “enchem a barriga”. E os ricos estão ficando doentes por consumirem carne e seus derivados em demasia, o que resulta, como já mencionado, em problemas de saúde de vários tipos.

A crescente demanda por produtos animais resultou em uma vasta realocação de recursos, promoveu a degradação dos ecossistemas globais, desmantelou e deslocou culturas indígenas em todo o mundo. O impacto na saúde e na desnutrição de boa parcela da família humana tem sido igualmente devastador.

Rastreando estes problemas até suas raízes em nossos hábitos alimentares – nossa demanda por alimentos provenientes do reino animal – vemos que ao mudar nossas dietas podemos desempenhar um importante papel no sentido de ajudar a curar a Terra e a criar um mundo sustentável para nossos filhos.

Distribuição de Recursos Alimentares e Fome Mundial

A fome no mundo é uma realidade dolorosa, persistente e desnecessária. No momento, existe suficiente terra, energia e água para bem alimentar mais do que o dobro da população humana, contudo a metade dos grãos produzidos é destinado aos animais enquanto milhões de seres humanos passam fome. Em 1984, quando centenas de etíopes morriam diariamente de fome, a Etiópia continuava a cultivar e exportar milhões de dólares em alimento para o gado do Reino Unido e outras nações da Europa.

Número de pessoas que morreram como resultado de desnutrição e fome em 1992: 20.000.000

Número de crianças que morrem em decorrência da desnutrição e fome a cada dia: 38.000

Freqüência com que morre uma criança na terra como resultado de desnutrição e fome: a cada 2,3 segundos

Quantidade de cereal e soja, em quilos, necessária para produzir um quilo de carne hoje nos Estados Unidos: 7

Pessoas que podem ser nutridas usando a terra, a água e a energia que seriam liberadas se os norte-americanos reduzissem seu consumo de carne em 10%: 100.000.000

Utilização de Recursos

A criação de gado tem impactos enormes e de amplo alcance sobre a biosfera em razão dos alimentos animais serem muito menos eficientes em sua produção do que os alimentos vegetais. Muito daquilo com que alimentamos o gado se transforma em subprodutos não comestíveis ou simplesmente é desperdiçado nos processos metabólicos.

Devido a esta ineficiência básica, cultivar cereais e grãos para produzir alimentos animais para grande número de pessoas requer a alocação de vastas quantidades de terra, água e energia.

Nos Estados Unidos, mais de um terço de todo o material bruto – incluindo combustíveis fósseis – consumido de um modo geral é destinado à criação de gado.

No Brasil, 44% das culturas destinam-se a produzir alimentos para os animais, isto é, quase a metade de tudo que nosso solo produz é usado para alimentar animais, que, por um lado, ao serem transformados em alimentos só podem nutrir reduzida parcela da população, uma vez que a vasta maioria não tem poder aquisitivo para comprar carne e, por outro, geram bem menos quantidade de alimentos. 23% da terra cultivada no Brasil é usada atualmente para plantar soja, metade da qual é exportada.

Quantidade em quilos de grão e soja usados para produzir um quilo de alimento a partir de:

Carne de gado 7,2
Porco 2,7
Galinha/ovo 1,3
Quantidade de nutrientes desperdiçados ao reciclar grão e soja através do gado:
Proteína 90%
Carboidratos 99%
Fibra 100%
Quantidade de pessoas que poderiam ser alimentadas com cereais empregados na produção de um bife de 225 g: 40
Utilização da Terra

Criar gado requer o uso intensivo de vastas quantidades de terra tanto no caso dos animais serem alimentados com produtos obtidos na colheita ou deixados pastar em pastagens ou florestas. Em qualquer dos casos a terra é muitas vezes destituída de sua capacidade produtiva – às vezes de modo permanente.

Quantidade de terra no mundo destinada a pastagens para o gado: metade

No Brasil, um exemplo, em Santa Catarina 2,4 milhões de hectares são explorados por lavouras, 2,5 milhões por pastagens e 1,9 milhões por matas e florestas.

Quantidade de terra própria para o plantio destinada para produzir alimento para o gado nos Estados Unidos: 64%

Quantidade de terra própria para o plantio destinada à produção de frutas e vegetais nos Estados Unidos: 2%

Produtos comestíveis que podem ser produzidos em um hectare de terra boa em quilos:

Feijão 11.200
Maçã 22.400
Cenoura 34.900
Batata 44.800
Tomate 56.000
Carne 280
Consumo de Grãos

“Alimentar a população do mundo atual com uma dieta baseada no estilo americano requereria 2 ½ vezes a quantidade de grãos que os plantadores mundiais produzem para todos os fins. Um mundo futuro de 8 a 14 bilhões de pessoas alimentando-se com a ração americana de 220 gramas diários de carne gerada a partir do consumo de grão não passa de um vôo da fantasia”
Worldwatch Institute
Durante este século a mudança fundamental na dieta das nações ocidentais de alimentos vegetais para alimentos animais resultou em uma mudança paralela na produção mundial de grãos destinados à alimentação humana para grãos destinados à alimentação de animais. O consumo de grãos pelo rebanho animal está aumentando duas vez mais rapidamente do que o consumo de grãos pelas pessoas.

Quantidade de soja cultivada nos Estados Unidos consumida pelo gado: 90%

Quantidade de milho cultivado nos Estados Unidos consumido pelo gado: 80%

Quantidade de milho cultivado no Brasil consumido pelos animais de criação: 90%

Quantidade total de grãos produzidos nos Estados Unidos consumidos pelo gado: 70%

Quantidade de grãos exportados pelos Estados Unidos consumidos pelo gado: 66%

Quantidade da colheita mundial de grãos consumidos pelo gado durante os anos oitenta: Metade

Consumo de Energia

“O óleo é usado na indústria da carne como combustível para transporte e tratores, nos fertilizantes químicos e nos pesticidas de uma maneira tal que os produtos animais podem ser considerados subprodutos do petróleo”
Worldwatch Institute
A produção de ração é um processo que requer intenso consumo de energia. Os agricultores precisam bombear água, arar, cultivar e fertilizar os campos; depois colher e transportar a colheita. Fazer funcionar as indústrias que transformam estas enormes quantidades de colheita altamente consumidora de energia em carne, aves, lacticínios e ovos requer um consumo de energia ainda maior.

Calorias de combustível fóssil gastas para produzir 1 caloria de proteína de carne: 78

Calorias de combustível fóssil gastas para produzir 1 caloria de proteína de soja: 2

Quantidade total de energia gasta na agricultura dos Estados Unidos destinada à criação de gado: Quase a metade

Energia gasta para produzir um quilo de carne de gado alimentado com ração: Equivalente a 1,7 litros de gasolina

Consumo de Água

A produção de ração e de forragem para o gado requer enorme quantidade de água, resultando na escassez de água em certas áreas. Lençóis de água tais como o gigantesco aqüífero Ogalalla nos Estados Unidos, estão sendo rapidamente esgotados. No oeste americano, a escassez exige que setores industriais, comerciais e residenciais limitem o uso de água. Raramente os consumidores são advertidos de que as proibições de regar os gramados, lavar automóveis e outras devem-se, em parte, à grande quantidade de água que é extraída para o cultivo de grãos para o gado e outras criações.

Atividade responsável por mais da metade de toda a água consumida para todos os fins nos Estados Unidos: Criação de gado

Número de litros de água necessários, na Califórnia, para produzir 1 quilo comestível de:

Tomates 39
Alface 39
Batata 41
Trigo 42
Cenoura 56
Maçã 83
Laranja 111
Leite 222
Ovos 932
Galinha 1.397
Porco 2.794
Carne de gado 8.938
Tempo que leva para uma pessoa usar 20.000 litros de água no banho (5 duchas por semana, 5 minutos por banho, com um gasto em média de 15 litros por minuto): Um ano


Questões Populacionais

O aumento do consumo de carne, aves e lacticínios gerou uma explosão na população de gado no mundo todo. O número de cabeças de gado dobrou nos últimos 40 anos, e no mesmo período a população de aves triplicou.

População Mundial Atual:

Seres Humanos: 5,4 bilhões
Gado: 1,3 bilhões
Porcos, ovelhas, cabritos, cavalos, búfalos e camelos: 2,7 bilhões
Aves: 11 bilhões

Meio Ambiente
O uso inadequado do solo e dos recursos requeridos para suprir o mercado com alimentos provenientes do reino animal agravou e acelerou a crise ambiental.

Poluição da Água

O consumo excessivo de produtos animais desempenha papel proeminente na poluição da água. A explosão da população de animais de criação resultou em uma paralela explosão de resíduos animais. Os resíduos das fazendas-empresas, rapidamente inundaram os mercados de estrume resultando no acúmulo de montanhas de resíduos animais. O nitrogênio proveniente destes resíduos é convertido em amônia e nitrato e infiltra-se nas águas do subsolo e da superfície, poluindo poços, contaminando rios e riachos e matando a vida aquática. De acordo com a Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos, cerca da metade dos poços e todos os córregos do país estão contaminados por poluentes oriundos da agricultura.

Na Holanda, os 14 milhões de animais que ocupam os estábulos do sul produzem tanto esterco que o nitrato e o fosfato saturam camadas da superfície do solo e contaminam a água. A amônia proveniente da indústria de criação de animais é sozinha a maior fonte de deposição ácida nos solos holandeses, provocando mais prejuízos que os automóveis e as fábricas, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública e Proteção Ambiental do país.

Produção de excremento pela criação de animais dos EUA: 104.000 quilos por segundo

Resíduos criados por um rebanho de 10.000 cabeças: igual a uma cidade de 110.000 habitantes

Poluição da água atribuível à agricultura, incluindo a vazão de solo, pesticidas e estrume: Maior do que todas as fontes industriais e municipais combinadas

Erosão do Solo

A utilização excessiva da terra causada pela criação de gado resultou na contínua perda da camada fértil da terra. Por todo o globo, a terra, que é a própria base da produção de alimentos, está sendo rapidamente erodida. Pressões da competição muitas vezes forçam os fazendeiros a optar por métodos de produção de baixo custo que deixam o solo exposto ou a submeter terras fracas à produção intensiva, resultando em sua ruína.

Perda corrente anual da camada fértil da terra na agricultura nos Estados Unidos: Mais de 5 bilhões de toneladas

Terra própria para o cultivo nos Estados Unidos que foi permanentemente removida devido à excessiva erosão: Um terço

Terra fértil perdida na produção de um quilo de carne: 77 quilos

Erosão do solo associada a culturas destinadas à alimentação do gado e à produção de pastagens: 85%

Camada superior de solo perdida anualmente no mundo em terras utilizadas para a agricultura: 26 bilhões de toneladas

Tempo necessário para a natureza formar cada 2,5 cm de terra fértil: 200 a 1000 anos

Causa mortis histórica de muitas grandes civilizações: Esgotamento do solo

Desertificação

O uso intensivo da terra encorajado pela necessidade de produzir alimentos de origem animal de modo competitivo fez com que a desertificação se espalhasse amplamente em muitos países. Desertificação é o empobrecimento de ecossistemas áridos, semi-áridos e sub-áridos pelo impacto das atividades humanas.
As regiões mais afetadas pela desertificação são as áreas produtoras de gado, inclusive o oeste americano, a América Central e do Sul, a Austrália e a África Subsaariana.

A desertificação dos campos e florestas deslocou a maior massa migratória na história do mundo. Na virada do século, mais de metade da população viverá em áreas urbanas.

Quantidade de terra tornada improdutiva pela desertificação anualmente no mundo: 21 milhões de hectares

Percentual da terra no mundo que sofre desertificação: 29%

Principais causas de desertificação:

Pastoreio excessivo
Cultivo intensivo da terra
Técnicas impróprias de irrigação
Desflorestamento
Falta de reflorestamento

Fator principal em todos os casos: Criação de gado

Florestas Tropicais

A cada ano cerca de 200.000 quilômetros quadrados de florestas tropicais são destruídas de forma permanente ocasionando a extinção de aproximadamente 1000 espécies de plantas e animais.

Na América Central as fazendas de gado destruíram mais florestas do que qualquer outra atividade.

90% dos novos fazendeiros da Amazônia abandonam as terras em menos de 8 anos, em razão do solo se encontrar totalmente esgotado.

Florestas derrubadas na América Central para dar lugar a fazendas de gado: 25%

Taxa atual da extinção das espécies devido à destruição das florestas tropicais e seus habitats: 1000/ano

Remédios disponíveis hoje derivados das plantas: um quarto

Obs. Este artigo é amplamente baseado em Our Food Our World – The Realities of an Animal-Based Diet, EarthSave Foundation, Santa Cruz, 1992. Tradução e adaptação de Marly Winckler.

Leituras afins:

1. Brown, Lester R. (org.), Salve o Planeta! Qualidade de Vida – 1990 – Worldwatch Institute. Ed. Globo, São Paulo, 1990.
2. Lappé, Frances Moore. Dieta Para um Pequeno Planeta, Ground, São Paulo, 1985.
3. Rifkin, Jeremy. Beyond Beef. The Rise and Fall of the Cattle Culture. A Dutton Book, New York, 1992.

http://www.vegetarianismo.com.br

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Presidente do Conselho Federal de Farmácia questiona Drauzio Varella. Médico responde. (via Aromatologia e Aromaterapia)

Certa vez o no mínimo admirável Dr. Varella disse em entrevista sobre

religiosidade que “o cérebro dele” não admitia certas coisas, e que talvez

houvesse no mundo dois tipos de cérebro, dos que acreditam e dos que não…

Agora vejo que o cérebro do Dr. Drauzio tem sim um Deus, um Deus feito a

imagem e semelhança desse mesmo cérebro. Um Deus chamado ciência, unipotente

e friamente quantitativo. Nunca a etnofarmacognosia foi tão desrespeitada,

quando suas contribuições seculares e por vezes milenares foram testadas e

retestadas por gerações e a exaustão por esses povos… E por acaso existe

pesquisa fase III que leve tantos anos, aconteça e testemunhe efeitos por tanto tempo? E por acaso diagnóstico errado (como argumentou Drauzio em sua resposta ao CFF) condena a propriedade e função da planta? E por acaso médicos e especialistas em fitoterapia erram mais que os alopatas? Sem cabimento. Sem mais.

Que a discussão saia da Época e vá para ambiente neutro, mas que não deixe de reverberar para fora do nicho dos profissionais. O povo precisa saber, se conscientizar, se posicionar e cobrar no mínimo respeito pelo conhecimento acumulado que dá de graça a indústria farmacêutica que, uma vez enquadrando o que já se sabia sobre uma planta sob a ótica científica, lhe toma com exclusividade sob a alegação da segurança.

Arnaldo V. Carvalho
http://www.arnaldovcarvalho.com
http://www.portalverde.com.br

Esse é o terceiro post sobre a posição de Drauzio Varella frente aos fitoterápicos. A discussão sairá da Revista Época e deverá seguir em ambiente isento, no site Tudo Sobre Plantas. Acompanhe aqui. FONTE: Conselho Federal de Farmácia Presidente do CFF questiona Drauzio Varella. Médico responde Data: 19/08/2010 O Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, enviou, hoje (19.08.10), uma carta ao médico Drauzio Varella, questi … Read More

via Aromatologia e Aromaterapia