Drauzio Varella e a Graviola – Por Douglas Carrara

Dráuzio Varella e a Graviola  – Annona muricata L. (1753)

A medicina moderna tem muito que aprender com o apanhador de ervas.

Halfdan Mahler

Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde (1973-1988)

A graviola é uma árvore que cresce até 10 m. de altura, quase sempre apenas a metade ou ainda menos, dependendo da região e do clima.  A casca do caule é aromática, as folhas são alternas e crescem até 15 cm de comprimento por 7 cm de largura, verdes e vernicosas na página superior e com bolsas na axila das nervuras laterais na página inferior, ligeiramente tomentosas. Inflorescência cauliflora, brotando da casca velha do caule e dos ramos. Pedúnculos robustos. Cálice com lobos triangulares e agudos. Flores axilares, solitárias, sub-globosas, amareladas com seis pétalas grossas e carnosas. O fruto é uma baga de forma irregular, mais ou menos ovóide, até 30 cm de comprimento e 12 cm de largura, com epiderme verde escura, espessa, areolada (carpelos soldados), cada aréola ou saliência cônica tendo no ápice um espinho comprido, mole e recurvado, verde, enquanto jovem, depois castâneo-ferrugíneo e com as extremidades quase pretas. O fruto pode atingir grandes dimensões, mas raramente excede 2 kg. (1)

Esta planta, que é a espécie típica do gênero, porquanto foi a primeira descrita e desenhada, já era objeto de cultura antes das chegada dos europeus, no processo de conquista e colonização do Brasil. Numerosos autores asseguram que ainda hoje é encontrada silvestre nas matas de várias ilhas antilhanas (Cuba, Haiti, Jamaica, Porto Rico), na América Central e até na Venezuela, sendo levada para outras regiões da terra, como África, Ásia, inclusive o Brasil, que provavelmente recebeu as primeiras mudas em 1750, procedentes da Jamaica e introduzida no Pará por iniciativa de Manuel Mota de Siqueira. Entretanto Gabriel Soares de Sousa já fazia referência à existência desta excelente fruteira na Bahia em 1587, com o nome de araticu. (2) Em outros países onde foi introduzida tornou-se subespontânea (inclusive na Amazônia) e em todo o mundo é mais ou menos cultivada, sempre frutificando desde o terceiro ano de idade.

No Brasil é mais conhecida com o nome de graviola. Na Bahia é chamada também de curaçau e ata- de-lima ou jaca-de-pobre em Camamu, assim como araticum. Em Minas Gerais é chamada de ata, coração-de-rainha, jaqueira-mole.  No Haiti é conhecida como anon, em Cuba e no México como guanábana. Na África, onde também foi introduzida é conhecida como sap-sap. Na ilha de São Tomé é conhecida como coração-da-Índia ou coração-de-preto (1) (3) (4) (5)

Os frutos, em estado verde são usados para combater a disenteria e úteis contra as aftas das crianças (sapinhos). No Brasil, come-se como legume, cozidos, assados no forno ou fritos em fatias. Depois de maduros, a polpa tem um aroma agradabilíssimo, misto de maçã e de pêra, e o sabor, ligeiramente ácido, lembra o perfume do abacaxi e do morango. Quem conhece o fruto corta-o no sentido vertical, tira-lhe a polpa e abandona a parte externa, que é fedorenta, dura e coriácea, tendo paladar amargo e desagradável, terebintáceo. Essa polpa, parecendo algodão em rama molhado e tendo consistência semelhante à manteiga, é comestível, porém constituída por celulose quase pura e de difícil digestão e por isso o seu melhor aproveitamento consiste em extrair o suco, para o preparo de bebidas refrigerantes e sorvetes, reconhecidamente deliciosos, bem como para geléias e marmeladas, consideradas peitorais, antiescorbúticas, diuréticas e febrífugas. (1) O óleo essencial extraído das folhas e dos frutos verdes tem cheiro pouco agradável, mas misturado ao óleo de amêndoas ou de amendoim, é indicado em fricções nos casos de nevralgias e reumatismo. (9)

Segundo Theodoro Peckolt, o pioneiro fitoquímico de origem alemã, que estudou as plantas medicinais no Brasil, as folhas contusas e misturadas com azeite quente servem para resolver os furúnculos e abcessos. A casca da raiz é indicada como tinguijante de peixes. Os frutos verdes, externamente, reduzidos à consistência pastosa servem para curar as aftas de crianças (sapinhos). (10)

Em levantamente etnobotânico realizado pela Prof. Maria Elisabet van den Berg no Pará, a graviola foi indicada para o tratamento de diabetes, e como calmante e anti-espasmódico. (19)

Hoehne também reconhece que as folhas são prescritas para eliminar vermes intestinais e em forma de decocção para resolver abcessos.  Frederico Carlos Hoehne, grande botânico brasileiro, reconhecido internacionalmente, não tinha formação acadêmica. Quando acompanhou a Comissão Rondon em 1908, Hoehne foi nomeado apenas como ajudante de botânica, numa comissão que não possuía nenhum botânico, quando na verdade era apenas jardineiro-chefe do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Todo o trabalho de botânica da primeira expedição foi realizado exclusivamente por Hoehne! Pois bem, Hoehne é um dos mais prolíficos autores botânicos brasileiros, produzindo desde 1910 até sua morte em 1959, 478 títulos bibliográficos, artigos e livros, produzindo um total de 11.000 páginas! Do herbário da Comissão Rondon foi responsável pela coleta de 10.000 exsicatas. Hoehne descobriu novos gêneros e novas espécies ao longo de toda a sua carreira, sendo responsável pela identificação de aproximadamente 400 novas espécies.  (11) (18)

Narciso Soares da Cunha, farmacêutico e doutor em medicina,  afirmava em 1941 que as folhas da graviola eram indicadas para combater a glicosúria e o diabetes. (12) Também o Dr. Flavio Rotman reconhece que a infusão das folhas da graviola são muito utilizadas pelos diabéticos para baixar a glicose sanguínea elevada. (14)

O botânico Caminhoá, no século XIX, reconhece que os frutos verdes são adstringentes e úteis contra a disenteria, assim como contra as aftas e que as folhas, fritas com óleo ou fervidas são úteis no tratamento do reumatismo.

O Prof. Dias da Rocha, reconhece em seu formulário editado pela primeira vez em 1919, que as folhas da graviola são sudoríficas e peitorais. Indica nesses casos a infusão das folhas, 3 g. para 200 ml. de água fervente, na tosse e em todas as suas manifestações, durante uma semana.  Apesar de não ser médico, como naturalista autodidata, coletava exemplares da flora, fauna, rochas, minerais e peças indígenas do Ceará e, além disso, como homeopata atendia em sua residência vasta clientela, composta de gente pobre, para quem receitava gratuitamente e às vezes fornecia o remédio. A sua especialidade era tratar de crianças. Hoje em dia todo o seu acervo constitui o Museu Dias da Rocha em Fortaleza.

Em análises de plantas oriundas da República Dominicana foi verificada a existência de ácido cianídrico na raiz, no fruto verde, nas folhas e nas flores. (1)  Outros autores também confirmam estas análises, já que na África a casca da raiz contém ácido cianídrico e por isso são usados como venenos para pescar. (6)

Os índios Waimiri Atroari cultivam também a árvore.  A infusão das folhas é usada para reduzir os níveis de glicose no sangue e na Guiana Francesa são usadas como sedativo. Na República Dominicana os frutos são usados como cataplasma para estimular lactação nas mulheres que estão amamentando. Extratos das folhas tem poderoso efeito hipotensor em cobaias.   (6) (7)

A decocção dos rebentos novos das folhas é usada em Cuba contra a tosse para desobstruir os brônquios ou em fomentos contra as inflamações externas e para lavar os pés inchados. O refresco do fruto é indicado para hematúria (sangue na urina), assim como facilita a secreção urinária e alivia a uretrite. A infusão das folhas é considerada sudorífica. No eczema, coloca-se as folhas sob a forma de emplastro e se cobre com um pano.  Segundo Grousourdy, em Cuba, as folhas e os brotos tem propriedades antiespasmódicas e estomáquicas e constituem um remédio popular muito útil contra as indigestões, já que facilitam as digestões difíceis. Os nativos, segundo Groussourdy, utilizam as folhas tenras molhadas com saliva nas carnosidades que aparecem no entorno das cauterizações, eliminando-as em muito pouco tempo e sem dor, não deixando cicatrizes. A polpa do fruto aplicada como cataplasma, durante 3 dias, sem trocar, nas feridas provocadas pelos bichos-do-pé (Tunga penetrans) elimina-os. Ao retirar a cataplasma, as chagas apresentam melhor aspecto e curam com maior facilidade. O pó das sementes trituradas é eficaz para matar piolhos. A tintura macerada com as sementes trituradas em bebidas destiladas tem propriedades vomitivas muito enérgicas.  (4)

Na Venezuela, segundo Pittier, a graviola é conhecida também como guanábano, e as folhas, em infusão, são usadas para combater a diarréia. (8)

Em Angola, na África, os curandeiros negros empregam, em casos de disenteria e diarréia, a decocção das sementes trituradas.   (5)

Em pesquisas mais recentes, o Prof. Edile de Medeiros Sampaio e colaboradores da Universidade Federal do Ceará (1974), reconheceram o potente efeito hipoglicemiante das folhas de graviola. (13)

No livro mais atualizado que existe no Brasil sobre plantas medicinais, o livro do Prof. Matos e de Harri Lorenzi, se reconhece os diversos usos medicinais baseados na tradição popular, registrados na literatura etnofarmacológica. Acrescenta que recentemente tem crescido muito o uso do chá das folhas como agente emagrecedor e medicação contra alguns tipos de câncer.

No citado livro, o estudo fitoquímico mostrou que as folhas contém até 1,8% de óleo essencial rico em beta-cariofileno, gama-cadineno e alfa-elemeno, enquanto que o obtido do fruto ésteres e compostos nitrogenados como substâncias responsáveis pelo seu aroma. Na composição química do fruto estão presentes açúcares, tanino, ácido ascórbico, pectinas e vitaminas A (beta-caroteno), C e do complexo B, enquanto nas folhas, casca e raiz desta planta vários alcalóides foram identificados descritos como reticulina, coreximina, coclarina e anomurina. Nas sementes, nas folhas, casca e raízes desta planta foram encontrados o ciclopeptídeo anomuricatina A e várias acetogeninas.

As acetogeninas formam uma nova classe de compostos naturais de natureza  policetídica de grande interesse para farmacologistas e químicos de produtos naturais em todo o mundo, por serem farmacologicamente muito ativas como antitumoral e inseticida, sendo a mais ativa delas a anonacina; uma outra substância desta classe mostrou intensa atividade contra o adenocarcinoma do cólon (intestino grosso), numa concentração 10.000 vezes menor do que a adriamycina, quimioterápico usado para tratamento deste tipo de tumor.  Descobertas como estas tem provocado uma grande procura por folhas de graviola, cuja negociação pelas empresas de cultivo com os laboratórios de pesquisa e de produção de fitoterápicos especialmente do exterior, alcança quantidades da ordem de toneladas. O amplo emprego desta planta nas práticas caseiras da medicina popular e seus resultados positivos, além da grande disponibilidade de material no Brasil, são motivos suficientes para sua escolha como tema de estudos químicos, farmacológicos e clínicos mais aprofundados, visando sua validação como medicamento antitumoral. (15) (16)

No XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil em outubro de 2000, foi apresentado um trabalho mostrando um novo método de extração de acetogeninas das sementes da graviola, já que pelo processo clássico de extração por solventes as dificuldades são grandes em função da riqueza de ácidos graxos neutros contidos nas sementes. No entanto se obtém um índice de extração de acetogeninas de 17% através da extração por fluido supercrítico (SFE). (20) Evidentemente busca-se eficiência na extração das acetogeninas em função de sua atividade antitumoral comprovada.

Em 16 de julho de 2007 o Globo Repórter (http://www.youtube.com/watch?v=u7Z6cEUshDQ) fez uma reportagem sobre a graviola, entrevistando inicialmente a empresária e fitoterapeuta (*) Leslie Taylor que importa 400 toneladas de folhas de graviola do Brasil, do Peru e do Equador, para produzir o fitoterápico N-Tense, um composto de graviola com mais 7 plantas brasileiras. O produto é utilizado no tratamento do câncer e a empresa Raintree, com sede em Austin, distribui o medicamento para 400 médicos nos Estados Unidos, que vem obtendo bons resultados com o produto. Não podem anunciar os resultados porque a vigilância sanitária nos EUA não permite que sejam divulgados os tratamentos feitos com medicamentos oriundos de plantas medicinais. Na Alemanha, o Dr. Helmut Keller utiliza o mesmo medicamento produzido nos EUA com resultados surpreendentes. Um paciente conseguiu fazer desaparecer um câncer da bexiga em 3 semanas de tratamento! A empresária obteve as informações sobre a graviola de um grande laboratório nos Estados Unidos que desistira de patenteá-lo porque não tinha conseguido sintetizar a substância ativa, no caso, uma das acetogeninas.

Atualmente a graviola é cultivada em várias partes do mundo, desde o sul da Flórida até a China, África e Austrália. Essa extraordinária dispersão mundial da graviola é, naturalmente uma decorrência do excelente sabor e aroma de seus frutos, assim como das propriedades medicinais de diferentes partes da planta.

Pode-se observar que, analisando o mosaico de aplicações em diferentes países, as indicações são muito semelhantes a partir do levantamento etnobotânico promovido em diferentes épocas e em diferentes países.

Portanto, Dr. Dráuzio, a experiência popular com a graviola tem pelo menos 400 anos, já que em 1578 a planta e seu saboroso fruto já eram conhecidos na Bahia. Além disso os ensaios fitoquímicos e fitofarmacológicos existem há pelo menos há 35 anos! Realmente ainda são necessárias mais pesquisas para consolidar as propriedades terapêuticas da planta, mas tudo indica que a pomada de graviola produzida pelo Prof. Frazão tem fundamento e deve estar produzindo efeitos benéficos nos pacientes.

Esta é a planta que o Dr. Dráuzio Varella afirmou que não serve para nada com uma pesquisa de apenas alguns dias, com o objetivo de denegrir a imagem de um professor, que, ainda de maneira embrionária, busca com honestidade encontrar medicamentos a partir de plantas para tratar as pessoas que não possuem recursos para adquirir medicamentos sintéticos e de efeito duvidoso.

A escassa documentação protocolar da pesquisa do Prof. Frazão não invalida o seu trabalho. Se fosse assim teríamos que invalidar toda a experiência de origem indígena e popular que gera inúmeras substâncias extremamente úteis para a ciência, tais como, alcalóides e glucósides, descobertos empiricamente em experiências populares e indígenas, quase sempre anônimas. O que o Prof. Frazão necessita é de apoio financeiro e da colaboração de pesquisadores com melhor aparato cientifico para aperfeiçoar sua pesquisa feita ao longo de anos de dedicação, com o exclusivo objetivo de ajudar quem precisa. Além disso a reportagem não informou que os medicamentos preparados pelo Prof. Frazão são entregues gratuitamente aos pacientes e as entrevistas com os pacientes que foram curados com a pomada de graviola …

Agora cabe ao público escolher entre a pesquisa apressada do Dr. Dráuzio e a longa experiência popular, indígena, científica e inclusive a experiência do Prof. Frazão a respeito da graviola.

Prof. Douglas Carrara

Antropólogo, Professor, Pesquisador de medicina popular e fitoterapia no Brasil

www.bchicomendes.com

djcarrara@hotmail.com

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Bibliografia Consultada:

(1) CORRÊA, Manoel Pio (1874-1934):

1952 – Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas – Vol. III – Ministério da Agricultura – Rio  – pp. 486

(2) SOUSA, Gabriel Soares de (1540? – 1591):

1974 – Notícia do Brasil – Comentários e Notas de Varnhagen, Pirajá da Silva e Edelweiss – MEC – Rio – pp. 363

(3) CAMINHOÁ, Joaquim Monteiro (1836-1896):

1877 – Elementos de Botânica Geral e Médica – Tip. Nacional – Rio – pp. 2317

(4) MESA, Juan Tomás Roig y (1877-1971):

1988 – Plantas Medicinales, Aromáticas o Venenosas de Cuba – 2 vol. – Ed. Cientifico-Tecnica – La Habana – pp. 161

(5) FICALHO, Conde de (1837-1903):

1947 – Plantas Úteis da África Portuguesa – Agência Geral das Colônias – Lisboa – pp. 76

(6) MILLIKEN, William; Robert P. Miller; Sharon R. Pollard & Elisa V. WANDELLI:

1992 – The Ethnobotany of the Waimiri Atroari Indians of Brazil – Royal Botanic Gardens – London – pp. 50

(7) CAVALCANTE, Paulo B. (1922-2006):

1996 – Frutas Comestíveis da Amazônia – 6a. Ed. – Museu Paraense Emilio Goeldi – Belém – pp. 109.

(8) PITTIER, H.:

1926 – Manual de las Plantas Usuelles de Venezuela – Lit. Del Comercio – Caracas – pp. 245

(9) PENNA, Meira:

1946 – Dicionario Brasileiro de Plantas Medicinais – Ed. Kosmos – Rio – pp. 33

(10) PECKOLT, Theodoro (1822-1912) e Gustavo:

1914 – Historia das Plantas Medicinaes e Úteis do Brazil – Pap. Modelo – Rio – pp. 62

(11) HOEHNE, F. C.: (1882-1959):

1939 – Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais – Dpt. de Botânica de SP – S. Paulo – pp. 123

(12) CUNHA, Narciso Soares da:

1941 – De von Martius aos Ervanários da Bahia – Pap. Dois Mundos – Salvador – pp. 42

(13) BRAGANÇA, Luiz Antonio Ranzeiro de:

1996 – Plantas Medicinais Antidiabéticas – Eduff – Niterói – pp. 170.

(14) ROTMAN, Flávio:

1984 – A Cura Popular pela Comida – Ed. Record – Rio – pp. 199

(15)  LORENZI, Harri & F. J. Abreu MATOS (1924-2008):

2008 – Plantas Medicinais no Brasil Nativas e Exóticas – 2a. Ed. – Ed. Plantarum – Nova Odessa – pp. 67

(16) TAYLOR, L.:

1998 – Herbal Secrets of the Rainforest – Prima Health Publ. – Rocklin, CA, 315 p.

(17) MATOS, Francisco Jose de Abreu Matos (1924-2008):

1987 – O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha (1869-1960) – Esam – Mossoró – pp. 208

(18) HOEHNE, F.C. (1882-1959):

1951 – Relatório Anual do Instituto de Botânica – São Paulo – 155 p

(19) BERG, Maria Elisabeth van den:

1982 – Plantas Medicinais na Amazônia – Museu Paraense Emilio Goeldi – Belém – pp. 22

(20) MAUL, Aldo Adolar et all:

2000 – Extração Supercrítica das Sementes de Graviola (Annona muricata L.), Annonaceae) in Livro de Resumos do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil – Recife – PE – Brasil. – pp. 174

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(*) Nos Estados Unidos, a profissão de naturopata é reconhecida legalmente e existem cursos de formação para quem deseja exercer a profissão.

PUBLICADO PELO PORTAL VERDE SOB AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO AUTOR

10 Respostas so far »

  1. 1

    HILCEY CARMEN RODRIGUES COSTA said,

    DE TODAS AS SANDICES QUE O DITO ‘DR DRAUZIO VARELLA
    FEZ E FALOU UMA COISA ELE NOS FOI BENÉFICO……ELE ESTA AJUDANDO A COMUNIDADE DE FITOTERAPIA SE UNIR.NÓS DO HOSPITAL DE MEDICINA ALTERNATIVA EM GOIANIA ESTAMOS MOBILIZADOS A PADRONIZAR MEDICAMENTOS FIOTERAPICOS COM O APOIO DA SECRETARIA DE SAUDE DO ESTADO.ATENCIOSAMENTE AGRADEÇO.

  2. 2

    mega said,

    Gostaria de manifestar meu repúdio em relação às reportagens veiculadas pelo programa Fantástico no quadro “É bom pra que?” pelo Dr. Dráuzio Varella. Tenho observado desde a primeira reportagem que os entrevistados são pessoas comuns, como donas de casa, ou seja, pessoas sem embasamento científico específico nos temas que estão sendo abordados, as drogas vegetais ou plantas medicinais. E as pessoas que entendem do assunto não são entrevistadas e quando convidadas para alguma gravação são enganadas e ludibriadas , como fizeram com o professor Frazão de Imperatriz no Maranhão.
    Até o momento, nenhum especialista do quilate do Dr. Alex Boisares, foi entrevistado, médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Acupuntura e Medicina Chinesa pela Sociedade Internacional de Acupuntura de Paris e pela Universidade de Pequim na China, especialista em Medicina e Plantas Medicinais Brasileiras e sócio fundador do Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais (IBPM).
    O Sr. Dráuzio Varella alega que não existem pesquisas que comprovem o efeito das plantas medicinais em tratamento de doenças. Acredito que o apresentador esteja equivocado.
    Quando o Dr. Alex Boisares publicou um de seus livros intitulado “As fórmulas mágicas das plantas” , ele já havia pesquisado por 10 anos os efeitos positivos das plantas medicinais em tratamentos de doenças, que foram comprovadas, só aqui, no Brasil, por dezenas de especialistas em plantas medicinais, que ironicamente o Sr. Dráuzio desconhece a existência desses profissionais , mesmo depois de ter entrevistado vários deles algum tempo atrás , aumentando, naquela época, a audiência da Globo em todo território nacional estrondosamente,na ocasião o entrevistador ficou tão empolgado que fez uma visita a Amazônia , e surpreendeu-se com as plantas curativas da Amazônia.
    É contraditório também, a reportagem sobre a graviola, pois um laboratório Norte Americano que possui em seu quadro de funcionários vários especialistas em plantas curativas, patenteou esta planta, com princípios ativos medicinais e considerou positivos seus efeitos para tratamento de doenças, a mesma empresa, distribui o extrato seco da graviola para vários países ao redor do mundo. Nos Estados Unidos charlatões não tem vez , principalmente na indústria de suplementos, complexos vitamínicos e extratos secos naturais.
    Outra contradição absurda foi ouvir o relato de um Hepatologista (profissional que cuida de doenças do fígado) afirmando que uma de suas pacientes perdeu o fígado por estar tomando um chá diurético e antiinflamatório das vias urinárias. Eles não podem afirmar isto, pois, nenhum deles tem formação em Fitoterapia e muito menos são especialistas em plantas medicinais brasileiras.
    Onde está a contradição? A contradição está na família da paciente e na indicação do suposto médico que não foi mostrado na reportagem. A mãe da paciente mesmo depois de avisada dos efeitos colaterais danosos ao fígado, causados pelo chá da planta mãe boa (nome popular dado a planta naquela região) respondeu para o Sr. Dráuzio Varella que ela ia continuar tomando o chá, ou seja, aquela senhora adquiriu o hábito de consumir aquela planta, provavelmente da sua mãe ou de sua avó, e não com um suposto profissional da área de saúde.
    A lavagem cerebral da mídia sobre o povo brasileiro é tão poderosa que ao assistir uma reportagem desta, acabam esquecendo que não existe nenhum brasileiro com sangue azul, em nossas veias corre o sangue do índio, do africano e do europeu.
    Negar que as plantas medicinais não fazem parte da nossa cultura é negar nossas origens, não conheço nenhuma criança que foi parar na UTI, ou precisou de um transplante de órgãos por ter tomado um chá da vovó, tenho certeza que o Dr. Dráuzio Varella quando era criança se beneficiou desses chás . Todo brasileiro independente de ser médico ou um cidadão comum deveria defender com unhas e dentes nosso patrimônio natural como um todo, inclusive nossas plantas medicinais. A maioria dos brasileiros falam que tem orgulho de ter nascido neste pais. Negar a medicina dos nossos antepassados é negar nossas origens!
    Na época do império as maiores autoridades do Brasil como D. Pedro I e D. Pedro II , tratavam suas doenças com Fitoterapia (plantas medicinais) e Homeopatia.
    O mesmo aconteceu com os primeiros portugueses quando chegaram aqui no Brasil, mesmo com preconceito e contra gosto tratavam suas enfermidades com as plantas medicinais dos índios brasileiros e dos africanos .
    Continuando sobre a família da paciente que perdeu o fígado pelo suposto uso contínuo do chá mãe-boa. Vamos fazer uma reflexão: Na mesma residência, várias pessoas fizeram o uso simultâneo desta planta, e pela lógica, todas elas teriam que estar com o fígado avariado ou apresentando algum tipo de alteração, o que com certeza, poderia ser constatado pelo médico Hepatologista. Foi tão frizado a questão dos olhos amarelos, tão comum em pacientes acometidos por hepatite, interessante, é que esse detalhe dos olhos amarelos que apresentava a paciente, não se manifestou nos olhos da mãe da mesma, que usa o chá há muito mais tempo que a filha, contradição que um leigo jamais perceberia.O fígado possui mais de 500 funções. A maioria delas a ciência desconhece.
    Conheço uma pessoa que teve que fazer um transplante de fígado e nunca tomou esse chá. Perdeu o fígado por estar acometida por uma doença rara que até o momento não se conhece.
    Qualquer pessoa desprovida de conhecimento científico, sabe que bebidas alcoólicas podem destruir o fígado e qualquer médico Hepatologista sabe que com a produção de alimentos em massa, aumentaram as pragas, e com isso aumentou o uso de defensivos agrícolas na lavoura , que podem causar a falência não só do fígado mais de órgãos importantes como os rins, pâncreas, etc.
    Nos últimos 20 anos, as doenças do fígado aumentaram de tal forma, que se os dados fossem passados para a população, as pessoas entrariam em pânico. Como se não bastassem o uso excessivo de defensivos agrícolas, nós seres humanos estamos consumindo cada vez mais aromatizantes, derivados de petróleo, conservantes, que se existissem na época dos antigos egípcios serviriam para mumificar os corpos dos faraós, gatos, jacarés, com muita eficiência. Estes conservantes se fossem colocados dentro do corpo de um defunto provavelmente ajudaria a conservar o cadáver , mas se colocados dentro dos corpos de seres humanos saudáveis causariam várias doenças como câncer de fígado, intestinos, nódulos malignos nos seios ou nos gânglios linfáticos, tumor no cérebro, etc.
    Outro dado interessante também e que poucas pessoas tem conhecimento, e que só aqui, no Brasil, morrem todos os anos por intoxicação de medicamentos sintéticos de 20 a 22 mil pessoas. Pensem nisso!
    Outra contradição sobre a Fitoterapia é que como uma população gigantesca como a indiana de 1.200.000 .000( um bilhão e duzentos milhões) de habitantes, consegue trabalhar com equilíbrio e harmonia com os conhecimentos milenares da Medicina Ayurvédica Indiana que trata doenças com plantas medicinais a mais de 7.800 ( sete mil e oitocentos anos). Há Algumas décadas introduziram nos hospitais da Índia, os conhecimentos da Medicina Ocidental. Na Índia as Medicinas Milenar e Ocidental convivem em harmonia , infelizmente aqui no Brasil alguns profissionais que trabalham com a Medicina Convencional vivem menosprezando e atacam o tempo todo os profissionais que trabalham com Medicina Alternativa.
    O mesmo aconteceu com a Medicina Tradicional Chinesa com mais de 4 mil anos que trata 1 bilhão e meio de pessoas com plantas medicinais.
    A maioria das farmácias na China segue um sistema de tratamento milenar, não existem prateleiras e nem frascos , e sim centenas de gavetas com ervas, raízes e animais que são utilizados para tratamento de várias doenças.
    Gostaria que nas próximas reportagens, fossem entrevistados especialistas que pudessem falar não só de teorias vagas, mas que fossem profundos conhecedores da área. Seria interessante também entrevistar especialistas em plantas curativas na Índia, na China, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, não se esquecendo também dos especialistas brasileiros.
    Tenho certeza, que depois de uma reportagem séria e completa, a população brasileira, não será mais enganada nem ludibriada e muito menos o Dr. Dráuzio Varella ou qualquer outro servirá de marionete da indústria de farmacologia brasileira
    Gostaria de finalizar este texto com um ditado popular que diz “ A voz do povo é a voz de Deus”. Se a população fosse mais informada e se soubesse distinguir com facilidade joio do trigo, a mentira da verdade, este ditado não precisaria ser mudado . Eu, infelizmente, sou forçado a mudar o ditado para … “ A voz da Rede Globo é a voz de Deus”.
    Há também aquele ditado “ se bem não faz , mal não há de fazer”,hoje em dia sabemos que não é bem assim, pesquisas realizadas no mundo inteiro tem provado o contrário. Ervas contêm princípios ativos importantes e por isso o ideal é que fossem indicadas por um profissional que trabalhe com fitoterapia e que tenha conhecimento comprovado e não teorias vagas.
    Vou parar por aqui lembrando as pessoas de uma gravação ilegal que fizeram com o ex ministro Ricupero, onde ele relatava em off, para um repórter amigo, informações sigilosas do mundo empresarial e político, em um trecho desta gravação o ex ministro dizia: ” Essa gente é perigosa e manda matar ou destrói a carreira de qualquer um, em questão de segundos!”
    É exatamente por isso que prefiro manter o meu nome no anonimato!
    Um abraço a todos!

  3. 3

    Uilla Islany said,

    A globo se contradiz, pois já houve uma reportagem no globo reporter que falava da gravioleira e suas propriedades medicinais, no qual pesquisadores de ooutros países e do Brasil fizeram estudos comprovando essas propriedades! Sou aluna do curso de nutrição da UPE, e estou fazendo parte de um projeto de pesquisa sobre a gravioleira, e fiquei indignada com a reportagem do Dráuzio, ele descartou todos os estudos que foram feitos até hj!

  4. 4

    Ivone Tolfo said,

    Amigos, a Globo só fala no que realmente interessa a seus patrocinadores, e tenham certeza a cura através de Ervas Medicinais não esta entre os interesses dessas Empresas..

  5. 5

    Emilio Victoy said,

    A Globo tem um tipo de câncer raro, que a medicina natural não poderá curar.

  6. 6

    Ricardo Koracy Jennings said,

    Fico com o Professor Frazão e a sabedoria popular…

  7. 7

    walter gerard rauffus said,

    walter rauffus diz: alguém sabe o quanto estrago provocou uma enorme firma americana aqui no brasil que tem o nome de MONSANTO e em troca de dinheiro dos otários brasileiros continua a envenenar este lindo país e suas criaturas divinas?????

  8. 8

    Eric dos Santos de Brito said,

    Boa tarde como consigo essa pomada de graviola?

  9. 9

    Neuman Jerônimo Leite said,

    Por quanto tempo devemos tomar o chá da Folha da graviola?

    • 10

      Arnaldo said,

      Não há um tempo pré-determinado na literatura, a maioria das pessoas considerando tomar durante o tratamento global contra um problema específico, outros seguindo com a tomada como manutenção da saúde. Não há estudos mas a experiência da medicina popular não enxerga o uso continuado do chá como problemático. Att., Arnaldo V. Carvalho – Naturopatia


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