Integração corpo e mente na origem das academias

Integração corpo e mente na origem das academias

 

Hoje em dia, o culto ao corpo tem levado milhares de pessoas a se matricularem em academias no intuito de modelarem seus físicos de acordo com as exigências da mídia. Homens e mulheres com corpos esculturais desfilam para cima e para baixo na televisão, ora em grupos de pagode e axé music, ora em novelas, sem falar das revistas e do cinema.

Principalmente quando vem chegando o verão(isso até parece música), a galera fica indócil, precisa malhar para entrar em forma. Afinal de contas, não dá para pagar mico na praia ou na piscina com aquela barriguinha, aqueles pneuzinhos, ou ainda, com aquele culote, o bumbum fica caído, ou um aspecto meio raquítico. O negócio é ficar sarado.

A verdade é que as pessoas estão ficando cada vez mais exigentes com a aparência. Será futilidade? Ou as coisas estão realmente mudando?

Uma coisa é certa, o radicalismo, seja ele qual for, é extremamente prejudicial. Geralmente quem só pensa em malhar deixa a desejar em outros assuntos que requeiram o uso do intelecto e, por sua vez, quem vive com a cara enfiada em livros ou estudos tende a negligenciar a parte física. O ideal seria usar a conjugação dos dois. Mas como isso é possível? A solução estaria num local onde as pessoas pudessem fazer as duas coisas, ou seja, cuidar da mente e do corpo simultaneamente, como aquele velho ditado: mens sana in corpore sano.

Academia é uma palavra que surgiu no século V a.C. O termo se originou de Academos, herói grego que emprestava seu nome a um bosque onde Platão construiu sua escola. Lá, ensinavam-se filosofia, matemática e ginástica, embora ensinar talvez não seja a melhor palavra nesse contexto. Isto porque também na academia de Platão o diálogo vivo era o que mais importava. Assim, não é por acaso que o diálogo foi a forma escolhida por Platão para registrar por escrito sua filosofia.

Foi no ano de 399a.C. aos 28-29 anos que Platão perdeu seu grande orientador, Sócrates, obrigado pela sociedade ateniense a beber cicuta, suicidando-se. No entanto, o filósofo ao perder um mestre ganha outro, Saturno, o deus/planeta do amadurecimento e da busca do conhecimento por si mesmo, pela experiência pelo tempo. É justamente neste período que vivenciamos o “retorno de Saturno”, ou seja, a época no momento do nascimento. Como nos assevera Stephen Arroyo:

O primeiro ciclo de Saturno através do horóscopo de nascimento durante aproximadamente os primeiros vinte e nove anos da vida é antes do mais, baseado na reação ao condicionalismo do passado, ao karma, às influências dos pais e às pressões sociais. Durante este período da vida, as pessoas são regra geral, bastante inconscientes de quem e do que são fundamentalmente. Mas depois, com o primeiro regresso de Saturno, é muitas vezes, como se uma velha dívida fosse paga e muitos velhos modelos e obrigações kármicas fossem subitamente removidos. Nesta altura, pode-se experimentar um estado de ser profundamente complexo; trata-se, na verdade, ao mesmo tempo, de um sentimento de limitação inalterável na estrutura da vida, e de um sentimento de liberdade interior que, em muitos casos é acompanhado por uma alegria inspiradora e grande exuberância.

 

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