Finalmente relançado, o livro Possangaba é uma pérola sobre o pensamento médico popular no Brasil

“As plantas brasileiras não curam, fazem milagres.” Martius (1794-1868)

CARRARA, Douglas: PossangabaO livro “POSSANGABA – O PENSAMENTO MÉDICO POPULAR foi relançado em outubro no III Congresso Brasileiro de Naturopatia e Iridologia.

De autoria do renomado antropólogo, botânico e pesquisador de plantas medicinais Douglas Carrara, a obra é resultado de pesquisa promovida pela Fundação Oswaldo Cruz no início da década de 80.

 

A mesma foi realizada na região do Grande Rio, especialmente, no município de Magé – RJ, principal fonte de dados utilizados por Carrara. Ele publica um material raro, com entrevistas realizadas junto aos usuários e praticantes da medicina popular, tais como, mateiros, raizeiros, parteiras, rezadores e umbandistas, e identificação científica de plantas medicinais utilizadas por esses personagens da sociedade.

Depois de um longo estudo do material recolhido, foi submetido possível elaborar uma história terapêutica de cada substância, assim como para avaliar o grau de continuidade e permanência da medicina popular ao longo do tempo. A partir deste alicerce histórico, O Prof. Douglas pôde oferecer ao público informações de valor inestimavel, marcado por harmonia entre rigor metodológico e preocupação de registrar a lógica de um pensamento pouco estudado, oprimido e desprezado, apesar de sua incomensurável contribuição para a história da medicina e da farmácia.

Basta lembrar da quina-do-Peru, da penicilina (fungos), do curare indígena, das vacinas, da dedaleira (digitalis), da sapucainha, da pervinca, do guaraná, da noz de cola, da ipecacuanha, do boldo, do salgueiro branco, da andiroba, do avelós, do ipê-roxo, da mamica-de-cadela, da copaíba, da baleeira, da espinheira-santa, do nim, do chapéu-de-couro, da romã, da graviola, da garra-do-diabo, da unha-de-gato, do guajiru, do jaborandi, do urucum, da salsaparrilha, do jatobá, da marapuama, da moringa, do aguapé, do gengibre, do mulungu, do melão-de-São-Caetano, do guiné-pipiu, da erva-de-Santa-Maria, para lembrar apenas dos mais notáveis medicamentos de origem popular e usados até hoje pela medicina científica, tanto por alopatas como por homeopatas e por fitoterapeutas.

Todas essas substâncias e muitas outras, sem exceção, tem origem na medicina popular ou nativa do mundo inteiro. Todas são o resultado de uma experiência e vivência milenar com o uso de plantas medicinas para restaurar a saúde humana e animal.

Recomendamos a leitura de Possangaba, acreditando que com isso é possível a mente urbana brasileira compreender um pouco mais que por trás de crenças e costumes não há irracionalidade, mas uma lógica própria, legítima, e repleta de uma sabedoria profunda que muitas vezes não se percebe em nossos grupos culturais da cidade grande.

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2 Respostas so far »

  1. 1

    beatriz said,

    Onde adquiro o livro?


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