A dieta anti-infarto dos Esquimós

A Saúde dos Esquimós

Nenhuma população do mundo inclui tanta gordura na dieta como os esquimós. E apesar disso eles apresentam a mais baixa taxa de doenças coronarias. Isto porque quase toda a gordura que consomem são insaturadas, provenientes do peixe e da foca.

• Os esquimós comem basicamente peixes de águas frias, cozidos ou crus, que contêm grande quantidade de ômega-3, um ácido graxo poliinsaturado. O ômega-3 existe nas algas-marinhas, que servem de alimento para este tipo de peixe.

ACIDOS GRAXOS OMEGA 3

A pesquisa sobre os ácidos graxos poli-insaturados ômega 3 começou a partir de estudos sobre a dieta dos esquimós, tendo por base evidências epidemiológicas de menor incidência de doenças cardiovasculares neste grupo. Interessantemente trata-se de uma dieta cuja base é carne crua de diversos animais.

Descobriu-se então que o fator de proteção são alguns os ácidos graxos ômega 3, presentes em grande quantidade em alguns peixes de regiões frias, principalmente salmão, atum e truta, consumidos abundantemente pelos esquimós.

Se não forem consumidos a partir de fontes externas que são peixes gordurosos de regiões frias, e alguns óleos vegetais como os de nozes e linhaça, estes compostos não são produzidos no corpo humano.

Eles diminuem os níveis de colesterol total, e mais ainda os níveis de triglicérides. Como a uma redução nos níveis de triglicérides corresponde um aumento nos níveis de HDL, este é outro benefício que eles proporcionam. Além disso, estes ácidos graxos funcionam como antiagregantes plaquetários. Pesquisa-se também um efeito vasodilatador direto, aparentemente, em doses muito altas, os omega-3 funcionam como hipotensores. Ao que tudo indica os efeito variados destes ácidos graxos ocorrem porque eles servem como tijolos para formar eicosanóides e prostaglandinas, substâncias que atuam como mediadores de várias funções, inclusive no controle da pressão arterial e do metabolismo lipídico.

Em 1999 foi publicado artigo italiano mostrando que o consumo de um cápsula diária de óleo de peixe diminui em 10% o risco de eventos cardiovasculares(IAM,AVC,morte) em homens com IAM prévio. Nos ´guidelines´ dietéticos de outubro de 2000, da American Heart Association incluiu pela primeira vez, duas porções semanais de peixes gordurosos como atum ou salmão. O consumo de peixe traz uma vantagem dupla: além de trazer os benefícios do consumo de ácidos graxos ômega 3, leva a um menor consumo de carne, e portanto, menores níveis de gorduras saturadas e colesterol.

• Prefira peixes de águas frias: salmão, bacalhau, atum, truta. São peixes de águas quentes: linguado, congro, pescada, garoupa, camarão, lagosta.

Referências Bibliográficas:
Recorte de Revista NSP (número desconhecido)
Site Classiclife – http://www.classiclife.com.br
Sociedade Brasileira de Hipertensão – http://www.sbh.org.br/publico/informacoes/faq/resposta14_omega.htm

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3 Respostas so far »

  1. 1

    josé said,

    Os Masai também não comem quase nada de carboidratos e não possuem doenças do coração, diabetes ou obesidade. Afinal pra ser obeso a insulina deve estar alta, pois é ela que armazena o excesso de glicose na forma de glicogênio ou triglicerídeos (gordura). 😛

  2. 2

    Abaixo texto que extraí do e-book “Saúde através da alimentação Natural”:

    O Dr. Ralph Bircher, que recentemente deu informações minuciosas, sobre a tribo hunsa, compara os hunsas com os esquimós da Groenlândia oriental, cujo modo de vida estudou a expedição Höygaard, em 1936. Escreveu ele: Mais de 90 % da alimentação destes esquimós consiste em carne, quase sempre crua. A alimentação é muito natural, mas não corresponde às condições humanas. Não dá lugar a insuficiências consideráveis de vitaminas ou sais minerais, mas dá lugar à ingestão diária de 299 g de albumina animal, em lugar de 60 g, 169 de gordura em lugar de 50 a 80 g e só 122 g de hidrocarbonatos, em lugar de 400 a 500 g. Estes homens parecem sãos, ativos, alegres, amantes do trabalho e inteligentes, quando muito jovens; mas, quando chegam aos trinta e cinco anos perderam a sua juventude, a sua energia e a sua capacidade e mostram-se cansados, entorpecidos e gravemente arterioscleróticos. A duração média da vida destes homens é só de vinte e sete anos e meio. Compare-se tudo isto com a juventude, o aspecto, a capacidade e a atividade dos hunsas, de idade muito avançada. Isto demonstra, pois, que a alimentação hunsa, crua e vegetal, de cereais integrais com suficiente acréscimo de verduras, é própria para as características naturais do organismo humano, e não o é, pelo contrário, a alimentação dos esquimós.

  3. 3

    Arnaldo said,

    Muito boa contribuição William. Devemos lembrar que o panorama da sociedade esquimó mudou radicalmente do estudo de 1936 para cá, e embora o consumo de gorduras do tipo ômega 3 siga muito alto, os aspectos de deficiência foram corrigidas a medida em que hoje eles têm acesso a alimentos de fora da regiao. O maior problema atual dos esquimós hoje é o sedentarismo pela mecanização de seus processos de subsistência! Grande abraço!


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