A polêmica do Aspartame e a opinião de quem é a favor

O aspartame é um edulcorante tão polêmico que a briga entre especialistas na área da saúde tornou-se verbete na Wikipedia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Aspartame_controversy

Enquanto a briga teorica, política e comercial não termina, os consumidores arriscam-se em nome de um sabor, ou talvez, da defesa de suas compulsões. Mas para além dos muitos artigos científicos hoje desponíveis demonstrando a associação do aspartame com diversas doenças, a prudência, contudo, me leva ao conselho de, estando em jogo a saúde,  não arriscar.

Segue ainda assim pequeno artigo que apresenta interessante ponto de vista de alguns médicos que não creem, não conseguiram até o momento observar malefícios (e possivelmente não leem as revistas científicas que publicam há anos centenas de artigos sobre o tema), e até pelo contrário, destacam fatores positivos no adoçante.

Arnaldo V. Carvalho, naturopata.

 

A suposta Dra. Marckle conta que esteve na última Conferência Mundial do Meio Ambiente – onde e quando, não fica esclarecido –, na qual foi anunciada, entre outras coisas, a existência de uma epidemia de esclerose múltipla e de lúpus sistêmico nos Estados Unidos. Segundo as denúncias, essas doenças teriam ligação direta com o consumo do aspartame, comercializado com o nome de NutraSweet.

O adoçante foi acusado também de provocar sintomas como fibromialgia, espasmos, dores, formigamento nas pernas, cãibras, vertigem, tontura, dor de cabeça, zumbido no ouvido, dores articulares, depressão, ataques de ansiedade, fala atrapalhada, visão borrada ou perda de memória. Eles consistiriam no que a Dra. Marckle chama de “Doença do Aspartame”.

No e-mail que está circulando na Internet, a médica norte-americana afirma existirem evidências de que a substância edulcorante em questão seria a causadora da acidose metabólica e que a associam à doença de Alzheimer. Ela chama atenção especial do público diabético, dizendo que o aspartame mantém fora de controle a taxa de açúcar no sangue, podendo levar ao coma.

Ele é ainda acusado de ser responsável por sintomas como perda de memória, confusão e severa perda de visão. Além disso, a fenilalanina levaria à psicose maníaco depressiva, ataque de pânico, fúria e violência. O uso do aspartame na época da concepção poderia causar defeitos fetais; retardo mental (pela concentração de fenilalanina na placenta); diversos tipos de problemas neurológicos (causados pelo metanol presente na fórmula) . Segundo a Dra. Marckle, além de tudo o aspartame não seria um produto dietético, pois faz com que a pessoa deseje carboidratos e ganhe peso.

A Voz dos Especialistas
Para tentar esclarecer essa polêmica, ouvimos especialistas brasileiros e todos concordam que é necessário muita cautela diante das acusações feitas contra o aspartame.

A endocrinologista Rosângela Réa, por exemplo – professora de endocrinologia da Universidade Federal do Paraná -, afirma que as acusações estão apenas levantando hipóteses, apesar de seu caráter dramático e definitivo, mas sem nenhum embasamento científico.

O endocrinologista Ruy Lyra, representante da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) em Pernambuco, explica que o aspartame é um adoçante de natureza sintética, totalmente metabolizável, composto por dois aminoácidos – fenilalanina (50%) e ácido aspártico (40%) -, além do metanol (10%). “Para que se tenha uma idéia’, esclarece, ‘um copo de suco de tomate, por exemplo, tem seis vezes mais metanol que uma lata de refrigerante dietético com aspartame.”

A Dra. Rosângela Réa concorda que não é preciso se alarmar com os malefícios que o metanol contido no aspartame possam trazer à saúde, pois ele é idêntico ao metanol presente em quantidades muito maiores em frutas, sucos e vegetais.

A fenilalanina e o ácido aspártico também estão presentes naturalmente em alimentos tais como carnes, feijão e leite em quantidades muito maiores.

No que diz respeito ao aumento de incidência de câncer de cérebro com o uso do aspartame, o Dr. Ruy Lyra afirma que as suspeitas foram levantadas porque houve um aumento de 67% nessa incidência, nos EUA, entre os anos de 1973 e 1990 na população com mais de 65 anos, sendo o grande pique entre os anos de 1985 e 1987. O endocrinologista chama a atenção para o fato de que o início do aumento da incidência foi em 1973, ou seja, oito anos antes da aprovação do aspartame nos Estados Unidos.

Além disso, desde 1985 a incidência deste tipo de câncer encontra-se estável, tendo havido até um declínio entre 1991 e 1993, enquanto o consumo de aspartame cresceu significativamente naquele país nestes últimos anos. Por conta disso, o National Cancer Institute, dos EUA, declarou em abril de 1987 que “não existe clara ligação, baseada em estudos em humanos e animais, entre o uso de aspartame e o desenvolvimento de tumores cerebrais”.

O endocrinologista Severino Farias, da Bahia, um dos maiores especialistas em metanol no Brasil, afirma que o uso do aspartame não causa prejuízos à saúde. Mas concorda que o aspartame é contra – indicado para indivíduos que apresentam fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo da fenilalanina no organismo, causando retardo mental.

Ingestão Diária Aceitável (IDA)
A IDA é a indicação da quantidade máxima de um aditivo que, se consumido diariamente durante toda a vida, não causaria efeitos desfavoráveis. A Comissão Científica de Alimentos da Comunidade Européia, a Comissão Conjunta de Especialistas em Aditivos Alimentares, da Codex Alimentarius, assim como a Secretaria Canadense de Proteção à Saúde determinaram uma IDA de 40 mg/kg para o aspartame.

A aprovação inicial do aspartame pela Food and Drug Administration (FDA), em 1974, determinou a IDA em 20 mg/kg, mas em 1983, quando o aspartame foi aprovado para o uso em refrigerantes, o FDA a aumentou para 50 mg/kg. É muito difícil que uma pessoa consiga consumir uma quantidade suficiente de aspartame por dia para atingir a IDA. Por exemplo, um indivíduo de 60 kg teria que ingerir aproximadamente 5 litros de bebida adoçada com aspartame, ou 70 sachês do adoçante de mesa por dia.

Vantagens do Aspartame
Além de comprovado que o consumo do aspartame é seguro para adultos, crianças e adolescentes saudáveis e mulheres na fase de amamentação, entre outros, ele é de grande utilidade para um controle médico e nutricional de doenças como a obesidade e o diabetes. Os adoçantes de alta intensidade substituem o açúcar nos alimentos e contém um valor calórico baixíssimo, como o aspartame, com apenas 4 calorias por grama. No caso dos pacientes diabéticos, uma certa restrição na ingestão de açúcares simples contribui para um melhor controle da glicemia. É consenso entre as autoridades na área da Diabetologia que, quanto mais controlado estiver o paciente, menor será a probabilidade de desenvolver as complicações do diabetes.

Além do mais, a redução do peso é considerada vital para o tratamento médico do diabético obeso e não insulino – dependente.

Órgãos Oficiais
A Dra. Rosângela Réa afirma que, desde a sua descoberta, em 1965, o aspartame tem sido totalmente revisto por entidades reguladoras e por organizações científicas em todo o mundo. Por exemplo, o FDA, o Instituto Nacional do Câncer e a Associação Americana de Diabetes têm declarado que seu uso é seguro.

Uma pesquisa realizada pela The NutraSweet Company confirma que este edulcorante passou por um processo exaustivo de avaliação, através de estudos toxicológicos, farmacológicos e metabólicos. Ele foi aprovado pelo FDA para o uso como adoçante em 1981 e hoje é utilizado em mais de 90 países. Em 27 de janeiro deste ano o FDA declarou que “o aspartame é um dos aditivos alimentares mais testados; todos os testes recentes em animais e humanos conduzem ao conceito de segurança”.

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