Mel é antioxidante!

 

Dois novos estudos da Universidade de Illinois são doces notícias para os adoradores de mel. Um mostra que as qualidades anti-oxidantes do mel conservam o alimento sem comprometer o sabor. O outro, publicado recentemente, diz que o mel retarda a oxidação das lipoproteínas de baixa-densidade (LDL), um processo que leva à deposição da placa aterosclerótica.

Como em um estudo de 1999, os pesquisadores descobriram que o mel de coloração mais escura forneceu mais vigor protetor do que o mel de coloração mais clara. “É ainda cedo para afirmar, mas o mel parece ter potencial para servir como um anti-oxidante dietético”, diz o principal pesquisador, o Dr. Nicki Engeseth, professor na Universidade de Illinois.

O estudo mais recente – publicado na edição online do periódico Journal of Agricultural & Food Chemistry – é o primeiro a observar o efeito do mel no sangue humano. O estudo também descobriu, utilizando um método muito mais preciso do que o utilizado em 1999, que os anti-oxidantes do mel eram iguais a aqueles em muitas frutas e vegetais na habilidade de se opor a atividade degenerativa de moléculas altamente reativas conhecidas como radicais-livres.

Os pesquisadores utilizaram o teste de capacidade da absorção de radical oxigênio (ORAC), uma ferramenta que tem sido bastante utilizada para analisar os mesmos componentes nas frutas, vegetais e vinhos. O mel mais escuro teve os maiores valores. “Tivemos valores do ORAC variando de 3 a 17”, disse Engeseth. “Normalmente consumimos frutas e vegetais com variação de 0.5 a 16”.

Engeseth e Gheldof obtiveram amostras de sangue de voluntários humanos saudáveis. Eles acrescentaram diversas variedades de mel ao sangue em um experimento e observaram seu impacto sobre o LDL, chamado de colesterol ruim. Nas amostras dos testes, eles também acrescentaram cobre para estimular a oxidação da lipoproteína. Utilizando um espectrômetro, eles descobriram que o mel – o mais escuro – reduziu drasticamente a taxa de formação de dienes, produtos da oxidação relacionada ao LDL no sangue. “Ainda que o estudo tenha envolvido sangue humano em um tubo de ensaio, ele mostra que caso o mel esteja presente, ele pode atuar positivamente”, disse Engeseth.

Os pesquisadores da UI encontraram ainda uma correlação significativa do conteúdo fenólico do mel e sua capacidade anti-oxidante.

Fonte:Journal of Agricultural & Food Chemistry, 08/04/02

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