O poder das Algas na alimentação

Algas e suas propriedades

Elas são consideradas o pulmão do mundo. Não, não se trata das exuberantes árvores que revestem o solo da floresta Amazônica, mas sim das algas. Isso mesmo. São elas as responsáveis pela liberação da maior parte do oxigênio que mantém o planeta vivo. Embora sejam ainda ilustres desconhecidas da maioria dos brasileiros, essas plantas aquáticas são figurinhas fáceis no cardápio dos povos do Oriente. E também é por aquelas bandas que suas propriedades terapêuticas são mais conhecidas e utilizadas pelos médicos. Segundo os orientais, as algas são capazes de fortalecer as defesas do organismo, ajudar a regular o funcionamento da glândula tireóide e dar uma força para as pessoas que travam batalha contra a balança. “Certas espécies podem até ser utilizadas para combater tumores em fase inicial. Isso é um dos efeitos do reforço do sistema imunológico”, afirma o clínico geral Jou Eel Jia, de São Paulo, especialista em Medicina tradicional chinesa.

Algas melhoram a qualidade de vida de gente doente

Não são apenas os orientais que apostam nos benefícios dessas espécies. Um trabalho do Medical College of Virginia, nos Estados Unidos, constatou que elas podem melhorar a qualidade de vida de quem tem câncer. Os cientistas avaliaram por dois anos 21 pacientes com tumores cerebrais que consumiram extrato de clorela, uma alga de água doce. Eles continuaram, porém, seguindo os tratamentos convencionais, como a quimioterapia. O resultado foi animador: os doentes ficaram com o sistema de defesa fortalecido e sofreram menos os efeitos colaterais das drogas quimioterápicas.

Outras propriedades

Cheias de componentes saudáveis, as algas vão além. São ricas em iodo — mineral essencial para o equilíbrio da tireóide. Sabe-se que a carência dele pode causar o bócio, aumento anormal da glândula. “Na China, a alga kombu é usada para tratar disfunções tireoidianas”, conta Alex Botsaris, fitoterapeuta do Rio de Janeiro.

Elas são capazes de varrer as toxinas do corpo, ajudando a tratar espinhas. “Para os orientais, as toxinas vêm do excesso de calor no fígado. E as algas neutralizam esse aquecimento por serem elementos frios”, diz Marcelo Jovchelevich, clínico geral de São Paulo e especialista em Medicina chinesa. Certos tipos, como a spirulina, dão uma mão a quem precisa emagrecer. “Essas algas têm açúcares que seqüestram a gordura do aparelho digestivo, fazendo com que ela seja eliminada antes de ser absorvida”, afirma Alex Botsaris.

Essas plantas têm alto valor nutritivo

As algas também são uma boa pedida à mesa. Elas carregam muitos nutrientes e acrescentam poucas calorias aos pratos. São ricas nas vitaminas A, do complexo B, C, D e E. “Podem ser uma fonte alternativa e mais barata de proteínas, embora não tão adequada quanto as de origem animal”, ressalta Hernando Flores, nutricionista da Universidade Federal de Pernambuco. Elas fornecem ainda ótimas doses de cálcio.

Diante de tantas vantagens, seria ideal contar com esses ingredientes na dieta nacional. Não é o que acontece. O brasileiro consome só os subprodutos das algas – mesmo assim indiretamente. Os colóides, ou seja, sua porção gelatinosa, são usados na indústria alimentícia para dar viscosidade a molhos e doces. Ainda é preciso aprender muitas lições com os povos do Oriente.

FONTE: (Katia Geiling, “Revista Saúde é Vital”, FEV/2001)

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