Arteterapia: A Arte de se Harmonizar

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Por Glória Chan

Através de atividades expressivas, os freqüentadores de ateliês terapêuticos fazem uma jornada pelos caminhos da mente, das emoções, dos sentimentos, do corpo e energético, se redescobrindo e reconstruindo sua identidade na sua essência. Essa é a Arteterapia, que desenvolve o poder de auto-cura e de criatividade.

Os materiais e as técnicas utilizadas são os mais variados. Personalizado para cada cliente.

Arteterapia trabalha com símbolos e arquétipos (mentais e emocionais) comuns a toda a humanidade. Por meio da expressão, o cliente passa a se relacionar de uma maneira mais natural e melhor com o mundo e consigo mesmo.

Como são os atendimentos e a quem se destina:

Os atendimentos de Arteterapia podem ser individuais ou de grupo, e são indicados para todas as faixas etárias. Geralmente, é associada a outras terapias (Aromaterapia, Reiki, Xamanismo,…) visando a volta ao seu Verdadeiro Eu. Desenvolvem-se ainda programas (workshops) para empresas, escolas, objetivando maior integração e produtividade das equipes de trabalho. Esses encontros podem ser realizados nas próprias empresas, ou em outro espaço a ser combinado.

A arteterapia é direcionada a todas as pessoas que buscam maior equilíbrio e harmonia, se descobrindo, revelando e desenvolvendo seus potenciais criativos, ampliando sua capacidade de se relacionar com fatos e pessoas, elaborando e transformando se dia a dia com maior naturalidade.

* Glória Chan é Arteterapeuta, Artista Plástica, Pedagoga, Aromaterapeuta e pesquisadora do Museu de Imagens do Inconsciente. Website: http://gloriachan.com.br/

Agricultura orgânica e Agicultura Biodinâmica

Com o fim da Segunda Guerra Mundial houve um esforço dos países aliados para manter as indústrias bélicas funcionando. Surgiram então adaptações e estas passaram a produzir adubos químicos ao invés de explosivos, agrotóxicos ao invés de armas químicas e tratores agrícolas ao invés de tanques de guerra. Tudo isso em nome da segurança mundial e com a desculpa esfarrapada de controlar a fome no mundo, tida como a principal ameaça ao início de novas guerras.

 

Assim iniciou a chamada Revolução Verde, alavancada por uma política mundial de pesquisa, ensino, difusão e produção baseada em dinheiro subsidiado(crédito agrícola) para o uso exclusivo destes novos aparatos bélicos, digo, agrícolas. Todo esse processo permitiu uma rápida recuperação industrial e financeira dos principais países envolvidos na guerra, os quais desenvolveram um mercado global para seus produtos, ao mesmo tempo em que conseguiam transformar a agricultura de base familiar dos países mais pobres em agricultura de exportação de matérias primas baratas(milho e soja) para sustentar a criação de gado e porcos durante o rigoroso inverno da Europa e da América do Norte.

 

Tal como o traficante de drogas que oferece as primeiras doses de graça para conquistar os seus clientes a chamada Revolução Verde também fez com que agricultura tradicional, em poucas décadas se tornasse dependente dos agroquímicos, das sementes “melhoradas” e da mecanização. Logo após, os subsídios dos baixos juros do crédito agrícola foram sendo eliminado. Mas as catastróficas sequelas permanecem profundas. A produtividade das lavouras não aumentou proporcionalmente ao elevado incremento do uso de agroquímico, o que aumentou e muito, foram o surgimento de centenas de novas doenças e pragas nas lavouras e criações. Tudo isto requeria mais agroquímicos e deixou a atividade agrícola economicamente menos rentável e mais vulnerável a riscos de frustrações de safras. Em consequência, houve e ainda há, um elevado êxodo rural, que por sua vez contribuiu para o empobrecimento da periferia das grandes cidades, à miséria, à fome, à violência, etc. Também houve uma redução na manutenção da capacidade produtiva dos solos, erosão, enchentes, secas e, mais atualmente, apagões, além de poluição ambiental e alimentar em níveis preocupantes.

 

A revolução Verde, encobriu as outras formas mais naturais de agricultura. Por serem diferente do modelo de produção agroquímico industrial, elas foram chamadas de Escola de Agricultura Alternativa, as quais foram identificadas conforme seu surgimento e sua características particulares de práticas agrícolas.

 

O termo “Agricultura Orgânica” é utilizado mundialmente para designar todo o conjunto de diferentes tipos de Escolas de Agricultura Alternativa. Espalhadas pelo mundo todas apresentam muitos pontos em comum em relação aos seus fundamentos da prática agrícola, tais como a proibição de uso de agrotóxicos e adubos químicos solúveis, por entenderem que estes são prejudiciais a saúde do solo, das plantas, dos animais e do ser humano, além da ênfase no manejo da fertilidade biológica do solo, responsável por efeitos duradouras na fertilidade física e química do mesmo. Todas se empenham em produzir os chamados “Alimentos Orgânicos”, que seguem normas de produção e sofrem uma fiscalização e certificação de alguma instituição credenciada para garantir o controle de qualidade ao consumidor e facilitar a comercialização.

 

A Agricultura Biodinâmica é a mais antiga das Escolas e se fundamenta na Antroposofia, cosmovisão elaborada por Rudolf Steiner(1861-1925) que significa “sabedoria do homem”. Mas não se trata apenas de antropologia; trata-se na realidade, de uma ciência do Cosmo, tendo por centro e ponto de apoio o próprio homem. A Agricultura Biodinâmica (biológico – dinâmica) também incorpora técnicas agrícolas desenvolvidas por outras escolas, embora as complexas relações ecológicas que ocorrem no ambiente de produção agrícola, mergulha no saber de relações dinâmicas que ocorrem na multidimensionalidade do universo, compreendendo e trabalhando com as influências de diferentes qualidades de energias cósmicas sutis sobre o ritmo de crescimento e sobre a energia vital do solo, plantas e animais. A nossa saúde depende da saúde do alimento que comemos.

 

Hernandes Werner, Eng. Agrônomo        

Sol: amigo ou vilão?

O sol é fonte de vida do nosso planeta, mas devemos tomar alguns cuidados para que ele não se torne uma fonte de problemas…

A pele é o nosso maior órgão, sua principal função é proteger contra choques mecânicos, evitar a perda de água e formar uma proteção contra germes nocivos do ambiente.

O sol ativa a circulação sanguínea, é percursor da vitamina D, tem ação anti-séptica, além de ser um poderoso antidepressivo. Contudo, ele também pode provocar queimaduras, insolação, desidratação, envelhecimento precoce e até câncer de pele.

Para obter seus benefícios ou malefícios depende do horário, período e frequência com que nos expomos a ação de suas radiações, onde estão presentes os raios UVA, UVB, UVC e infravermelhos.

Os raios estão presentes desde as primeiras horas do dia, até o entardecer, atingem as camadas mais profundas da pele, causando seu envelhecimento, provocando manchas, rugas e favorecendo a formação de células cancerosas, pois eles abrem caminho para os raios UVB. Como o raio UVA não queimam, nem deixam a pele vermelha, pouco se percebe de seus efeitos negativos. Sua quantidade emitida por uma câmara de bronzeamento artificial pode chegar a ser 10 vezes maior que a da luz solar.

UVB são mais intenso entre 10 e 15 horas. Atingem as camadas mais superficiais da pele causando as queimaduras e vermelhidão. Estes raios agem no DNA das células, alterando o sistema imunológico. É o principal responsável pelo câncer de pele.

UVC são absorvidos pela camada de ozônio, mas como ela está danificada, acredita-se que estes raios já estejam atingindo a terra, mas ainda não se conhece seus efeitos.

INFRAVERMELHOS são responsáveis pela sensação de calor, participam na evaporação da água, podendo também aumentar a incidência do câncer de pele.

Nossa pele possui um pigmento chamado melanina, que a protege da radiação solar dando-lhe cor. Quando se expõe ao sol de maneira excessiva nosso corpo começa a produzir um maior número de melanina para protegê-lo e isto dão aspecto bronzeado. Uma pele bronzeada não é sinal de saúde, significa que ela foi agredida.

O câncer de pele é o tipo que mais ocorre no Brasil, crescendo 8% ao ano. Em 2002, foram cerca de 63 mil novos caso. Ele atinge principalmente pessoas de pele branca que se queimam com facilidade e quase nunca se bronzeiam. 90% das lesões se localizam em áreas da pele que fica mito expostas. Como as radiações têm efeito acumulativo, pode-se levar e 10 a 20 anos para manifestarem os sintomas.

Os três tipos de câncer mais comuns são os carcinomas basocelular e espinocelular e o melanoma. Estes dois primeiros são menos agressivos e se tratados têm 95% de chances de cura. Já melanoma maligno é o mais perigoso, pois ele tem uma tendência metastásica muito forte, podendo se espalhar para outras partes do corpo.

Precauções: não se expor ao sol entre 10 e 15 horas; utilizar sempre chapéu e óculos com proteção; fazer uso de protetor solar de boa qualidade com fator de proteção solar(FPS)15, pelo menos, aplicando 20 minutos antes de se expor e reaplicando a cada 2 horas; tomar bastante líquidos e hidratar a pele após o banho. Lembre-se, nenhum protetor será 100% eficiente.

Procure protetores que possuam Dióxido de titânio ou óxido de zinco que são bloqueadores físicos, utilizados para refletir os raios, principalmente os UVA.

Evite protetores que possuam polietilenoglicol, pois ele é um emulsificante que possui ação analgésica, fazendo com que a pele não comece arder enquanto está sob seu efeito, aumentando o risco de queimaduras. Ele também pode provocar acne em pessoas com pele sensível ao sol.

Percebendo qualquer saliência, mancha ou pinta que cocem ou aumentem de tamanho com o tempo, ou ainda feridas que não cicatrizam, procure um médico.

Tania C. Castroviejo, Bióloga

Substâncias anti-câncer nas frutas e legumes

Frutas e legumes têm substâncias anticancerígenas

Dieta rica em vegetais ajudaria a evitar evolução da doença

Comer frutas, legumes e grãos pode diminuir a velocidade de crescimento de três tipos de canceres, quando estes estão ainda no início. Segundo um estudo da Universidade de Wisconsin, duas substâncias existentes nesses alimentos podem reduzir a reprodução das células cancerosas. A pesquisa foi feita com animais modificados geneticamente para desenvolver melanoma, leucemia e câncer de mama. É possível, porém que haja efeito sobre outros tumores.

  • As duas substâncias que estudamos bloqueiam uma enzima importante para a multiplicação das células cancerosas. Essa descoberta pode explicar porque uma dieta é associada a uma menor incidência de câncer- disse o chefe do estudo, Charles Elson.

 

Compostos vegetais reduzem propagação de célula cancerosa

O objetivo da nova pesquisa foi estudar a ação de compostos vegetais chamados isoprenóides. Elson começou o estudo porque algumas substâncias do grupo dos isoprenóides podem reduzir os níveis de colesterol no sangue. Ele descobriu, todavia, que as substâncias são capazes de diminuir a velocidade da multiplicação de células cancerosas.

– Não acredito que a presença de carne na dieta cause problemas da saúde, mas sim a falta de vegetais. As pessoas que comem muitos produtos de origem animal geralmente são as mesmas que não comem frutas e legumes suficientes- observou Elson, acrescentando que os resultados de seu estudo precisarão ser confirmados por mais pesquisas.

 

A(s) receita contra o envelhecimento

Apanhado de sugestões da ciência para a longevidade

A fórmula da poção mágica para retardar o processo de envelhecimento inclui dieta rica em nutrientes antioxidantes, prática de atividade física, controle do estresse e fim de hábitos nocivos, como fumar, consumir bebidas alcoólicas e comer alimentos com colesterol. A receita para envelhecer com saúde baseia-se no fato de que o organismo precisa de seis componentes: vitaminas, sais minerais, fibras, carboidratos, gorduras e proteínas. Entre os nutrientes essenciais estão o selênio(encontrado em peixes, moluscos e cereais integrais), a vitamina E (encontrada em óleos vegetais, verduras e cereais), a vitamina C e a vitamina A.

Segundo os médicos ingleses Tony Smith e Patrícia Last, para envelhecer de forma saudável, o ideal é fazer três refeições por dia porque o organismo funciona melhor comum fornecimento regular de nutrientes. Com relação às carnes, eles ensinam que as vermelhas contêm grande quantidade de gorduras saturadas. Portanto devem ser consumidas no máximo duas vezes por semana. Para obter as proteínas necessárias, é melhor optar por carnes de aves sem pele, e peixes. Já os vegetais devem ser consumidos pelo menos duas vezes ao dia.

Colesterol diminui longevidade

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é o consumo de alimentos com alto teor de colesterol. O epidemiologista Richard Shekelle, do Centro de Ciências de Saúde da Universidade do Texas, acrescenta que as pessoas que ingerem em média 700mg/dia de colesterol perdem 3 anos de vida.

  • Elas também estão mais propensas ao câncer de pulmão, pois o colesterol reage com o oxigênio formando radicais livres potentes, que atacam o DNA- explica.

Gordura saturada acelera o processo de envelhecimento. A explicação é que o oxigênio dissolve oito vezes mais rápido na gordura do que na água. Segundo o pesquisador americano Harry Demopoulos, à medida que o oxigênio se incorpora à gordura, esta se torna rançosa e mais perigosa. Óleos vegetais hidrogenados, maionese, biscoitos, bolos, batata frita, misturas para molhos e pizza contêm alto teor de gordura, que se torna rançosa.

  • A gordura rançosa é uma bomba-relógio da radicais livres – diz o cientista.

Já o médico Walter WillDHett, da Escola de Saúde Pública de Harvard, afirma que a margarina é um inimigo das células, pois contém ácidos graxos, que prejudicam o organismo. Outro cientista recomenda comer menos.

  • O excesso de calorias aumenta a produção de radicais livres. A redução fortalece o sistema imunológico e diminui a quantidade de insulina – diz Roy Walford, da Escola de Medicina da Universidade de Califórnia.

Há suspeita de que o excesso de insulina destrói as artérias, aumenta o LDL(mau colesterol), os triglicerídeos e a pressão arterial. Para o endocrinologista Amélio Godoy Mattos, envelhecer de forma saudável exige abandonar o fumo e o sedentarismo. Com isso, diminui a perda de hormônios como a testosterona (responsável pela libido) e o hormônio de crescimento (que mantém a massa óssea e muscular e diminui depois dos 50 anos).

  • Estudos mostram que pessoas com menor taxa dos dois hormônios engordam e correm risco de hipertensão e arteriosclerose. Mas a reposição só é indicada em alguns casos- alerta.

Também o médico Francisco Silveira, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular, afirma que a reposição hormonal, quando indicada com critério, é ótima contra o envelhecimento precoce. Ela cita, por exemplo, os hormônios DHEA e a melatonina, produzidos naturalmente pelo organismo. Já a melatonina regula o sono e protege o DNA.

  • O DHEA só pode ser receitado acima de 45 anos e o médico precisa analisar o perfil hormonal do paciente antes de receitar o medicamento. A análise inclui dosagem de DHEA, testosterona plasmática e de PSA. A melatonina só pode ser usada à noite, antes de dormir- lembra Silveira.

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é dormir mal. A regeneração enzimática ocorre nas fases 3 e 4 do sono. Quem dorme mal. Tem sono superficial ou usa por longo tempo soníferos, ansiolíticos e hipnóticos, não passa por essas fases do sono e tem maior probabilidade de sofrer câncer.

Vitamina P preserva o cérebro

O cérebro também envelhece. Ele nasce com 3000 bilhões de neurônios e a partir dos 30 anos o organismo começa a perde em torno de 100 mil diariamente. A solução é usar substâncias para retardar essa perda. Uma delas é a vitamina P em cápsulas, que ajudam a captar glicose e oxigênio para o cérebro. Ela é encontrada na natureza, na parte branca das frutas cítricas, na amora e na cereja. Outra é a vitamina F que está nos peixes gordos (salmão, atum e sardinha), previne a arteriosclerose e aumenta o HDL( fração boa do colesterol).

  • Para evitar perda de memória, o ideal é consumir as vitaminas P e F a partir dos 30 anos – diz o médico ortomolecular.

Os cientistas, porém, sabem que a maioria das pessoas não consegue seguir à receita à risca e não se cansam de pesquisar tecnologia para restaurar o corpo humano. Eles acreditam que, nas próximas décadas será possível recuperar ou trocar órgãos, a partir de materiais criados em laboratório ou desenvolvido por meio de terapia genética.

Uma das maiores descobertas é a combinação de medicamentos e implante de neurônios para tratar demências, como Alzheimer. Outra novidade das pesquisas médicas recentes é a injeção de vírus ou uso de DNA modificados geneticamente para renovar tecidos do sistema cardiovascular. Para tratar o crescimento da próstata, a novidade é a técnica ablação transuretral, na qual, por meio de catéter ligado a equipamento de radiofrequência, o médico elimina o excesso de tecido.

 

Reportagem de Antonio Marinho

Azeite de oliva e saúde

O azeite de oliva é um óleo vegetal extraído do fruto da oliveira
Olea europea, L. Do total produzido no mundo, 70% é oriundo dos
países do mediterrâneo e o restante da Tunísia, Turquia, Portugal,
Líbia, Califórnia e Argentina. O produto de boa origem é
caracterizado pela fragrância e pelo sabor delicado, qualidades
que são apreciadas em todo mundo. É o único óleo vegetal que não
precisa de tratamento industrial de refino para ser consumido,
desde que a fruta seja de boa procedência. Merecendo mais do que
qualquer outro o atributo de óleo natural.

Conhecido pelos países mediterrâneos desde 3.000 a.C. sua
utilização se consolidou a tal ponto que hoje seu sabor e odor é
o traço mais característico da cozinha mediterrânea. Com as
grandes navegações por volta do ano 1.500 sua utilização
espalhou-se pelo mundo inteiro. Porém, devido a dificuldade de
transportá-lo e produzi-lo seu consumo ficou restrito na forma de
condimento. E foi assim que o azeite de oliva foi visto durante
séculos: um saboroso e aromático ingrediente culinário.

Em 1957, o pesquisador Dr. Keys publicou um trabalho, resultado
de 15 anos de pesquisas mostrando a relação entre as dietas de
sete países e a prevalência das doenças cardiovasculares. Os
resultados foram surpreendentes. Enquanto países como a Finlândia
apresentavam uma incidência de mortes por doenças
cardiovasculares de 1202/10.000 habitantes, seguidos pelos Estados
Unidos com uma incidência de 773/10.000, os habitantes da ilha
grega de Creta tinham uma incidência de apenas 38/10.000. Essas
significativas diferenças foram atribuídas, na ocasião, ao tipo
de alimentação da ilha constituído de legumes, peixes, frutas,
massas, azeite e vinho que desde então passou a se chamar dieta
mediterrânea. A partir daí, vários estudos se sucederam e a tese
inicial acabou sendo totalmente comprovada. Adicionalmente outros
benefícios foram encontrados para o consumo regular do azeite de
oliva.

Doenças crônico-degenerativas são as principais causas de morte,
entre adultos, em quase todo o mundo. É de aceitação unanime que
a prevenção é a melhor e mais econômica maneira de lidar com esse
grave problema. Trata-se de uma questão complexa, com múltiplos
fatores – alimentação, sedentarismo, stress, fumo, fator genético
entre outros. Não é proposta desse boletim abordar todas essas
questões mas tão somente fazer uma revisão sobre os principais e
mais recentes estudos sobre azeite de oliva e seu papel preventivo
para doenças crônico-degenerativas.

Resíduos tóxicos nos alimentos

Especialistas explicam como a população adoece devido aos resíduos tóxicos nos alimentos.

As pessoas evitam pegar latas amassadas da prateleira do supermercado, mas não se preocupam com a dose de veneno que ingerem diariamente, até com o nosso pão de cada dia. São 2.300 tipos de agrotóxicos definidos em 270 espécies de culturas, incluindo aí o pasto dos animais que fornecem carne e leite, afirma a professora Silvia Tondella Dantas, especialista em Embalagem do Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), que falou na Cientec – Feira de Tecnologia da Unicamp, em Campinas – SP, sobre o problema das latas amassadas.

Já a pesquisadora Heloísa Toledo, do Instituto Adolfo Lutz de   São Paulo-SP, falou sobre os resíduos químicos embutidos nos
alimentos que estão nas prateleiras, segundo ela, o nosso feijão como arroz vem temperado com toda sorte de produtos agroquímicos.

O Adolfo Lutz entre outras atividades de excelência no cenário  nacional, realiza o aferimento do chamado “limite máximo de
resíduos”, ou seja, o que o organismo humano tolera de envenenamento pela alimentação. A medição tem como parâmetro
miligramas de agrotóxicos por tonelada de produto. Um tanto a mais dispara o alarme. “O problema é o uso indiscriminado de
agrotóxicos e a precariedade da fiscalização”, afirma a doutora Heloísa.

Mesmo se houvesse um severo controle, pelo modo convencional usado na produção agrícola, o cardápio do mundo inteiro estaria longe de ser totalmente inofensivo. Não só pelo limite máximo de resíduos químicos, mas pelo solo onde a planta é cultivada, muita vezes tão faminto como parte da população.

Já Fernando Antonio Cardoso Bignardi, especialista em ecologia médica da Escola Paulista de Medicina, outro palestrante, lembra
que a técnica do arado rasgando a terra, importada dos países frios (e ricos), acaba com os seus nutrientes e produz plantas
inócuas. “Podemos dizer que estamos comendo alimento do solo morto”, afirma.

Os distúrbios provocados pela insuficiência de nutrientes necessários nesses alimentos entopem os consultórios médicos e,
por falta de um diagnóstico sério, o paciente acaba levando tranquilizante para casa. “A venda de tranquilizantes bate em dez
vezes a de aspirina, por exemplo”, comente Bignardi.

“O paciente chega ao consultório médico e diz que não está se sentido bem. O doutor pergunta onde dói. Mas a pessoa não sabe
onde dói. Ele explica que não tem apetite, nem sexual, não está produzindo no trabalho, não dorme bem. Então esse médico (que é
formado pela escola de medicina convencional), porque o paciente não sabe onde dói, acha que o distúrbio é psíquico”, acusa.

“Hoje o conceito mais moderno em todas as doenças, infecciosas ou não, é de que decorrem de um terreno pobre. Um ser intoxicado
adoece e qualquer tratamento deve iniciar pela desintoxicação”, adverte Fernando Bignardi.

Fonte: Jornal da Unicamp.

Dentes sadios

Para desenvolver dentes fortes e saudáveis, a dieta deve conter quantidades adequadas de seis nutrientes essenciais: fósforo, cálcio, magnésio, vitaminas C e D e flúor. Além disto, para prevenir a cárie, deve-se limitar a ingestão diária de alimentos ricos em açúcar e escovar os dentes após cada refeição.