Resíduos tóxicos nos alimentos

Especialistas explicam como a população adoece devido aos resíduos tóxicos nos alimentos.

As pessoas evitam pegar latas amassadas da prateleira do supermercado, mas não se preocupam com a dose de veneno que ingerem diariamente, até com o nosso pão de cada dia. São 2.300 tipos de agrotóxicos definidos em 270 espécies de culturas, incluindo aí o pasto dos animais que fornecem carne e leite, afirma a professora Silvia Tondella Dantas, especialista em Embalagem do Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), que falou na Cientec – Feira de Tecnologia da Unicamp, em Campinas – SP, sobre o problema das latas amassadas.

Já a pesquisadora Heloísa Toledo, do Instituto Adolfo Lutz de   São Paulo-SP, falou sobre os resíduos químicos embutidos nos
alimentos que estão nas prateleiras, segundo ela, o nosso feijão como arroz vem temperado com toda sorte de produtos agroquímicos.

O Adolfo Lutz entre outras atividades de excelência no cenário  nacional, realiza o aferimento do chamado “limite máximo de
resíduos”, ou seja, o que o organismo humano tolera de envenenamento pela alimentação. A medição tem como parâmetro
miligramas de agrotóxicos por tonelada de produto. Um tanto a mais dispara o alarme. “O problema é o uso indiscriminado de
agrotóxicos e a precariedade da fiscalização”, afirma a doutora Heloísa.

Mesmo se houvesse um severo controle, pelo modo convencional usado na produção agrícola, o cardápio do mundo inteiro estaria longe de ser totalmente inofensivo. Não só pelo limite máximo de resíduos químicos, mas pelo solo onde a planta é cultivada, muita vezes tão faminto como parte da população.

Já Fernando Antonio Cardoso Bignardi, especialista em ecologia médica da Escola Paulista de Medicina, outro palestrante, lembra
que a técnica do arado rasgando a terra, importada dos países frios (e ricos), acaba com os seus nutrientes e produz plantas
inócuas. “Podemos dizer que estamos comendo alimento do solo morto”, afirma.

Os distúrbios provocados pela insuficiência de nutrientes necessários nesses alimentos entopem os consultórios médicos e,
por falta de um diagnóstico sério, o paciente acaba levando tranquilizante para casa. “A venda de tranquilizantes bate em dez
vezes a de aspirina, por exemplo”, comente Bignardi.

“O paciente chega ao consultório médico e diz que não está se sentido bem. O doutor pergunta onde dói. Mas a pessoa não sabe
onde dói. Ele explica que não tem apetite, nem sexual, não está produzindo no trabalho, não dorme bem. Então esse médico (que é
formado pela escola de medicina convencional), porque o paciente não sabe onde dói, acha que o distúrbio é psíquico”, acusa.

“Hoje o conceito mais moderno em todas as doenças, infecciosas ou não, é de que decorrem de um terreno pobre. Um ser intoxicado
adoece e qualquer tratamento deve iniciar pela desintoxicação”, adverte Fernando Bignardi.

Fonte: Jornal da Unicamp.

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