Substâncias anti-câncer nas frutas e legumes

Frutas e legumes têm substâncias anticancerígenas

Dieta rica em vegetais ajudaria a evitar evolução da doença

Comer frutas, legumes e grãos pode diminuir a velocidade de crescimento de três tipos de canceres, quando estes estão ainda no início. Segundo um estudo da Universidade de Wisconsin, duas substâncias existentes nesses alimentos podem reduzir a reprodução das células cancerosas. A pesquisa foi feita com animais modificados geneticamente para desenvolver melanoma, leucemia e câncer de mama. É possível, porém que haja efeito sobre outros tumores.

  • As duas substâncias que estudamos bloqueiam uma enzima importante para a multiplicação das células cancerosas. Essa descoberta pode explicar porque uma dieta é associada a uma menor incidência de câncer- disse o chefe do estudo, Charles Elson.

 

Compostos vegetais reduzem propagação de célula cancerosa

O objetivo da nova pesquisa foi estudar a ação de compostos vegetais chamados isoprenóides. Elson começou o estudo porque algumas substâncias do grupo dos isoprenóides podem reduzir os níveis de colesterol no sangue. Ele descobriu, todavia, que as substâncias são capazes de diminuir a velocidade da multiplicação de células cancerosas.

– Não acredito que a presença de carne na dieta cause problemas da saúde, mas sim a falta de vegetais. As pessoas que comem muitos produtos de origem animal geralmente são as mesmas que não comem frutas e legumes suficientes- observou Elson, acrescentando que os resultados de seu estudo precisarão ser confirmados por mais pesquisas.

 

A(s) receita contra o envelhecimento

Apanhado de sugestões da ciência para a longevidade

A fórmula da poção mágica para retardar o processo de envelhecimento inclui dieta rica em nutrientes antioxidantes, prática de atividade física, controle do estresse e fim de hábitos nocivos, como fumar, consumir bebidas alcoólicas e comer alimentos com colesterol. A receita para envelhecer com saúde baseia-se no fato de que o organismo precisa de seis componentes: vitaminas, sais minerais, fibras, carboidratos, gorduras e proteínas. Entre os nutrientes essenciais estão o selênio(encontrado em peixes, moluscos e cereais integrais), a vitamina E (encontrada em óleos vegetais, verduras e cereais), a vitamina C e a vitamina A.

Segundo os médicos ingleses Tony Smith e Patrícia Last, para envelhecer de forma saudável, o ideal é fazer três refeições por dia porque o organismo funciona melhor comum fornecimento regular de nutrientes. Com relação às carnes, eles ensinam que as vermelhas contêm grande quantidade de gorduras saturadas. Portanto devem ser consumidas no máximo duas vezes por semana. Para obter as proteínas necessárias, é melhor optar por carnes de aves sem pele, e peixes. Já os vegetais devem ser consumidos pelo menos duas vezes ao dia.

Colesterol diminui longevidade

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é o consumo de alimentos com alto teor de colesterol. O epidemiologista Richard Shekelle, do Centro de Ciências de Saúde da Universidade do Texas, acrescenta que as pessoas que ingerem em média 700mg/dia de colesterol perdem 3 anos de vida.

  • Elas também estão mais propensas ao câncer de pulmão, pois o colesterol reage com o oxigênio formando radicais livres potentes, que atacam o DNA- explica.

Gordura saturada acelera o processo de envelhecimento. A explicação é que o oxigênio dissolve oito vezes mais rápido na gordura do que na água. Segundo o pesquisador americano Harry Demopoulos, à medida que o oxigênio se incorpora à gordura, esta se torna rançosa e mais perigosa. Óleos vegetais hidrogenados, maionese, biscoitos, bolos, batata frita, misturas para molhos e pizza contêm alto teor de gordura, que se torna rançosa.

  • A gordura rançosa é uma bomba-relógio da radicais livres – diz o cientista.

Já o médico Walter WillDHett, da Escola de Saúde Pública de Harvard, afirma que a margarina é um inimigo das células, pois contém ácidos graxos, que prejudicam o organismo. Outro cientista recomenda comer menos.

  • O excesso de calorias aumenta a produção de radicais livres. A redução fortalece o sistema imunológico e diminui a quantidade de insulina – diz Roy Walford, da Escola de Medicina da Universidade de Califórnia.

Há suspeita de que o excesso de insulina destrói as artérias, aumenta o LDL(mau colesterol), os triglicerídeos e a pressão arterial. Para o endocrinologista Amélio Godoy Mattos, envelhecer de forma saudável exige abandonar o fumo e o sedentarismo. Com isso, diminui a perda de hormônios como a testosterona (responsável pela libido) e o hormônio de crescimento (que mantém a massa óssea e muscular e diminui depois dos 50 anos).

  • Estudos mostram que pessoas com menor taxa dos dois hormônios engordam e correm risco de hipertensão e arteriosclerose. Mas a reposição só é indicada em alguns casos- alerta.

Também o médico Francisco Silveira, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular, afirma que a reposição hormonal, quando indicada com critério, é ótima contra o envelhecimento precoce. Ela cita, por exemplo, os hormônios DHEA e a melatonina, produzidos naturalmente pelo organismo. Já a melatonina regula o sono e protege o DNA.

  • O DHEA só pode ser receitado acima de 45 anos e o médico precisa analisar o perfil hormonal do paciente antes de receitar o medicamento. A análise inclui dosagem de DHEA, testosterona plasmática e de PSA. A melatonina só pode ser usada à noite, antes de dormir- lembra Silveira.

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é dormir mal. A regeneração enzimática ocorre nas fases 3 e 4 do sono. Quem dorme mal. Tem sono superficial ou usa por longo tempo soníferos, ansiolíticos e hipnóticos, não passa por essas fases do sono e tem maior probabilidade de sofrer câncer.

Vitamina P preserva o cérebro

O cérebro também envelhece. Ele nasce com 3000 bilhões de neurônios e a partir dos 30 anos o organismo começa a perde em torno de 100 mil diariamente. A solução é usar substâncias para retardar essa perda. Uma delas é a vitamina P em cápsulas, que ajudam a captar glicose e oxigênio para o cérebro. Ela é encontrada na natureza, na parte branca das frutas cítricas, na amora e na cereja. Outra é a vitamina F que está nos peixes gordos (salmão, atum e sardinha), previne a arteriosclerose e aumenta o HDL( fração boa do colesterol).

  • Para evitar perda de memória, o ideal é consumir as vitaminas P e F a partir dos 30 anos – diz o médico ortomolecular.

Os cientistas, porém, sabem que a maioria das pessoas não consegue seguir à receita à risca e não se cansam de pesquisar tecnologia para restaurar o corpo humano. Eles acreditam que, nas próximas décadas será possível recuperar ou trocar órgãos, a partir de materiais criados em laboratório ou desenvolvido por meio de terapia genética.

Uma das maiores descobertas é a combinação de medicamentos e implante de neurônios para tratar demências, como Alzheimer. Outra novidade das pesquisas médicas recentes é a injeção de vírus ou uso de DNA modificados geneticamente para renovar tecidos do sistema cardiovascular. Para tratar o crescimento da próstata, a novidade é a técnica ablação transuretral, na qual, por meio de catéter ligado a equipamento de radiofrequência, o médico elimina o excesso de tecido.

 

Reportagem de Antonio Marinho

Azeite de oliva e saúde

O azeite de oliva é um óleo vegetal extraído do fruto da oliveira
Olea europea, L. Do total produzido no mundo, 70% é oriundo dos
países do mediterrâneo e o restante da Tunísia, Turquia, Portugal,
Líbia, Califórnia e Argentina. O produto de boa origem é
caracterizado pela fragrância e pelo sabor delicado, qualidades
que são apreciadas em todo mundo. É o único óleo vegetal que não
precisa de tratamento industrial de refino para ser consumido,
desde que a fruta seja de boa procedência. Merecendo mais do que
qualquer outro o atributo de óleo natural.

Conhecido pelos países mediterrâneos desde 3.000 a.C. sua
utilização se consolidou a tal ponto que hoje seu sabor e odor é
o traço mais característico da cozinha mediterrânea. Com as
grandes navegações por volta do ano 1.500 sua utilização
espalhou-se pelo mundo inteiro. Porém, devido a dificuldade de
transportá-lo e produzi-lo seu consumo ficou restrito na forma de
condimento. E foi assim que o azeite de oliva foi visto durante
séculos: um saboroso e aromático ingrediente culinário.

Em 1957, o pesquisador Dr. Keys publicou um trabalho, resultado
de 15 anos de pesquisas mostrando a relação entre as dietas de
sete países e a prevalência das doenças cardiovasculares. Os
resultados foram surpreendentes. Enquanto países como a Finlândia
apresentavam uma incidência de mortes por doenças
cardiovasculares de 1202/10.000 habitantes, seguidos pelos Estados
Unidos com uma incidência de 773/10.000, os habitantes da ilha
grega de Creta tinham uma incidência de apenas 38/10.000. Essas
significativas diferenças foram atribuídas, na ocasião, ao tipo
de alimentação da ilha constituído de legumes, peixes, frutas,
massas, azeite e vinho que desde então passou a se chamar dieta
mediterrânea. A partir daí, vários estudos se sucederam e a tese
inicial acabou sendo totalmente comprovada. Adicionalmente outros
benefícios foram encontrados para o consumo regular do azeite de
oliva.

Doenças crônico-degenerativas são as principais causas de morte,
entre adultos, em quase todo o mundo. É de aceitação unanime que
a prevenção é a melhor e mais econômica maneira de lidar com esse
grave problema. Trata-se de uma questão complexa, com múltiplos
fatores – alimentação, sedentarismo, stress, fumo, fator genético
entre outros. Não é proposta desse boletim abordar todas essas
questões mas tão somente fazer uma revisão sobre os principais e
mais recentes estudos sobre azeite de oliva e seu papel preventivo
para doenças crônico-degenerativas.

Resíduos tóxicos nos alimentos

Especialistas explicam como a população adoece devido aos resíduos tóxicos nos alimentos.

As pessoas evitam pegar latas amassadas da prateleira do supermercado, mas não se preocupam com a dose de veneno que ingerem diariamente, até com o nosso pão de cada dia. São 2.300 tipos de agrotóxicos definidos em 270 espécies de culturas, incluindo aí o pasto dos animais que fornecem carne e leite, afirma a professora Silvia Tondella Dantas, especialista em Embalagem do Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), que falou na Cientec – Feira de Tecnologia da Unicamp, em Campinas – SP, sobre o problema das latas amassadas.

Já a pesquisadora Heloísa Toledo, do Instituto Adolfo Lutz de   São Paulo-SP, falou sobre os resíduos químicos embutidos nos
alimentos que estão nas prateleiras, segundo ela, o nosso feijão como arroz vem temperado com toda sorte de produtos agroquímicos.

O Adolfo Lutz entre outras atividades de excelência no cenário  nacional, realiza o aferimento do chamado “limite máximo de
resíduos”, ou seja, o que o organismo humano tolera de envenenamento pela alimentação. A medição tem como parâmetro
miligramas de agrotóxicos por tonelada de produto. Um tanto a mais dispara o alarme. “O problema é o uso indiscriminado de
agrotóxicos e a precariedade da fiscalização”, afirma a doutora Heloísa.

Mesmo se houvesse um severo controle, pelo modo convencional usado na produção agrícola, o cardápio do mundo inteiro estaria longe de ser totalmente inofensivo. Não só pelo limite máximo de resíduos químicos, mas pelo solo onde a planta é cultivada, muita vezes tão faminto como parte da população.

Já Fernando Antonio Cardoso Bignardi, especialista em ecologia médica da Escola Paulista de Medicina, outro palestrante, lembra
que a técnica do arado rasgando a terra, importada dos países frios (e ricos), acaba com os seus nutrientes e produz plantas
inócuas. “Podemos dizer que estamos comendo alimento do solo morto”, afirma.

Os distúrbios provocados pela insuficiência de nutrientes necessários nesses alimentos entopem os consultórios médicos e,
por falta de um diagnóstico sério, o paciente acaba levando tranquilizante para casa. “A venda de tranquilizantes bate em dez
vezes a de aspirina, por exemplo”, comente Bignardi.

“O paciente chega ao consultório médico e diz que não está se sentido bem. O doutor pergunta onde dói. Mas a pessoa não sabe
onde dói. Ele explica que não tem apetite, nem sexual, não está produzindo no trabalho, não dorme bem. Então esse médico (que é
formado pela escola de medicina convencional), porque o paciente não sabe onde dói, acha que o distúrbio é psíquico”, acusa.

“Hoje o conceito mais moderno em todas as doenças, infecciosas ou não, é de que decorrem de um terreno pobre. Um ser intoxicado
adoece e qualquer tratamento deve iniciar pela desintoxicação”, adverte Fernando Bignardi.

Fonte: Jornal da Unicamp.

Dentes sadios

Para desenvolver dentes fortes e saudáveis, a dieta deve conter quantidades adequadas de seis nutrientes essenciais: fósforo, cálcio, magnésio, vitaminas C e D e flúor. Além disto, para prevenir a cárie, deve-se limitar a ingestão diária de alimentos ricos em açúcar e escovar os dentes após cada refeição.

Ferro nas dietas vegetarianas

O ferro da dieta existe como hémico e não hémico: o primeiro encontra-se nos produtos animais como o fígado de vaca e de porco,
carne, aves, peixe, marisco e ovos; o ferro não hémico encontra-se nos legumes de folha verde, damascos, ervilhas, feijões, frutos
secos e cereais enriquecidos.

Existem fatores nutricionais que diminuem a absorção de ferro, ou seja, alguns alimentos e bebidas bloqueiam a absorção do ferro não heme, quando são consumidos nas mesmas refeições.

Alguns estudos mostram também que a anemia devido a carência de ferro não é maior em vegetarianos do que no resto da população.

O ferro está presente nos alimentos em duas formas, o ferro heme e o ferro não-heme. A principal diferença entre estes dois tipos
de ferro está na forma como cada um deles é absorvido.

O ferro heme existe principalmente nos produtos de origem animal, em especial na carne e peixe, e é absorvido em cerca de 15 a 35%.
O restante, existente nos alimentos de origem vegetal, é chamado de ferro não-heme. Este tipo é absorvido de forma diferente, numa
proporção de cerca de 2 a 20%. A maior ou menor absorção do ferro não-heme depende, em parte, da presença de outros alimentos na mesma refeição. Os componentes da refeição podem ter um efeito, tanto no aumento como na diminuição da absorção do ferro não-heme.

A absorção do ferro da carne e do peixe (heme) não é afetado por esses componentes.

Compreender esta diferença da absorção dos dois tipos de ferro, pode ajudar-te a tirar melhor proveito do nutriente proveniente
dos alimentos de origem vegetal.

Fatores que aumentam a absorção:

Os alimentos ricos em vitamina C facilitam e aumentam a absorção
do ferro não-heme dos produtos vegetais. Estudos demonstraram que
a quantidade de ferro absorvida através de cereais de pequeno
almoço duplicava ou triplicava se na mesma refeição se ingerisse
uma laranja grande ou um sumo de laranja, contendo 75 a 100 mg de
vitamina C.

Fatores que diminuem a absorção:

As bebidas que contêm taninos, como os chás preto e verde, e em menor quantidade o café, devem ser evitadas à refeição ou
juntamente com alimentos ricos em ferro, uma vez que o tanino se combina com o ferro, formando um composto insolúvel, que não é
absorvido.

Os alimentos ricos em oxalatos tornam igualmente inacessível o ferro, impedindo a sua absorção. Ao contrário do que se costuma
afirmar, o espinafre não é o alimento mais rico em ferro, para além de que o ferro que possui se encontra ligado a oxalatos, o
que o torna pouco acessível. Outros alimentos ricos em oxalato são o ruibarbo, a acelga e o chocolate.

Os fitatos estão associados às fibras das leguminosas, cereais integrais crus, nozes e sementes. Os fitatos presentes em
alimentos, sobretudo crus, como o farelo de trigo, têm sido responsabilizados por diminuir ou até impedir a absorção de
minerais como o ferro, zinco e cálcio dos alimentos. O problema existe principalmente no farelo cru, uma vez que em processos
específicos de preparação dos alimentos (imersão das leguminosas em água, ação do fermento no pão, germinação das sementes e
leguminosas, cozedura dos cereais, torrefação das nozes), parte dos fitatos é destruída por enzimas (fitases). Desta forma, o
poder de impedimento da absorção dos minerais fica diminuído, não constituindo problema.

A soja é geralmente um alimento importante na alimentação vegetariana, uma vez que é rico em proteínas e pobre em gorduras
saturadas. Os feijões de soja (a partir dos quais são feitos todos os produtos derivados) têm um alto teor de ferro, mas contêm
fitatos e outra substância que inibe a absorção do mineral. Mas, os métodos de processamento dos produtos derivados da soja (tofu,
miso e molho de soja), têm a capacidade de quebrar esses inibidores, aumentando bastante a disponibilidade do ferro.

A deficiência de ferro pode ser também agravada por uma alimentação deficiente em proteínas, ácido fólico, e vitaminas
B12, B6 e C.

Os vegetarianos e os veganos consomem mais frutas e verduras e ingerem quantidades maiores de alimentos ricos em vitamina C, o
que reforça a absorção de ferro dos alimentos de origem vegetal. Em alguns estudos os vegetarianos mostraram-se capazes de
adaptar-se a uma dieta reduzida em ferro pela sua maior facilidade de absorção desse mineral.

Em caso de se usarem suplementos, deve dar-se preferência aos quelatados (fumarato e gluconato de ferro por exemplo).

Para saberes se estás a ingerir ferro em quantidade suficiente, faz com alguma regularidade análises ao sangue para avaliar o
estado dos teus glóbulos vermelhos e reservas de ferro.

Arnaldo V. Carvalho

O excelente projeto “The Meatrix” foi divulgado por mim através do Portal Verde no seu lançamento, em 2003, quando tornei-me voluntário do projeto. Trata-se de uma animação pitoresca, que parodia a trilogia cinematográfica “Matrix”, para tentar levar a público mais sobre uma realidade desconhecida, negligenciada e principalmente ESCONDIDA da população urbana. A produção rural industrial, a crueldade animal, a terrível – e real – perspectiva bacteriológica, tudo é tocado em poucos minutos, com diversão e um botão em fórmula de pílula, que convita os expectadores a conhecerem mais da realidade e de como o cidadão pode agir contra um modelo que sem dúvida é insustentável em diversos níveis (ambiental, social, econômico, humano, etc.) através da página do projeto.

Por hora, deixo vocês com os primeiros dois vídeos, e o convite para em seguida acessarem, e AGIREM.

Abraços,

Arnaldo V. Carvalho

http://www.themeatrix.com/

Meatrix:

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Malefícios das frutas geladas

DOS MALEFÍCIOS EM INGERIR FRUTAS GELADAS


A geladeira – uma bênção quando usada convenientemente – converteu-se numa maldicão.

Utilizada para conservar frescos os alimentos que podem deteriorar-se, é uma bênção. Usada para permitir-nos ingerir comidas e bebidas geladas, é uma maldição. A comida e as bebidas geladas já produzem um efeito desastroso tão logo entram na boca. Fende-se o esmalte dos dentes e perde-se a capacidade de combater as bactérias da boca. O resultado é a ruína dos dentes. A membrana mucosa da língua também é afetada. Sem que notemos , embota-se-lhe a delicada sensibilidade. À língua incumbe a tarefa de distinguir os mais finos matizes do gosto, de sorte que possamos nos defender contra a entrada de qualquer espécie de partículas alimentares estragadas ou
venenosas. Uma língua embotada, porém, não pode realizar perfeitamente essa tarefa!
Também são atingidas as membranas mucosas da garganta e do estômago; a visícula biliar e o fígado sofrem sérios ataques. Não é muito para admirar que uma percentagem tão assustadoramente alta de pessoas civilizadas sofra de acidez gástrica, úlceras do estômago, inflamação da vesícula, cálculos biliares e distúrbios hepáticos e pacreáticos. A coisa mais pegigosa, entretanto, é a FRUTA GELADA. Os flúidos se harmonizam mas rapidamente com a temperatura do corpo do que os pedaços de frutas gelada, especialmente quando não muito bem mastigados, que ficam por muito tempo entalados no estômago, não apenas resfriando as membranas mucosas das paredes
estomacais, mas também os orgãos vizinhos.

Praticamente a mesma coisa pode dizer-se dos alimentos e bebidas quentes. Não faz muita diferença o serem as mucosas atacadas pelo frio ou pelo calor. Em ambos os casos, mostra-nos a experiência que qualquer desvio da temperatura saudável no que comemos e bebemos abre caminho para o câncer da garganta, do estômago, do fígado e do pâncreas.”

Retirado do livro YOGA E SAUDE – Selvarajan Yesidian e Elisabeth Haich – Editora Cultrix. – Capítulo VIII – Apetite Civilizado.

 

Benefícios da Aveia contra a Obstipação Intestinal

A obstipação intestinal 

A obstipação é uma desordem heterogênea que normalmente ocorre por
movimentos irregulares no cólon, anorecto ou ambos 1 . No entanto, sua
definição é muito subjetiva. Na opinião de alguns autores pode estar
relacionada ao fato de apresentarem fezes muito sólidas, muito pequenas,
muito infreqüentes ou difíceis de serem expelidas ou pela sensação de
evacuação incompleta 2 .

De acordo com os “critérios de Roma”, a obstipação intestinal funcional é
diagnosticada quando o indivíduo apresenta dois ou mais dos seguintes
sintomas, em pelo menos 25% das evacuações por um período mínimo de três
meses: esforço ao evacuar; fezes endurecidas ou fragmentadas; sensação de
evacuação incompleta; manobras manuais para facilitar a evacuação; sensação
de obstrução ou interrupção e menos de três evacuações por semana 3 .
Alguns estudos norte-americanos estimam a prevalência de obstipação de
1,2% a 8% na população mundial. No Brasil, a prevalência encontrada foi de
36% 4 .

A obstipação intestinal pode decorrer de inúmeras causas, sendo a
alimentação inadequada a mais comum, como por exemplo, o alto consumo de
alimentos industrializados e refinados, além da rotina de trabalho, a vida
sedentária e o uso abusivo de laxativos.
Papel das fibras no tratamento e prevenção da obstipação intestinal
A fibra alimentar, mais do que qualquer outro componente da dieta, afeta
largamente a função intestinal causando aumento do bolo fecal, diluição do
conteúdo nunca deixem portas abertascolônico, aumento na velocidade do
trânsito intestinal e mudanças no metabolismo de minerais, nitrogênio e
ácidos biliares além de interferir na absorção de açúcares e gorduras 5 .
Uma dieta rica em fibras resiste à digestão enzimática ou absorção de
líquidos durante a sua passagem pelo trato intestinal e, portanto, forma um
bolo fecal volumoso, que é um estímulo para a evacuação. Por outro lado, uma
quantidade insuficiente de fibras na dieta pode causar obstipação porque
haverá pouca quantidade de resíduos no cólon e é necessário um aumento no
volume do bolo fecal para promover um peristaltismo normal 6 .
O American Dietetic Association 7 recomenda a ingestão de 25-30g/ dia
de fibras para adultos saudáveis, valor que corresponde, por exemplo, a 1
xícara (chá) de aveia / dia. Para as crianças, o valor em fibras deve ser a
idade em anos + 5 g/dia, o que normalmente não é seguido devido à baixa ingestão de alimentos
ricos em fibras como frutas, vegetais, grãos e cereais integrais e legumes.
A importância da fibra da aveia na obstipação intestinal

As fibras solúveis, provenientes da aveia, têm demonstrado exercer
importante papel laxativo contrariando conceitos antigos. Isso ocorre
principalmente através do aumento da massa bacteriana fisiológica e da
produção de gás que elas provocam 5 .
As fibras da aveia, representadas pela B-glucana, em 40 a 50%, possuem um
poder de fermentação alto quando comparadas às fibras presentes em outros
alimentos, sendo rapidamente fermentadas na região proximal do cólon para
crescimento bacteriano, fornecendo benefícios no trânsito intestinal 8 .
Este aumento da fermentação bacteriana da fibra da aveia, aumenta a produção
de AGCC que são substratos imediatos para as células intestinais, melhorando
o trofismo das vilosidades e repercutindo na manutenção da integridade da
mucosa intestinal normal 5 . As B-glucanas atuam também no aumento do volume
fecal podendo representar até 1/3 do peso das fezes contribuindo para a
redução do tempo de trânsito intestinal 9, 10 .

As fibras da aveia trazem em sua estrutura um grande valor terapêutico no
tratamento da obstipação contribuindo com a difícil tarefa de atingir a
ingestão diária de fibras recomendada e prevenindo a ocorrência de
patologias associadas a obstipação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Eastwood, M. Fiber and gastrointestinal disease. In. Dietary Fiber :

Chemestry, Physiology, and health Effects. Edited by Kritchesvky, C.
Bonfield, and JW Anderson. New York, Plenum Press, 1990.
2. Wald, Md. A. Constipation. Med Clin North Am 2000; 84(5): 1231-46
3. Andre, SB; Rodriguez, TN; Filho, JPPM. Obstipação Intestinal: Como
tratar & diagnosticar. Ver Brás med, 2000, 57 ed.
4. J Pediatr Gastroenterol Nutr; 29(2):190-3, 1999
Aug. Constipation in school-aged children at public schools in Rio de
Janeiro, Brazil
5. Magnoni, D., Pimentel, I.C. Papel das Fibras Alimentares na Obstipação
Intestinal. Quaker, 2000.

6. Mahan, L. K. e Arlin, M. T. Krause: Alimentos, Nutrição e
Dietoterapia. 8ª ed.
7. J Am Diet Assoc 2002; 102(7):993-1000
8. Titgemeyer EC, Bourquin LD, FAHEY JR DAT. Fermentability of various
fiber sources by human fecal bacteria in vitro. Am J Clin Nutr 1991;
53:1418-1424
9. Marquez, L.R. A fibra terapêutica, 2ed São Paulo: GRP Propaganda.
10. Takahashi, H, Wako, N, Okubo, T., et al. Influence of partially
hydrolezed guar gum on
constipation in the elderly. Curr Med Res Opin, 9 (10): 716-720, 1985
11. Redondo ML, Tonré RB, Vila AA, e cols. Fibra terapêutica. 2ª ed. BYK.
Química, 2001

Banana com Aveia: Mistura energética!

Atletas gostam mesmo é de… banana. Há uma boa razão para o alto conceito que a fruta tem entre os esportistas: uma banana média contém 26 gramas de carboidratos além de ser rica em minerais como potássio e magnésio, importantes para regular as contrações musculares.

A aveia é o alimento ideal para quem pratica esportes, pois aumenta a energia de quem vai se exercitar É o que dizem pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA. Eles constataram que os estudantes que consumiram aveia 45 minutos antes de se exercitar numa bicicleta ergométrica pedalaram, em média, 15 minutos a mais do que aqueles que comeram igual quantidade de calorias provenientes de outros cereais matinais. Rica em fibras e carboidratos, a aveia libera lentamente a glicose para os músculos, daí o aumento da energia. Meia xícara de aveia seca contém 27 gramas de carboidratos e 4 gramas de fibras.

 

Fonte: Suplemento de Domingo – Jornal da Tarde Data: 21.03.99