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Mais uma turma de Thai Yoga Massagem ainda esse ano

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Entrevista com Arnaldo V. Carvalho sobre Aromaterapia na Rádio Ultra 91,7 FM (Maricá, RJ)

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Certificados de cursos em Terapias Naturais – Perguntas e Respostas

Quais são as diferenças entre os certificados emitidos em cursos sobre terapias naturais?

Por Arnaldo V. Carvalho

A lei brasileira não legisla sobre a formação e atuação dos profissionais que atuam com terapias naturais (ou seja, não são regulamentadas), embora muitas delas sejam reconhecidas pelo Ministério do Trabalho através do CBO (Catálogo Brasileiro de Ocupações). Terapias naturais não são regulamentadas, mas existem reconhecidamente. Terapeutas recolhem impostos, possuem associações de classe e sindicatos formalmente constituídos. Dada a grande variedade de técnicas, e uma diferenciada gama de possibilidades interdisciplinares entre estas, e destas com as ciências da saúde, existem diversos tipos de certificado hoje no mercado, quais sejam:

a) A certificação de curso livre: A maioria dos cursos são de natureza livre, não sendo avalizadas pelo ministério da educação. Sua validade em currículos acadêmicos, a título de horas de estágio ou atividade complementar, por exemplo, varia de acordo com a coordenação do curso de graduação que se está fazendo. Cursos livres podem ser de natureza formativa, possuindo todos os fundamentos necessários para a pessoa atuar profissionalmente, ou de natureza vivencial, que permite a pessoa a fazer uso preventivo, pessoal e familiar de várias terapias. As carga horárias são muito variadas, dependendo da terapia, seus conteúdos, intenção de programa de estágios, etc.

b) A certificação como curso de capacitação profissional: Entidades de ensino superior podem oferecer cursos de capacitação profissional. Em geral, são os mesmos cursos livres, mas com a chancela de uma universitária. Não implica necessariamente em melhor qualidade, nem em maior carga horária, embora costume ser mais aceito no meio acadêmico em função do selo institucional.

c) A certificação como pós-graduação: Tecnicamente, qualquer curso que admita apenas alunos graduados é um curso de graduação. Na escala acadêmica, nós temos os cursos strictu sensu, voltados à academia, com grande validade e exigências acadêmicas, sendo voltados à pesquisa e à continuidade na vida universitária; e o lato-sensu, que é como um curso livre, mas com a exigência da graduação por parte do aluno, ou seja – é um curso de pós-graduação. Muitas instituições renomadas oferecem cursos de formação onde somente graduados universitários podem cursar, como é o caso da Psicanálise – cujo curso é oferecido por instituições como a Sociedade Brasileira de Psicanálise. Pós-graduações em geral possuem no mínimo 600H de carga horária.

d) Cursos Técnicos: Os cursos técnicos são regulamentados por leis estaduais, e assim variam de acordo com a secretaria de educação de cada Estado. São voltadas para a formação principalmente prática, e costumam ter em torno de 1200H de carga horária. Cursos técnicos oficialmente são válidos quando reconhecidos pelo MEC*.

* “Reconhecido pelo MEC”: Tome muito cuidado, nem todo curso reconhecido pelo MEC oferece a qualidade que se espera. Para um curso ser reconhecido, ele precisa obedecer ao que o MEC considera ser conteúdo mínimo para uma formação. Contudo, em geral esses conteúdos estão aquém do que o necessário, quando não estão propostos de forma bastante ineficiente no currículo, muitas vezes apenas para encher uma formação com horas – horas estas que poderiam ser bem melhor aproveitadas. Muitos cursos não reconhecidos pelo MEC o são POR OPÇÃO, pois o reconhecimento do MEC implica na concordância para com seus pareceres, o que muitas vezes não acontece por parte de escolas sérias com base formativa baseada em padrões internacionais, etc. Estas normalmente possuem um curriculo mais completo e condizente com a atualidade.

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