Multiorgasmos Contínuos (para homens e mulheres)

Multiorgasmos Contínuos (para homens e mulheres)

Por A. Fiorentim

A energia sexual é a mais arrebatadora do Universo! No entanto, é uma das mais desconhecidas e mal utilizadas pelo ser humano. O orgasmo é uma das mais intensas e gratificantes sensações da espécie humana. Mas, paradoxalmente, no homem (e em algumas mulheres), um orgasmo normal dura cerca de seis segundos, um tempo medíocre em relação aos vários minutos do multiorgasmo. Neste não só o grau do êxtase que representa uma superioridade em relação ao orgasmo comum, mas também a melhora da vitalidade, pois trata-se de orgasmos contínuos sem ejaculação, quer dizer, sem perda de substâncias vitais que estão no sêmen e sem desperdício de energia sexual.
No orgasmo ejaculatório há lassidão, cansaço e esfriamento afetivo. Como disse um homem multi-orgasmico: uma vez que eu ejacule, o travesseiro passa a ser mais atraente do que a minha namorada”. No orgasmo múltiplo não-ejaculatório tudo é ao contrário; aumenta a disposição, a afetividade, o tesão… No orgasmo comum há perdas de importâncias substâncias presentes no sêmen: compostos de zinco, sódio, potássio, cálcio, lecitina, enzimas, frutose, certos ácidos…
Vejamos o depoimento de uma mulher: “Eu não pude acreditar quando meu namorado teve um orgasmo sem ejacular pela primeira vez. Ele estava realmente sentindo mais prazer do que o habitual e eu pude sentir seu pênis pulsando. E para minha surpresa, além de não haver sêmen, momentos depois conseguimos continuar a fazer amor. Continua espantoso para mim que ele possa ter um orgasmo tão intenso sem ejacular. Agora, o que me surpreende é quando ele ejacula.” Entre nós, muitas mulheres acreditam que dar prazer a seus parceiros significa ajudá-los a ejacular!
Na sexualidade tântrica-taoísta, deleitar-se com um ou vários orgasmos contínuos não é em si a meta. “Esse climax de prazer é apenas parte de um processo do êxtase da relação sexual.”
Diante destes fatos, muitos homens (e até algumas mulheres) ficam perplexos e incrédulos, pois, acreditam, o propósito da relação sexual é a ejaculação – assim reza o condicionamento social! Para estes, orgasmo sem ejaculação é conversa de ET.
A maioria dos homens “aprende” sexo através da masturbação e da pornografia. Dessa forma, não sabem nada sobre a sábia e soberana arte da cama e não se preocupam com isso, porque acha que já sabem tudo! No oriente, o aprendizado sexual tinha um lugar de honra e era intimamente ligado a outras artes, e mesmo à religião e à espiritualidade. Tanto homens quanto mulheres estudavam os textos de práticas sexuais.
Na antiguidade do oriente, imperadores, reis e rainhas possuíam práticas sexuais superiores e diferenciadas de seus súditos. Segredos sexuais eram reservados para soberanos e iniciados que deles se utilizavam como um dos trunfos de influência e poder.
Além disso, no Taoísmo, a sexualidade era vista como um remédio muito eficiente, curativo e preventivo. Se alguém estava adoentado, u médico podia muito bem prescrever uma dezena de dias de regime de relação sexual (sem ejaculação), além de outras recomendações.
Em nossa sociedade, as mulheres foram condicionadas a dar prazer sexual aos homens. Na sexualidade tântrica-taoísta, a maioria das muitas técnicas que foram concebidas ajudava os homens a dar prazer às mulheres. E especialmente no Tantra hindu, a mulher é posta ao nível de deidade que deve ser reverenciada.
Embora no passado as técnicas sexuais fossem reservadas para pouquíssimas pessoas, hoje vemos uma necessidade premente de passá-las para o maior número possível de interessados, acreditando que o fundamento ético destes ensinamentos é de responsabilidade individual.
Meus estudos da sexualidade de vários povos se estende por mais de duas décadas. Após ter sido iniciado e experienciado alguns métodos, e pesquisado muito em literatura específica, cheguei a algumas conclusões muito óbvias. O mais importante é que não convém ao homem de hoje técnicas ou procedimentos tal e qual praticados há milênios – como o tantra hindu original. Basta usarmos o bom senso e o puro discernimento: hoje temos aperfeiçoado os meios de locomoção, de comunicação, de habitação, de escrita.
Também temos conhecimentos mais detalhados e precisos a respeito do corpo humano, da própria mente e da energética humana. Portanto, devemos convir que temos coisas a somar ao que se sabe do passado remoto.
Nesse assunto, meu papel foi tomar como base a sexualidade tântrica-taoísta, despojando-a de elementos que não mais procedem, adaptando-a ao nosso mundo ocidental de hoje e agregando-lhe procedimentos de suma importância.
Esse trabalho técnico-filosófico-afetivo, denominado de Holos-Sexo, tem sua culminância na prática sexual designada Risetra, equivalente ao atual Maithuna tântrico e ao Sexo Kung Fu taoísta. Uma verdadeira revisão do Tantra, que trata de atitudes libertadoras, rejuvenecedoras e de evolução interior consciente, eliminando preconceitos, tabus, repressões e pecados, e restabelecendo a naturalidade num ato sexual alquímico.

FIORENTIM
Professor de Yoga; Estudioso, há mais de uma década, da sexualidade de várias culturas; pesquisador dos processos energéticos e da consciencia; conferencista, escritor, engenheiro; diretor do Instituto Ortobio. http://www.ortobio.com.br

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