TRANSGÊNICO, A NOVIDADE IGNORADA

Nunca este artigo foi tão atual. Recebemos o mesmo no e-mail do Portal Verde em 2006. E agora, o governo brasileiro autorizou quase que completamente. Já não se encontra qualquer produto que contenha milho sem que o mesmo seja transgênico. E para a soja, já não há quase opção. Estamos investindo em repetir os erros das nações mais ricas, acreditando na lógica infantil de que “se eles seguiram por esse caminho e são ricos, então vou seguir também e terei resultados semelhantes”. Triste. (Arnaldo V. Carvalho, 2013)

 

 Burocraticamente ou quase, a folha, o Estado e o Valor deram hoje[12/1/06] o press-release da organização americana Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicação em Agrobiotecnologia (Issaa, na sigla em inglês) com os mais recentes números sobre o cultivo de transgênico do mundo.

A Folha e o Estado destacaram já no título que o Brasil passou de quarto para o terceiro produtor de plantas geneticamente modificadas (de 5 milhões de hectares semeados em 2004 para 9,4 milhões no ano passado). É um aumento de 88%, conforme ressaltou o Valor. As maiores culturas transgênica estão nos Estados Unidos e na Argentina.

Mas, enquanto o Estado abre a sua matéria informando que a área plantada com variedades trnasgênicas.

  • nos 21 países que praticam a agricultura de base biotecnológica – aumentou 11%, o Valor preferiu chamar a atenção desde o título,para fato de que indica uma desaceleração no setor 2004, a expansão tinha sido de 20%.

As lavouras transgênica cobrem 3 milhões de hectares , ou

3% da agricultura mundial. Aderiram aos transgênicos em 2005 a frança, o Irã, Portugal e a República Checa.

O relatório do Isaaa é o tipo de informação que cai no colo das redações, cada uma trabalhando menos ou mais a matéria- prima recebida. O que os jornais não fizeram,aproveitando o gancho, foi dar uma passeada pela internet para ver se seria possível enriquecer a história com eventuais outras novidades no pedaço.

Tivessem tomado essa providência elementar, teriam um prato cheio a oferecer ao público pagante, partindo do fato de que o único transgênico legalmente plantado no Brasil-e que teve o tal aumento de 88%-é a soja.

Isso porque acaba de ser divulgado o resultado perturbador de um estudo conduzido sobre efeitos da soja GM pela doutora Erina Ermakova, da Academia Russa de Ciências. O caso está contado no site www.rssl.com, especializado em questões alimentares.

O estudo verificou que ratos recém-nascidos de mães alimentadas com soja geneticamente modificada estavam cinco vezes mais propensos a morrer nas três primeiras semanas de vida do que os ratos cujas as mães consumiram soja convencional. Além disso 36%dos primeiros nasceram pesando muito menos do que os outros, entre os quais apenas 6% abaixo estavam do peso.

O site que deu a noticia ontem [11/1/06] acrescenta que a pesquisa faz de uma série de investigações recentes cujas descobertas revivem as preocupações com as segurança dos alimentos GM.

No domingo passado [8/1/06], por exemplo, o Independent de Londres informou que, segundo estudo italiano, a soja GM afeta o fígado e o pâncreas de ratos informou também que dados da própria Monsanto, megaempresa de sementes transgênicas, revelam que ratos submetidos a uma dieta rica em milho GM têm rins menores e mais hemácias (células de sangue) do que os outros- indícios de dano ao seu sistema imunológico.

Comentando a pesquisa russa, a Monsanto retrucou que ¨a maioria esmagadora dos estudos científicos independentes, publicadas e avaliados por outros cientistas, demonstra que a soja transgênica Roundup Ready pode ser consumida com segurança por ratos e por todas as demais espécies animais estudadas¨.

Quando é que a mídia nacional vai abocanhar o assunto?

Azeite de oliva e saúde

O azeite de oliva é um óleo vegetal extraído do fruto da oliveira
Olea europea, L. Do total produzido no mundo, 70% é oriundo dos
países do mediterrâneo e o restante da Tunísia, Turquia, Portugal,
Líbia, Califórnia e Argentina. O produto de boa origem é
caracterizado pela fragrância e pelo sabor delicado, qualidades
que são apreciadas em todo mundo. É o único óleo vegetal que não
precisa de tratamento industrial de refino para ser consumido,
desde que a fruta seja de boa procedência. Merecendo mais do que
qualquer outro o atributo de óleo natural.

Conhecido pelos países mediterrâneos desde 3.000 a.C. sua
utilização se consolidou a tal ponto que hoje seu sabor e odor é
o traço mais característico da cozinha mediterrânea. Com as
grandes navegações por volta do ano 1.500 sua utilização
espalhou-se pelo mundo inteiro. Porém, devido a dificuldade de
transportá-lo e produzi-lo seu consumo ficou restrito na forma de
condimento. E foi assim que o azeite de oliva foi visto durante
séculos: um saboroso e aromático ingrediente culinário.

Em 1957, o pesquisador Dr. Keys publicou um trabalho, resultado
de 15 anos de pesquisas mostrando a relação entre as dietas de
sete países e a prevalência das doenças cardiovasculares. Os
resultados foram surpreendentes. Enquanto países como a Finlândia
apresentavam uma incidência de mortes por doenças
cardiovasculares de 1202/10.000 habitantes, seguidos pelos Estados
Unidos com uma incidência de 773/10.000, os habitantes da ilha
grega de Creta tinham uma incidência de apenas 38/10.000. Essas
significativas diferenças foram atribuídas, na ocasião, ao tipo
de alimentação da ilha constituído de legumes, peixes, frutas,
massas, azeite e vinho que desde então passou a se chamar dieta
mediterrânea. A partir daí, vários estudos se sucederam e a tese
inicial acabou sendo totalmente comprovada. Adicionalmente outros
benefícios foram encontrados para o consumo regular do azeite de
oliva.

Doenças crônico-degenerativas são as principais causas de morte,
entre adultos, em quase todo o mundo. É de aceitação unanime que
a prevenção é a melhor e mais econômica maneira de lidar com esse
grave problema. Trata-se de uma questão complexa, com múltiplos
fatores – alimentação, sedentarismo, stress, fumo, fator genético
entre outros. Não é proposta desse boletim abordar todas essas
questões mas tão somente fazer uma revisão sobre os principais e
mais recentes estudos sobre azeite de oliva e seu papel preventivo
para doenças crônico-degenerativas.

Dentes sadios

Para desenvolver dentes fortes e saudáveis, a dieta deve conter quantidades adequadas de seis nutrientes essenciais: fósforo, cálcio, magnésio, vitaminas C e D e flúor. Além disto, para prevenir a cárie, deve-se limitar a ingestão diária de alimentos ricos em açúcar e escovar os dentes após cada refeição.

Ferro nas dietas vegetarianas

O ferro da dieta existe como hémico e não hémico: o primeiro encontra-se nos produtos animais como o fígado de vaca e de porco,
carne, aves, peixe, marisco e ovos; o ferro não hémico encontra-se nos legumes de folha verde, damascos, ervilhas, feijões, frutos
secos e cereais enriquecidos.

Existem fatores nutricionais que diminuem a absorção de ferro, ou seja, alguns alimentos e bebidas bloqueiam a absorção do ferro não heme, quando são consumidos nas mesmas refeições.

Alguns estudos mostram também que a anemia devido a carência de ferro não é maior em vegetarianos do que no resto da população.

O ferro está presente nos alimentos em duas formas, o ferro heme e o ferro não-heme. A principal diferença entre estes dois tipos
de ferro está na forma como cada um deles é absorvido.

O ferro heme existe principalmente nos produtos de origem animal, em especial na carne e peixe, e é absorvido em cerca de 15 a 35%.
O restante, existente nos alimentos de origem vegetal, é chamado de ferro não-heme. Este tipo é absorvido de forma diferente, numa
proporção de cerca de 2 a 20%. A maior ou menor absorção do ferro não-heme depende, em parte, da presença de outros alimentos na mesma refeição. Os componentes da refeição podem ter um efeito, tanto no aumento como na diminuição da absorção do ferro não-heme.

A absorção do ferro da carne e do peixe (heme) não é afetado por esses componentes.

Compreender esta diferença da absorção dos dois tipos de ferro, pode ajudar-te a tirar melhor proveito do nutriente proveniente
dos alimentos de origem vegetal.

Fatores que aumentam a absorção:

Os alimentos ricos em vitamina C facilitam e aumentam a absorção
do ferro não-heme dos produtos vegetais. Estudos demonstraram que
a quantidade de ferro absorvida através de cereais de pequeno
almoço duplicava ou triplicava se na mesma refeição se ingerisse
uma laranja grande ou um sumo de laranja, contendo 75 a 100 mg de
vitamina C.

Fatores que diminuem a absorção:

As bebidas que contêm taninos, como os chás preto e verde, e em menor quantidade o café, devem ser evitadas à refeição ou
juntamente com alimentos ricos em ferro, uma vez que o tanino se combina com o ferro, formando um composto insolúvel, que não é
absorvido.

Os alimentos ricos em oxalatos tornam igualmente inacessível o ferro, impedindo a sua absorção. Ao contrário do que se costuma
afirmar, o espinafre não é o alimento mais rico em ferro, para além de que o ferro que possui se encontra ligado a oxalatos, o
que o torna pouco acessível. Outros alimentos ricos em oxalato são o ruibarbo, a acelga e o chocolate.

Os fitatos estão associados às fibras das leguminosas, cereais integrais crus, nozes e sementes. Os fitatos presentes em
alimentos, sobretudo crus, como o farelo de trigo, têm sido responsabilizados por diminuir ou até impedir a absorção de
minerais como o ferro, zinco e cálcio dos alimentos. O problema existe principalmente no farelo cru, uma vez que em processos
específicos de preparação dos alimentos (imersão das leguminosas em água, ação do fermento no pão, germinação das sementes e
leguminosas, cozedura dos cereais, torrefação das nozes), parte dos fitatos é destruída por enzimas (fitases). Desta forma, o
poder de impedimento da absorção dos minerais fica diminuído, não constituindo problema.

A soja é geralmente um alimento importante na alimentação vegetariana, uma vez que é rico em proteínas e pobre em gorduras
saturadas. Os feijões de soja (a partir dos quais são feitos todos os produtos derivados) têm um alto teor de ferro, mas contêm
fitatos e outra substância que inibe a absorção do mineral. Mas, os métodos de processamento dos produtos derivados da soja (tofu,
miso e molho de soja), têm a capacidade de quebrar esses inibidores, aumentando bastante a disponibilidade do ferro.

A deficiência de ferro pode ser também agravada por uma alimentação deficiente em proteínas, ácido fólico, e vitaminas
B12, B6 e C.

Os vegetarianos e os veganos consomem mais frutas e verduras e ingerem quantidades maiores de alimentos ricos em vitamina C, o
que reforça a absorção de ferro dos alimentos de origem vegetal. Em alguns estudos os vegetarianos mostraram-se capazes de
adaptar-se a uma dieta reduzida em ferro pela sua maior facilidade de absorção desse mineral.

Em caso de se usarem suplementos, deve dar-se preferência aos quelatados (fumarato e gluconato de ferro por exemplo).

Para saberes se estás a ingerir ferro em quantidade suficiente, faz com alguma regularidade análises ao sangue para avaliar o
estado dos teus glóbulos vermelhos e reservas de ferro.

A riqueza da Linhaça

O nome botânico da linhaça é Linum usitatissimum da família Linaceae. A

semente é chata, ovalada e pontiaguda. É um pouco mais larga que uma
semente de girassol, com uma medida aproximada de 2.5 x 5.0 x 1.5 mm. A
linhaça tradicional é de cor marrom avermelhada, brilhante, com uma
textura firme e mastigável. Seu sabor é parecido com o da castanha e é
levemente amargo. A planta da linhaça é azul e florida.

A Linhaça é rica em proteína, gordura e fibras dietéticas, análises da
linhaça canadense mostraram uma média de 41% de gordura, 28% de fibras
dietéticas, 21% de proteína, 4% de resíduos e 6% de outros carboidratos
(os quais incluiriam açúcares, ácidos fenólicos, lignana e hemicelulose).

CALORIAS, PROTEÍNAS & LIPÍDIOS
A quantidade de calorias presente em 100 gramas de linhaça é de 396 kcal,
sendo 109 kcal de proteína e 287 kcal de lipídios. Isto corresponde a
30,90 g de lipídios e 24,40 g de proteínas.

PROTEÍNAS
A composição de aminoácido (tabela 1) encontrada na proteína da linhaça é
similar ao da proteína de soja, que é vista como uma das mais nutritivas
proteínas vegetais. As proteínas da linhaça são a albumina e a globulina.
Elas respondem por cerca de 20 a 42% da proteína da linhaça.

Tabela 1: Composição de Aminoácido da Linhaça

Aminoácido g/100g de proteína
—————————————————————————–
Alanina 4.7
Arginina 10.0
Ácido Aspártico 10.0
Cistina 1.8
Ácido Glutamínico 20.0
Glicina 5.9
Histidina* 2.1
Isoleucina* 4.1
Leucina* 6.0
Lisina* 4.0
Metionina* 1.4
Fenilalanina* 4.8
Prolina 3.8
Serina 4.7
Treonina* 3.8
Triptofano* –
Tirosina 2.4
Valina* 5.1

Fonte: OOMAH E MAZZA (1993) – * Aminoácidos essenciais aos humanos

LIPÍDIOS
A linhaça é composta por 57% de ácidos graxos ômega-3, 16% de ômega-6, 18%
de ácido graxo monoinsaturado e somente 9% de ácidos graxos insaturados. A
predominância do ômega-3 na semente da linhaça tem sido correlacionada com
a prevenção das doenças coronarianas e câncer.

FIBRAS
As fibras dietéticas, no total, respondem por cerca de 28% do peso seco de
linhaça. Relatórios sobre as proporções de fibras solúveis e insolúveis na
linhaça variam entre 20:80 e 40:60. A faixa depende do método usado na
análise química e extração de resina. A fração de fibra mais importante
consiste de amidos resistentes, como a celulose e complexos polímeros com
a lignana. O componente solúvel em água da fibra de linhaça, é basicamente
composto por resinas adesivas em níveis de 7% a 10%. Pela presença das
fibras solúveis, a linhaça apresenta efeitos fisiológicos na dislipidemia
e arteriosclerose.

MINERAIS E VITAMINAS
A linhaça é particularmente rica em potássio, fornecendo cerca de 7 vezes
mais que a banana. A vitamina E está presente na linhaça primariamente
como gama-tocopherol funcionando como um antioxidante biológico.

Fitoquímicos
A linhaça exerce proteção contra certos tipos de câncer, particularmente
aqueles sensíveis à hormônios como os de mama, endométrio e próstata.
Reduz os níveis de colesterol sangüíneo, o risco de doenças
cardiovasculares e modula o sistema imune.

A linhaça contém 2 componentes que afetam favoravelmente o sistema imune:
ácido alfa-linoléico (ALA) ou ácido graxo ômega-3, e lignanas
(fitoestrógeno). Estes componentes afetam as células e mediadores
responsáveis do sistema imune como os eicosanóides e citoquinas. ALA, por
exemplo, elimina a proliferação do sangue periférico mononuclear dos
linfócitos e a dilatação a resposta hipersensitiva de certos antígenos. As
lignanas são componentes fenólicos, que contém o 2,3-dibenzilbutano em sua
estrutura. São fitoquímicos biologicamente ativos com potencial
anticancerígeno A linhaça é uma fonte particularmente rica em um precursor
da lignana, chamado secoisolariciresinol diglycoside, ou SDG.

Os ácidos fenólicos são fitoquímicos abundantes na linhaça e por ocorrerem
em associação com as fibras nas paredes celulares alguns deles poderiam
assumir o papel nos benefícios à saúde atribuíveis às fibras da linhaça.
Os mais importantes são: trans-ferulico, trans-sinapico, p-coumarico e
trans-caffeico. O total dos ácidos fenólicos variou de 7.9 mg/g a 10.3
mg/g em 8 variedades de linhaça cultivadas no Canadá.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. SIMOPOULOS, A.P. Ômega-3 fatty acids in health and disease and in
growth and development. Am. J. Clin. Nutr., 54: 438-463, 1991.
2. CARTER, J.F. Potential of flaxseed and flaxseed oil in baked goods and
other products in human nutrition. Cereal Foods World 38: 753-759, 1993.W
3. LEAF, A & WEBER, P.C. Cardiovascular effects of ômega-3 fatty acids. N.
Engl. J. Med., 318: 549-557,1988.
4. WHO & FAO JOINT CONSULTATION. Fats and oils in human nutrition. Nutr.
Res., 53: 202-205, 1995.

Conheça a GARCÍNIA CAMBOJA

GARCÍNIA CAMBOJA

Vários profissionais não medem esforços no combate a obesidade e seus
riscos para a saúde. Por ser um tratamento que necessita de disciplina, a
terapia comportamental vem a cada dia mais dando espaço as estratégias
farmacológicas para a redução do peso. Uma área terapêutica que está
sofrendo rápido crescimento é a utilização de produtos à base de ervas.

Um exemplo, é o ácido hidroxicítrico que é o componente ativo de uma
planta nativa da Índia, a Garcínia Cambogia. O ácido hidroxicítrico foi
primeiramente descrito por WATSON e colaboradores no final da década de
60, como um potente inibidor da enzima extra mitocondrial adenosina
trifosfato -citrato-liase. A inibição da clivagem do citrato à enzima
adenosina trifosfato causa inibição da liberação de acetil coenzima A, que
é o substrato necessário para a síntese dos ácidos graxos, inibindo assim
a lipogênese. Subseqüentemente, foi demonstrando tanto in vivo como in
vitro, que o ácido hidroxicítrico em animais, além de inibir a clivagem do
citrato à enzima e a nova síntese dos ácidos graxos, também aumenta a
síntese do glicogênio hepático, causando supressão do apetite e diminuição
do ganho de peso.

Apesar do ácido hidroxicítrico parecer ser um agente promissor no controle
do peso, estudos em humanos são limitados e os resultados contraditórios.
Autor (ano): Conte (1993)2
Amostra: 39 adultos obesos
Dosagem: 500 mg de GCE e 100 g de nicotinato de cromo -3/dia
Duração (sem): 8
Efeitos:  do peso total: GS:  5 kg GP:  1,9 Kg
 5,5% peso total nas mulheres e 4,9% nos homens (p<0,001)

Autor (ano): Badmaev & Majeed apud Heymsfield et al. (1998)3a
Amostra: 55 adultos obesos
Dosagem: 500 mg de GCE e 100 g de nicotinato de cromo -3/dia
Duração (sem): 8
Efeitos:  do peso total: GS:  5 kg GP:  1,9 Kg
 5,5% peso total nas mulheres e 4,9% nos homens (p<0,001)

Autor (ano): Thom (1996)4
Amostra: 60 Indivíduos
Dosagem: 1320 mg/dia de ácido hidroxicítrico dividido em 3 doses, com uma
dieta pobre em gordura com 1200 kcal/dia
Duração (sem): 8
Efeitos:  do peso total: GS:  6,4 kg GP:  3,8 Kg /
 conteúdo de gordura: GS:  87% GP:  80%

Autor (ano): Girola et al. (1996)5
Amostra: 150 Adultos Obesos
Dosagem: 55 mg GCE, 19 mg de cromo e 240 mg de chitosan – 1 ou 2/dia com
uma dieta hipocalórica
Duração (sem): 4
Efeitos:  conteúdo de gordura: GS:  12,5% e 7,9 % GP:
 4,3% (p<0,01)

Autor (ano): Rothacker & Waitman (1997)6
Amostra: 48 Adultos Obesos
Dosagem: 800 mg GCE, 50 mg de cafeína natural e 40 g de picolinato
de cromo – 3/dia com uma dieta de 1200 kcal/dia
Duração (sem): 6
Efeitos:  conteúdo de gordura: GS:  4% GP:  3%

Autor (ano): Ramos et al. Apud Heymsfield (1998)3b
Amostra: 35 Adultos Obesos
Dosagem: 500 mg GCE, 3/dia com uma dieta pobre em gordura com 1000 a 1500
kcal/dia
Duração (sem): 8
Efeitos:  peso total: GS:  4,1  1,8kg GP: 
1,3  0,9kg (p<0,01)
Autor (ano): Kaats et al. apud Heymsfield (1998)3c
Amostra: 186 Indivíduos
Dosagem: 1500 mg/dia de GCE, 600 g/dia de picolinato de Cromo e
1200 mg/dia de L-carnitina com uma dieta pobre em gordura e rica em fibras
Duração (sem): 4
Efeitos:  conteúdo de gordura: GS:  1,2kg GP: 
635g (p<0,01)

* GCE – Extrato de garcínia cambogia; GS – grupo suplementado; GP – grupo
placebo

Como pode ser verificado nos estudos demonstrados no quadro a garcínia
cambogia geralmente é utilizada junto com outro ingrediente, o que pode
contribuir com seus possíveis efeitos na redução do peso.

Outro ponto que deve ser considerado é a dosagem e o tempo de
administração da erva. SULLIVAN et al. (1972) demonstraram que os efeitos
do ácido hidroxicítrico dependem do tempo de administração da erva em
relação a refeição. O efeito máximo do ácido hidroxicítrico é obtido
quando o mesmo é administrado a cerca de 30 a 60 minutos antes da
refeição. Além disso, é postulado que se o ácido hidroxicítrico for
fornecido em doses divididas sua eficácia é maior do que quando
administrado em uma única dose. As doses utilizadas em humanos variam
entre 750 e 1500 mg/dia.

Dos 7 trabalhos descritos, 5 mostraram efeitos significativos da
utilização da garcínia cambogia isoladamente ou em combinação com outros
ingredientes (3a,3b,3c,4,5). Como podemos observar alguns desses estudos
possuem limitações que colocam em dúvida a eficácia da utilização da
garcínia cambogia, como por exemplo: falta de grupo placebo (3),
co-administração da garcínia cambogia em combinação com outros
ingredientes potencialmente ativos (2,3a,5,6), uso de método inadequado de
avaliação da composição corporal (4) e estudos que ainda não foram
publicados (3b,3c).

O extrato da garcínia cambogia, o ácido hidroxicítrico, tem sido
pesquisado desde de 1883, onde procurou-se determinar suas funções e
principais atuações no metabolismo humano. No entanto, muito pouco ainda
se sabe a respeito de seus verdadeiros efeitos fisiológicos, bem como dos
efeitos crônicos causados pela sua suplementação e suas contra-indicações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. WATSON, J.A. et al. Tricarballylate and hydroxycitrate: substrate and
inhibitor of ATP-citrate oxaloacetate lyase. Arch. Biochem. Biophys, 35:
209-217, 1969.
2. CONTE, AA. A non-prescription alternative on weight reduction therapy.
Am. J. Bariatr. Med., 17-19, 1993.
3. HEYMSFIELD, S.B. et al. Garcinia cambogia (hydroxycitric acid) as a
potential antiobesity agent. JAMA, 280 (18): 1596-1599, 1998.
4. THOM, E. Hydroxycitrate (HCA) in the treatment of obesity. Int. J.
Obes., 20 (S4): 48, 1996.
5. GIROLA, M. et al. Dose effect in lipid-lowering activity of a new
dietary intetrator (chistosan, garcinia cambogia extract, and chrome).
Acta Toxicol. Ther., 17: 25-40, 1996.
6. ROTHACKER, D.Q. et al. Effectiveness of a Garcinia Cambogia and natural
caffeine combination in weight loss: a double-blind-placebo-controlled
pilot study. Int. J. Obes., 21 (S2): 53, 1997.
7. SULLIVAN, A.C. et al. Inhibition of lipogenesis in rat liver by
hydroxycitrate. Arch. Biochem. Biophys. 150: 183-190, 1972.

OS BENEFÍCIOS DO ARROZ SELVAGEM

O arroz selvagem (Zizania aquatica) é um cereal cuja aplicação na indústria alimentar está crescendo rapidamente. Ele está sendo utilizado, por exemplo, no desenvolvimento de produtos de v vários cereais integrais, em preparações de sopas instantâneas, cereais matinais, misturas para bolos e preparados para saladas com sabores especiais. Sua composição é parecida com da aveia: baixos teores de gordura (menos de 1%) e com altos teores de proteínas (12.5-15 %).

O arroz selvagem possui três componentes ativos: um glicosídio fenólico com 3,4,5- trimetoxicinamato , e p-hidroxi acetofenona e um flavonóide glicosídio com 3,4,5-trimetoxicinamatoe luteonina. Algumas pesquisas também revelaram a existência de biofatores na sua composição que poderão ser usados no desenvolvimento de uma dieta anti-diabética porque reduzem a formação de produtos finais da glicosilação avançada.

Atualmente existem nutricionistas que associam na preparação do arroz branco polido o arroz selvagem, melhorando o paladar e seu valor nutricional, estando também este produto disponível no mercado.

FONTE: RAMARATHNAM, N. et al. The contribuition of plant food antioxidants to human health. Trends in Food Science & Techonology, 6: 75, 1995.

Tipos de água mineral e suas propriedades

Cada água mineral tem suas propriedades medicinais, de acordo com os sais que nela predominam. As classificações normalmente são divulgadas em suas fontes, e também nos rótulos de suas embalagens, quando engarrafadas:

Ácida: normaliza o pH da pele
Alcalina: diminui a acidez estomacal. Em banho, hidrata a pele
Bicarbonatada sódica: usada no tratamento de gastrite, úlcera, hepatite e diabetes
Cálcica: indicada para consolidação de fraturas, reumatismo e colite. Ameniza os sintomas de ecmezas, dermatoses e bronquites. Tem ação diurética
Carbogasosa: Por suas propriedades digestivas, é indicada para acompanhar refeições. Rica em sais minerais, funciona como isotônico. Combate a hipertensão arterial, cálculos renais e biliares.
Carbônica: hidrante e moderadora de apetite
Ferruginosa: É indicada para tratamento de anemias, parasitoses, alergias e acne. Também abre o apetite
Magnesiana: controla problemas do intestino e do fígado. Trata enterocolite crônica, insuficiência hepática e fermentação intestinal
Radioativa: diurética, facilita a digestão e ajuda a dissolver cálculos renais e biliares. Atua como relaxante leve. Auxilia a eliminação de ácido úrico e a filtragem de gordura no sangue. Diminui a pressão sanguínea. É estimulante sexual
Sulfatada: é antiinflamatória e antitóxica
Sulfatada sódica: é eficaz contra a prisão de ventre, colite e problemas hepáticos
Sulfurosa: trata reumatismo, artrites, doenças de pele e inflamações

Saúde? Banana!

SIM QUEREMOS BANANA.. BANANA PRÁ DAR E VENDER BANANA FAZ CRESCER

Já mostra uma velha marchinha de carnaval… É a sabedoria popular validada pela ciência

 

Mari Gemma

Se deseja uma solução rápida para baixos níveis de energia, não há melhor lanche que a banana. Contendo 3 açúcares naturais: sacarose, frutose e glicose, combinados combinados com fibra, a banana dá uma instantânea e substancial elevação da energia. Pesquisas provam que apenas 2 bananas fornecem energia suficiente para 90 minutos de exercícios extenuantes. Não é à toa que a
banana é a fruta nº 1 dos maiores atletas do mundo. Mas energia não é a única forma de ajudá-lo(a) a ficar em forma. A banana também ajuda a curar ou prevenir um grande número de doenças e condições físicas, que a tornam obrigatória na sua dieta diária.

Anemia: contendo muito ferro, bananas estimulam a produção de hemoglobulina no sangue e ajudam nos casos de anemia.

Pressão arterial: contém elevadíssimo teor de potássio, mas reduzido em sódio, tornando-a perfeita para combater a pressão alta. Tanto que a FDA (agência responsável pelo controle de alimentos e remédios) dos EUA autorizaram a indústria de banana a oficialmente informar sua habilidade de reduzir o risco de pressão alta e infarto.

Capacidade mental: 200 estudantes de uma escola em Twickenham (Middlesex) tiveram ajuda da banana (no café da manhã, lanche e almoço), para elevar sua capacidade mental. Pesquisa mostra que frutas com elevado teor de potássio ajudam alunos a aprender e manter-se mais alerta.

Constipação intestinal: com elevado teor de fibra, incluir bananas na dieta pode ajudar a normalizar as funções intestinais, superando o problema, sem recorrer a laxantes.

Depressão: de acordo com recente pesquisa realizada pela MIND, entre pessoas que sofrem de depressão, muitas se sentiram melhor após uma dieta rica em bananas. Isto porque a banana contém “trypotophan” , um tipo de proteína que o organismo converte em seratonina, reconhecida por relaxar, melhorar o humor e, de modo geral, aumentar a sensação de bem estar.

Ressaca: uma das formas mais rápidas de curar uma ressaca é fazer uma vitamina de banana com leite e mel. A banana acalma o estômago e, com a ajuda do mel, eleva o baixo nível de açúcar, enquanto o leite suaviza e reidrata o sistema.

Azia: elas têm efeito antiácido natural. Se você sofre de azia, experimente comer uma banana para aliviar-se.

Enjôo matinal: comer uma banana entre as refeições ajuda a manter o nível de açúcar no sangue elevado e evita as náuseas.

Picada de mosquito: antes de usar remédios, experimente esfregar a parte interna na casaca da banana na região afetada. Muitas pessoas têm resultados excelentes em reduzir o inchaço e a irritação.

Nervos: elas contém elevado teor de vitamina B, que ajuda a acalmar o sistema nervoso.

Excesso de peso e Pressão no trabalho: estudos do Instituto de Psicologia, na Áustria, mostram que a pressão no trabalho leva à excessiva ingestão de comidas, como chocolate e biscoitos. Examinando 5 mil pacientes em hospitais, pesquisadores concluíram que os mais obesos eram os que tinham trabalhos com maior pressão. O relatório concluiu que, para evitar a ansiedade por comida, precisa-se controlar os níveis de açúcar no sangue.

 

Comendo alimentos ricos em Carboidratos, como bananas, a cada 2 horas, mantém-se estável o nível de açúcar.

TPM: esqueça as pílulas e coma banana. Ela contém vitamina B6, que regula os níveis de glicose no sangue, que afetam o humor.

Úlcera: usada na dieta diária contra desordens intestinais, é a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago.

Controle de temperatura: muitas culturas vêem a banana como fruta ‘refrescante’, que pode reduzir tanto a temperatura física quanto a emocional de mulheres grávidas.

Na Tailândia, por exemplo, as grávidas comem bananas para os bebês nascerem em temperatura baixa.

Desordens Afetivas Ocasionais: a banana auxilia os que sofrem de DAO, porque contêm um incrementador
natural do humor, o “trypotophan”.

Fumo: elas podem ajudar pessoas que estão largando o cigarro, porque seus elevados níveis de vitaminas C, A1, B6 e B12, além de Potássio e Magnésio, ajudam o corpo a se recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.

Estresse: Potássio é um mineral vital, que ajuda a normalizar os batimentos cardíacos, levando oxigênio ao cérebro e regula o equilíbrio de água no nosso corpo. Quando estressados, nossa taxa metabólica se eleva, reduzindo os níveis de Potássio, que podem ser reequilibrados com a ajuda da banana.

Enfarto: de acordo com pesquisa publicado no Jornal de Medicina de New England, comer bananas regularmente pode reduzir o risco de morte por enfarto em até 40%!

Verrugas: os naturalistas juram que se quiser eliminar verrugas, basta colocar a parte interna da casca de banana sobre elas e prendê-la com esparadrapo ou fita cirúrgica.

Como vêem, a banana é um remédio natural contra muitos problemas. Comparada à maçã, tem 4 vezes mais proteína, 2 vezes mais Carboidratos, 3 vezes mais Fósforo, 5 vezes mais vitamina A e Ferro e 2 vezes outras vitaminas e minerais. Também é rica em Potássio e, como um todo, é um dos alimentos mais valiosos.

Então talvez seja hora de mudar o ditado de “uma maçã por dia dispensa o médico” para “uma banana ao dia dispensa o médico”.

ORTOMOLECULAR : A NUTRIÇÃO DO FUTURO

ORTOMOLECULAR : A NUTRIÇÃO DO FUTURO

Por Ana Paula Santos*

A alimentação é um dos fatores comportamentais que mais influenciam o estado de saúde do indivíduo. Segundo a OMS, mais de 60% das doenças têm bases nutricionais. Devemos lembrar que o conceito mais completo de saúde não é apenas a ausência de enfermidades. Saúde é o bem-estar físico, mental e social, o qual depende de um equilíbrio do organismo.

A palavra nutrição origina-se de nutritione, vocábulo do latim que significa nutrir, alimentar. Num sentido mais restrito, a nutrição consiste no processo pelo qual um organismo vivo assimila e utiliza alimentos, para a produção de energia ou renovação de seus tecidos corporais. O termo “ortomolecular” significa “equilíbrio das moléculas” que constituem o corpo.

A Nutrição Ortomolecular nasceu com a finalidade de proporcionar esse equilíbrio à todas as células do corpo, ordenando os nutrientes adequados para ajudá-las a funcionarem o mais eficientemente possível. Seu objetivo principal é equilibrar a bioquímica do organismo mediante uma nutrição individualizada e a administração de nutrientes naturais específicos, para que cada um alcance seu estado ótimo de bem-estar. A Nutrição Ortomolecular também pode ser conceituada como sendo uma terapia científica, que se baseia na individualidade bioquímica para tratar as doenças e prevede-las, a partir de sua origem.

Cada pessoa nasce com uma estrutura bioquímica determinada, que por sua vez revelará pontos fracos que favorecem o desenvolvimento de certas enfermidades e sintomas. Assim, aquelas que geneticamente sofrem de certas deficiências enzimáticas – que impedem o metabolismo adequado de certos nutrientes – podem estar mais sujeitos a problemas de diversas ordens, como cardiovasculares, menstruais, inflamação e dor.

Por outro lado, a presença de elementos que atrapalhem o bom funcionamento do organismo poderá criar um fenômeno de desequilíbrio das estruturas moleculares, a partir dos radicais livres. Os radicais livres são moléculas de oxigênio não utilizadas pelo organismo, capazes de reagir em cadeia e que acabam por degenerar o organismo quando não são neutralizados por substâncias ou sistemas antioxidantes. Dos 95% de oxigênio inspirado, cerca de 5% se converterá nestas substâncias.

A ortomolecular estuda e desenvolve processos de neutralização dos radicais livres na composição molecular do ser humano.

O acompanhamento do nutricionista ortomolecular é de vital importância para o sucesso deste tratamento. O profissional analisará as características individuais e condições adquiridas que predispõem a pessoa às doenças (antecedentes), elementos endógenos ou exógenos que afetam seu bem-estar em nível celular (mediadores) e fatores que estimulam e influenciam a atividade dos mediadores (gatilhos). Em termos práticos, levará em consideração a carga genética, o biótipo, os hábitos alimentares, o estilo de vida, os sintomas manifestados pelo indíviduo, além do resultado de exames especializados.

Dentre tais exames, o Mineralograma tem sido utilizado como um importante instrumento de identificação da presença/ausência de minerais e metais no organismo e pode fornecer preciosas informações para diagnóstico e tratamento de várias disfunções físicas e mentais. Após esta profunda avaliação, o profissional irá elaborar uma dieta individualizada para seu cliente, além da indicação de alimentos que contêm substâncias químicas (fitoquímicos) que efetivam o processo de desintoxicação, a reestruturação do sistema digestório e o reestabelecimento do equilíbrio orgânico. Se necessário, fará a prescrição de minerais e vitaminas cientificamente reconhecidos.

A Nutrição Ortomolecular tem demonstrado ser muito efetiva em todos os desequilíbrios, especialmente nos problemas intestinais, dores, atrite reumatóide, problemas cardiovasculares, bronquite, depressão, falta de vitalidade, enxaqueca, osteoporose , TPM, obesidade e alergias .

Com o novo milênio, se abre uma nova era a respeito da saúde e esta passa a ser concebida como sendo um estado de energia e vitalidade positiva, e não a mera ausência de doença. Neste contexto, a Nutrição Ortomolecular surge como importante ferramenta para resgatar e manter este estado de energia e vitalidade naturais do indivíduo.

* Ana Paula Santos é nutricionista, mestre em nutrição humana pela UFRJ e especializada em Nutrição Ortmolecular.