Vegetais entram na luta contra o Alzheimer

Dieta contra Alzheimer

Consumir legumes e verduras é um bom investimento para o futuro. Ricas em vitamina B12 e em antioxidantes (retardam o envelhecimento celular), as hortaliças evitam o aumento de uma substância chamada homocisteína no sangue. Em excesso, ela pode desencadear o mal de Alzheimer segundo pesquisadores da Universidade de Navarra, na Espanha. Para reforçar a dieta contra a doença também vale beber vinho tinto e comer alimentos que contenham vitamina C e E.

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Fonte: Ciência e Saúde – Jornal O Dia – Data: 08.03.99 – Maria Therezinha C. L. de Oliveira

Dicas essenciais sobre cálcio e saúde óssea

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A relação Cálcio-Magnésio-Vitamina D

As melhores fontes desse triângulo essencial da saúde humana

Pesquisa feita com a população de Okinawa, no Japão, demonstra que não é importante aumentar a ingestão de cálcio simplesmente, senão ingerir simultaneamente o mineral com magnésio, em uma proporção 2:1.
Os japoneses nessa região ingerem cálcio de corais, que contém diversos minerais e oligoelementos.
O magnésio, encontrado em praticamente toas as células humanas, participa dos processos de mais de 300 enzimas, sendo essencial para a estrutura da mitocôndria, do RNA e do DNA. A principal função da vitamina D3 é regular a absorção de cálcio e seu depósito nos ossos.
Existem dois tipos de vitamina : a D2 (ergocalciferol) deriva das plantas; a D3 (colecalciferol) está presente no peixe, nos ovos, e em menor quantidade nas gorduras do leite e no fígado.
É sabido, porém, que a maior fonte de vitamina D resulta da ação da luz sobre a pele, que converte o 7-dihidrocolesterol em colecalciferol. O Colecalciferol regula as concentrações plasmáticas do cálcio e sua absorção intestinal.

Estrogênios que vêm das plantas?

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Fitoestrogênios são componentes químicos que tem estrutura semelhante aos estrogênios humanos. Há quatro fitoestrogênios vegetais: isoflavonas, lignanas, coumestanas e as lactonas do ácido resorcílico.
Desses, as mais importantes na dieta são as isoflavonas, seguidas das lignanas. Ambas são encontradas na soja, que atualmente é a principal fonte de isoflavonas da dieta média humana.
As isoflavonas mais importantes biologicamente são a daidzina e a genisteína, também largamente provida pela soja.
Estudos comparados entre produtos ricos em proteínas e soja e proteínas animais mostram que as proteínas da soja provocam um efeito menor na depleção de cálcio, com expressiva vantagem para as isoflavonas genisteína e daidzina.

O uso do azeite de oliva e as lipoproteínas

As lipoproteínas ricas em triacilglicerol fazem parte das VLDL,
conhecida como “mau colesterol”. Para a síntese desta substância
é necessária a presença de uma proteína denominada de Apo-B100,
que por sua vez tem recebido muita atenção dos pesquisadores em
doenças cardiovasculares, aliás eles recomendam o controle da
taxas desta proteína. Tem sido observado que pessoas com níveis
normais de colesterol total e HDL podem ter elevadas taxas de
Apo-B100 e apresentam maior risco para as doenças
cardiovasculares.

Os pesquisadores deste estudos avaliaram o efeito de uma refeição
rica em azeite de oliva virgem na composição das lipoproteínas
ricas em triacilgliceróis. Para isso, eles estudaram 8 indivíduos
saudáveis e mediram as apo-B100 logo após a refeição e durante as
7 horas seguintes. Os resultados mostraram que o azeite de oliva
influencia as lipoproteínas. Foi observado que uma refeição com
menor quantidade de ácido graxo oléico (tipo de gordura
monoinsaturada do azeite) leva a uma maior concentração das
lipoproteínas.
.
O azeite de oliva na proteção de doença infecciosa

Estudos é que não faltam sobre o azeite de oliva quando o assunto
é coração. Agora temos um outro benefício. Trata-se da capacidade
deste alimento em modular funções de células do sistema imune, de
forma semelhante ao que acontece com óleos de peixe.

Ao contrário que se pensava não são os antioxidantes encontrados
no azeite de oliva os responsáveis pelo aumento da imunidade e
sim o ácido oléico, a gordura monoinsaturada do azeite. Pelo
menos, são estes os resultados obtidos nas pesquisas com dietas
ricas em ácido oléico, oriundo do azeite de oliva. Nelas é
observada a adesão de células mononucleares de sangue periférico,
processo importante nas doenças envolvendo o sistema imune.
Situação que explica o menor índice de doenças de populações com
elevado consumo de azeite de oliva.

Chá reduz risco de morte após ataque cardíaco

Beber pelo menos duas xícaras de chá pode reduzir dramaticamente
o risco de morte para pessoas que tiveram ataque cardíaco, diz
pesquisa publicada na edição desta semana da Circulation, revista
da American Heart Association.

Os pesquisadores disseram acreditar que propriedades encontradas
no chá preto e no verde podem proteger o coração.

“Os resultados foram muito mais dramáticos do que antecipávamos”,
disse o dr. Kenneth Mukamal, que liderou a pesquisa.

Mesmo que o verdadeiro efeito do chá seja menor do que aquele que
encontramos, a bebida pode fazer uma considerável diferença para
a sobrevivência de ataques cardíacos”, acrescentou.

As pessoas que tomaram mais chá durante a pesquisa – os que
tomaram duas ou mais xícaras por dia — tiveram uma taxa de
mortalidade 44 por cento inferior após um ataque cardíaco,
comparadas às que não beberam nada.

O estudo constatou benefícios mesmo no consumo moderado do chá.
Os que beberam menos de 14 xícaras por semana tiveram um índice de
mortalidade 28 por cento menor.

No estudo, os pesquisadores perguntaram a 1.900 sobreviventes de
ataques cardíacos qual o consumo de chá antes dos ataques e
passaram a acompanhá-los durante até quatro anos.

“O desdobramento mais importante após um ataque cardíaco é
sobreviver ou não”, comentou o dr. Mukamal.

“Trata-se de um grupo de alto risco, vulnerável a novos ataques
ou outros problemas cardíacos e pensar que o chá ajuda nesses
casos é muito estimulante”.

Os pesquisadores disseram ter boas razões para acreditar que um
antioxidante encontrado naturalmente em vários alimentos derivados
de plantas, e com considerável concentração no chá, protege o
coração ao induzir o relaxamento dos vasos sangüíneos, de modo a
que o sangue possa fluir mais livremente.

Há também indícios de que esse antioxidante possa também prevenir
o LDL, o chamado colesterol ruim.

Os pesquisadores disseram ainda não acreditar que a cafeína
encontrada no chá possa ser uma ameaça. Observaram que a pesquisa
não se concentrou em chá descafeinado. Isso não significa,
contudo, que a cafeína possa ser um benefício também.

Os chás processados quimicamente não têm os mesmos efeitos
benéficos dos registrados no chá preto e no verde.

Finalmente, disseram que cerveja preta, vinho e whiskey também têm
o mesmo tipo de antioxidante, porém em quantidade bem menor.

Fonte: CNN saúde

Substâncias anti-câncer nas frutas e legumes

Frutas e legumes têm substâncias anticancerígenas

Dieta rica em vegetais ajudaria a evitar evolução da doença

Comer frutas, legumes e grãos pode diminuir a velocidade de crescimento de três tipos de canceres, quando estes estão ainda no início. Segundo um estudo da Universidade de Wisconsin, duas substâncias existentes nesses alimentos podem reduzir a reprodução das células cancerosas. A pesquisa foi feita com animais modificados geneticamente para desenvolver melanoma, leucemia e câncer de mama. É possível, porém que haja efeito sobre outros tumores.

  • As duas substâncias que estudamos bloqueiam uma enzima importante para a multiplicação das células cancerosas. Essa descoberta pode explicar porque uma dieta é associada a uma menor incidência de câncer- disse o chefe do estudo, Charles Elson.

 

Compostos vegetais reduzem propagação de célula cancerosa

O objetivo da nova pesquisa foi estudar a ação de compostos vegetais chamados isoprenóides. Elson começou o estudo porque algumas substâncias do grupo dos isoprenóides podem reduzir os níveis de colesterol no sangue. Ele descobriu, todavia, que as substâncias são capazes de diminuir a velocidade da multiplicação de células cancerosas.

– Não acredito que a presença de carne na dieta cause problemas da saúde, mas sim a falta de vegetais. As pessoas que comem muitos produtos de origem animal geralmente são as mesmas que não comem frutas e legumes suficientes- observou Elson, acrescentando que os resultados de seu estudo precisarão ser confirmados por mais pesquisas.

 

A(s) receita contra o envelhecimento

Apanhado de sugestões da ciência para a longevidade

A fórmula da poção mágica para retardar o processo de envelhecimento inclui dieta rica em nutrientes antioxidantes, prática de atividade física, controle do estresse e fim de hábitos nocivos, como fumar, consumir bebidas alcoólicas e comer alimentos com colesterol. A receita para envelhecer com saúde baseia-se no fato de que o organismo precisa de seis componentes: vitaminas, sais minerais, fibras, carboidratos, gorduras e proteínas. Entre os nutrientes essenciais estão o selênio(encontrado em peixes, moluscos e cereais integrais), a vitamina E (encontrada em óleos vegetais, verduras e cereais), a vitamina C e a vitamina A.

Segundo os médicos ingleses Tony Smith e Patrícia Last, para envelhecer de forma saudável, o ideal é fazer três refeições por dia porque o organismo funciona melhor comum fornecimento regular de nutrientes. Com relação às carnes, eles ensinam que as vermelhas contêm grande quantidade de gorduras saturadas. Portanto devem ser consumidas no máximo duas vezes por semana. Para obter as proteínas necessárias, é melhor optar por carnes de aves sem pele, e peixes. Já os vegetais devem ser consumidos pelo menos duas vezes ao dia.

Colesterol diminui longevidade

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é o consumo de alimentos com alto teor de colesterol. O epidemiologista Richard Shekelle, do Centro de Ciências de Saúde da Universidade do Texas, acrescenta que as pessoas que ingerem em média 700mg/dia de colesterol perdem 3 anos de vida.

  • Elas também estão mais propensas ao câncer de pulmão, pois o colesterol reage com o oxigênio formando radicais livres potentes, que atacam o DNA- explica.

Gordura saturada acelera o processo de envelhecimento. A explicação é que o oxigênio dissolve oito vezes mais rápido na gordura do que na água. Segundo o pesquisador americano Harry Demopoulos, à medida que o oxigênio se incorpora à gordura, esta se torna rançosa e mais perigosa. Óleos vegetais hidrogenados, maionese, biscoitos, bolos, batata frita, misturas para molhos e pizza contêm alto teor de gordura, que se torna rançosa.

  • A gordura rançosa é uma bomba-relógio da radicais livres – diz o cientista.

Já o médico Walter WillDHett, da Escola de Saúde Pública de Harvard, afirma que a margarina é um inimigo das células, pois contém ácidos graxos, que prejudicam o organismo. Outro cientista recomenda comer menos.

  • O excesso de calorias aumenta a produção de radicais livres. A redução fortalece o sistema imunológico e diminui a quantidade de insulina – diz Roy Walford, da Escola de Medicina da Universidade de Califórnia.

Há suspeita de que o excesso de insulina destrói as artérias, aumenta o LDL(mau colesterol), os triglicerídeos e a pressão arterial. Para o endocrinologista Amélio Godoy Mattos, envelhecer de forma saudável exige abandonar o fumo e o sedentarismo. Com isso, diminui a perda de hormônios como a testosterona (responsável pela libido) e o hormônio de crescimento (que mantém a massa óssea e muscular e diminui depois dos 50 anos).

  • Estudos mostram que pessoas com menor taxa dos dois hormônios engordam e correm risco de hipertensão e arteriosclerose. Mas a reposição só é indicada em alguns casos- alerta.

Também o médico Francisco Silveira, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular, afirma que a reposição hormonal, quando indicada com critério, é ótima contra o envelhecimento precoce. Ela cita, por exemplo, os hormônios DHEA e a melatonina, produzidos naturalmente pelo organismo. Já a melatonina regula o sono e protege o DNA.

  • O DHEA só pode ser receitado acima de 45 anos e o médico precisa analisar o perfil hormonal do paciente antes de receitar o medicamento. A análise inclui dosagem de DHEA, testosterona plasmática e de PSA. A melatonina só pode ser usada à noite, antes de dormir- lembra Silveira.

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é dormir mal. A regeneração enzimática ocorre nas fases 3 e 4 do sono. Quem dorme mal. Tem sono superficial ou usa por longo tempo soníferos, ansiolíticos e hipnóticos, não passa por essas fases do sono e tem maior probabilidade de sofrer câncer.

Vitamina P preserva o cérebro

O cérebro também envelhece. Ele nasce com 3000 bilhões de neurônios e a partir dos 30 anos o organismo começa a perde em torno de 100 mil diariamente. A solução é usar substâncias para retardar essa perda. Uma delas é a vitamina P em cápsulas, que ajudam a captar glicose e oxigênio para o cérebro. Ela é encontrada na natureza, na parte branca das frutas cítricas, na amora e na cereja. Outra é a vitamina F que está nos peixes gordos (salmão, atum e sardinha), previne a arteriosclerose e aumenta o HDL( fração boa do colesterol).

  • Para evitar perda de memória, o ideal é consumir as vitaminas P e F a partir dos 30 anos – diz o médico ortomolecular.

Os cientistas, porém, sabem que a maioria das pessoas não consegue seguir à receita à risca e não se cansam de pesquisar tecnologia para restaurar o corpo humano. Eles acreditam que, nas próximas décadas será possível recuperar ou trocar órgãos, a partir de materiais criados em laboratório ou desenvolvido por meio de terapia genética.

Uma das maiores descobertas é a combinação de medicamentos e implante de neurônios para tratar demências, como Alzheimer. Outra novidade das pesquisas médicas recentes é a injeção de vírus ou uso de DNA modificados geneticamente para renovar tecidos do sistema cardiovascular. Para tratar o crescimento da próstata, a novidade é a técnica ablação transuretral, na qual, por meio de catéter ligado a equipamento de radiofrequência, o médico elimina o excesso de tecido.

 

Reportagem de Antonio Marinho

Azeite de oliva e saúde

O azeite de oliva é um óleo vegetal extraído do fruto da oliveira
Olea europea, L. Do total produzido no mundo, 70% é oriundo dos
países do mediterrâneo e o restante da Tunísia, Turquia, Portugal,
Líbia, Califórnia e Argentina. O produto de boa origem é
caracterizado pela fragrância e pelo sabor delicado, qualidades
que são apreciadas em todo mundo. É o único óleo vegetal que não
precisa de tratamento industrial de refino para ser consumido,
desde que a fruta seja de boa procedência. Merecendo mais do que
qualquer outro o atributo de óleo natural.

Conhecido pelos países mediterrâneos desde 3.000 a.C. sua
utilização se consolidou a tal ponto que hoje seu sabor e odor é
o traço mais característico da cozinha mediterrânea. Com as
grandes navegações por volta do ano 1.500 sua utilização
espalhou-se pelo mundo inteiro. Porém, devido a dificuldade de
transportá-lo e produzi-lo seu consumo ficou restrito na forma de
condimento. E foi assim que o azeite de oliva foi visto durante
séculos: um saboroso e aromático ingrediente culinário.

Em 1957, o pesquisador Dr. Keys publicou um trabalho, resultado
de 15 anos de pesquisas mostrando a relação entre as dietas de
sete países e a prevalência das doenças cardiovasculares. Os
resultados foram surpreendentes. Enquanto países como a Finlândia
apresentavam uma incidência de mortes por doenças
cardiovasculares de 1202/10.000 habitantes, seguidos pelos Estados
Unidos com uma incidência de 773/10.000, os habitantes da ilha
grega de Creta tinham uma incidência de apenas 38/10.000. Essas
significativas diferenças foram atribuídas, na ocasião, ao tipo
de alimentação da ilha constituído de legumes, peixes, frutas,
massas, azeite e vinho que desde então passou a se chamar dieta
mediterrânea. A partir daí, vários estudos se sucederam e a tese
inicial acabou sendo totalmente comprovada. Adicionalmente outros
benefícios foram encontrados para o consumo regular do azeite de
oliva.

Doenças crônico-degenerativas são as principais causas de morte,
entre adultos, em quase todo o mundo. É de aceitação unanime que
a prevenção é a melhor e mais econômica maneira de lidar com esse
grave problema. Trata-se de uma questão complexa, com múltiplos
fatores – alimentação, sedentarismo, stress, fumo, fator genético
entre outros. Não é proposta desse boletim abordar todas essas
questões mas tão somente fazer uma revisão sobre os principais e
mais recentes estudos sobre azeite de oliva e seu papel preventivo
para doenças crônico-degenerativas.

Benefícios da Aveia contra a Obstipação Intestinal

A obstipação intestinal 

A obstipação é uma desordem heterogênea que normalmente ocorre por
movimentos irregulares no cólon, anorecto ou ambos 1 . No entanto, sua
definição é muito subjetiva. Na opinião de alguns autores pode estar
relacionada ao fato de apresentarem fezes muito sólidas, muito pequenas,
muito infreqüentes ou difíceis de serem expelidas ou pela sensação de
evacuação incompleta 2 .

De acordo com os “critérios de Roma”, a obstipação intestinal funcional é
diagnosticada quando o indivíduo apresenta dois ou mais dos seguintes
sintomas, em pelo menos 25% das evacuações por um período mínimo de três
meses: esforço ao evacuar; fezes endurecidas ou fragmentadas; sensação de
evacuação incompleta; manobras manuais para facilitar a evacuação; sensação
de obstrução ou interrupção e menos de três evacuações por semana 3 .
Alguns estudos norte-americanos estimam a prevalência de obstipação de
1,2% a 8% na população mundial. No Brasil, a prevalência encontrada foi de
36% 4 .

A obstipação intestinal pode decorrer de inúmeras causas, sendo a
alimentação inadequada a mais comum, como por exemplo, o alto consumo de
alimentos industrializados e refinados, além da rotina de trabalho, a vida
sedentária e o uso abusivo de laxativos.
Papel das fibras no tratamento e prevenção da obstipação intestinal
A fibra alimentar, mais do que qualquer outro componente da dieta, afeta
largamente a função intestinal causando aumento do bolo fecal, diluição do
conteúdo nunca deixem portas abertascolônico, aumento na velocidade do
trânsito intestinal e mudanças no metabolismo de minerais, nitrogênio e
ácidos biliares além de interferir na absorção de açúcares e gorduras 5 .
Uma dieta rica em fibras resiste à digestão enzimática ou absorção de
líquidos durante a sua passagem pelo trato intestinal e, portanto, forma um
bolo fecal volumoso, que é um estímulo para a evacuação. Por outro lado, uma
quantidade insuficiente de fibras na dieta pode causar obstipação porque
haverá pouca quantidade de resíduos no cólon e é necessário um aumento no
volume do bolo fecal para promover um peristaltismo normal 6 .
O American Dietetic Association 7 recomenda a ingestão de 25-30g/ dia
de fibras para adultos saudáveis, valor que corresponde, por exemplo, a 1
xícara (chá) de aveia / dia. Para as crianças, o valor em fibras deve ser a
idade em anos + 5 g/dia, o que normalmente não é seguido devido à baixa ingestão de alimentos
ricos em fibras como frutas, vegetais, grãos e cereais integrais e legumes.
A importância da fibra da aveia na obstipação intestinal

As fibras solúveis, provenientes da aveia, têm demonstrado exercer
importante papel laxativo contrariando conceitos antigos. Isso ocorre
principalmente através do aumento da massa bacteriana fisiológica e da
produção de gás que elas provocam 5 .
As fibras da aveia, representadas pela B-glucana, em 40 a 50%, possuem um
poder de fermentação alto quando comparadas às fibras presentes em outros
alimentos, sendo rapidamente fermentadas na região proximal do cólon para
crescimento bacteriano, fornecendo benefícios no trânsito intestinal 8 .
Este aumento da fermentação bacteriana da fibra da aveia, aumenta a produção
de AGCC que são substratos imediatos para as células intestinais, melhorando
o trofismo das vilosidades e repercutindo na manutenção da integridade da
mucosa intestinal normal 5 . As B-glucanas atuam também no aumento do volume
fecal podendo representar até 1/3 do peso das fezes contribuindo para a
redução do tempo de trânsito intestinal 9, 10 .

As fibras da aveia trazem em sua estrutura um grande valor terapêutico no
tratamento da obstipação contribuindo com a difícil tarefa de atingir a
ingestão diária de fibras recomendada e prevenindo a ocorrência de
patologias associadas a obstipação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Eastwood, M. Fiber and gastrointestinal disease. In. Dietary Fiber :

Chemestry, Physiology, and health Effects. Edited by Kritchesvky, C.
Bonfield, and JW Anderson. New York, Plenum Press, 1990.
2. Wald, Md. A. Constipation. Med Clin North Am 2000; 84(5): 1231-46
3. Andre, SB; Rodriguez, TN; Filho, JPPM. Obstipação Intestinal: Como
tratar & diagnosticar. Ver Brás med, 2000, 57 ed.
4. J Pediatr Gastroenterol Nutr; 29(2):190-3, 1999
Aug. Constipation in school-aged children at public schools in Rio de
Janeiro, Brazil
5. Magnoni, D., Pimentel, I.C. Papel das Fibras Alimentares na Obstipação
Intestinal. Quaker, 2000.

6. Mahan, L. K. e Arlin, M. T. Krause: Alimentos, Nutrição e
Dietoterapia. 8ª ed.
7. J Am Diet Assoc 2002; 102(7):993-1000
8. Titgemeyer EC, Bourquin LD, FAHEY JR DAT. Fermentability of various
fiber sources by human fecal bacteria in vitro. Am J Clin Nutr 1991;
53:1418-1424
9. Marquez, L.R. A fibra terapêutica, 2ed São Paulo: GRP Propaganda.
10. Takahashi, H, Wako, N, Okubo, T., et al. Influence of partially
hydrolezed guar gum on
constipation in the elderly. Curr Med Res Opin, 9 (10): 716-720, 1985
11. Redondo ML, Tonré RB, Vila AA, e cols. Fibra terapêutica. 2ª ed. BYK.
Química, 2001

Banana com Aveia: Mistura energética!

Atletas gostam mesmo é de… banana. Há uma boa razão para o alto conceito que a fruta tem entre os esportistas: uma banana média contém 26 gramas de carboidratos além de ser rica em minerais como potássio e magnésio, importantes para regular as contrações musculares.

A aveia é o alimento ideal para quem pratica esportes, pois aumenta a energia de quem vai se exercitar É o que dizem pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA. Eles constataram que os estudantes que consumiram aveia 45 minutos antes de se exercitar numa bicicleta ergométrica pedalaram, em média, 15 minutos a mais do que aqueles que comeram igual quantidade de calorias provenientes de outros cereais matinais. Rica em fibras e carboidratos, a aveia libera lentamente a glicose para os músculos, daí o aumento da energia. Meia xícara de aveia seca contém 27 gramas de carboidratos e 4 gramas de fibras.

 

Fonte: Suplemento de Domingo – Jornal da Tarde Data: 21.03.99