Propriedades terapeuticas das frutas

As Propriedades Terapêuticas das Frutas

Ao decorrer do tempo, o homem veio a descobrir que as frutas possuem não
só um grande valor nutritivo, mas também efeito medicinal. As frutas hoje
estão entre os maiores agentes terapêuticos dados pela natureza.

Todas as frutas são dotadas de propriedades medicinais. Umas são adstringentes,
outras emolientes, etc. Umas excitam as funções gástricas, outras ativam
as funções intestinais, etc. Umas desintoxicam o organismo, dissolvendo
e expelindo os venenos; outras suprem ao organismo as necessárias vitaminas
e os indispensáveis sais.

O poder medicinal das frutas é caracterizado para cada espécie. Assim, apresentamos
a seguir um resumo das constatações experimentais:

· ABACATE – É usado contra o reumatismo, promove a eliminação dos gases,
digestivo, laxativo.
· ABACAXI – Facilita a digestão, germicida, oxidante forte, desobstruente
do fígado, combate a icterícia, combate a artrite, combate o inchaço, combate
a difteria, bom contra as afecções da garganta e contra a arteriosclerose.

· ABIU – Combate as afecções das vias respiratórias.
· AMEIXA – É purgativa, depurativa.
· AMÊNDOA – É boa contra as enfermidades das vias respiratórias e a irritação
das vias urinárias.
· ARAÇA – É calmante.
· AZEITONA – A verde é adstringente, ao passo que a preta é laxativa.
· BANANA – Combate a diarréia, calmante, favorece a formação, secreção e
excreção do leite, combate a anemia.
· CAMBUCÁ – É bom para o estômago.
· CAQUI – É alcalinizante, bom para as afecções do fígado e os catarros
da bexiga.
· CASTANHA – É benéfica para os rins e o fígado, e muito útil na diarréia
das crianças.
· CEREJA – É alcalinizante, remineralizante, combate a desinteria, e eficaz
contra a arteriosclerose.
· COCO – É calmante, combate a febre, combate os vermese útil nas inflamações
intestinais.
· FIGO – Combate as afecções das vias respiratórias, laxante, tem a propriedade
de amolecer os tecidos, atenuar as inflamações, as inchações e as queimaduras,
e aliviar as dores e cura feridas.
· FRUTA-DO-CONDE – É estimulante do apetite.
· JENIPAPO – É indicado na má digestão e nas afecções do fígado e do baço.

· GOIABA – Combate a diarréia e os tumores.
· GRUMIXAMA – É estimulante do apetite, reanimadora.
· JABUTICABA – É estimulante do apetite, reanimadora.
· LARANJA – Combate a falta da vitamina C, estimulante do apetite, reguladora
intestinal, laxante, diurética, combate o reumatismo, calmante, digestiva,
antifebril, anti-hemorrágica, combate a nevralgia, restaura o fluxo menstrual,
quando escasso ou ausente, combate a nefrite, depurativa, contra verminose,
etc.
· LIMA – É acalinizante e combate a falta da vitamina C.
· LIMÃO – O suco é estimulante do apetite, diurético, combate a febre, combate
o reumatismo, combate a falta da vitamina C, anti-séptico, adstringente,
curam feridas e combate o vômito.
Dissolve os cálculos; combate as afecções produzidas por diversos microorganismos
(cólera, disenteria, tifo, etc.).
· MAÇÃ – Combate a diarréia, estomacal, combate as afecções das vias respiratórias.
Alimento para o cérebro.
· MAMÃO – É laxante, diurético, tem a propriedade de amolecer os tecidos,
atenuar as inflamações, as inchações e as queimaduras, e aliviar as dores
e cura feridas, refrescante.
· MANGA – É anticatarral, combate a falta da vitamina C, depurativa, refrescante,
tem a propriedade de fazer suar, digestiva.
· MANGABA – É digestiva.
· MARACUJÁ – É calmante e tem a propriedade de amolecer os tecidos, atenuar
as inflamações, as inchações e as queimaduras, e aliviar as dores e cura
feridas. Muito usado na coqueluche.
· MARMELO – É adstringente, fortificante do aparelho digestivo.
· MELANCIA – É calmante, diurética, refrigerante.
· MELÃO – É calmante e diurético.
· MORANGO – É diurético, anti-reumático, alcalinizante, combate a febre,
elimina toxinas do fígado, laxante, facilita a digestão, tônico para os
nervos.
· NOZ – É bom remédio para o cérebro e para o sistema nervoso em geral.

· PÊRA – É diurética e abaixa a pressão.
· PÊSSEGO – É um bálsamo para o estômago e um precioso alimento para os
diabéticos.
· PITANGA – É refrigerante e antiberibérica. As folhas combatem a febre,
mesmo nas maleitas rebeldes.
· ROMÃ – As raízes são usadas para expulsar a tênia (ou solitária).
· SAPOTI – É refrigerante.
· TAMARINDO – É laxante e até purgativo.
· UVA – É vitalizadora, alcalinizante, anti-reumática, depurativa,diurética,
laxante, tônica para o sistema nervoso.

 

Importância da água no organismo

A seguir, reproduziremos um caso relatado pelo Dr. Ícaro Alves Alcântara – Médico docente da disciplina SEMIOLOGIA do UNICEUB – Centro Universitário de Brasília.

Há cerca de um ano, atendi no HFA uma senhorita dos seus “quase 30 anos” com uma ENXAQUECA bastante comum: Cefaléia (Dor de cabeça).

A paciente relatava que já havia passado por otorrinos, oftalmo, neuro, clínico e até endocrinologista, com as prescrições dos mais diversos tratamentos e a presunção de várias hipóteses diagnósticas, sem qualquer melhora, entretanto.

Durante sua consulta, entre várias perguntas habituais, questionei o quanto de ÁGUA ela bebia por dia e de que forma (ou seja, com qual periodicidade).

A mesma me afirmou que bebia pouquíssima água, porque não sentia sede, principalmente à noite.

Após várias outras perguntas, suspendi todos os
medicamentos e disse-lhe que ela precisava apenas tomar água adequadamente.

Um tanto quanto descrente, ela voltou para casa.

Após apenas uma semana, retornou referindo que não sentia mais dor de cabeça, que seu intestino funcionava melhor e que sua disposição havia
melhorado.

Milagre?
Não. Bom senso. Mudanças ou adequação de hábitos em nossas vidas.

Todos nós sabemos o quanto é importante uma ingestão adequada de água diariamente, mas quase sempre negligenciamos.

Todos os organismos vivos apresentam de 50% a 90% de água em si.

O próprio corpo humano é constituído em 70% por água que, em constante movimento, hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina
toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades.

Preconiza-se o número de 1 copo de 200ml de água por hora em que se estiver acordado.

Assim sendo, a ingestão de água deve ser independente da sede, constante e rigorosa.

E não adianta deixar para tomar os 2 a 3 litros necessários diariamente de uma só vez.
Estudos mostram que o estômago capacita apenas 12ml/kg/hora, ou seja um adulto não conseguirá tomar mais de um litro de uma só vez sem “passar mal”.

Se você ainda não se convenceu, observe:

desvitalização dos cabelos;
descamação do couro cabeludo;
distúrbios de concentração;
sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias, em virtude da circulação cerebral por baixa quantidade de água que faz o sangue ficar mais “viscoso” e “grosso”, de circulação mais lenta;

ressecamento dos olhos e tecido das vias aéreas que com baixa umidade, sofrem lesões com mais facilidade por ficarem mais frágeis, assim tornando-se mais propensos a inflamações e infecções;
conjuntivites;
sinusites;
bronquites;
pneumonias;

lesões da pele com aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada das toxinas via pele e seu acúmulo local;
queda e enfraquecimento dos pêlos;
baixa produção de saliva;
distúrbio no aproveitamento adequado
de vitaminas e sais minerais, com excesso em alguns lugares e falta em outros, levando a cãibras, dormências, perdas de força muscular e problemas ósseos dentais;

respiração dificultada, por vezes levando à falta de ar, sobretudo nos exercícios físicos;
constipação e por vezes, sangramento retal (devido a fezes ressecadas, endurecidas que lesam o tecido intestinal ao moverem-se em seu interior);
impotência ou disfunções eréteis ou, no caso das mulheres, sangramentos vaginais.

É certo que há água nos alimentos, mesmo os sólidos, mas a complementação da ingestão diária de água deve ser feita, periodicamente, conforme já disposto.
Uma forma de se observar se a quantidade de água é adequada, é observar a cor da urina, que deve ser incolor. Quanto mais forte, pouca ingestão de água
está sendo feita.

Vale lembrar que é sempre bom evitar bebidas alcoólicas, ou não alcoólicas, que apesar de serem diuréticas evitam que se beba a água.

Evite também, a ingestão de água pelo menos meia hora antes do almoço, para não prejudicar a digestão.

Uma curiosidade:

Há trabalhos científicos evidenciando que muitos
tratamentos com medicações orais, sobretudo anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal e anti-hipertensivos não alcançam o devido sucesso em virtude da baixa ingestão de água por parte do paciente; isto se deveria tanto à má circulação da substância pelo corpo quanto à má absorção da
mesma no intestino, processo este dependente da água como veículo de transporte para a substância.

Ícaro Alves Alcântara
Revista UNICEUB – Ano IV – Abril 2003 – Nº 8

A riqueza da Linhaça

O nome botânico da linhaça é Linum usitatissimum da família Linaceae. A

semente é chata, ovalada e pontiaguda. É um pouco mais larga que uma
semente de girassol, com uma medida aproximada de 2.5 x 5.0 x 1.5 mm. A
linhaça tradicional é de cor marrom avermelhada, brilhante, com uma
textura firme e mastigável. Seu sabor é parecido com o da castanha e é
levemente amargo. A planta da linhaça é azul e florida.

A Linhaça é rica em proteína, gordura e fibras dietéticas, análises da
linhaça canadense mostraram uma média de 41% de gordura, 28% de fibras
dietéticas, 21% de proteína, 4% de resíduos e 6% de outros carboidratos
(os quais incluiriam açúcares, ácidos fenólicos, lignana e hemicelulose).

CALORIAS, PROTEÍNAS & LIPÍDIOS
A quantidade de calorias presente em 100 gramas de linhaça é de 396 kcal,
sendo 109 kcal de proteína e 287 kcal de lipídios. Isto corresponde a
30,90 g de lipídios e 24,40 g de proteínas.

PROTEÍNAS
A composição de aminoácido (tabela 1) encontrada na proteína da linhaça é
similar ao da proteína de soja, que é vista como uma das mais nutritivas
proteínas vegetais. As proteínas da linhaça são a albumina e a globulina.
Elas respondem por cerca de 20 a 42% da proteína da linhaça.

Tabela 1: Composição de Aminoácido da Linhaça

Aminoácido g/100g de proteína
—————————————————————————–
Alanina 4.7
Arginina 10.0
Ácido Aspártico 10.0
Cistina 1.8
Ácido Glutamínico 20.0
Glicina 5.9
Histidina* 2.1
Isoleucina* 4.1
Leucina* 6.0
Lisina* 4.0
Metionina* 1.4
Fenilalanina* 4.8
Prolina 3.8
Serina 4.7
Treonina* 3.8
Triptofano* –
Tirosina 2.4
Valina* 5.1

Fonte: OOMAH E MAZZA (1993) – * Aminoácidos essenciais aos humanos

LIPÍDIOS
A linhaça é composta por 57% de ácidos graxos ômega-3, 16% de ômega-6, 18%
de ácido graxo monoinsaturado e somente 9% de ácidos graxos insaturados. A
predominância do ômega-3 na semente da linhaça tem sido correlacionada com
a prevenção das doenças coronarianas e câncer.

FIBRAS
As fibras dietéticas, no total, respondem por cerca de 28% do peso seco de
linhaça. Relatórios sobre as proporções de fibras solúveis e insolúveis na
linhaça variam entre 20:80 e 40:60. A faixa depende do método usado na
análise química e extração de resina. A fração de fibra mais importante
consiste de amidos resistentes, como a celulose e complexos polímeros com
a lignana. O componente solúvel em água da fibra de linhaça, é basicamente
composto por resinas adesivas em níveis de 7% a 10%. Pela presença das
fibras solúveis, a linhaça apresenta efeitos fisiológicos na dislipidemia
e arteriosclerose.

MINERAIS E VITAMINAS
A linhaça é particularmente rica em potássio, fornecendo cerca de 7 vezes
mais que a banana. A vitamina E está presente na linhaça primariamente
como gama-tocopherol funcionando como um antioxidante biológico.

Fitoquímicos
A linhaça exerce proteção contra certos tipos de câncer, particularmente
aqueles sensíveis à hormônios como os de mama, endométrio e próstata.
Reduz os níveis de colesterol sangüíneo, o risco de doenças
cardiovasculares e modula o sistema imune.

A linhaça contém 2 componentes que afetam favoravelmente o sistema imune:
ácido alfa-linoléico (ALA) ou ácido graxo ômega-3, e lignanas
(fitoestrógeno). Estes componentes afetam as células e mediadores
responsáveis do sistema imune como os eicosanóides e citoquinas. ALA, por
exemplo, elimina a proliferação do sangue periférico mononuclear dos
linfócitos e a dilatação a resposta hipersensitiva de certos antígenos. As
lignanas são componentes fenólicos, que contém o 2,3-dibenzilbutano em sua
estrutura. São fitoquímicos biologicamente ativos com potencial
anticancerígeno A linhaça é uma fonte particularmente rica em um precursor
da lignana, chamado secoisolariciresinol diglycoside, ou SDG.

Os ácidos fenólicos são fitoquímicos abundantes na linhaça e por ocorrerem
em associação com as fibras nas paredes celulares alguns deles poderiam
assumir o papel nos benefícios à saúde atribuíveis às fibras da linhaça.
Os mais importantes são: trans-ferulico, trans-sinapico, p-coumarico e
trans-caffeico. O total dos ácidos fenólicos variou de 7.9 mg/g a 10.3
mg/g em 8 variedades de linhaça cultivadas no Canadá.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. SIMOPOULOS, A.P. Ômega-3 fatty acids in health and disease and in
growth and development. Am. J. Clin. Nutr., 54: 438-463, 1991.
2. CARTER, J.F. Potential of flaxseed and flaxseed oil in baked goods and
other products in human nutrition. Cereal Foods World 38: 753-759, 1993.W
3. LEAF, A & WEBER, P.C. Cardiovascular effects of ômega-3 fatty acids. N.
Engl. J. Med., 318: 549-557,1988.
4. WHO & FAO JOINT CONSULTATION. Fats and oils in human nutrition. Nutr.
Res., 53: 202-205, 1995.

Alimentação Integral contra câncer e colesterol

Comer diariamente produtos integrais como arroz, soja e farinha diminui o risco de desenvolver doenças como câncer e problemas cardíacos. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. A pesquisa levou nove anos e analisou 39 mil mulheres entre 55 e 69 anos adeptas dos alimentos integrais. A taxa de mortalidade delas foi 15% inferior à que ocorre normalmente nessa faixa etária. Acredita-se que esses alimentos melhoram a digestão e ajudam a diminuir as taxas de colesterol no sangue.

 

Fonte: Viva bem – Revista Isto é – Data: 10.03.99 – Carla Gullo 

Conheça a GARCÍNIA CAMBOJA

GARCÍNIA CAMBOJA

Vários profissionais não medem esforços no combate a obesidade e seus
riscos para a saúde. Por ser um tratamento que necessita de disciplina, a
terapia comportamental vem a cada dia mais dando espaço as estratégias
farmacológicas para a redução do peso. Uma área terapêutica que está
sofrendo rápido crescimento é a utilização de produtos à base de ervas.

Um exemplo, é o ácido hidroxicítrico que é o componente ativo de uma
planta nativa da Índia, a Garcínia Cambogia. O ácido hidroxicítrico foi
primeiramente descrito por WATSON e colaboradores no final da década de
60, como um potente inibidor da enzima extra mitocondrial adenosina
trifosfato -citrato-liase. A inibição da clivagem do citrato à enzima
adenosina trifosfato causa inibição da liberação de acetil coenzima A, que
é o substrato necessário para a síntese dos ácidos graxos, inibindo assim
a lipogênese. Subseqüentemente, foi demonstrando tanto in vivo como in
vitro, que o ácido hidroxicítrico em animais, além de inibir a clivagem do
citrato à enzima e a nova síntese dos ácidos graxos, também aumenta a
síntese do glicogênio hepático, causando supressão do apetite e diminuição
do ganho de peso.

Apesar do ácido hidroxicítrico parecer ser um agente promissor no controle
do peso, estudos em humanos são limitados e os resultados contraditórios.
Autor (ano): Conte (1993)2
Amostra: 39 adultos obesos
Dosagem: 500 mg de GCE e 100 g de nicotinato de cromo -3/dia
Duração (sem): 8
Efeitos:  do peso total: GS:  5 kg GP:  1,9 Kg
 5,5% peso total nas mulheres e 4,9% nos homens (p<0,001)

Autor (ano): Badmaev & Majeed apud Heymsfield et al. (1998)3a
Amostra: 55 adultos obesos
Dosagem: 500 mg de GCE e 100 g de nicotinato de cromo -3/dia
Duração (sem): 8
Efeitos:  do peso total: GS:  5 kg GP:  1,9 Kg
 5,5% peso total nas mulheres e 4,9% nos homens (p<0,001)

Autor (ano): Thom (1996)4
Amostra: 60 Indivíduos
Dosagem: 1320 mg/dia de ácido hidroxicítrico dividido em 3 doses, com uma
dieta pobre em gordura com 1200 kcal/dia
Duração (sem): 8
Efeitos:  do peso total: GS:  6,4 kg GP:  3,8 Kg /
 conteúdo de gordura: GS:  87% GP:  80%

Autor (ano): Girola et al. (1996)5
Amostra: 150 Adultos Obesos
Dosagem: 55 mg GCE, 19 mg de cromo e 240 mg de chitosan – 1 ou 2/dia com
uma dieta hipocalórica
Duração (sem): 4
Efeitos:  conteúdo de gordura: GS:  12,5% e 7,9 % GP:
 4,3% (p<0,01)

Autor (ano): Rothacker & Waitman (1997)6
Amostra: 48 Adultos Obesos
Dosagem: 800 mg GCE, 50 mg de cafeína natural e 40 g de picolinato
de cromo – 3/dia com uma dieta de 1200 kcal/dia
Duração (sem): 6
Efeitos:  conteúdo de gordura: GS:  4% GP:  3%

Autor (ano): Ramos et al. Apud Heymsfield (1998)3b
Amostra: 35 Adultos Obesos
Dosagem: 500 mg GCE, 3/dia com uma dieta pobre em gordura com 1000 a 1500
kcal/dia
Duração (sem): 8
Efeitos:  peso total: GS:  4,1  1,8kg GP: 
1,3  0,9kg (p<0,01)
Autor (ano): Kaats et al. apud Heymsfield (1998)3c
Amostra: 186 Indivíduos
Dosagem: 1500 mg/dia de GCE, 600 g/dia de picolinato de Cromo e
1200 mg/dia de L-carnitina com uma dieta pobre em gordura e rica em fibras
Duração (sem): 4
Efeitos:  conteúdo de gordura: GS:  1,2kg GP: 
635g (p<0,01)

* GCE – Extrato de garcínia cambogia; GS – grupo suplementado; GP – grupo
placebo

Como pode ser verificado nos estudos demonstrados no quadro a garcínia
cambogia geralmente é utilizada junto com outro ingrediente, o que pode
contribuir com seus possíveis efeitos na redução do peso.

Outro ponto que deve ser considerado é a dosagem e o tempo de
administração da erva. SULLIVAN et al. (1972) demonstraram que os efeitos
do ácido hidroxicítrico dependem do tempo de administração da erva em
relação a refeição. O efeito máximo do ácido hidroxicítrico é obtido
quando o mesmo é administrado a cerca de 30 a 60 minutos antes da
refeição. Além disso, é postulado que se o ácido hidroxicítrico for
fornecido em doses divididas sua eficácia é maior do que quando
administrado em uma única dose. As doses utilizadas em humanos variam
entre 750 e 1500 mg/dia.

Dos 7 trabalhos descritos, 5 mostraram efeitos significativos da
utilização da garcínia cambogia isoladamente ou em combinação com outros
ingredientes (3a,3b,3c,4,5). Como podemos observar alguns desses estudos
possuem limitações que colocam em dúvida a eficácia da utilização da
garcínia cambogia, como por exemplo: falta de grupo placebo (3),
co-administração da garcínia cambogia em combinação com outros
ingredientes potencialmente ativos (2,3a,5,6), uso de método inadequado de
avaliação da composição corporal (4) e estudos que ainda não foram
publicados (3b,3c).

O extrato da garcínia cambogia, o ácido hidroxicítrico, tem sido
pesquisado desde de 1883, onde procurou-se determinar suas funções e
principais atuações no metabolismo humano. No entanto, muito pouco ainda
se sabe a respeito de seus verdadeiros efeitos fisiológicos, bem como dos
efeitos crônicos causados pela sua suplementação e suas contra-indicações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. WATSON, J.A. et al. Tricarballylate and hydroxycitrate: substrate and
inhibitor of ATP-citrate oxaloacetate lyase. Arch. Biochem. Biophys, 35:
209-217, 1969.
2. CONTE, AA. A non-prescription alternative on weight reduction therapy.
Am. J. Bariatr. Med., 17-19, 1993.
3. HEYMSFIELD, S.B. et al. Garcinia cambogia (hydroxycitric acid) as a
potential antiobesity agent. JAMA, 280 (18): 1596-1599, 1998.
4. THOM, E. Hydroxycitrate (HCA) in the treatment of obesity. Int. J.
Obes., 20 (S4): 48, 1996.
5. GIROLA, M. et al. Dose effect in lipid-lowering activity of a new
dietary intetrator (chistosan, garcinia cambogia extract, and chrome).
Acta Toxicol. Ther., 17: 25-40, 1996.
6. ROTHACKER, D.Q. et al. Effectiveness of a Garcinia Cambogia and natural
caffeine combination in weight loss: a double-blind-placebo-controlled
pilot study. Int. J. Obes., 21 (S2): 53, 1997.
7. SULLIVAN, A.C. et al. Inhibition of lipogenesis in rat liver by
hydroxycitrate. Arch. Biochem. Biophys. 150: 183-190, 1972.

Levedo de cerveja

Levedura de Cerveja

As qualidades terapêuticas da levedura são conhecidas por Hipócrates, o pai da medicina. Os monges medievais a utilizavam contra as chagas, mas somente na idade moderna é que se pode conhecer seu grande valor.

Na verdade, a levedura é um fungo unicelular utilizado na fermentação do açúcar de cereais, produzindo assim bebidas alcoólicas. A espécie mais importante de levedura é a saccharomyces cerevisiae, vulgarmente chamada de levedura de cerveja.

Quando a levedura perde sua utilidade nas cervejarias, é vendida para outras empresas, pois este rico material ainda pode ser aproveitado de várias maneiras, como aromatizante de sopas e caldos desidratados ou ainda como complemento para alimentação humana, vendidos na forma de flocos, cápsulas ou comprimidos.

Com a correria do dia-a-dia, é muito difícil que tenhamos uma alimentação balanceada contendo todos os nutrientes que nosso organismo precisa. O levedo, além de complementar a dieta, ajuda em diversos problemas como queda de cabelo, acne, furunculose, eczema psoríase, diabetes, fadiga, estresse, equilibra a flora intestinal, desenvolve uma ação desintoxicante aumentando a eliminação de substâncias nocivas, fortalece o sistema imunológico e os nervos. Isto tudo porque este complemento é riquíssimo em fibras, aminoácidos(formadores das proteínas), vitaminas, sobretudo as do complexo B e sais minerais, possui também um alto teor de ferro orgânico. Seu sabor amargo se deve a forte presença de cromo, que é um mineral muito importante no metabolismo do açúcar.

É verdade que a levedura engorda?
Não é verdade, pois tem poucas calorias. Se ingerida antes das refeições, pode até ajudar pessoas que querem emagrecer.
Dicas: Se quiser utilizar a levedura para regular o intestino, o ideal é tomá-la no café da manhã com bastante água.

Nos casos de reumatismo, artrite, artrose ou gota, tomar no final de cada refeição.
Para combater a obesidade, tomar 10 minutos antes de cada refeição.
A levedura pode ser tomada com água, suco de frutas ou acrescentada a comida, mas não se deve cozinhá-la para que não perca suas vitaminas.

Tania C. Castroviejo – Bióloga

Manga: saúde e sabor!

Bióloga revela potencial bioativo e quimioproteção natural da manga.

Houve época em que na periferia os moleques pulavam muros de quintais para roubar mangas. Hoje adultos, lembram do sabor especial do fruto daquelas inocentes contravenções e muitos se surpreenderiam com a informação de que a manga freqüenta as bancadas dos laboratórios nas universidades. A professora Gláucia Maria Pastore, do Departamento de Ciência de Alimentos da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, justifica a atenção que pesquisadores dão à manga: “Trata-se de uma fruta popular, com grande aceitação no Brasil e em outros países e cujo consumo tem-se expandido para novos mercados, como a Europa. Além de saborosa e aromática, possui elevado valor nutritivo quando comparada com outras frutas. Também tem alto valor
comercial, especialmente nas regiões tropicais. Em nosso caso, moveu-nos principalmente o interesse em conhecer as propriedades associadas ao fruto produzido no Brasil e abrir caminho para seu melhor aproveitamento”.

Principal variedade brasileira tem atenção especial
A professora explica ainda que as frutas, cada vez mais, se revelam constituídas de substâncias bioativas – que trazem algum benefício para o organismo, geralmente devido à presença de antioxidantes, reconhecidos como capazes de retardar o envelhecimento e o aparecimento de doenças e até de evitá-las. “Esse fato levou ao conceito de alimentos funcionais, que estão na ordem do dia, e mais recentemente à idéia de quimioproteção, conseguida através de substâncias bioativas presentes em produtos in natura ou
processados”, observa. Normalmente estuda-se uma forma de preservar o quimioprotetor presente em um produto vegetal durante seu processamento, ou a forma de extração para adicioná-lo em outros produtos industrializados. “É o que acontece, por exemplo, no processamento do suco de manga para preservar determinados componentes bioativos”, acrescenta.

O interesse dos consumidores levou a bióloga Andréia Cristiane Souza Azevedo a pesquisar os componentes da manga que podem apresentar caráter bioativo, o que deu origem a tese de doutorado orientada pela professora Gláucia Pastore Andréia Azevedo estudou as enzimas oxidativas e a presença de compostos bioativos em mangas produzidas no Brasil, com base nas variedades Tommy
Atkins, Haden e Palmer, mas concentrando-se na primeira, em três diferentes estádios de maturação. A determinação dos teores das principais enzimas oxidativas foi utilizada como parâmetro para estabelecimento dos estádios de maturação: o verde, o de vez, e o maduro.

Andréia Azevedo afirma que os resultados mostraram a influência da maturação na composição química da fruta, com reduções nos teores de água, minerais, gorduras, fibras e vitamina C, e aumento dos teores de açúcares. “Os estudos mais detalhados foram sobre os compostos fenólicos na Tommy Atkins, a variedade mais produzida. Ela desperta maior interesse agronômico por ser mais resistente a doenças e ao transporte, e oferecer maior produtividade. Foram avaliados treze padrões de polifenóis, encontrando-se sete deles na polpa da fruta”, explica. Segundo a pesquisadora, os polifenóis por ela determinados e estudados são conhecidos pelo papel protetor. “Sua ação está sempre ligada à capacidade de atacar radicais livres, que se formam em grande quantidade no organismo humano face ao sistema de vida moderno. Os radicais livres acarretam várias doenças crônico-degenerativas, que são aquelas que se manifestam no decorrer do tempo e não de forma aguda, a exemplo do câncer”, complementa.

Gláucia Pastore ressalta a importância da descoberta, pela ciência, desses efeitos benéficos trazidos por componentes presentes em frutas e verduras. A capacidade de retirar radicais livres, responsáveis pela oxidação, é o ponto chave: sem oxidação não ocorre degeneração, mesmo quando a pessoa é predisposta geneticamente. Nesses casos, a dieta minimiza a tendência natural”, observa. A professora vê na manga um conjunto de propriedades importantes, como as oferecidas pelo caroteno, responsável pelo pigmento
amarelo, por vários carotenóides, que são antioxidantes, e pelo alto teor de vitamina C e de fibras boas. “Ainda falta conhecimento em relação às frutas brasileiras. Esse tipo de pesquisa contribui com a determinação das substâncias bioativas na manga e mostrando como elas se relacionam com a maturação e com as enzimas que degradam”, pondera.

Em seu estudo, Andréia Azevedo determinou as porcentagens dos vários componentes nos principais estádios de maturação, a atividade antioxidante e a presença de uma importante substância antioxidante como a mangiferina, principalmente na casca do fruto. A pesquisadora não encontrou estudos sobre mangas do Brasil que envolvessem a ação bioquímica e o poder antioxidante.
Em sua opinião, tais pesquisas permitirão o aperfeiçoamento genético para obter espécies com maiores teores de substâncias de interesse da saúde pública, além de municiar as empresas nacionais com informações que lhes permitam melhor explorar as frutas brasileiras industrialmente, visando ao mercado interno e externo.

Texto: Carmo Gallo Netto
Fonte: Jornal da Unicamp
Publicado em: 12/04/2006

Os poderes curativos da Pimenta

A pimenta faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser evitado.

A pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto! Muitos dos benefícios da pimenta estão sendo investigados neste exato momento, pela comunidade científica e farmacêutica, originando alguns dos projetos de pesquisa mais picantes deste início de terceiro milênio.

A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde. No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. Na pimenta vermelha, é a capsaicina.

A pimenta-do-reino é uma frutinha do tamanho de uma mini-ervilha, que no início é verde, depois fica vermelha e finalmente preta. A árvore que lhe dá origem recebe o nome científico de Piper nigrum. A colheita se dá enquanto as frutas estão vermelhas. Em seguida elas amadurecem, secam e se transformam nos grãos de pimenta-do-reino preta que existem à venda. A pimenta-do-reino branca é obtida através da remoção da casca preta da fruta seca. Ambas retêm a piperina, porém a pimenta branca, embora tão picante quanto a preta, possui bem menos aroma.

A pimenta vermelha (que existe em vários tamanhos), assim como outras pimentas (ex: tabasco, habanero, jalapeño), são frutos de árvores do gênero Capsicum, que possui origem na palavra grega kaptos, que significa morder. Afinal, quando colocamos uma dessas pimentas na boca, até parece que elas mordem, de tão ardidas que são.

As substâncias capsaicina e piperina ardem, mas são estudadas justamente pelas propriedades antidor que possuem!

Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas – verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores sensíveis na língua e na boca. Esses receptores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido, tudo isso no intuito de refrescá-lo. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool! Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca.

E tem mais: as substâncias picantes das pimentas (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (antiflatulência). Estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente.

Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina.

Pesquisas têm demonstrado potentes propriedades antiinflamatórias das pimentas. Um artigo publicado em março de 2003, na revista científica Cell Signalling (volume 15, número 6, páginas 299 a 306), conclui que as substâncias ativas da pimenta são candidatas promissoras para o alívio de doenças inflamatórias.

É importante lembrar que a enxaqueca compreende um estado inflamatório, na sua fase de dor.

A renomada British Journal of Anaesthesia publicou, em junho deste ano (2003), o trabalho, realizado no Instituto de Medicina Interna e Terapêutica da Universidade de Florença, mostrando o efeito benéfico de aplicações intranasais repetitivas de capsaicina no tratamento de enxaqueca crônica (volume 90, número 6, página 812).

A pimenta possui até propriedades anticâncer. Um editorial do renomado Jornal do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, publicado em 4 de setembro de 2002 (Volume 94, número 17, páginas 1263 a 1265), mostra que a capsaicina da pimenta vermelha é mais do que um simples tempero: ela faz com que células tumorais cometam suicídio!

Por isso, a dica deste mês é: o que você está esperando para apimentar a sua vida?

A pimenta-do-reino preta possui uma fragrância intensa, frutada, com tonalidades amadeiradas e cítricas. O paladar é picante e quente, com um retrogosto penetrante. Já a pimenta branca é menos aromática, podendo apresentar tonalidades de musgo. O paladar é tão picante quanto o da pimenta preta. Tirando o picante, não sobra nenhuma outra característica de paladar. A pimenta não é doce, nem salgada. Porém, quando utilizada em quantidades moderadas e balanceadas, tende a realçar o sabor dos alimentos e de outros temperos. Polvilhe um pouco no peixe ou na carne antes de grelhá-la ou assá-la. Você pode até experimentar comer frutas temperadas com pimenta-do-reino! Experimente combiná-la com outros temperos, como manjericão, cardamomo, canela, cravo, coco, coentro, alho, gengibre, noz-moscada, salsinha, alecrim, tomilho, açafrão… ela combina com quase todos os tipos de comida. Mas lembre-se: utilize-a sempre de maneira muito judiciosa, pois é bem picante!

A pimenta malagueta, a pimenta dedo-de-moça, assim como outras variedades de cores diferentes mas de formato similar, podem variar muito no grau de ardência na boca. Podem ser consumidas frescas ou secas e moídas. Constituem excelentes fontes de vitaminas A e C, e também combinam com praticamente tudo.

Minha esposa e eu somos verdadeiros colecionadores de pimentas. Estamos sempre correndo atrás de variedades diferentes, para temperar nossos pratos… pimenta-da-jamaica, pimenta rosa, pimenta jalapeño, serrano, habanero, ancho, tabasco, pimenta tailandesa, coreana, páprica húngara, espanhola, dos Bálcãs, marroquina, portuguesa…

Dr. Alexandre Feldman

Mel é antioxidante!

 

Dois novos estudos da Universidade de Illinois são doces notícias para os adoradores de mel. Um mostra que as qualidades anti-oxidantes do mel conservam o alimento sem comprometer o sabor. O outro, publicado recentemente, diz que o mel retarda a oxidação das lipoproteínas de baixa-densidade (LDL), um processo que leva à deposição da placa aterosclerótica.

Como em um estudo de 1999, os pesquisadores descobriram que o mel de coloração mais escura forneceu mais vigor protetor do que o mel de coloração mais clara. “É ainda cedo para afirmar, mas o mel parece ter potencial para servir como um anti-oxidante dietético”, diz o principal pesquisador, o Dr. Nicki Engeseth, professor na Universidade de Illinois.

O estudo mais recente – publicado na edição online do periódico Journal of Agricultural & Food Chemistry – é o primeiro a observar o efeito do mel no sangue humano. O estudo também descobriu, utilizando um método muito mais preciso do que o utilizado em 1999, que os anti-oxidantes do mel eram iguais a aqueles em muitas frutas e vegetais na habilidade de se opor a atividade degenerativa de moléculas altamente reativas conhecidas como radicais-livres.

Os pesquisadores utilizaram o teste de capacidade da absorção de radical oxigênio (ORAC), uma ferramenta que tem sido bastante utilizada para analisar os mesmos componentes nas frutas, vegetais e vinhos. O mel mais escuro teve os maiores valores. “Tivemos valores do ORAC variando de 3 a 17”, disse Engeseth. “Normalmente consumimos frutas e vegetais com variação de 0.5 a 16”.

Engeseth e Gheldof obtiveram amostras de sangue de voluntários humanos saudáveis. Eles acrescentaram diversas variedades de mel ao sangue em um experimento e observaram seu impacto sobre o LDL, chamado de colesterol ruim. Nas amostras dos testes, eles também acrescentaram cobre para estimular a oxidação da lipoproteína. Utilizando um espectrômetro, eles descobriram que o mel – o mais escuro – reduziu drasticamente a taxa de formação de dienes, produtos da oxidação relacionada ao LDL no sangue. “Ainda que o estudo tenha envolvido sangue humano em um tubo de ensaio, ele mostra que caso o mel esteja presente, ele pode atuar positivamente”, disse Engeseth.

Os pesquisadores da UI encontraram ainda uma correlação significativa do conteúdo fenólico do mel e sua capacidade anti-oxidante.

Fonte:Journal of Agricultural & Food Chemistry, 08/04/02

Suco de uva pode proteger o coração do risco de infarto

Beber suco de uva pode diminuir o risco de doenças cardíacas. Um estudo americano mostrou que substâncias chamadas flavonóides – presentes em grande quantidade na uva – ajudam a reduzir a atividade das plaquetas, componentes do sangue que desempenham papel importante na formação de coágulos.

A pesquisa, apresentada esta semana no encontro anual do American College of Cardiology, mostra que o suco de uva leva a uma oxidação mais lenta do chamado mau colesterol (LDL), associado aos coágulos das artérias.

Os pesquisadores descobriram que os participantes do estudo que haviam bebido suco de uva diariamente durante duas semanas tinham tido uma oxidação do LDL mais lenta.

Nós sabemos que altos níveis de mau colesterol são prejudiciais para as artérias – disse o autor do estudo, John Folts, da Universidade de Wisconsin.

Os cientistas descobriram também que o suco de uva está associado a uma melhora da habilidade das células endoteliais, que revestem as artérias. Elas são fundamentais para que as artérias se dilatem nos momentos de maior fluxo sangüíneo, como durante um estresse físico.

Nos pacientes com doença coronariana, as células endoteliais estão doentes ou pouco funcionais. Mas quando eles tomaram suco de uva durante 14 dias, houve uma melhora significativa da atividade dessas células – disse Folts.

Os flavonóides da uva são as mesmas substâncias presentes no vinho tinto, que também protege o coração.

Fonte: Caderno Saúde – Jornal O Globo Data: 13.03.99