Executivo da Nestlé diz que não aceita alerta nos rótulos de alimentos!

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO denunciou essa calamidade ética e moral, que foi a declaração do executivo da Nestlé, já conhecido por se posicionar contra a transparência de informação sobre o que há dentro dos alimentos da empresa.

Veja na íntegra

https://www.abrasco.org.br/site/outras-noticias/saude-da-populacao/executivo-da-nestle-diz-que-nao-vai-aceitar-alertas-nos-rotulos-de-alimentos/41607/

São anos de atraso. O povo merece e é totalmente possível receber alimento de qualidade, ou pelo menos, escolher pelo alimento que consome.

(Arnaldo V. Carvalho para o Portal Verde)

 

 

Curso e Oficina de Alimentação Consciente acontece em novembro em Niterói, com o naturopata Arnaldo V. Carvalho

cartaz alimentação consciente2015

Para quem tem Bom Gosto

Oficina de Alimentação Consciente retorna a Niterói após dez anos

Ser saudável sem abrir mão do prazer. Impossível? Não para o Naturopata Arnaldo V. Carvalho, que se propõe ao desafio de levar aos participantes da oficina “Alimentação Consciente” uma forma de enxergar alimentação inovadora, baseado em profundo estudo acerca da natureza humana, orientadora da própria fisiologia.

É uma oficina que mescla o prazer de aprender alternadamente a experimentar preparos diversos que inspirarão uma nova era na alimentação pessoal de cada um. A premissa do curso é: não há uma dieta “ideal” que sirva a qualquer pessoa. Há uma lógica nas diferentes mecânicas alimentares propostas pelas dietas, e se a compreendermos, poderemos montar um modo de comer próprio, individual, exclusivo, que explore o gosto individual aliado a capacidade dos alimentos de gerar saúde e vitalidade.

Entre os objetivos:

Oferecer atualizações científicas acerca dos alimentos e hábitos alimentares; Conhecer novos sabores, novos alimentos, e como obter o potencial máximo de tudo o que se come; Perceber a psicossomática da alimentação, ou como a alimentação revela e ao mesmo tempo interfere em nossas emoções; Estudar a lógica das diversas dietas, e criar uma dieta pessoal baseado no que aprendeu; Aprender novas e deliciosas formas de preparar os alimentos

No programa:

  • Consciência alimentar nos dias de hoje
  • A alimentação de Gaia – A vida terrestre ela resume nossa própria alimentação
  • Mitos e Verdade: Alimento natural, integral, transgênico, orgânico etc.; alimentos diet x light x convencionais;
  • Vilões e heróis da alimentação;
  • A comida do restaurante
  • Alterações dos alimentos pelos métodos de preparo, conservação e industrialização;
  • Generalidades sobre agrotóxicos e contaminação dos alimentos;
  • Hidratação, Suplementação, Alimentos funcionais;
  • Óleos essenciais na alimentação
  • És o que comes, comes o que és (O comer à luz da psicossomática);
  • Estudo das dietas mais populares da atualidade – Atkins, Tipo Sanguíneo, Contagem Calórica (vigilantes do peso), Vegetarianismo, Higienismo;
  • A criação de seu próprio sistema alimentar.

Investimento: R$250,00, incluindo apostila e degustações

Local: Espaço Levemente – Rua Lopes Trovão, 52, sala 504, Icaraí, Niterói, RJ

Tels de contato: (21) 2610-1023, 99246-5999 (cel ou whatsapp) ou 99704-2085 (cel ou whatsapp)

E-mail do Professor: arnie_rj@yahoo.com.br

 

Será possível? Será que é bom? Será que é saudável?

•  Leites vegetais
• Tudo com cereais alternativos e suas farinhas,e multicereais
• Pães e massas naturais e integrais
• Comida japonesa natural
• Arroz integral GOSTOSO
• Comida de Festa SAUDÁVEL E DELICIOSO
• Comidas para quem tem restrições

PROFESSOR:

ARNALDO V. CARVALHO – Terapeuta Naturopata, associa o conhecimento científico ao conhecimento da tradição dos povos. Busca um melhor comer desde adolescente, quando viu seu querido avô – médico – ficar diabético!

Vegetais entram na luta contra o Alzheimer

Dieta contra Alzheimer

Consumir legumes e verduras é um bom investimento para o futuro. Ricas em vitamina B12 e em antioxidantes (retardam o envelhecimento celular), as hortaliças evitam o aumento de uma substância chamada homocisteína no sangue. Em excesso, ela pode desencadear o mal de Alzheimer segundo pesquisadores da Universidade de Navarra, na Espanha. Para reforçar a dieta contra a doença também vale beber vinho tinto e comer alimentos que contenham vitamina C e E.

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Fonte: Ciência e Saúde – Jornal O Dia – Data: 08.03.99 – Maria Therezinha C. L. de Oliveira

Estrogênios que vêm das plantas?

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Fitoestrogênios são componentes químicos que tem estrutura semelhante aos estrogênios humanos. Há quatro fitoestrogênios vegetais: isoflavonas, lignanas, coumestanas e as lactonas do ácido resorcílico.
Desses, as mais importantes na dieta são as isoflavonas, seguidas das lignanas. Ambas são encontradas na soja, que atualmente é a principal fonte de isoflavonas da dieta média humana.
As isoflavonas mais importantes biologicamente são a daidzina e a genisteína, também largamente provida pela soja.
Estudos comparados entre produtos ricos em proteínas e soja e proteínas animais mostram que as proteínas da soja provocam um efeito menor na depleção de cálcio, com expressiva vantagem para as isoflavonas genisteína e daidzina.

O uso do azeite de oliva e as lipoproteínas

As lipoproteínas ricas em triacilglicerol fazem parte das VLDL,
conhecida como “mau colesterol”. Para a síntese desta substância
é necessária a presença de uma proteína denominada de Apo-B100,
que por sua vez tem recebido muita atenção dos pesquisadores em
doenças cardiovasculares, aliás eles recomendam o controle da
taxas desta proteína. Tem sido observado que pessoas com níveis
normais de colesterol total e HDL podem ter elevadas taxas de
Apo-B100 e apresentam maior risco para as doenças
cardiovasculares.

Os pesquisadores deste estudos avaliaram o efeito de uma refeição
rica em azeite de oliva virgem na composição das lipoproteínas
ricas em triacilgliceróis. Para isso, eles estudaram 8 indivíduos
saudáveis e mediram as apo-B100 logo após a refeição e durante as
7 horas seguintes. Os resultados mostraram que o azeite de oliva
influencia as lipoproteínas. Foi observado que uma refeição com
menor quantidade de ácido graxo oléico (tipo de gordura
monoinsaturada do azeite) leva a uma maior concentração das
lipoproteínas.
.
O azeite de oliva na proteção de doença infecciosa

Estudos é que não faltam sobre o azeite de oliva quando o assunto
é coração. Agora temos um outro benefício. Trata-se da capacidade
deste alimento em modular funções de células do sistema imune, de
forma semelhante ao que acontece com óleos de peixe.

Ao contrário que se pensava não são os antioxidantes encontrados
no azeite de oliva os responsáveis pelo aumento da imunidade e
sim o ácido oléico, a gordura monoinsaturada do azeite. Pelo
menos, são estes os resultados obtidos nas pesquisas com dietas
ricas em ácido oléico, oriundo do azeite de oliva. Nelas é
observada a adesão de células mononucleares de sangue periférico,
processo importante nas doenças envolvendo o sistema imune.
Situação que explica o menor índice de doenças de populações com
elevado consumo de azeite de oliva.

A(s) receita contra o envelhecimento

Apanhado de sugestões da ciência para a longevidade

A fórmula da poção mágica para retardar o processo de envelhecimento inclui dieta rica em nutrientes antioxidantes, prática de atividade física, controle do estresse e fim de hábitos nocivos, como fumar, consumir bebidas alcoólicas e comer alimentos com colesterol. A receita para envelhecer com saúde baseia-se no fato de que o organismo precisa de seis componentes: vitaminas, sais minerais, fibras, carboidratos, gorduras e proteínas. Entre os nutrientes essenciais estão o selênio(encontrado em peixes, moluscos e cereais integrais), a vitamina E (encontrada em óleos vegetais, verduras e cereais), a vitamina C e a vitamina A.

Segundo os médicos ingleses Tony Smith e Patrícia Last, para envelhecer de forma saudável, o ideal é fazer três refeições por dia porque o organismo funciona melhor comum fornecimento regular de nutrientes. Com relação às carnes, eles ensinam que as vermelhas contêm grande quantidade de gorduras saturadas. Portanto devem ser consumidas no máximo duas vezes por semana. Para obter as proteínas necessárias, é melhor optar por carnes de aves sem pele, e peixes. Já os vegetais devem ser consumidos pelo menos duas vezes ao dia.

Colesterol diminui longevidade

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é o consumo de alimentos com alto teor de colesterol. O epidemiologista Richard Shekelle, do Centro de Ciências de Saúde da Universidade do Texas, acrescenta que as pessoas que ingerem em média 700mg/dia de colesterol perdem 3 anos de vida.

  • Elas também estão mais propensas ao câncer de pulmão, pois o colesterol reage com o oxigênio formando radicais livres potentes, que atacam o DNA- explica.

Gordura saturada acelera o processo de envelhecimento. A explicação é que o oxigênio dissolve oito vezes mais rápido na gordura do que na água. Segundo o pesquisador americano Harry Demopoulos, à medida que o oxigênio se incorpora à gordura, esta se torna rançosa e mais perigosa. Óleos vegetais hidrogenados, maionese, biscoitos, bolos, batata frita, misturas para molhos e pizza contêm alto teor de gordura, que se torna rançosa.

  • A gordura rançosa é uma bomba-relógio da radicais livres – diz o cientista.

Já o médico Walter WillDHett, da Escola de Saúde Pública de Harvard, afirma que a margarina é um inimigo das células, pois contém ácidos graxos, que prejudicam o organismo. Outro cientista recomenda comer menos.

  • O excesso de calorias aumenta a produção de radicais livres. A redução fortalece o sistema imunológico e diminui a quantidade de insulina – diz Roy Walford, da Escola de Medicina da Universidade de Califórnia.

Há suspeita de que o excesso de insulina destrói as artérias, aumenta o LDL(mau colesterol), os triglicerídeos e a pressão arterial. Para o endocrinologista Amélio Godoy Mattos, envelhecer de forma saudável exige abandonar o fumo e o sedentarismo. Com isso, diminui a perda de hormônios como a testosterona (responsável pela libido) e o hormônio de crescimento (que mantém a massa óssea e muscular e diminui depois dos 50 anos).

  • Estudos mostram que pessoas com menor taxa dos dois hormônios engordam e correm risco de hipertensão e arteriosclerose. Mas a reposição só é indicada em alguns casos- alerta.

Também o médico Francisco Silveira, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular, afirma que a reposição hormonal, quando indicada com critério, é ótima contra o envelhecimento precoce. Ela cita, por exemplo, os hormônios DHEA e a melatonina, produzidos naturalmente pelo organismo. Já a melatonina regula o sono e protege o DNA.

  • O DHEA só pode ser receitado acima de 45 anos e o médico precisa analisar o perfil hormonal do paciente antes de receitar o medicamento. A análise inclui dosagem de DHEA, testosterona plasmática e de PSA. A melatonina só pode ser usada à noite, antes de dormir- lembra Silveira.

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é dormir mal. A regeneração enzimática ocorre nas fases 3 e 4 do sono. Quem dorme mal. Tem sono superficial ou usa por longo tempo soníferos, ansiolíticos e hipnóticos, não passa por essas fases do sono e tem maior probabilidade de sofrer câncer.

Vitamina P preserva o cérebro

O cérebro também envelhece. Ele nasce com 3000 bilhões de neurônios e a partir dos 30 anos o organismo começa a perde em torno de 100 mil diariamente. A solução é usar substâncias para retardar essa perda. Uma delas é a vitamina P em cápsulas, que ajudam a captar glicose e oxigênio para o cérebro. Ela é encontrada na natureza, na parte branca das frutas cítricas, na amora e na cereja. Outra é a vitamina F que está nos peixes gordos (salmão, atum e sardinha), previne a arteriosclerose e aumenta o HDL( fração boa do colesterol).

  • Para evitar perda de memória, o ideal é consumir as vitaminas P e F a partir dos 30 anos – diz o médico ortomolecular.

Os cientistas, porém, sabem que a maioria das pessoas não consegue seguir à receita à risca e não se cansam de pesquisar tecnologia para restaurar o corpo humano. Eles acreditam que, nas próximas décadas será possível recuperar ou trocar órgãos, a partir de materiais criados em laboratório ou desenvolvido por meio de terapia genética.

Uma das maiores descobertas é a combinação de medicamentos e implante de neurônios para tratar demências, como Alzheimer. Outra novidade das pesquisas médicas recentes é a injeção de vírus ou uso de DNA modificados geneticamente para renovar tecidos do sistema cardiovascular. Para tratar o crescimento da próstata, a novidade é a técnica ablação transuretral, na qual, por meio de catéter ligado a equipamento de radiofrequência, o médico elimina o excesso de tecido.

 

Reportagem de Antonio Marinho

A dieta genética

Médicos e nutricionistas estudam qual é a alimentação mais adequada para cada indivíduo de acordo com o resultado do seu exame genético

Imagine entrar no consultório do pediatra e descobrir depois de um simples exame de DNA que seu bebê tem um dos genes associados à obesidade. Com essa informação, um nutricionista poderia receitar o cardápio genético personalizado para prevenir o ganho de peso na criança. Parece ficção científica, mas esse futuro está muito próximo. Cientistas estão pesquisando de que forma a combinação dieta-gene interfere na saúde.

Estudos mostram que pelo menos 33% dos casos de câncer de mama, e 66% dos registros de tumores de cólon e reto, no Brasil, poderiam ser prevenidos com dieta saudável. E os médicos já sabem que a maioria dos cânceres não é causada apenas por mutações genéticas, mas sim por uma série de fatores, incluindo estilo de vida e ambiente. O que eles querem é usar os alimentos como antídotos

Personalizada – Na prática, é possível seguir dietas para controlar ou aumentar a proteção contra doenças vasculares, diabetes, osteoporose, obesidade, entre outros problemas de saúde. O que os cientistas dedicados ao estudo da nutrigenômica – área da ciência que estuda a interação entre a nutrição e os genes – querem é se antecipar à doença. Isso significa citar um cardápio personalizado a partir da identidade genética de cada individuo  Para especialistas do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, a nutrigenômica é o futuro na prevenção das doenças.

“Há evidências de que certos nutrientes tem efeito mais protetor contra o câncer do que outros. Provavelmente, nos cinco anos ou mais, dietas serão elaboradas com esses objetivos  Muitas pessoas sabem que as frutas, as fibras e outros vegetais fazem bem à saúde. A nutrigenômica determinará quais os alimentos mais adequados a cada pessoa”, explica o médico John Milner, chefe do Departamento de Nutrição e Pesquisa na Prevenção de Câncer do Instituto.

Para o clínico Richard Shames, especialista em medicina holística, as pesquisas sobre a interação entre dieta e genes são tão importantes quanto a descoberta da penicilina. “Dependendo do exame genético, talvez uma pessoa tenha que comer mais brócolis do que tomates para prevenir ou tratar uma mesma doença”, diz. Shames.

O cientista Wim van Dokkum do Instituto de Pesquisa em Nutrição e Alimentos da Holanda, acha que a ideia da dieta genética só traz vantagens. Quando uma criança nascer, um exame de DNA poderá mostrar, por exemplo, a ausência de um gene específico essencial para a produção de uma enzima capaz de digerir a lactose dos produtos lácteos. Assim, os pais serão orientados a não oferecer leite a ela. A nutrigenômica identificará a suscetibilidade, as disfunções metabólicas e a dieta adequada para redução dos fatores de risco.”, diz Dokkum.

As pesquisas mostram que há mais de quatro mil doenças associadas a defeitos genéticos. Nos melhores laboratórios especializados em medicina genética já é possível  a partir de uma única amostra de sangue, saber se a pessoa tem propensão para desenvolver doenças como rim policístico, aterosclerose, câncer e outras alterações em que há forte influência hereditária.

E o que é melhor: os exames de probabilidade podem ser feitos ainda na infância, antes que a doença tenha se manifestado, aumentando a chance de controle. Esse tipo de análise custa cerca de R$ 300, quase metade do preço do teste de paternidade. Mas até que ponto uma dieta genética personalizada seria útil ainda é uma incógnita.

“É preciso levar em conta vários aspectos como fatores ambientais. Ainda não dá para afirmar se uma dieta personalizada impediaria o aparecimento de doenças como câncer ou demência”, afirma o bioquímico Martin Wittle do laboratório Genomic.

Segundo o pesquisador Décio Brunoni, professor de genética da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), não há dúvidas de que os genes que regulam o metabolismo serão todos conhecidos. Isso não significa que as pessoas irão mudar seus hábitos.

“Os estudos sobre as interações entre dieta e genes já permitem um aconselhamento dietético para prevenir doenças. Por exemplo, o consumo de ácido fólico por gestantes, com uma deficiência específica, reduz o risco de terem bebês com deformidade no crânio”, disse.

Batatas e aminoácidos – O geneticista Mariano Zalis, professor adjunto do Programa de Biologia Molecular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRG), explica que a nutrigenômica investiga como geneticamente reagimos ao entrarmos em contato com um alimento, no que diz respeito ao metabolismo e à tolerância imunológica.

“Se colocarmos as células do fígado de uma pessoa em contato com determinado tipo de gordura, muitos genes serão ativados genes que até não conhecemos. A resposta dependera da carga genética”, explica.

Zalis acrescenta que a nutrigenômica poderá, por exemplo, contribuir com o desenvolvimento de alimentos mais nutritivos. Na Holanda, pesquisadores criaram batatas, milho e ervilhas mais nutritivas e que produzem mais aminoácidos essenciais como tiotina, cisteína e lisina, sem afetar o ambiente. Outros cientistas estão desenvolvendo alimentos que possam aumentar a resistência à bactérias que causam envenenamento, como salmonela e botulismo. Existe ainda a possibilídade de alimentos com vacinas.

Carne Vermelha – A nutricionista Beatriz Jardim, do lnstituto Nacional de Câncer (INCa), acredita que se os pesquisadores conseguirem mesmo descobrir de que forma todos os alimentos interagem como os genes, a dieta será mais adequada. Estudos estimam que 30% a 40% dos casos de câncer no mundo poderiam ser prevenidos com medidas dietéticas, sobretudo tumores de esôfago, estômago, cólon, reto, pulmão, mama e próstata.

“Sabemos que alimentos como alho, cítricos, soja, repolho, tomate e brócolis têm efeito protetor. Por outro lado, a dieta rica em gordura saturada, latícinios integrais, produtos defumados ou embutidos e carne vermelha contribui para a formação de tumores. Até a forma como preparamos e acondicionamos os alimentos tem influência. Por enquanto, não temos como receitar a dieta mais adequada de acordo com o perfil genético”, diz.

Também o nutricionista Nivaldo Barrosos Pinho, do INCa, diz que ainda é cedo para pensar na hipótese de dieta baseada no estudo de DNA. “Esses estudos ainda são especulativos. É preciso levar em conta fatores ambientais, sociais e culturais.

A nutricionista Joyce do Valle, professora da Universidade FederaI Fluminense (UFF-RJ) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), conta que a primeira Conferência Internacional sobre o tema foi em 2001. Ela afirma que as pesquisas estão progredindo. “A perspectiva é de uma ação preventiva e uma possibilidade de maior certeza no diagnóstico evitará problemas como desnutrição obesidade, diabetes tipo 2 e alterações no sangue. A vantagem da nova dieta é a adoção precoce de alimentação adequada às possíveis doenças que as pessoa possam vir ter.”

 

 Fonte: Jornal do Comércio /Recife /PE

ORTOMOLECULAR : A NUTRIÇÃO DO FUTURO

ORTOMOLECULAR : A NUTRIÇÃO DO FUTURO

Por Ana Paula Santos*

A alimentação é um dos fatores comportamentais que mais influenciam o estado de saúde do indivíduo. Segundo a OMS, mais de 60% das doenças têm bases nutricionais. Devemos lembrar que o conceito mais completo de saúde não é apenas a ausência de enfermidades. Saúde é o bem-estar físico, mental e social, o qual depende de um equilíbrio do organismo.

A palavra nutrição origina-se de nutritione, vocábulo do latim que significa nutrir, alimentar. Num sentido mais restrito, a nutrição consiste no processo pelo qual um organismo vivo assimila e utiliza alimentos, para a produção de energia ou renovação de seus tecidos corporais. O termo “ortomolecular” significa “equilíbrio das moléculas” que constituem o corpo.

A Nutrição Ortomolecular nasceu com a finalidade de proporcionar esse equilíbrio à todas as células do corpo, ordenando os nutrientes adequados para ajudá-las a funcionarem o mais eficientemente possível. Seu objetivo principal é equilibrar a bioquímica do organismo mediante uma nutrição individualizada e a administração de nutrientes naturais específicos, para que cada um alcance seu estado ótimo de bem-estar. A Nutrição Ortomolecular também pode ser conceituada como sendo uma terapia científica, que se baseia na individualidade bioquímica para tratar as doenças e prevede-las, a partir de sua origem.

Cada pessoa nasce com uma estrutura bioquímica determinada, que por sua vez revelará pontos fracos que favorecem o desenvolvimento de certas enfermidades e sintomas. Assim, aquelas que geneticamente sofrem de certas deficiências enzimáticas – que impedem o metabolismo adequado de certos nutrientes – podem estar mais sujeitos a problemas de diversas ordens, como cardiovasculares, menstruais, inflamação e dor.

Por outro lado, a presença de elementos que atrapalhem o bom funcionamento do organismo poderá criar um fenômeno de desequilíbrio das estruturas moleculares, a partir dos radicais livres. Os radicais livres são moléculas de oxigênio não utilizadas pelo organismo, capazes de reagir em cadeia e que acabam por degenerar o organismo quando não são neutralizados por substâncias ou sistemas antioxidantes. Dos 95% de oxigênio inspirado, cerca de 5% se converterá nestas substâncias.

A ortomolecular estuda e desenvolve processos de neutralização dos radicais livres na composição molecular do ser humano.

O acompanhamento do nutricionista ortomolecular é de vital importância para o sucesso deste tratamento. O profissional analisará as características individuais e condições adquiridas que predispõem a pessoa às doenças (antecedentes), elementos endógenos ou exógenos que afetam seu bem-estar em nível celular (mediadores) e fatores que estimulam e influenciam a atividade dos mediadores (gatilhos). Em termos práticos, levará em consideração a carga genética, o biótipo, os hábitos alimentares, o estilo de vida, os sintomas manifestados pelo indíviduo, além do resultado de exames especializados.

Dentre tais exames, o Mineralograma tem sido utilizado como um importante instrumento de identificação da presença/ausência de minerais e metais no organismo e pode fornecer preciosas informações para diagnóstico e tratamento de várias disfunções físicas e mentais. Após esta profunda avaliação, o profissional irá elaborar uma dieta individualizada para seu cliente, além da indicação de alimentos que contêm substâncias químicas (fitoquímicos) que efetivam o processo de desintoxicação, a reestruturação do sistema digestório e o reestabelecimento do equilíbrio orgânico. Se necessário, fará a prescrição de minerais e vitaminas cientificamente reconhecidos.

A Nutrição Ortomolecular tem demonstrado ser muito efetiva em todos os desequilíbrios, especialmente nos problemas intestinais, dores, atrite reumatóide, problemas cardiovasculares, bronquite, depressão, falta de vitalidade, enxaqueca, osteoporose , TPM, obesidade e alergias .

Com o novo milênio, se abre uma nova era a respeito da saúde e esta passa a ser concebida como sendo um estado de energia e vitalidade positiva, e não a mera ausência de doença. Neste contexto, a Nutrição Ortomolecular surge como importante ferramenta para resgatar e manter este estado de energia e vitalidade naturais do indivíduo.

* Ana Paula Santos é nutricionista, mestre em nutrição humana pela UFRJ e especializada em Nutrição Ortmolecular.

Crudivorismo

Fonte Folha de S. Paulo 20/06/04

Dieta surgida nos EUA que veta alimento cozido cresce agora no Reino Unido; Para especialistas, benefício é limitado, mas seus adeptos crêem que organismo humano seja programado para preferir comida crua

O saudável come CRU

SARAH MERSON DO “INDEPENDENT”

Quem pensa em comida crua provavelmente conjura imagens de legumes e frutas sem graça. Mas, à medida que uma dieta baseada em alimentos crus atinge seu pico de popularidade nos EUA, com seguidores como Demi Moore e Robin Williams e restaurantes de comida crua abrindo de costa a costa, cada vez mais gente adere ao cru no Reino Unido.
Enquanto a revista “Get Fresh!” (algo como “fique fresco”) registra uma recente alta em seu número de assinantes, restaurantes londrinos que seguem o menu cru vêem a procura por seus pratos crescer. “Servimos comida crua há dois anos e meio, mas nos últimos meses a demanda aumentou muito”, diz Leon Phong, gerente do Vita Organica.
Mas o que é, na prática, uma dieta crua? Os seguidores comem apenas vegetais não cozidos, evitam carne de qualquer espécie e alimentos processados e refinados, como laticínios, grãos de cereais, sal e açúcar.
“Pode-se presumir que uma dieta de comida crua seja limitada, mas não é preciso que seja assim. Idealmente, quem segue uma dieta crua incorporará uma ampla variedade de alimentos a seu cardápio e, ao contrário da crença popular, não vai comer só salada. Frutas e legumes, por exemplo, podem ser combinados em sucos e vitaminas e, ainda que métodos tradicionais de cozinha
não sejam adotados, os alimentos podem ser preparados em um desidratador, equipamento que circula ar quente a fim de secar os alimentos, em lugar de cozinhá-los. Usando esse método, podemos fazer coisas como pizza crua e macarrão cru”, disse Phong.
Os defensores da dieta crua apontam para nossos ancestrais e argumentam que não evoluímos para comer alimentos cozidos. Também dizem que nenhuma outra criatura do planeta o faz, e que nossos corpos o reconhecem como o alimento preferencial -ao contrário dos cozidos, que, dizem eles, contrariam nossa formação genética.

Já nos anos 30, um estudo do Instituto de Química Clínica de Lausanne (Suíça) demonstrava que um corpo reconhece alimentos cozidos como invasores perigosos e emprega um processo conhecido como leucocitose digestiva, sob o qual múltiplos glóbulos brancos correm para a boca ou o estômago na tentativa de eliminar o intruso. “O problema quanto a isso”, diz Gina Shaw,
especialista em saúde e nutrição, “é que, quando o mecanismo de defesa é deflagrado três ou mais vezes por dia, o resto do corpo fica sem defesa, e o sistema imunológico sofre desgaste considerável.”

Mas existe alguma prova clara de que a comida crua nos faz bem? Os adeptos da dieta citam uma série de vantagens, de um ganho de energia à maior resistência a resfriados e gripes, passando por uma pele mais saudável e cabelo mais brilhante. Isso, dizem eles, se deve em larga medida ao fato de que os alimentos que comem continuam ricos em nutrientes, já que não há destruição de vitaminas e minerais durante o processo de cozimento.
Além disso, os vegetais crus contêm compostos como os carotenóides, os flavonóides e os picnogenóis, que, segundo diversas pesquisas, têm propriedades benéficas à saúde.
Outro aspecto saudável da dieta de comida crua é a preservação de enzimas.
“As enzimas ajudam o corpo humano a digerir alimentos e agem como catalisadores para todas as reações metabólicas do corpo. Sem elas, não pode haver divisão celular, produção de energia ou atividade cerebral. Nenhuma vitamina ou hormônio pode cumprir seu papel, e o mesmo se aplica ao sistema imunológico”, diz Roxanne Klein, especialista em preparar alimentos crus e co-autora do livro “Raw” (cru).

Sabemos, no entanto, que cozinhar alimentos destrói as enzimas naturais, forçando nossos corpos a gerar o suficiente para digerir a comida. De acordo com Klein, isso causa problemas: “O corpo não é capaz de produzir enzimas em combinações perfeitas para metabolizar alimentos de maneira tão completa quanto seria o caso das enzimas naturais. Isso resulta em gorduras, proteínas e amidos digeridos de maneira imperfeita, que podem obstruir o aparelho intestinal e as artérias”.

IDÉIA DESANIMADORA
Para muita gente a idéia de comer só alimentos crus é desanimadora. Há o aspecto social, por exemplo -jantar fora pode se tornar tedioso ou impossível.

Mas a dieta pode ter ainda outros problemas, e mais sérios. “Comer só comida crua pode limitar a variedade dos alimentos consumidos, o que gera um desequilíbrio de nutrientes. Por exemplo, os carboidratos que contêm muito amido, como arroz, massas, pão e batatas, fornecem fibras insolúveis, em contraste com as fibras solúveis fornecidas por frutas e legumes; além disso, vitaminas B necessárias aos nossos percursos metabólicos podem não estar disponíveis”, disse Sarah Schenker, da Fundação Britânica para a
Nutrição.
Embora os adeptos da dieta acreditem que o cozimento destrua os nutrientes, Schenker destaca um estudo recente do Instituto de Pesquisa Alimentícia de Norwich segundo o qual “cozinhar cenouras na verdade libera mais carotenóides antioxidantes presentes no legume, e isso permite que sejam absorvidos pelo corpo de maneira melhor”.
“É igualmente improvável que os adeptos da dieta crua recebam proteína suficiente, já que eles evitam carne, peixes e grãos que necessitem cozimento”, diz Schenker. Embora seja provável que a pessoa se sinta bem por um tempo, ante a insuficiência de proteínas o corpo começa a usar suas reservas, e a saúde se deteriora.

De acordo com os defensores da dieta, no entanto, a comida crua pode incorporar “superalimentos” como os brotos ou a grama-de-ponta, que compensariam essas deficiências de nutrição.
“Os brotos são plantas recém-nascidas”, diz Steve Meyerowitz, especialista em brotos e grama-de-ponta. “Nesse estágio de seu crescimento, dispõem de maior concentração de vitaminas, proteínas e minerais, enzimas, bioflavonóides e assim por diante, do que em qualquer momento posterior de seus ciclos, e esses nutrientes existem em forma elementar, o que facilita a sua digestão.” Um suco de grama-de-ponta serve como complemento único, pois, além de enzimas e aminoácidos, dispõe de todas as vitaminas do grupo B e
mais as vitaminas A, C, E e K, além de conter cálcio, magnésio, manganês, fósforo, potássio, zinco e selênio.

“A grama-de-ponta dá ao corpo toda a matéria-prima para produzir o material necessário e equilibrar a química”, diz Meyerowitz.

Falta de vitamina B12

Há, no entanto, um elo perdido na dieta crua: a vitamina B12 -encontrada em carne, peixes, ovos e leite, necessária à formação de glóbulos vermelhos e de sistemas nervosos e cardiovasculares saudáveis. Segundo o nutricionista Gabriel Cousins, é aconselhável que os adeptos da dieta usem suplementos da vitamina em injeções ou alta dosagem oral.
Outro problema é a possibilidade de desenvolver deficiências de ácidos gordurosos essenciais (AGE), que o corpo não produz sozinho. É o caso do Ácido Gama-Linolênico (GLA), importante para a redução do colesterol, reforço do sistema imunológico e prevenção de problemas de pele. Para agravar a situação, muitos dos adeptos consomem quantidade exagerada de
alimentos açucarados, inibindo a conversão de ácido linoleico em GLA.


Embora a maior parte dos alimentos crus esteja repleta de fibras, enzimas e nutrientes, os adeptos da comida crua deveriam estar conscientes de que o açúcar das frutas pode neutralizar essas propriedades ao desregular o nível de açúcar do sangue. Além disso, muita gente gosta de fazer suco das frutas e dos legumes, o que remove as fibras que retardam a liberação de açúcares na corrente sangüínea. É melhor, portanto, beber sucos de verduras, que não contêm tanto açúcar.

O suco de verdura também sustenta a manutenção de um pH ligeiramente alcalino no corpo, o que, de acordo com Robert Young, autor de “The pH Miracle”, é a coisa mais importante para a manutenção da saúde.


A maioria das pessoas, no entanto, registra alta acidez. Como conseqüência, funções corpóreas, do batimento cardíaco ao disparo dos neurônios, são interrompidas; se o processo não for controlado, tecidos corporais começam a se decompor.

Segundo Young, a maneira de contrabalançar esses problemas de saúde é comer a combinação certa de alimentos que formam ácidos e alcalinos. Isso significa que 80% de nossa dieta deveria consistir de alimentos alcalinizantes, como verduras, deixando uma porção muito menor de comidas acidificantes, como a carne ou os cereais, no prato.


Os adeptos da comida crua começam em vantagem quanto a isso. “Eles têm um sangue muito claro, com um pH ligeiramente alcalino e baixo volume de fermentação”, diz Catherine Daly, especialista em microscopia da nutrição.


Mas nem todos têm, necessariamente, um sangue saudável. “De fato, as pessoas adeptas do cru podem também ter problemas de saúde. É importante que elas saibam o que fazem.”


“Não é aconselhável que as pessoas comam apenas alimentos crus por um período prolongado”, acrescenta Leslie Kenton, que ajudou a promover a revolução da comida crua em seu mais recente livro, “The Powerhouse Diet”. “Mas uma dieta contendo apenas alimentos crus pode ser ótima em períodos curtos, especialmente se você está se tratando de um problema como câncer, Aids ou depressão.”