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A(s) receita contra o envelhecimento

Apanhado de sugestões da ciência para a longevidade

A fórmula da poção mágica para retardar o processo de envelhecimento inclui dieta rica em nutrientes antioxidantes, prática de atividade física, controle do estresse e fim de hábitos nocivos, como fumar, consumir bebidas alcoólicas e comer alimentos com colesterol. A receita para envelhecer com saúde baseia-se no fato de que o organismo precisa de seis componentes: vitaminas, sais minerais, fibras, carboidratos, gorduras e proteínas. Entre os nutrientes essenciais estão o selênio(encontrado em peixes, moluscos e cereais integrais), a vitamina E (encontrada em óleos vegetais, verduras e cereais), a vitamina C e a vitamina A.

Segundo os médicos ingleses Tony Smith e Patrícia Last, para envelhecer de forma saudável, o ideal é fazer três refeições por dia porque o organismo funciona melhor comum fornecimento regular de nutrientes. Com relação às carnes, eles ensinam que as vermelhas contêm grande quantidade de gorduras saturadas. Portanto devem ser consumidas no máximo duas vezes por semana. Para obter as proteínas necessárias, é melhor optar por carnes de aves sem pele, e peixes. Já os vegetais devem ser consumidos pelo menos duas vezes ao dia.

Colesterol diminui longevidade

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é o consumo de alimentos com alto teor de colesterol. O epidemiologista Richard Shekelle, do Centro de Ciências de Saúde da Universidade do Texas, acrescenta que as pessoas que ingerem em média 700mg/dia de colesterol perdem 3 anos de vida.

  • Elas também estão mais propensas ao câncer de pulmão, pois o colesterol reage com o oxigênio formando radicais livres potentes, que atacam o DNA- explica.

Gordura saturada acelera o processo de envelhecimento. A explicação é que o oxigênio dissolve oito vezes mais rápido na gordura do que na água. Segundo o pesquisador americano Harry Demopoulos, à medida que o oxigênio se incorpora à gordura, esta se torna rançosa e mais perigosa. Óleos vegetais hidrogenados, maionese, biscoitos, bolos, batata frita, misturas para molhos e pizza contêm alto teor de gordura, que se torna rançosa.

  • A gordura rançosa é uma bomba-relógio da radicais livres – diz o cientista.

Já o médico Walter WillDHett, da Escola de Saúde Pública de Harvard, afirma que a margarina é um inimigo das células, pois contém ácidos graxos, que prejudicam o organismo. Outro cientista recomenda comer menos.

  • O excesso de calorias aumenta a produção de radicais livres. A redução fortalece o sistema imunológico e diminui a quantidade de insulina – diz Roy Walford, da Escola de Medicina da Universidade de Califórnia.

Há suspeita de que o excesso de insulina destrói as artérias, aumenta o LDL(mau colesterol), os triglicerídeos e a pressão arterial. Para o endocrinologista Amélio Godoy Mattos, envelhecer de forma saudável exige abandonar o fumo e o sedentarismo. Com isso, diminui a perda de hormônios como a testosterona (responsável pela libido) e o hormônio de crescimento (que mantém a massa óssea e muscular e diminui depois dos 50 anos).

  • Estudos mostram que pessoas com menor taxa dos dois hormônios engordam e correm risco de hipertensão e arteriosclerose. Mas a reposição só é indicada em alguns casos- alerta.

Também o médico Francisco Silveira, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular, afirma que a reposição hormonal, quando indicada com critério, é ótima contra o envelhecimento precoce. Ela cita, por exemplo, os hormônios DHEA e a melatonina, produzidos naturalmente pelo organismo. Já a melatonina regula o sono e protege o DNA.

  • O DHEA só pode ser receitado acima de 45 anos e o médico precisa analisar o perfil hormonal do paciente antes de receitar o medicamento. A análise inclui dosagem de DHEA, testosterona plasmática e de PSA. A melatonina só pode ser usada à noite, antes de dormir- lembra Silveira.

Outro fator de risco para o envelhecimento precoce é dormir mal. A regeneração enzimática ocorre nas fases 3 e 4 do sono. Quem dorme mal. Tem sono superficial ou usa por longo tempo soníferos, ansiolíticos e hipnóticos, não passa por essas fases do sono e tem maior probabilidade de sofrer câncer.

Vitamina P preserva o cérebro

O cérebro também envelhece. Ele nasce com 3000 bilhões de neurônios e a partir dos 30 anos o organismo começa a perde em torno de 100 mil diariamente. A solução é usar substâncias para retardar essa perda. Uma delas é a vitamina P em cápsulas, que ajudam a captar glicose e oxigênio para o cérebro. Ela é encontrada na natureza, na parte branca das frutas cítricas, na amora e na cereja. Outra é a vitamina F que está nos peixes gordos (salmão, atum e sardinha), previne a arteriosclerose e aumenta o HDL( fração boa do colesterol).

  • Para evitar perda de memória, o ideal é consumir as vitaminas P e F a partir dos 30 anos – diz o médico ortomolecular.

Os cientistas, porém, sabem que a maioria das pessoas não consegue seguir à receita à risca e não se cansam de pesquisar tecnologia para restaurar o corpo humano. Eles acreditam que, nas próximas décadas será possível recuperar ou trocar órgãos, a partir de materiais criados em laboratório ou desenvolvido por meio de terapia genética.

Uma das maiores descobertas é a combinação de medicamentos e implante de neurônios para tratar demências, como Alzheimer. Outra novidade das pesquisas médicas recentes é a injeção de vírus ou uso de DNA modificados geneticamente para renovar tecidos do sistema cardiovascular. Para tratar o crescimento da próstata, a novidade é a técnica ablação transuretral, na qual, por meio de catéter ligado a equipamento de radiofrequência, o médico elimina o excesso de tecido.

 

Reportagem de Antonio Marinho

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Dentes sadios

Para desenvolver dentes fortes e saudáveis, a dieta deve conter quantidades adequadas de seis nutrientes essenciais: fósforo, cálcio, magnésio, vitaminas C e D e flúor. Além disto, para prevenir a cárie, deve-se limitar a ingestão diária de alimentos ricos em açúcar e escovar os dentes após cada refeição.

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Ferro nas dietas vegetarianas

O ferro da dieta existe como hémico e não hémico: o primeiro encontra-se nos produtos animais como o fígado de vaca e de porco,
carne, aves, peixe, marisco e ovos; o ferro não hémico encontra-se nos legumes de folha verde, damascos, ervilhas, feijões, frutos
secos e cereais enriquecidos.

Existem fatores nutricionais que diminuem a absorção de ferro, ou seja, alguns alimentos e bebidas bloqueiam a absorção do ferro não heme, quando são consumidos nas mesmas refeições.

Alguns estudos mostram também que a anemia devido a carência de ferro não é maior em vegetarianos do que no resto da população.

O ferro está presente nos alimentos em duas formas, o ferro heme e o ferro não-heme. A principal diferença entre estes dois tipos
de ferro está na forma como cada um deles é absorvido.

O ferro heme existe principalmente nos produtos de origem animal, em especial na carne e peixe, e é absorvido em cerca de 15 a 35%.
O restante, existente nos alimentos de origem vegetal, é chamado de ferro não-heme. Este tipo é absorvido de forma diferente, numa
proporção de cerca de 2 a 20%. A maior ou menor absorção do ferro não-heme depende, em parte, da presença de outros alimentos na mesma refeição. Os componentes da refeição podem ter um efeito, tanto no aumento como na diminuição da absorção do ferro não-heme.

A absorção do ferro da carne e do peixe (heme) não é afetado por esses componentes.

Compreender esta diferença da absorção dos dois tipos de ferro, pode ajudar-te a tirar melhor proveito do nutriente proveniente
dos alimentos de origem vegetal.

Fatores que aumentam a absorção:

Os alimentos ricos em vitamina C facilitam e aumentam a absorção
do ferro não-heme dos produtos vegetais. Estudos demonstraram que
a quantidade de ferro absorvida através de cereais de pequeno
almoço duplicava ou triplicava se na mesma refeição se ingerisse
uma laranja grande ou um sumo de laranja, contendo 75 a 100 mg de
vitamina C.

Fatores que diminuem a absorção:

As bebidas que contêm taninos, como os chás preto e verde, e em menor quantidade o café, devem ser evitadas à refeição ou
juntamente com alimentos ricos em ferro, uma vez que o tanino se combina com o ferro, formando um composto insolúvel, que não é
absorvido.

Os alimentos ricos em oxalatos tornam igualmente inacessível o ferro, impedindo a sua absorção. Ao contrário do que se costuma
afirmar, o espinafre não é o alimento mais rico em ferro, para além de que o ferro que possui se encontra ligado a oxalatos, o
que o torna pouco acessível. Outros alimentos ricos em oxalato são o ruibarbo, a acelga e o chocolate.

Os fitatos estão associados às fibras das leguminosas, cereais integrais crus, nozes e sementes. Os fitatos presentes em
alimentos, sobretudo crus, como o farelo de trigo, têm sido responsabilizados por diminuir ou até impedir a absorção de
minerais como o ferro, zinco e cálcio dos alimentos. O problema existe principalmente no farelo cru, uma vez que em processos
específicos de preparação dos alimentos (imersão das leguminosas em água, ação do fermento no pão, germinação das sementes e
leguminosas, cozedura dos cereais, torrefação das nozes), parte dos fitatos é destruída por enzimas (fitases). Desta forma, o
poder de impedimento da absorção dos minerais fica diminuído, não constituindo problema.

A soja é geralmente um alimento importante na alimentação vegetariana, uma vez que é rico em proteínas e pobre em gorduras
saturadas. Os feijões de soja (a partir dos quais são feitos todos os produtos derivados) têm um alto teor de ferro, mas contêm
fitatos e outra substância que inibe a absorção do mineral. Mas, os métodos de processamento dos produtos derivados da soja (tofu,
miso e molho de soja), têm a capacidade de quebrar esses inibidores, aumentando bastante a disponibilidade do ferro.

A deficiência de ferro pode ser também agravada por uma alimentação deficiente em proteínas, ácido fólico, e vitaminas
B12, B6 e C.

Os vegetarianos e os veganos consomem mais frutas e verduras e ingerem quantidades maiores de alimentos ricos em vitamina C, o
que reforça a absorção de ferro dos alimentos de origem vegetal. Em alguns estudos os vegetarianos mostraram-se capazes de
adaptar-se a uma dieta reduzida em ferro pela sua maior facilidade de absorção desse mineral.

Em caso de se usarem suplementos, deve dar-se preferência aos quelatados (fumarato e gluconato de ferro por exemplo).

Para saberes se estás a ingerir ferro em quantidade suficiente, faz com alguma regularidade análises ao sangue para avaliar o
estado dos teus glóbulos vermelhos e reservas de ferro.

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Comportamento infantil e alimentação

Nas crianças, a hiperatividade, a falta de atenção, a dislexia e
o comportamento anti-social ou agressivo podem ser manifestações
do que elas comem, defende o britânico Neil Ward, do departamento
de Química da Universidade de Surrey.

Segundo o investigador, algumas crianças podem reagir aos
aditivos, conservantes e corantes que se encontram nos produtos
alimentares, o que causa alguns problemas comportamentais.

Ward acompanhou vários grupos de crianças nas escolas com o
objetivo de descobrir se os distúrbios de comportamento
relacionados com químicos se registam em grupos isolados ou se
todas as crianças estão em risco.

Descobriu que alguns corantes podem levar a reações adversas 30
minutos após o seu consumo, tendo identificado como principais
culpados os metais tóxicos, como o chumbo e o alumínio, e os
corantes alimentares. As reações a esses químicos incluem
perturbações comportamentais ou físicas, como urticária ou
cansaço.

No entanto, descobrir uma ligação direta entre certos químicos e
problemas de saúde pode ser uma tarefa complicada. São necessários
dados científicos para provar que alguns químicos podem causar
problemas comportamentais, mas por enquanto cabe apenas aos
cientistas provarem isso mesmo.

As companhias farmacêuticas, por exemplo, são obrigadas por lei a
realizarem testes minuciosos aos seus produtos antes de os
comercializarem, comprovando que o seu uso é seguro, mas o mesmo
não acontece com os fabricantes de produtores alimentares.

No Reino Unido, a comida para crianças está regulamentada apenas
até à idade de um ano, desaparecendo a partir daí. Os fabricantes
de comida dirigem muitas vezes os seus produtos a grupos
específicos, incluindo mulheres grávidas, no entanto, não são
obrigados a fornecer dados científicos que atestem que tais
alimentos são adequados a esses grupos.

Ao longo dos últimos anos tem-se registado um aumento da obesidade
em crianças.

Muitas vezes, nas escolas, as crianças estão sob a pressão dos
colegas para ingerirem determinados produtos e por isso, tendem a
comer produtos com demasiado açúcar, que muitas vezes também
contêm químicos “maus”.

É ainda de destacar que, muitas vezes, os consumidores não
compreendem a informação contida nos rótulos da comida. É muito
importante que as crianças, mas também os pais, sejam encorajados
a aprender mais sobre a comida que escolhem para consumir, como
ela deve ser armazenada e cozinhada para fornecer um valor
nutricional adequado à sua dieta.

Fonte: http://www.mni.pt/destaques/?cod=2102

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A Síndrome do Comer Noturno

Sabe aqueles ataques à geladeira durante a noite? Eles são o início de uma síndrome que tem sido muito estudada por especialistas.

 

Embora seja difícil acreditar que um ataque noturno à geladeira
possa causar dependência, o fato é que pode. Principalmente se a
vontade for permanente. Imagine você todas as noites levantando
como um sonâmbulo e planejando o ataque noturno? A Síndrome do
Comer Noturno (SCN) é um dos transtornos alimentares (como a
bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica) que pode ser
encontrado em pacientes obesos. Tal como os outros transtornos
alimentares, ele pode ser responsável pela dificuldade que alguns
pacientes tem em aderir ao tratamento e atingir um peso ideal.

Apesar deste diagnóstico ainda não ser totalmente aceito por
endocrinologistas e psiquiatras, os pacientes com esta síndrome
apresentam um comportamento alimentar característico e, muitas
vezes, impressionante.

O primeiro caso foi descrito em 1955 e é uma história interessante. O Dr. Albert Stunkard, um dos maiores estudiosos no
TCAP, estava tratando de uma paciente obesa com graves problemas familiares, o que estava dificultando muito o seu tratamento. Ao
discutir o caso com um grupo de estudantes, uma das jovens presentes, obesa, se levantou e, chorando muito, retirou-se da
sessão.

O Dr. Stunkard foi imediatamente atrás para saber o que estava
acontecendo. A jovem então lhe disse que aquilo nada tinha a ver
com os problemas familiares relatados pela paciente. Tinha a ver
com a maneira como a paciente comia. Ela não sentia fome alguma
durante toda a manhã. Porém quando chegava a noite, ela
simplesmente não conseguia parar de comer. O jantar nunca era o
suficiente e depois ela continuava comendo sem parar. Chegava a
acordar várias vezes durante a noite só para comer. A estudante
então disse: “É exatamente assim que eu como e eu nunca tinha
ouvido nenhum relato semelhante em toda a minha vida”.

O Dr. Stunkard ficou tão impressionado com o relato que começou a
pesquisar os mesmos sintomas em outros pacientes obesos. Após a
identificação dos sintomas característicos, ele a descreveu como a
Síndrome do Comer Noturno.

Após vários estudos, recrutando pacientes por jornais ou em
clínicas para emagrecimento, ele, e outros autores, chegaram a
algumas conclusões:

1 – A freqüência da SCN variou de 1.5% na população geral, passando por 9.0% em clínicas para tratamento da obesidade, e
chegou a 26.0% em pacientes com obesidade mórbida;

2 – Os pacientes com SCN geralmente comem mais de 55% das calorias totais de um dia entre as 20:00hrs e 06:00hrs;

3 – Eles acordam várias vezes durante a noite, mais de metade das vezes apenas para comer e iv – apresentam uma piora importante do
humor durante a noite.

Portanto, a SCN é uma combinação única de um transtorno alimentar, uma desordem do sono e uma desordem do humor. É caracterizada por anorexia matinal (total falta de apetite pela manhã), hiperfagia noturna (grande ingesta de comida durante a noite) e insônia.

Apesar de não ser totalmente aceito como diagnóstico, é um comportamento que traz grande sofrimento aos pacientes e até mesmo
aos médicos que os tratam. Embora não exista um tratamento específico, inúmeras abordagens, inclusive farmacológicas, podem
ser tentadas para tentar trazer algum alívio para o paciente.

Por Rodrigo Moreira e Mariana Monteiro

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