Archive for Produção

Grupo abre inscrição para visitas a produtores de orgânicos em Teresópolis, RJ

Prezados amigos, clientes, colaboradores e simpatizantes
 
Visitaremos o Sitio Manacá localizado na Estrada Teresópolis-Nova Friburgo região serrana do Rio de Janeiro, do nosso estimado produtor Wagner, responsável por parte dos alimentos oferecidos na Feira Orgânica e Agroecológica de Santa Teresa.
Conheceremos toda rotina de produção orgânica, além de desfrutar um belo dia junto á natureza.
DATA DA VISITA : 24 de Agosto de 2014 (domingo)
LOCAL DE SAÍDA : Largo da Glória
HORÁRIO DE SAÍDA: 7:00 hs
HORÁRIO DE VOLTA: 16 hs
VALOR : R$ 120,00 (transporte + café da manhã orgânico + almoço orgânico + Show com a pianista Gláucia Leite + surpresa)
OBS.: 1 – Teremos disponível 30 lugares no ônibus.
           2 – Quem quiser ir com seu próprio veículo (pagará apenas R$ 80,00), será também bem vindo.
           3 – Os visitantes poderão fazer sua feira no local com preços especiais.
INFORMAÇÕES: Renato de Souza Martelleto <organicosparatodos@gmail.com>
 

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TRANSGÊNICO, A NOVIDADE IGNORADA

Nunca este artigo foi tão atual. Recebemos o mesmo no e-mail do Portal Verde em 2006. E agora, o governo brasileiro autorizou quase que completamente. Já não se encontra qualquer produto que contenha milho sem que o mesmo seja transgênico. E para a soja, já não há quase opção. Estamos investindo em repetir os erros das nações mais ricas, acreditando na lógica infantil de que “se eles seguiram por esse caminho e são ricos, então vou seguir também e terei resultados semelhantes”. Triste. (Arnaldo V. Carvalho, 2013)

 

 Burocraticamente ou quase, a folha, o Estado e o Valor deram hoje[12/1/06] o press-release da organização americana Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicação em Agrobiotecnologia (Issaa, na sigla em inglês) com os mais recentes números sobre o cultivo de transgênico do mundo.

A Folha e o Estado destacaram já no título que o Brasil passou de quarto para o terceiro produtor de plantas geneticamente modificadas (de 5 milhões de hectares semeados em 2004 para 9,4 milhões no ano passado). É um aumento de 88%, conforme ressaltou o Valor. As maiores culturas transgênica estão nos Estados Unidos e na Argentina.

Mas, enquanto o Estado abre a sua matéria informando que a área plantada com variedades trnasgênicas.

  • nos 21 países que praticam a agricultura de base biotecnológica – aumentou 11%, o Valor preferiu chamar a atenção desde o título,para fato de que indica uma desaceleração no setor 2004, a expansão tinha sido de 20%.

As lavouras transgênica cobrem 3 milhões de hectares , ou

3% da agricultura mundial. Aderiram aos transgênicos em 2005 a frança, o Irã, Portugal e a República Checa.

O relatório do Isaaa é o tipo de informação que cai no colo das redações, cada uma trabalhando menos ou mais a matéria- prima recebida. O que os jornais não fizeram,aproveitando o gancho, foi dar uma passeada pela internet para ver se seria possível enriquecer a história com eventuais outras novidades no pedaço.

Tivessem tomado essa providência elementar, teriam um prato cheio a oferecer ao público pagante, partindo do fato de que o único transgênico legalmente plantado no Brasil-e que teve o tal aumento de 88%-é a soja.

Isso porque acaba de ser divulgado o resultado perturbador de um estudo conduzido sobre efeitos da soja GM pela doutora Erina Ermakova, da Academia Russa de Ciências. O caso está contado no site www.rssl.com, especializado em questões alimentares.

O estudo verificou que ratos recém-nascidos de mães alimentadas com soja geneticamente modificada estavam cinco vezes mais propensos a morrer nas três primeiras semanas de vida do que os ratos cujas as mães consumiram soja convencional. Além disso 36%dos primeiros nasceram pesando muito menos do que os outros, entre os quais apenas 6% abaixo estavam do peso.

O site que deu a noticia ontem [11/1/06] acrescenta que a pesquisa faz de uma série de investigações recentes cujas descobertas revivem as preocupações com as segurança dos alimentos GM.

No domingo passado [8/1/06], por exemplo, o Independent de Londres informou que, segundo estudo italiano, a soja GM afeta o fígado e o pâncreas de ratos informou também que dados da própria Monsanto, megaempresa de sementes transgênicas, revelam que ratos submetidos a uma dieta rica em milho GM têm rins menores e mais hemácias (células de sangue) do que os outros- indícios de dano ao seu sistema imunológico.

Comentando a pesquisa russa, a Monsanto retrucou que ¨a maioria esmagadora dos estudos científicos independentes, publicadas e avaliados por outros cientistas, demonstra que a soja transgênica Roundup Ready pode ser consumida com segurança por ratos e por todas as demais espécies animais estudadas¨.

Quando é que a mídia nacional vai abocanhar o assunto?

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Agricultura orgânica e Agicultura Biodinâmica

Com o fim da Segunda Guerra Mundial houve um esforço dos países aliados para manter as indústrias bélicas funcionando. Surgiram então adaptações e estas passaram a produzir adubos químicos ao invés de explosivos, agrotóxicos ao invés de armas químicas e tratores agrícolas ao invés de tanques de guerra. Tudo isso em nome da segurança mundial e com a desculpa esfarrapada de controlar a fome no mundo, tida como a principal ameaça ao início de novas guerras.

 

Assim iniciou a chamada Revolução Verde, alavancada por uma política mundial de pesquisa, ensino, difusão e produção baseada em dinheiro subsidiado(crédito agrícola) para o uso exclusivo destes novos aparatos bélicos, digo, agrícolas. Todo esse processo permitiu uma rápida recuperação industrial e financeira dos principais países envolvidos na guerra, os quais desenvolveram um mercado global para seus produtos, ao mesmo tempo em que conseguiam transformar a agricultura de base familiar dos países mais pobres em agricultura de exportação de matérias primas baratas(milho e soja) para sustentar a criação de gado e porcos durante o rigoroso inverno da Europa e da América do Norte.

 

Tal como o traficante de drogas que oferece as primeiras doses de graça para conquistar os seus clientes a chamada Revolução Verde também fez com que agricultura tradicional, em poucas décadas se tornasse dependente dos agroquímicos, das sementes “melhoradas” e da mecanização. Logo após, os subsídios dos baixos juros do crédito agrícola foram sendo eliminado. Mas as catastróficas sequelas permanecem profundas. A produtividade das lavouras não aumentou proporcionalmente ao elevado incremento do uso de agroquímico, o que aumentou e muito, foram o surgimento de centenas de novas doenças e pragas nas lavouras e criações. Tudo isto requeria mais agroquímicos e deixou a atividade agrícola economicamente menos rentável e mais vulnerável a riscos de frustrações de safras. Em consequência, houve e ainda há, um elevado êxodo rural, que por sua vez contribuiu para o empobrecimento da periferia das grandes cidades, à miséria, à fome, à violência, etc. Também houve uma redução na manutenção da capacidade produtiva dos solos, erosão, enchentes, secas e, mais atualmente, apagões, além de poluição ambiental e alimentar em níveis preocupantes.

 

A revolução Verde, encobriu as outras formas mais naturais de agricultura. Por serem diferente do modelo de produção agroquímico industrial, elas foram chamadas de Escola de Agricultura Alternativa, as quais foram identificadas conforme seu surgimento e sua características particulares de práticas agrícolas.

 

O termo “Agricultura Orgânica” é utilizado mundialmente para designar todo o conjunto de diferentes tipos de Escolas de Agricultura Alternativa. Espalhadas pelo mundo todas apresentam muitos pontos em comum em relação aos seus fundamentos da prática agrícola, tais como a proibição de uso de agrotóxicos e adubos químicos solúveis, por entenderem que estes são prejudiciais a saúde do solo, das plantas, dos animais e do ser humano, além da ênfase no manejo da fertilidade biológica do solo, responsável por efeitos duradouras na fertilidade física e química do mesmo. Todas se empenham em produzir os chamados “Alimentos Orgânicos”, que seguem normas de produção e sofrem uma fiscalização e certificação de alguma instituição credenciada para garantir o controle de qualidade ao consumidor e facilitar a comercialização.

 

A Agricultura Biodinâmica é a mais antiga das Escolas e se fundamenta na Antroposofia, cosmovisão elaborada por Rudolf Steiner(1861-1925) que significa “sabedoria do homem”. Mas não se trata apenas de antropologia; trata-se na realidade, de uma ciência do Cosmo, tendo por centro e ponto de apoio o próprio homem. A Agricultura Biodinâmica (biológico – dinâmica) também incorpora técnicas agrícolas desenvolvidas por outras escolas, embora as complexas relações ecológicas que ocorrem no ambiente de produção agrícola, mergulha no saber de relações dinâmicas que ocorrem na multidimensionalidade do universo, compreendendo e trabalhando com as influências de diferentes qualidades de energias cósmicas sutis sobre o ritmo de crescimento e sobre a energia vital do solo, plantas e animais. A nossa saúde depende da saúde do alimento que comemos.

 

Hernandes Werner, Eng. Agrônomo        

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