Tribo indígena lança game sobre sua cultura

Por Vicente Carvalho
FONTE: http://www.hypeness.com.br/2016/01/tribo-indigena-no-acre-cria-game-sobre-sua-propria-historia-para-nao-deixar-morrer-sua-cultura/

Sabemos que a tecnologia tem um papel crucial em nossas vidas, que a faz intervir em boa parte das coisas que fazemos e pensamos no nosso dia a dia. Mas como usar todo esse aparato tecnológico a favor de temas como o fortalecimento da cultura de um povo?

A resposta parece mais simples do que você imagina: em forma de jogo! Foi assim que o povo Huni Kuin conseguiu levar adiante sua história.

Isso mesmo – em uma incrível parceria entre indígenas e não-indígenas, uma equipe de programadores, artistas e antropólogos, junto com elementos da comunidade, criou um videogame que é uma verdadeira aula de história. O projeto se chama Huni Kuin: os caminhos da jiboia e trata-se de um jogo de plataforma de 5 fases, onde cada fase conta uma antiga história desse povo.

O objetivo do game, que poderá ser baixado gratuitamente pela internet, é levar um pouco dessa cultura para a sociedade brasileira através de uma mídia moderna e uma forma de inclusão para lá de inovadora.

Os responsáveis pela criação, indígenas e não indígenas, fundaram inclusive um coletivo de produções audiovisuais chamado Beya Xinã Bena (Cultura Novo Tempo). Assista ao vídeo e divirta-se aprendendo:

 

Teaser – Huni Kuin: os caminhos da jiboia from Beya Xinã Bena on Vimeo

 

AMANHÃ DEBATE SOBRE O CONSUMO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS NO RJ

CARTA ENVIADA AO PORTAL VERDE POR RENATO MARTELETTO. O PORTAL VERDE APOIA INTEGRALMENTE. TODOS LÁ!

Prezados amigos, colaboradores e simpatizantes.

Diante o quadro preocupante da atual procedência dos alimentos consumidos em nosso país, onde os altos índices de agrotóxicos, conservantes, hormônios, transgênicos, poluição da água, etc. contaminam nossa alimentação, ocasionando o aumento de doenças degenerativas e comprometendo todo nosso ecossistema, realizaremos um debate para juntos encontrarmos soluções para este tema de altíssima relevância para as nossas famílias e futuras gerações.

Neste encontro público a intenção é esclarecermos aos consumidores a real importância dos alimentos orgânicos em nossa sociedade, além de informá-los todo procedimento que envolve produção, certificação e fiscalização, além de abordar outros assuntos importantes. 

Certo que com essa iniciativa estaremos contribuindo para a valorização da Agricultura Orgânica / Agroecológica e melhorias na alimentação de nosso país, aguardamos sua presença.

TEMAS QUE SERÃO ABORDADOS

– Histórico dos alimentos orgânicos em nossa cidade.

Quando e como esse movimento iniciou-se?

– Os malefícios dos agrotóxicos em nossas vidas.

O que está sendo feito para combater esses venenos?

– Preços.
Porquê alguns alimentos orgânicos ainda são mais caros ?

– Certificação.
Será que apenas um selo de garantia comprova a procedência dos produtos comercializados ?

– Fiscalização.
Existe rastreamento, controle e fiscalização desses alimentos?

– Crescimento.
Quando o consumo de alimentos orgânicos passará a ser um direito de todos ?

CONVIDADOS

 

AGROPRATA – Associação dos Produtores Orgânicos da Pedra Branca

– AGROVAGEM – Associação dos Produtores de Vargem Grande

– APEDEMA – Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente

– Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

– Certificadoras IBD, Ecocert e INT

– Cooperativa dos Produtores Orgânicos de Magé

– FIOCRUZ

– INCA

– Ministério Público

– PROCON

– SEBRAE

– Sitio da Minhoca  

– Vigilância Sanitária

 

Local: Restaurante Metamorfose         

Endereço: Rua  Santa Luzia, 405 sobreloja 201 – Castelo – Centro  

Dia: 20 de Agosto de 2014 (quarta-feira)

Horário: 16hs

Informações : 99194-6867  

Nunca duvide da capacidade de um pequeno grupo de dedicados cidadãos para mudar os rumos do planeta. Na verdade, eles são a única esperança de que isso possa ocorrer.” (Margareth Mead)

Pesquisa comprova efeitos do transgênico e agrotóxico

Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes.
O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta ? ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.
O estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população norte-americana em sua alimentação cotidiana.
Os resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consome esses dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.
O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado ontem (19/09) em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, aFood and Chemical Toxicology.
Segundo reportagem da AFP, Séralini afirmou que “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista. Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.
O artigo da Food and Chemical Toxicology mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue. As fotos também podem ser vistas em algumas das reportagens citadas ao final deste texto.
Séralini também explicou à AFP que “Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal”.
De acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas próprias empresas demandantes do registro.
O pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.
Um dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras, suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto. As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas através de uma escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então ?importado? pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam servidos aos ratos.
A história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de autoria do próprio Séralini, que será publicado na França em 26 de setembro sob o título ?Tous Cobayes !? (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.
Esse estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.
Com informações de:
EXCLUSIF. Oui, les OGM sont des poisons ! ? Le Novel Observateur, 19/09/2012.
AFP, 19/09/2012.
Referência do artigo:
“Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize”. Food and Chemical Toxicology, Séralini G.E. et al. 2012. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278691512005637
FONTE: Contribuição por e-mail, com links verificados por nós e artigo original encontrado corretamente.

Transgênicos eram motivo de medo há poucos anos atrás

Em nossos arquivos encontramos um alerta que denotava a preocupação pelos trangênicos. Imprensa refletia a preocupação governamental, de ambientalistas e do povo. Não demorou muito, com o apoio do governo eles entraram com tudo no mercado, a agricultura industrial coronelada pela Monsanto ganha pedaços de fortuna por vassalagem a essa Rainha de Copas, que corta cabeças artrópodas e ameaça a agricultura orgânica, familiar, e verdadeiramente sustentável, em seus sentidos mais amplos e profundos.

Recordar e entristecer que até aqui, o Brasil só perdeu. (Arnaldo V. Carvalho)

 

CONTRABANDO DE MILHO
 
O ministério da agricultura anunciou em janeiro o resultado de análise de laboratório com 41 amostras de milho no rio grande do sul folhas, espigas e grãos.
 
Uma delas apresentou resultado positivo para transgenia, com índice de 0,43%.
 
A amostra foi coletada numa casa comercial da região de santo Ângelo e destinava-se à alimentação animal.
O ministério determinou a suspensão da venda do produto.
 
 
A Superintendência Federal de Agricultura apurava denúncia de plantio ilegal de milho geneticamente modificado, informa a agência gaúcha Carta maior.
 
Plantio e venda de milho transgênico não são autorizados no país e o infrator está sujeito à prisão de até dois anos, além de multa. Em novembro, análise de Cotegipe indicara o milho RR GA21, da Monsanto, largamente utilizado na Argentina.
 
Repete-se portanto o padrão da introdução ilegal no Brasil de soja transgênica : virou fato consumado.
 
Mas o risco de contaminação é maior agora: o milho, ao contrário da soja, tem polinização aberta e cruzada e pode se propagar por até nove quilômetros com insetos, pássaros ou correntes de vento. Nos países onde o plantio de milho transgênico foi aprovado, há áreas de refúgio como forma de proteção. O plantio anárquico põe em risco avicultura e a suinocultura gaúchas: os países importantes exigem status de produto livre de transgênico. Preocupados, 21 frigoríficos da Associação Gaúcha de Avicultura decidiram bancar testes de transgenia do milho que fornecem aos animais.
 
Mas, como no caso da soja, a questão parece irreversível. A Monsanto desenvolve pesquisas com milho transgênico em Uberlândia (MG) e a CTNbio analisará, a partir deste fevereiro, dois pedidos pela aprovação do milho Guardian e Roundup Ready.

Desvendados efeitos a longo prazo de agrotóxico e transgênicos

Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes.
O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta ? ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.
O estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população norte-americana em sua alimentação cotidiana.
Os resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consome esses dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.
O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado ontem (19/09) em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, aFood and Chemical Toxicology.
Segundo reportagem da AFP, Séralini afirmou que “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista. Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.
O artigo da Food and Chemical Toxicology mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue. As fotos também podem ser vistas em algumas das reportagens citadas ao final deste texto.
Séralini também explicou à AFP que “Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal”.
De acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas próprias empresas demandantes do registro.
O pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.
Um dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras, suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto. As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas através de uma escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então ?importado? pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam servidos aos ratos.
A história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de autoria do próprio Séralini, que será publicado na França em 26 de setembro sob o título ?Tous Cobayes !? (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.
Esse estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.
Com informações de:
EXCLUSIF. Oui, les OGM sont des poisons ! ? Le Novel Observateur, 19/09/2012.
AFP, 19/09/2012.
Referência do artigo:
“Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize”. Food and Chemical Toxicology, Séralini G.E. et al. 2012. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278691512005637
FONTE: Contribuição por e-mail, com links verificados por nós e artigo original encontrado corretamente.

Inseticidas naturais

Livre-se de maneira natural de formigas, pulgões, ácaros, e outros animais que estejam infestando seu jardim ou vasos de plantas!

Recebemos por e-mail uma lista de soluções interessantes e naturais para diversas pragas. Para todas elas,
aplique os remédios caseiros com o borrifador até a cura da planta. Quando sentir melhora, dê um intervalo de 15 dias e repita. A partir daí, a aplicação quinzenal preventiva pode ser feita. Não pulverize sob o sol para não queimar as folhas.
1 – ORÉGANO COM VINAGRE

Aqueça o vinagre e faça um “chá de orégano” com ele. Borrife em folhas e caule. A solução detona fungos e repele formigas e alguns tipos de lagarta.chá cavalinha,

2 – CAMOMILA
Chá de camomila fortalece plantas jovens e fracas. Ponha flores num pote e despeje água fervente. Deixe em infusão por 5 minutos. Coe e espere esfriar antes de usar.
3 – HORTELÃ
Chá de hortelã repele insetos, inclusive formigas. Ponha a erva em água, para ferver. Cubra e deixe em infusão por três minutos. Coe e aplique depois de frio.
4 – FUMO DE CORDA
Calda de fumo contra cochonilhas, pulgões, larvas e ácaros. Pique 5 cm de fumo e ponha de molho por 24 horas, em água e 1 colher de álcool. Coe e dilua em água na proporção 1:3.
5 – TOMATEIRO
Chá de folha de tomateiro tem ação inseticida contra pulgões. Ferva um punhado de folhas e de pedacinhos de caule em 1,5 litro de água. Aplique frio.
6 – ALAMANDA
Calda de folhas de alamanda (contra pulgões). Ferva 5 folhas em 1,5 litro de água por 10 minutos. Deixe esfriar e pulverize. Use luvas para manusear as folhas.
7 – SOLUÇÃO DE PIMENTA-MALAGUETA
Indicação: Combate pulgões, vaquinhas, lagartas e grilos.
Ingredientes: 500 g de frutos de pimenta-malagueta (Capsicum frutescens), 4 l de água e 5 colheres (de sopa) de sabão de cocoem pó.
Modo de preparo: bata as pimentas no liquidificador com 2 litros de água até a maceração total. Coe o preparado e misture com o sabão de coco em pó, acrescentando os 2 litros de água restantes. No caso de utilização em espécies frutíferas, obedeça ao período de carência mínima de 12 dias da colheita, para evitar obter frutos com fortes odores.
8 – CALDA DE SABÃO
Indicação: Atua contra pulgões, ácaros, brocas e formigas
Ingredientes: 1 kg de sabão neutro em barra picado, 3 l de querosene e 3 l de água. Modo de preparo: derreta o sabão picado em uma panela com os 3 l de água. Quando estiver completamente fundido, desligue o fogo e acrescente o querosene, mexendo bem. Em seguida, dissolva 1 l dessa emulsão em 15 copos de água e aplique a cada 12 dias.
OUTRAS RECEITAS COM SABÃO
Indicação: Controla cochonilhas e lagartas
Ingredientes: 50 g de sabão de coco em pó e 5 litros de água fervente
Modo de preparo: adicione o sabão de coco em pó na água fervente. Essa solução deve ser pulverizada com frequência no verão e na primavera.
Indicação2: Afasta pulgões, cochonilhas e lagartas
Ingredientes: 1 colher (sopa) de sabão caseiro raspado e 5 litros  de água
Modo de preparo: dissolva na água o sabão caseiro raspado, mexendo bem. Essa calda deve ser aplicada sobre as plantas com o auxílio de pulverizador ou regador.
9 – CONFREI
Indicação: Previne pulgões em hortaliças e frutíferas e ainda funciona como adubo foliar.
Ingredientes: 1 kg de folhas de confrei (Sympriyfum officinale) e água para diluição
Modo de preparo: usando o liquidificador, triture as folhas de confrei com água ou deixe-as em infusão por 10 dias. Acrescente 10 litros de água e pulverize periodicamente as plantas.
10 – EMULSÃO DE ALHO
Indicação: Atua contra fungos, bactérias e pulgões
Ingredientes: 1 kg de alho, 5 litros de água, 100 gr de sabão picado e 20 colheres (café) de óleo mineral
Modo de preparo: moa bem fino os dentes de alho e deixe-os repousando por 24 horas no óleo mineral. Em outro recipiente, dissolva o sabão picado na água, de preferência quente. Depois, acrescente a emulsão de alho. Antes de usar, filtre e dilua a mistura em 20 partes de água.
11 – PIMENTA-DO-REINO
Indicação: Repele pulgões, ácaros e cochonilhas
Ingredientes: 100 g de pimenta-do-reino (Piper nigrum) em pó, 1 litro de álcool, 1 litro  de água e 60 g de sabão de coco.
Modo de preparo: durante sete dias, deixe a pimenta-do-reino descansando no álcool. Ferva a água com o sabão de coco. Deixe esfriar e junte as duas soluções. Separe 250 ml, coloque em 10 litros de água e pulverize.
12 – ÓLEO DE NIM
Indicação: Atua contra pulgões, lagartas, cochonilhas, ácaros, brocas, besouros, gafanhotos, nematóides e tripés.
Ingredientes: 10 ml  de  óleo de nim (encontrado em lojas de jardinagem) e 1 litro de água
Modo de preparo: dilua o óleo de nim na água e pulverize a planta.
13 – CHÁ DE CAVALINHA
Indicação: Afugenta insetos nocivos em geral
Ingredientes: 10 g de cavalinha (Equisetum arvense ou E. giganteum) seca ou 30 g de cavalinha verde, 1 litro de água para maceração e 9 litros de água para diluição.
Modo de preparo: ferva as folhas de cavalinha em 1 litro de água por 20 minutos. Dilua a calda resultante em 9 litros de água.
14 – CRAVO-DE-DEFUNTO
Indicação: Afasta pulgões, ácaros e algumas lagartas.
Ingredientes: 1 kg de folhas e/ou talo de cravo-de-defunto (Tagetes sp) e 10 litros de água
Modo de preparo: adicione as folhas e/ou talos de cravo-de-defunto na água. Leve ao fogo e deixe ferver durante meia hora, ou então pique e deixe de molho por dois dias. Coe o caldo obtido.
15 – MACERADO DE URTIGA
Indicação: Aumenta a resistência da planta e combate os pulgões.
Ingredientes: 500 g de urtiga (Urfica dioica) fresca ou 100 g de urtiga seca e 10 litros de água.
Modo de preparo: coloque a urtiga fresca ou seca na água por dois dias ou deixe curtir por 15 dias. Para a primeira forma de preparo, a aplicação pode ser imediata sobre as plantas atacadas. Para a segunda, deve ser diluída, sendo uma parte da solução concentrada para 10 partes de água.
16 – EMULSÃO DE ÓLEO
Indicação: Eficiente contra cochonilhas
Ingredientes: 2 litros de água, 1 kg de sabão comum (em pedra ou líquido) e 8 litros de óleo mineral.
Modo de preparo: pique o sabão (se for pedra), misture com o óleo e a água e leve ao fogo, mexendo sempre, até que levante fervura.  A mistura deve adquirir consistência de pasta. Guarde-a em um pote bem tampado e, na hora da aplicação, dissolva cerca de 50 g da pasta em água morna e dilua tudo em 3 litros de água.
17 – CALDA BORDALESA
Indicação: Controla fungos e bactérias
Ingredientes: um saco de pano, 100 g de sulfato de cobre (encontrado em lojas de jardinagem), 100 g de cal virgem, 10 litros de água e 2 recipientes plásticos.
Modo de preparo: use apenas recipientes plásticos, pois os metálicos podem reagir com o sulfato de cobre. Usando o saco de pano, prepare um sachê com o sulfato de cobre. Mergulhe-o em 9 litros de água por três a quatro horas, até o sulfato de cobre dissolver. Em outro recipiente, dilua a cal em 1 litro de água e despeje na solução preparada com o sulfato de cobre. Mexa bem. É necessário que a mistura tenha pH neutro ou alcalino. Para identificar, coloque um pouco da solução em uma lâmina de ferro. Se ficar acobreada, é porque está ácida. Para corrigir, dissolva mais cal, até que a lâmina não apresente a tonalidade acobreada.
18 – CALDA DE ENXOFRE
Indicação: Combate e controla alguns fungos
Ingredientes: 30 g de enxofre (encontrado em lojas de jardinagem) e 12 litros  de água.
Modo de preparo: dilua o enxofre em 1 litro de água. Depois de bem dissolvido, complete com o volume restante de água.

Marcha Mundial contra a Monsanto também no Rio de Janeiro.

O próximo sábado dia 25 de Maio está sendo organizado mundialmente a Marcha Mundial contra a Monsanto.

Sabemos que a referida empresa é responsável nos últimos 40 anos pela degradação do meio ambiente e comprometimento com a saúde da população mundial.

Aqui no Rio realizaremos um ato na saída do Metrô de Botafogo, esquinas das Ruas São Clemente e Muniz Barreto repudiando as suas ações.

Neste manifesto informaremos aos cidadãos o quanto de seus malefícios contra a população brasileira. 

Contamos com sua presença e apoio na divulgação de uma causa que é de interesse coletivo.

Nos encontramos lá.

Renato Martelleto

 

LOCAL : SAÍDA DO METRÔ DE BOTAFOGO

DATA : 25 DE MAIO DE 2013

HORÁRIO : 9HS

ENDEREÇO : RUA SÃO CLEMENTE ESQUINA COM RUA MUNIZ BARRETO 

 

Fora Monsanto !!!

 Quando o assunto é degradação do meio ambiente e comprometimento com a saúde da população mundial só existe um nome : Monsanto. 

Como podemos conviver e admitir uma relação com quem arruína nossa riqueza natural e deixa uma promessa de doenças para as futuras gerações ?

São 40 anos desta empresa multinacional americana colaborando com a destruição de nossas vidas.

Se diz em prol do desenvolvimento da agricultura, da melhoria da qualidade de vida dos produtores e do bem-estar do povo brasileiro.

Porém, em sua triste e obscura história consta á fabricação de herbicidas utilizados na guerra do Vietnã, o desenvolvimento dos alimentos transgênicos e o monopólio de sementes.

Muitos moradores próximos as suas fábricas e diversos funcionários já foram vitimas de contaminação de seus produtos.

Sua atuação global mostra o quanto de seus malefícios para a Mãe Terra.

Na Índia 95% das sementes de algodão são controladas pela empresa, que possui contratos de licenciamento com 60 empresas.

Na União Européia 36% dos  tomate e 32% dos pimentões são patenteados por ela.

 Nos Estados Unidos, fornece cerca de um terço das sementes de milho e nove de cada dez campos de soja são cultivados com a tecnologia Roundup Ready.

O Brasil é hoje o segundo maior semeador de transgênicos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, ocupando 70 milhões de hectares  de  produção em nosso país.

Não foi por acaso que no dia 25 de maio está sendo organizado a Marcha Global contra a Monsanto.  Por que contestar uma empresa que alega que os transgênicos são mais produtivos e vão acabar com a fome do mundo?

Simplesmente por ela não ser verdadeira. Em seu currículo de malfeitorias em prol do planeta podemos destacar recente pesquisa que comprova incidência  de câncer e morte em ratos alimentados com transgênicos. Como podemos acreditar em um alimento modificado geneticamente, também conhecido como “Frankstein” ?

A natureza é sabia e nos fornece alimentos de forma natural e sem cobranças.  

As doenças provocadas com seus venenos diabólicos não são instantâneos e sim gradativos, ou seja, os sintomas aparecem ao longo da vida.

Sabemos que esses tipos de empresas estão sempre aliadas a influências governamentais que facilitam sua legalidade em cada país de atuação.

Em nosso país a fiscalização dos alimentos transgênicos é pura fantasia, onde no mínimo, a identificação nos rótulos das embalagens deveriam existir ou pelo menos serem fáceis de identificação com a letra “T”.

    Enquanto não temos uma política séria de saúde pública temos que usar as nossas iniciativas.

Evite consumir alimentos que contenham em sua matéria prima soja, milho e batata.

Esses três são os maiores recordistas em produção transgênica no Brasil.

É importante também sabermos algumas marcas que costumam usar transgênicos em seus produtos:

Cheetos, Dona Benta, Elma Chips, Fandangos, Liza, Maizena,  Quaker, Soya e Yoki.

Pior do que a Monsanto, só mesmo a Monsanto.

Renato Martelleto

“Podem morrer as pessoas, mas nunca suas idéias.” (Ernesto Che Guevara)

TRANSGÊNICO, A NOVIDADE IGNORADA

Nunca este artigo foi tão atual. Recebemos o mesmo no e-mail do Portal Verde em 2006. E agora, o governo brasileiro autorizou quase que completamente. Já não se encontra qualquer produto que contenha milho sem que o mesmo seja transgênico. E para a soja, já não há quase opção. Estamos investindo em repetir os erros das nações mais ricas, acreditando na lógica infantil de que “se eles seguiram por esse caminho e são ricos, então vou seguir também e terei resultados semelhantes”. Triste. (Arnaldo V. Carvalho, 2013)

 

 Burocraticamente ou quase, a folha, o Estado e o Valor deram hoje[12/1/06] o press-release da organização americana Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicação em Agrobiotecnologia (Issaa, na sigla em inglês) com os mais recentes números sobre o cultivo de transgênico do mundo.

A Folha e o Estado destacaram já no título que o Brasil passou de quarto para o terceiro produtor de plantas geneticamente modificadas (de 5 milhões de hectares semeados em 2004 para 9,4 milhões no ano passado). É um aumento de 88%, conforme ressaltou o Valor. As maiores culturas transgênica estão nos Estados Unidos e na Argentina.

Mas, enquanto o Estado abre a sua matéria informando que a área plantada com variedades trnasgênicas.

  • nos 21 países que praticam a agricultura de base biotecnológica – aumentou 11%, o Valor preferiu chamar a atenção desde o título,para fato de que indica uma desaceleração no setor 2004, a expansão tinha sido de 20%.

As lavouras transgênica cobrem 3 milhões de hectares , ou

3% da agricultura mundial. Aderiram aos transgênicos em 2005 a frança, o Irã, Portugal e a República Checa.

O relatório do Isaaa é o tipo de informação que cai no colo das redações, cada uma trabalhando menos ou mais a matéria- prima recebida. O que os jornais não fizeram,aproveitando o gancho, foi dar uma passeada pela internet para ver se seria possível enriquecer a história com eventuais outras novidades no pedaço.

Tivessem tomado essa providência elementar, teriam um prato cheio a oferecer ao público pagante, partindo do fato de que o único transgênico legalmente plantado no Brasil-e que teve o tal aumento de 88%-é a soja.

Isso porque acaba de ser divulgado o resultado perturbador de um estudo conduzido sobre efeitos da soja GM pela doutora Erina Ermakova, da Academia Russa de Ciências. O caso está contado no site www.rssl.com, especializado em questões alimentares.

O estudo verificou que ratos recém-nascidos de mães alimentadas com soja geneticamente modificada estavam cinco vezes mais propensos a morrer nas três primeiras semanas de vida do que os ratos cujas as mães consumiram soja convencional. Além disso 36%dos primeiros nasceram pesando muito menos do que os outros, entre os quais apenas 6% abaixo estavam do peso.

O site que deu a noticia ontem [11/1/06] acrescenta que a pesquisa faz de uma série de investigações recentes cujas descobertas revivem as preocupações com as segurança dos alimentos GM.

No domingo passado [8/1/06], por exemplo, o Independent de Londres informou que, segundo estudo italiano, a soja GM afeta o fígado e o pâncreas de ratos informou também que dados da própria Monsanto, megaempresa de sementes transgênicas, revelam que ratos submetidos a uma dieta rica em milho GM têm rins menores e mais hemácias (células de sangue) do que os outros- indícios de dano ao seu sistema imunológico.

Comentando a pesquisa russa, a Monsanto retrucou que ¨a maioria esmagadora dos estudos científicos independentes, publicadas e avaliados por outros cientistas, demonstra que a soja transgênica Roundup Ready pode ser consumida com segurança por ratos e por todas as demais espécies animais estudadas¨.

Quando é que a mídia nacional vai abocanhar o assunto?

Agricultura orgânica e Agicultura Biodinâmica

Com o fim da Segunda Guerra Mundial houve um esforço dos países aliados para manter as indústrias bélicas funcionando. Surgiram então adaptações e estas passaram a produzir adubos químicos ao invés de explosivos, agrotóxicos ao invés de armas químicas e tratores agrícolas ao invés de tanques de guerra. Tudo isso em nome da segurança mundial e com a desculpa esfarrapada de controlar a fome no mundo, tida como a principal ameaça ao início de novas guerras.

 

Assim iniciou a chamada Revolução Verde, alavancada por uma política mundial de pesquisa, ensino, difusão e produção baseada em dinheiro subsidiado(crédito agrícola) para o uso exclusivo destes novos aparatos bélicos, digo, agrícolas. Todo esse processo permitiu uma rápida recuperação industrial e financeira dos principais países envolvidos na guerra, os quais desenvolveram um mercado global para seus produtos, ao mesmo tempo em que conseguiam transformar a agricultura de base familiar dos países mais pobres em agricultura de exportação de matérias primas baratas(milho e soja) para sustentar a criação de gado e porcos durante o rigoroso inverno da Europa e da América do Norte.

 

Tal como o traficante de drogas que oferece as primeiras doses de graça para conquistar os seus clientes a chamada Revolução Verde também fez com que agricultura tradicional, em poucas décadas se tornasse dependente dos agroquímicos, das sementes “melhoradas” e da mecanização. Logo após, os subsídios dos baixos juros do crédito agrícola foram sendo eliminado. Mas as catastróficas sequelas permanecem profundas. A produtividade das lavouras não aumentou proporcionalmente ao elevado incremento do uso de agroquímico, o que aumentou e muito, foram o surgimento de centenas de novas doenças e pragas nas lavouras e criações. Tudo isto requeria mais agroquímicos e deixou a atividade agrícola economicamente menos rentável e mais vulnerável a riscos de frustrações de safras. Em consequência, houve e ainda há, um elevado êxodo rural, que por sua vez contribuiu para o empobrecimento da periferia das grandes cidades, à miséria, à fome, à violência, etc. Também houve uma redução na manutenção da capacidade produtiva dos solos, erosão, enchentes, secas e, mais atualmente, apagões, além de poluição ambiental e alimentar em níveis preocupantes.

 

A revolução Verde, encobriu as outras formas mais naturais de agricultura. Por serem diferente do modelo de produção agroquímico industrial, elas foram chamadas de Escola de Agricultura Alternativa, as quais foram identificadas conforme seu surgimento e sua características particulares de práticas agrícolas.

 

O termo “Agricultura Orgânica” é utilizado mundialmente para designar todo o conjunto de diferentes tipos de Escolas de Agricultura Alternativa. Espalhadas pelo mundo todas apresentam muitos pontos em comum em relação aos seus fundamentos da prática agrícola, tais como a proibição de uso de agrotóxicos e adubos químicos solúveis, por entenderem que estes são prejudiciais a saúde do solo, das plantas, dos animais e do ser humano, além da ênfase no manejo da fertilidade biológica do solo, responsável por efeitos duradouras na fertilidade física e química do mesmo. Todas se empenham em produzir os chamados “Alimentos Orgânicos”, que seguem normas de produção e sofrem uma fiscalização e certificação de alguma instituição credenciada para garantir o controle de qualidade ao consumidor e facilitar a comercialização.

 

A Agricultura Biodinâmica é a mais antiga das Escolas e se fundamenta na Antroposofia, cosmovisão elaborada por Rudolf Steiner(1861-1925) que significa “sabedoria do homem”. Mas não se trata apenas de antropologia; trata-se na realidade, de uma ciência do Cosmo, tendo por centro e ponto de apoio o próprio homem. A Agricultura Biodinâmica (biológico – dinâmica) também incorpora técnicas agrícolas desenvolvidas por outras escolas, embora as complexas relações ecológicas que ocorrem no ambiente de produção agrícola, mergulha no saber de relações dinâmicas que ocorrem na multidimensionalidade do universo, compreendendo e trabalhando com as influências de diferentes qualidades de energias cósmicas sutis sobre o ritmo de crescimento e sobre a energia vital do solo, plantas e animais. A nossa saúde depende da saúde do alimento que comemos.

 

Hernandes Werner, Eng. Agrônomo        

Carta do médico e ambientalista Márcio Bontempo aos ecologistas

Carta do médico e ambientalista
Márcio Bontempo aos ecologistas:

Prezado companheiro(a) ecologista,

Coerência é uma coisa exigida para autenticar o que fazemos, fazer com que
nos respeitem e com que respeitemos a nós mesmos. Um verdadeiro ecologista
não apenas milita pela natureza, mas procura viver e ser um exemplo de ação
em todos os sentidos. Além de crítico, defensor e patrulheiro, é preciso ser
também um autocrítico e conhecer todas as possibilidades de proteger a
natureza. Temos visto ecologistas que lutam pela defesa do meio ambiente,
mas não dão bom exemplo em termos de comportamento e hábitos. E não é por
atirarem lixo pela janela, comprarem detergente não biodegradável, usarem
demais o automóvel e menos a bicicleta, fumarem, ou outros maus exemplo de
atitudes antiecológicas. Estamos falando de hábitos que produzem efeitos
piores e que são comuns a muitos companheiros. Estamos falando da dieta
antiecológica. Sabia disso ? Sabia que é possível ajudar a natureza,
simplesmente selecionando melhor os alimentos e escolhendo-os com
consciência ? Por exemplo: não comendo carne! Quer saber como? Aqui vão
alguns dados importantes…

(por favor, resista aos impulsos obscuros que tendem a evitar o contato com
verdades e fatos que podem perturbar a rotina dos hábitos e vícios
alimentares enraizados e atávicos, mais baseados nos desejos gulosos, e
leia!)

A produção de gado, sem contarmos com o caso dos frangos e porcos, é uma
ameaça primária ao meio-ambiente global. É um dos principais contribuintes
para o desmatamento, a erosão do solo e conseqüente desertificação, a
escassez de água, a poluição dos rios, lençóis freáticos, mares e mananciais
de águas, o esgotamento dos combustíveis fósseis, efeito estufa, extinção de
animais e perda da biodiversidade.

Quase a metade da massa de terra do globo é usada como pasto para gado e
outras criações. Cerca de 80% de todo o desmatamento e desaparecimento de
florestas, no planeta inteiro, deve-se à pecuária. Em pastos muito férteis,
2,5 acres podem sustentar uma vaca por ano, em pastos de qualidade marginal,
é preciso 50 ou mais acres.
Se não reduzirmos em pelo menos 20% o consumo de carne bovina no Brasil, até
2020 não teremos mais mata atlântica.
Fazendas de gado são uma causa primária do desmatamento na América Latina.
Desde 1960, mais de 1/4 de todas florestas da América Central foram
arrasadas para criar pastos para o gado. Quase 70% da terra desmatada no
Panamá e Costa Rica agora é pasto.

Apenas um só hambúrguer médio requer o desmatamento de aproximadamente 6
metros de floresta tropical e a destruição de 165 libras de matéria viva
incluindo 20 a 30 diferentes espécies vegetais, 100 espécies de insetos, e
dúzias de espécies de aves, mamíferos, e répteis.

Erosão do Solo e Desertificação

O gado degrada a terra ao tirar a vegetação e compactar a terra. Cada animal
que pasta num campo aberto come 900 libras de vegetação a cada mês. Seus
poderosos cascos pisoteiam a vegetação e comprimem o solo com um impacto de
24 libras por polegada quadrada.

Escassez de água

Produzir uma libra de proteína de carne muitas vezes requer até 16 vezes
mais água que produzir uma quantidade equivalente de proteína vegetal. Só
para produzir uma porção de proteína de ave, são necessárias 100 vezes mais
água do que seria exigido para a mesma porção de proteína vegetal de soja.

Esgotamento dos combustíveis fósseis

Atualmente é necessário um galão de gasolina para produzir uma libra de
carne alimentada com grãos nos EUA. O consumo anual de carne de uma
família americana comum com quatro pessoas, requer mais de 260 galões de
combustível e libera 2.5 toneladas de CO2 para a atmosfera, o mesmo tanto que um carro comum libera num período de 6 meses.

Efeito estufa

O gado emite metano, outro gás do efeito estufa, via arrotos e flatulência.
Cientistas estimam que mais de 500 milhões de toneladas de metano são
liberadas a cada ano e que os 1,3 bilhões de gado e outras criações
ruminantes do mundo, emitem aproximadamente 60 milhões de toneladas ou 12%
do total de todas as fontes. Metano é um sério problema porque uma molécula de metano retém 25 vezes mais calor solar que uma molécula de CO2.

O consumo de carne e a fome no mundo

Uma alimentação vegetariana, além de favorecer a saúde, de contribuir para a
preservação ambiental, é uma opção que tem por base a consciência quanto a
aspectos sócio-econômicos. Optar por uma dieta vegetariana, contribui, de
alguma forma, para reduzir a situação intolerável da fome no mundo. Vejamos
como:

Segundo a FAO (Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura) a produção de carne causa fome e pobreza humana, ao desviar grãos e terras férteis para sustentar gado em vez de pessoas. Nos países em desenvolvimento, a produção de carne perpetua e intensifica a pobreza e injustiça, particularmente se a ração do gado ou aves é produzida para exportação. Se conservássemos a produção de cereais e a distribuíssemos aos pobres e subnutridos, em vez de dá-la ao gado, poderíamos facilmente alimentar quase toda a população subnutrida do mundo.

Muitos ambientalistas não têm a informação de que o consumo de carne é
danoso para o meio ambiente. Mas o que preocupa é que muitos, ao receberem
essa informação, continuam a comer carne.

Com base nessas informações, uma das coisas mais incoerentes e absurdas é um
ato ecológico, evento ou encontro ambiental, “coroado” com um “bom
churrasco”. O “churrasco ecológico….”

Tenho visto companheiros que tomam conhecimento destas coisas e continuam a
comer carne. Essa atitude é a expressão de uma fraqueza. Mas tenho visto
companheiros valorosos que percebem ser o simples ato de não comer carne
vermelha, um grande passo que acaba por gratificar-nos interiormente de um
modo inexplicável, pois a nossa auto estima, nosso auto-respeito nos
fortalecem nessa decisão. Sabe aquela sensação de vitória, de poder interno?
E o contrário disso, quando você acaba comendo carne e depois a consciência
pesa…E fica pesada, por muito tempo…Quer dizer, o prazer que o churrasco
ou a picanha lhe proporcionaram, não valeu, foi momentâneo, rápido e curto
para poder compensar esse peso que lhe acompanha agora.

Mas vc tem uma alternativa se quiser — ao menos reduzir ou anestesiar um
pouco — esse tormento: vc pode fazer como a maioria dos “ecologistas”, que é
enganar a si próprio e negar os apelos da consciência (que, no entanto, vai
estar sempre lha chamando de idiota…); para tentar abafar um pouco a
pressão, vc pode fazer piadinhas sem graça sobre a comida vegetariana, pode
“gozar” algum companheiro “veggie” oferecendo um sanduíche de grama…Num
grupo, pode exibir aquele sorriso besta afirmando — sempre sem graça por
dentro – que “nada como uma boa carninha…”. Mas, no fundo, sabe que o
preço que vc paga por essa atitude trivial é a perda do próprio respeito.
Sabe, uma vez que vc recebe uma informação importante e verdadeira, vc
adquire responsabilidade quanto ao que fará quanto a isso a seguir…

E, por favor, não se valha desse argumento desgastado, batido e já sem graça de que vc precisa de proteínas…Hoje sabemos que a dieta vegetariana é muito mais saudável e completa, inclusive prevenindo as doenças que a carne transmite. Inclusive, vc mesmo sabe que existem cardápios e pratos deliciosíssimos que não precisam levar carne. Tenha dó! Mas já pensou no exemplo vivo e consciente que vc vai ser se parar de comer carne?

Da próxima vez, quando vc for comer um pedaço de carne, uma picanha ou um
hambúrguer, tenho a certeza de que vc vai lembrar de mim. Vai lembrar que
está ajudando a destruir um pouco daquilo que vc defende, a natureza. E vai
sentir que está sendo incompleto, fraco e incoerente. Vai se sentir mal com
consigo mesmo e com a sua fraqueza, que é de passar por cima de um apelo
mais profundo da consciência – pois vc sabe que está errado – simplesmente
por ceder a um mero e fugaz desejo de prazer. Pior quando a gente usa
pretextos infundados e infantis para comer um pedaço de animal. E, por
favor, não me venha dizendo que isto é conversa de vegetariano, “natureba”,
etc. Amigo! Amiga! … é mais um pretexto, mais um truque do seu lado ainda
fraco. E pior, vc sabe disso, e sabe que eu tenho razão…E olha que eu
estou lhe dando um voto de confiança, considerando que vc não vai nem pensar
em usar o argumento irracional de que “de que adianta eu não comer carne se
tanta gente come..” ou, mais insano e alienado ainda: “mesmo se eu parar,
nada vai mudar”. Olha lá, heim! Há muito tempo sabemos que o global é um
reflexo de soma das atitudes e ações de cada pessoa. Não fosse assim não
adiantaria praticar atos ecológicos, pois os outros estariam poluindo….
Cuidado. Essa é a nossa primeira lei. Atento!

Um ecologista autêntico é completo mesmo. É TOTAL. Tem dignidade para
respeitar a si mesmo e a sua consciência. Tem força para superar seus desejos e fraquezas. De que outro modo vc pode exigir coerência dos outros, dos destruidores da natureza, dos poluidores? Não é apelando para a consciência deles que vc atua para proteger a natureza? Não é assim? Vc pede que tenham consciência de que estão destruindo o futuro, agredindo a natureza, etc. Só assim vc pode e tem atuado. Você e os grupos ambientalistas do mundo inteiro. Não há outro modo. Pois então, eu também estou pedindo isso à vc: que tenha consciência de que comer carne é simplesmente, e nada mais do que isso, a atitude pessoal mais antiecológica possível. Pense nisso, companheiro. Pense nisso.

Em abraço ecológico,

Marcio Bontempo — mb@portalbontempo.com.br

Para maiores informações e para ter segurança plena de que uma dieta sem
carne é mais saudável e ecologicamente correta, adquira nas boas livrarias a
obra ALIMENTAÇÃO PARA UM NOVO MUNDO, de Marcio Bontempo, editada pela
Record.