QUEM É O VERDADEIRO CRIMINOSO AMBIENTAL?

QUEM É O VERDADEIRO CRIMINOSO AMBIENTAL?

José Zeferino da Silva, o Zeca dos Passarinhos.
Brasileiro, casado, desempregado. Detido por fiscais do Ibama, espancado e engaiolado por tentar vender um casal de pardais na feira de Duque de Caxias, em Belém do Pará. Crime contra a natureza, inafiançável. Foi visto numa cela infecta e promíscua de delegacia, comendo o pão que o diabo amassou.

José da Silva, descascador de árvore.
Brasileiro, casado, desempregado. Detido pela polícia e engaiolado por descascar árvores para fazer chá, também em uma feira no Pará. Crime contra a natureza, inafiançável. Foi visto numa cela infecta e promíscua de delegacia, comendo o pão que o diabo amassou.

Henri Philippe Reichstul, Presidente da PETROBRÁS, responsável pelo derramamento de 1,29 milhão de litros de petróleo da Refinaria de Duque de Caxias que poluíram a Baía de Guanabara/RJ em 18/01/00; pelo rompimento da vedação de uma monobóia, que espalhou 18 mil litros de óleo perto da praia de Tramandaí/RS, em 11/03/00; e mais recentemente, o vazamento de mais de 4 milhões de litros da Refinaria Getúlio Vargas, em Araucária/PR, manchando em mais de 20Km os rios Barigüi e Iguaçu, matando milhares de peixes e pássaros marinhos. Crime contra a natureza, inafiançável. Encontra-se em liberdade. Foi visto jantando num restaurante do Rio.

Não concordar já é um bom começo…

ESSA CARTA CHEGOU ENCAMINHADA AO NOSSO E-MAIL. CONSIDERAMOS A MESMA DE EXTREMA RELEVANCIA, E ASSIM RESOLVEMOS PUBLICÁ-LA AQUI, NA ÍNTEGRA.

 
ATENÇÃO: CASO A PUBLICAÇÃO DESSE TEXTO FIRA QUALQUER DIREITO, POR FAVOR, ESCREVA PARA QUE POSSAMOS PROVIDENCIAR SUA RETIRADA.

MONSANTO VEICULA PROPAGANDA ENGANOSA SOBRE TRANSGÊNICOS

ECOLOGIA

POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS

ESSA CARTA CHEGOU ENCAMINHADA AO NOSSO E-MAIL. CONSIDERAMOS A MESMA DE EXTREMA RELEVANCIA, E ASSIM RESOLVEMOS PUBLICÁ-LA AQUI, NA ÍNTEGRA.

Boletim Extra – 15 de dezembro de 2003

MONSANTO VEICULA PROPAGANDA ENGANOSA SOBRE TRANSGÊNICOS

“Imagine um mundo que preserve a natureza, o ar, os rios.

Onde a gente possa produzir mais com menos agrotóxicos,

sem desmatar as florestas.

 

Imagine um mundo com mais alimentos e os alimentos mais

nutritivos e as pessoas com mais saúde.

Já pensou? Ah, mas você nunca imaginou que os

transgênicos podem ajudar a gente nisso.

 

Você já pensou num mundo melhor?

 

Você pensa como a gente.

Uma iniciativa Monsanto com apoio da Associação Brasileira de Nutrologia”.

 

A Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos vem a público manifestar seu repúdio à publicidade que vem sendo veiculada pela empresa Monsanto na TV, em rádios e na imprensa escrita. Numa abordagem “emocional”, a campanha publicitária busca aproximar o público formador de opinião do tema da biotecnologia e dos transgênicos estabelecendo uma relação inexistente dos transgênicos com a conservação do meio ambiente.

 

O comercial tenta levar o consumidor a acreditar que a segurança alimentar e ambiental dos produtos transgênicos já está mais do que comprovada, citando benefícios que a biotecnologia poderia proporcionar.

 

O anúncio começa insinuando que os transgênicos poderiam ajudar a “preservar a natureza, o ar e os rios”.

 

É importante que se esclareça que existem apenas dois “tipos” de plantas transgênicas sendo produzidas comercialmente hoje em dia.

 

As primeiras, que somam 75% das plantas transgênicas produzidas mundialmente, apresentam a característica de serem resistentes a herbicidas (agrotóxicos específicos para matar mato). Ou seja, se antes o agricultor utilizava o agrotóxico com cuidado, sob risco de prejudicar a própria lavoura, com esses cultivos ele pode pulverizar o produto à vontade sobre a lavoura que todas as plantas morrerão, salvo as transgênicas. Notem que a Monsanto, que desenvolveu estas sementes transgênicas, é também quem produz o herbicida ao qual elas resistem.

 

O segundo tipo, que concentra 17% dos transgênicos produzidos atualmente, são as chamadas plantas inseticidas (ou Bt), que receberam genes de uma bactéria do solo e passaram a produzir toxinas inseticidas. Quando o inseto se alimenta de qualquer parte da planta Bt, ele morre.

 

Os 8% restantes dos transgênicos combinam as duas características citadas acima: resistência a herbicidas e propriedades inseticidas.

 

Até o presente momento, não se observou nenhuma relação de benefício das plantas resistentes a herbicidas ou das plantas inseticidas (Bt) sobre a natureza, o ar ou os rios.

 

Pelo contrário, as plantas resistentes a herbicidas têm consumido maiores quantidades de herbicida do que as convencionais, contaminando mais os rios, o solo, os animais, os agricultores e os consumidores, enquanto nas plantas Bt a diminuição do uso de agrotóxicos se anula em poucos anos (Benbrook, 2003). Paralelamente, têm-se verificado que as plantas Bt podem prejudicar insetos benéficos, afetando o equilíbrio ambiental (Losey, 1999; Hansen e Obrycki, 1999).

 

A propaganda segue insinuando que com os transgênicos se “possa produzir mais com menos agrotóxicos, sem desmatar as florestas”.

 

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos vêm demonstrando que a soja transgênica resistente a herbicida tem produtividade entre 5 e 10% menor do que a soja convencional (Elmore et al., 2001 e Benbrook, 2001a). Nas outras culturas transgênicas, o saldo de produtividade tem sido menor ou igual ao das plantas convencionais (Fulton e Keyowski, 1999; Benbrook, 2002, http://www.iatp.org; Shoemaker, 2001).

 

E conforme acabamos de citar, não se nota diminuição no uso de agrotóxicos nestas lavouras. Também é relevante observar que nos últimos anos o consumo de glifosato (princípio ativo do herbicida Roundup) no Rio Grande do Sul quase triplicou — justamente no período em que se alastrou o cultivo ilegal da soja transgênica naquele estado (1998 a 2001, dados do IBAMA).

 

É igualmente inaceitável a afirmação de que os alimentos transgênicos contribuem para a diminuição do desmatamento. As culturas transgênicas existentes no mercado (soja, milho, algodão e canola somam mais de 99% destas culturas) são todas commodities de exportação, cuja produção se dá em vastas extensões de monocultura. No Brasil os grandes fazendeiros têm comprado terras no Cerrado e na Amazônia, ampliando a fronteira agrícola para o plantio de soja.

 

A propaganda da Monsanto insinua ainda que os transgênicos proporcionariam “alimentos mais nutritivos e as pessoas com mais saúde”.

 

Sobre isso é fundamental ter claro que os alimentos transgênicos ainda não foram devidamente avaliados quanto à sua segurança para a saúde dos consumidores em nenhum país do mundo (Roig e Arnáiz, 2000).

 

Como se não bastasse, a Monsanto está solicitando à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Ministério da Saúde) o aumento em 50 vezes do Limite

Máximo de Resíduo (LMR) de glifosato nos grãos de soja transgênica, o que poderá prejudicar os consumidores, uma vez que existem diversos estudos demonstrando efeitos nocivos do glifosato à saúde (Walsh et al, 2000; Hardell e Eriksson, 1999; Oliva et al, 2001).

 

A Monsanto vem se recusando a realizar o Estudo de Impacto Ambiental da soja transgênica no Brasil desde 1998, quando a Justiça brasileira condicionou a liberação deste produto à realização do Estudo.

 

No mesmo sentido, a Monsanto vem lutando contra a implementação de regras de rotulagem plena dos alimentos transgênicos, o que permitiria aos consumidores exercer o direito à informação e o direito à escolha.

 

Se a Monsanto tem tanta certeza da segurança de seus produtos transgênicos para a saúde e o meio ambiente, por que se recusa a realizar os estudos de impacto e as avaliações de risco? Por que vem tentando burlar — e mudar — as leis brasileiras para liberar seus produtos sem qualquer avaliação?

 

Se o interesse da Monsanto é “demonstrar” ao grande público a segurança de seus produtos, a realização dos estudos exigidos pela legislação brasileira seria bem mais eficiente do que a veiculação da campanha publicitária produzida. Não seria mais responsável investir na realização das avaliações de riscos os R$ 6 milhões gastos em propaganda?

 

Por último, mas não menos importante, apresentamos nosso repúdio e espanto pelas imagens apresentadas na publicidade com mães grávidas e crianças, sob música de fundo dizendo “que mundo maravilhoso” (What a wonderful world), induzindo a idéia de que os transgênicos são seguros e mais nutritivos, enquanto Estudos da Royal Society do Reino Unido em 2002 recomendaram ao governo inglês especial atenção aos alimentos transgênicos destinados à alimentação infantil ou de nutrizes, pelos riscos que podem representar. Seus autores chegaram a declarar que “bebês amamentados por mamadeira podem ficar subnutridos se alimentados com fórmulas infantis geneticamente modificadas em função da inadequação de regulamentação e regime de testes para alimentos transgênicos” (Daily Telegraph, 05/02/02 e The Independent, 04/02/02).

 

Além de enganosa, a publicidade da Monsanto faz propaganda de produtos proibidos no País. Apesar de as medidas provisórias 113 (convertida na Lei 10.688) e 131 terem autorizado, respectivamente, a comercialização e plantio de soja transgênica obtida e cultivada ilegalmente no País, a venda de sementes transgênicas continua proibida pela Justiça.

 

A Lei nº 8.078/90 — Código de Defesa do Consumidor (CDC) — assegura como direitos básicos do consumidor a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, bem como a efetiva prevenção de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos (art. 6º, III e IV).

 

Além disso, o CDC considera enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, propriedades, origem e quaisquer outros dados sobre produtos ou quando deixa de informar dado essencial do produto (art. 37 §§ 1º e 3º).

 

Assim sendo, espera-se que o Ministério Público, o Ministério da Justiça e o Poder Judiciário brasileiro tomem as providências cabíveis para suspender imediatamente a veiculação da campanha publicitária da Monsanto e para garantir que a empresa se obrigue a financiar a veiculação de contrapropaganda em igual duração, número de exibições e horários, visando a esclarecer a população brasileira quanto à veracidade dos fatos acerca dos produtos transgênicos.

 

 

Consultem as Referências:

 

Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos

 

Este Boletim é produzido pela AS-PTA – Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa [Tel.: (21) 2253-8317 / E-mail: livredetransgenicos@aspta.org.br]

 

=> Acesse a Cartilha “POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS” via Internet

 

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

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A Era de Frankenstein

A Era de Frankenstein

Eduardo Galeano

Em seu romance Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley havia profetizado a fabricação de seres humanos em série. Em tubos de ensaio de laboratórios, os embriões se desenvolveriam de acordo com sua futura função na escala social, desde os alfas, destinados ao mando, até os ipisilones, produzidos para a servidão.

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Setenta anos depois, a biogenética nos promete, como presente do recém-nascido milênio, uma nova raça humana. Mudando o código genético das gerações futuras, a ciência produzirá seres inteligentes, belos, saudáveis e talvez imortais, de acordo com o preço que cada família possa pagar. James Watson, prêmio Nobel, descobridor da estrutura do ADN e chefe do Projeto Genoma Humano, predica o despotismo científico. Watson se nega a aceitar limite algum para a manipulação das células humanas reprodutivas: nenhum limite à pesquisa, nem ao negócio. Sem papas na língua, proclama: “Devemos nos manter à margem dos regulamentos e das leis”.
Gregory Pence, que dita a cátedra de ética médica na Universidade de Alabama, reivindica o direito dos pais a escolher os filhos que terão, “da mesma forma que os criadores fazem cruzamento buscando o cão mais adequado a uma família”.
E o economista Lester Thurow, do Massachusetts Institute of Tecnology, exitoso teórico do êxito, se pergunta quem poderia negar-se a programar um filho com maior coeficiente intelectual. “Se o senhor não fizer isso” — adverte — “seus vizinhos farão, e então seu filho será o mais bobo do bairro”.

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Se a sorte nos acompanhar, as estufas da futura geração irão gerar super-crianças parecidas a esses gênios. O melhoramento da espécie humana já não irá exigir os fornos a gás onde a Alemanha purificou a raça, nem a cirurgia que os Estados Unidos, a Suécia e outros países realizaram para evitar que fossem reproduzidos os produtos humanos de baixa qualidade. O mundo fabricará pessoas geneticamente modificadas, como já fabrica alimentos geneticamente modificados.
2001, odisséia no espaço: já estamos em 2001 e já comemos comida química, como havia anunciado, há mais de trinta anos, o filme de Stanley Kubrick. Agora, os gigantes da indústria química nos dão de comer. Questão de siglas: depois de produtos como o DDT, que finalmente foram proibidos quando já fazia anos que se sabia que davam mais câncer que felicidade, chegou a vez dos GM, os alimentos geneticamente modificados. Dos Estados Unidos, da Argentina e do Canadá, os GM invadem o mundo inteiro, e somos todos cobaias desses experimentos gastronômicos dos grandes laboratórios.

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Na verdade, nem sabemos o que estamos comendo. A não ser por raras exceções, as etiquetas dos alimentos não nos advertem que eles contêm ingredientes que sofreram a manipulação de um ou de vários genes. A empresa Monsanto, a principal abastecedora, não inclui esse dado em suas etiquetas de origem, nem mesmo no caso do leite proveniente de vacas tratadas com hormônios transgênicos de crescimento. Esses hormônios artificiais favorecem o câncer da próstata e dos seios, segundo várias pesquisas publicadas em The Lancet, Science, The International Journal of Health Services e outras revistas científicas, mas a Food and Drug Administration dos Estados Unidos autorizou a venda do leite sem menção nas etiquetas, porque afinal das contas os hormônios apressam o crescimento e aumentam o rendimento, e portanto, também aumentam a rentabilidade e o lucro. Primeiro o que vem primeiro, e em primeiro lugar, a saúde da economia. Seja como for, quando a Monsanto é obrigada a confessar o que vende, como no caso dos herbicidas, a coisa não muda muito. Faz alguns anos a empresa precisou pagar uma multa por causa de “setenta e cinco menções inexatas” nos galões do venenoso herbicida Roundup. Foi a preço de ocasião. Três mil dólares por cada mentira.
Alguns países se defendem, ou pelo menos, tentam se defender. Na Europa, a importação de produtos da engenharia genética está proibida em alguns casos, e em outros, está submetida a controle. Desde 1998, por exemplo, a União Européia exige etiquetas claras para a soja geneticamente modificada, mas é muito difícil levar as boas intenções à prática. O rastro se perde em múltiplas combinações: segundo o Greenpeace, a soja GM está presente em 60% de toda a comida processada que é oferecida nos supermercados do mundo.

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Nas manifestações ecologistas, um grande peixe azul ergue um cartaz: “Não se metam com meus genes”. Ao lado, um tomate gigante exige a mesma coisa. No mundo inteiro multiplicam-se as vozes de protesto. A atitude européia é resultado da pressão da opinião pública. Quando os granjeiros franceses incendiaram os silos cheios de milho transgênico, por causa do dano notório que trazia ao ecossistema, o agitador camponês José Bové converteu-se num herói nacional, num novo Asterix, que alegou em sua defesa: Quando foi que nós, os granjeiros e os consumidores, fomos consultados sobre isso? Nunca.
O governo francês, que havia metido Bové na cadeia, desautorizou os cultivos de milho inventado pela biotecnologia. Algum tempo depois, a empresa norte-americana Kraft Foods devolveu milhões de tortilhas de milho, marca Taco Bell, sufocada pelas queixas dos consumidores que tinham sofrido reações alérgicas. Enquanto isso, a secretária de Estado Madeleine Albright dizia e repetia na Europa, conforme obrigação prioritária da diplomacia dos Estados Unidos: “Não existe nenhuma prova de que os alimentos geneticamente modificados sejam prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente”.

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Os europeus têm motivos muito concretos para desconfiar das piruetas tecnocráticas na mesa de jantar. Estão escaldados pela sua recente experiência com as vacas loucas. Enquanto comiam pasto ou alfafa, durante milhares de anos, as vacas haviam se comportado com uma cordura exemplar, e haviam aceitado, resignadas, seu destino. Foi assim até que o sistema louco que nos rege decidiu obrigá-las ao canibalismo. As vacas comeram vacas, engordaram mais, ofereceram à humanidade mais carne e mas leite, foram cumprimentadas pelos donos e aplaudidas pelo mercado — e ficaram loucas de pedra. O assunto deu motivo a muitas piadas, até que começou a morrer gente. Um morto, dez, vinte, cem …
Em 1996, o ministério britânico de Agricultura havia informado à população que a ração de sangue, sebo e gelatina de origem animal era um alimento seguro para o gado e inofensivo para a saúde humana.

Eduardo Galeano é escritor uruguaio,
autor de “As Veias Abertas da América Latina”.

Terra Indígena Xukuru-Kariri/AL: Vergonha nacional de mais um projeto embargado por “forças ocultas”

Publicamos aqui carta do Antropólogo e Prof. Douglas Carrara, uma denúncia contundente contra a redução das terras indígenas no Alagoas. Douglas foi impedido de finalizar trabalho que delimitaria 15 mil hectares de terra como pertencentes a etnia Xucuru-Kariri no Alagoas e garantiria a posse do pouco que lhes sobrou. A delimitação ocorreu anos depois, com menos da metade da área anteriormente reservada. Leia a carta, indigne-se, divulgue e PROTESTE. PORTAL VERDE

Prezados amigos,
     Estamos tornando público pela primeira vez o Relatório Preliminar Circunstanciado de Identificação e Delimitação da Terra Indígena Xukuru-Kariri, situada no município de Palmeira dos Índios em Alagoas.
    O Relatório foi elaborado de acordo com o Art. 231 da Constituição de 1988 e o Decreto 1.775 de 08/01/1996, nos anos de 2003 e 2004, após a aprovação em concurso promovido pela FUNAI em convênio com a Unesco, de acordo com o Edital n. 2002/01 de 31/07/2002.
     Após a entrega do relatório à Funai, em dezembro de 2004, a Funai cancelou o contrato e, na qualidade de Coordenador do GT-Xukuru-Kariri, fui impedido de continuar o trabalho de elaboração do Relatório Final que iria permitir a delimitação de 15.635 hectares, no município de Palmeira dos Índios, sendo esta área apenas uma parcela do território que no século XVIII e XIX pertenceu aos índios que imemorialmente viviam na região.
    Posteriormente a Funai em agosto de 2006 nomeia outro antropólogo para identificar e delimitar a terra indígena e reduz o tamanho da área anteriormente delimitada de 15.635 ha. para 6.927 hectares, e que o Ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto em dezembro de 2010 declarou como posse permanente da etnia Xukuru-Kariri.
     Enfim, do antigo território indígena demarcado em 1822, antes ainda da “independência”, restou muito pouco para garantir a sobrevivência dos indígenas da região. Com certeza esta decisão vai gerar problemas no futuro em virtude da carência de terras para cultivo e realização de rituais religiosos.
      Ainda que tenha perdido a validade como documento delimitatório resolvemos publicá-lo, já que através do Relatório pode-se avaliar como se deu e ainda vem ocorrendo o processo violento e cruel de esbulho das terras indígenas no Brasil e especialmente no Nordeste onde o contato com os conquistadores portugueses foi muito próximo.
      A Civilização Ocidental e o capitalismo vem aceleradamente destruindo o planeta e consumindo vorazmente sem sustentação todos os recursos naturais e humanos, esgotando mananciais e contaminando toda a cadeia alimentar com agrotóxicos e gerando doenças e cataclismos a nível mundial, como o aquecimento solar e as mudanças climáticas cada vez mais intensas que vem assolando o maravilhoso planeta Terra, único no Sistema Solar.
       E além disso estamos destruindo aceleradamente os remanescentes da Civilização Indígena ainda existentes no planeta que contribuiram e ainda contribuem com uma filosofia econômica, cultural, social, religiosa e política altamente sustentável e que nos servem de lição e sabedoria de como manejar os bens naturais e organizar a sociedade de maneira a promover a felicidade dos seres humanos, que afinal de contas é o que todos nós, seres humanos almejamos.
       Para terminar gostaria de citar um trecho das sábias palavras do grande cacique Noah Seattle, da tribo Duwamish dos Estados Unidos, que, em 1855 recusou uma proposta do Presidente Franklin Pierce de comprar suas terras, pertencente imemorialmente à sua tribo. Ele dizia: “Como pode querer comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do esplendor da água, como então pode comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo … De uma coisa sabemos: a terra não pertence ao Homem: é o Homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família… Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride à terra, agride os filhos da terra. Não foi o Homem quem teceu a trama da vida; ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer para a trama, à si próprio fará… Os brancos vão acabar, talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuem poluindo as suas camas e hão de morrer uma noite, sufocados em seus próprios dejetos!
    Se lhe vendermos a nossa terra, ame-a como nós a amávamos. Proteja-a, como nós a protegíamos. Nunca esqueça de como era esta terra, quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder e todo o seu coração: – conserve-a para seus filhos e ame-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.
    Para ler a mensagem completa basta acessar: http://www.bchicomendes.com/cesamep/maseatle.htm
    Para ler o Relatório Preliminar Circunstanciado da Terra Indígena Xukuru-Kariri basta acessar:
Cordiais Saudações!
Prof. Douglas Carrara

Reflexões Holísticas

Reflexões Holísticas

 

Pensando sobre o tema a que me propus escrever – HOLISMO – algumas possibilidades para conduzir o texto se apresentaram. Pensei em fazer um breve histórico do uso do termo que, sob diferentes denominações, é considerado em várias culturas, há séculos.

Concluí que o melhor seria buscar um discurso simples: perceber-nos numa ótica holística é entender que COMPOMOS UM TODO INTEGRADO.

Enquanto indivíduos, nosso Ser é um todo integrado: corpo físico/mente/espírito – compõem um corpo, uma unidade, dinâmica, completa, única – que interage com o ambiente(social, ecológico e cósmico), formando uma rede de interdependência.

Enquanto humanidade em evolução, há padrões de pensamento/ponto de vista/formas de ver o mundo que se alteram. Para melhor verbalizá-los, a linguagem também difere. Perceba como alguns termos usados na abordagem holística fazem sentido para muitos de nós:

Visão global do ser humano e do Universo. Busca-se uma visão integradora de todos os seus aspectos;

Cooperação: valoriza-se pontos comuns na integração com as pessoas. Há ênfase na cooperação e não na competição;

Sinergia “o Todo é maior que a soma das partes”. No trabalho em grupo realizamos mais em menos tempo, sem nos atermos à autoridade e à hierarquia.

Transdisciplinaridade procura-se fazer uma “ ponte” entre as diversas áreas de conhecimento, transcendendo as especialidades.

Respeito à vida e à natureza…

Sentido de unidade e não de fragmentação.

Integração dos aspectos masculinos e femininos, indo além das visões do `machismo’ e do `feminismo’.

Abertura para o novo busca da espontaneidade, da alegria, da harmonia, da sabedoria, aliada ao conhecimento.

Se você compartilha essas ideias, falamos a mesma língua. Se não, convido-o a experimentar ver o mundo sob ótica holística. Para o físico F. Capra, os problemas mais críticos que enfrentamos(políticos, econômicos, sociais, etc) refletem uma crise na percepção da realidade. Ponha os “óculos holísticos” por alguns instantes, talvez você perceba essa nova realidade:

  • escolas abordando temas curriculares transdisciplinarmente;
  • na arquitetura: uso de materiais e técnicas que estimulam a integração ser humano/ambiente, projetos de habitação popular desenvolvidos com a participação ativa dos futuros usuários;
  • práticas alternativas de saúde sendo valorizadas;
  • empresas onde a cooperação e a parceria entre os empregados é estimuladas;
  • consumidores buscando produtos menos agressivos.

Pense holístico! Faça holístico! Por você e pelo Todo que compomos…

 

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Portal Verde desconhece a autoria desse artigo. Caso você conheça a autoria ou considere indevida a publicação, por favor entre em contato.

Por uma visão terapêutica para as terapias

Por uma visão terapêutica para as terapias

Sergio Costa

Inúmeras são as terapias, as formas e os meios de autoconhecimento.

Se formos encarar esta questão pelo aspecto das diferenças entre cada escolhido, chegaremos a grandes divergências entre eles, desde a filosofia que os embasa até entre as técnicas e métodos empregados.

Algumas terapias* vão privilegiar mais as palavras como instrumento de acesso ao outro e explanação de seus conflitos e potencialidades – algumas psicoterapia, o Tarot, um atendimento de mapa astral ou numerológico; outras vão buscar em leituras, técnicas e exercícios corporais as suas formas de intervenção – Terapias Corporais, Massagens Terapêuticas e áreas mais avançadas de Fisioterapia; outras ainda, vão procurar pela alteração da dinâmica energética do organismo, o reequilíbrio e cura do mesmo – Florais, Cura Prânica, Reiki, Acupuntura.

Estas visões, teorias e práticas se combinam e se complementam na autuação dos referidos terapeutas, contudo, de uma maneira geral, cada um irá se aprofundar e se desenvolver predominante dentro de cada uma das supracitadas abordagens – verbal, corporal e energéticas parecem comungar, sejam elas alternativas ou não.

Haveria, então forma de pensar, pesquisa e desenvolver cada uma das terapias existentes de uma forma mais conjuntas?

Seria possível desenvolver uma metalinguagem ou sistema único que congregasse as diferentes terapias em uma mesma Éticas e propósitos comuns?

Em alguns aspectos acredito que não, pois a própria diferença é importante, haja visto as infinitas demandas que surgem no decorrer da vida de um indivíduo requerendo intervenção verbal, corporal ou energética, ou ainda, uma combinação delas.

Todavia podemos afirmar ser possível uma unificação no tocante a visão de como “ser terapeuta” ou relativa à uma “postura terapêutica”. Acredito residir neste item a base para um bom termo em relação à qualquer tratamento ou intervenção. Não que cada terapeuta tenha que ser cópia ou um clone automatizado de um protótipo de “terapeuta ideal”. É necessário que cada terapeuta constitua seu saber e sua prática pela sua personalidade, conhecimento, e experiência.

Contudo existem alguns pontos que considero fundamentais, sem os quais todo o processo terapêutico estaria irremediavelmente comprometido.

  1. Um terapeuta deve ter uma noção o mais nítida possível do limite entre ele – seus desejos, sonhos, valores, moral, preconceitos e crenças – e o outro com suas próprias aspirações e idiossincrasias. A terapia é um espaço para que a individualidade e quem à busca possa emergir. Por isso o terapeuta, não dá fórmula de bem agir, conselhos ou regras de comportamento e receitas de sucesso. A função do terapeuta é espelhar a realidade que lhe é apresentada seja ela, por um mapa, uma carta, fala ou expressão corporal, deixando espaço e tempo suficiente para que o paciente/cliente possa descobrir e construir sua identidade e escolhas.
  2. O terapeuta deve ter noção do funcionamento da sociedade que o cerca, naquilo que ela tem de positivo e negativo e em como ela administra e interfere na vida das pessoas. Tal consciência crítica é necessária para que estas mesmas pessoas, principalmente o próprio terapeuta, não se tornem joguetes nas mãos das forças sociais que oprimem o sujeito e massificam o desejo, fazendo com que o indivíduo se perca em ilusões e falsas expectativas na simples execução alienada de papéis sociais.
  3. Ter noção do universo psicológico que envolve a pessoa que o procura – estruturação da psique, história pessoal e familiar, mecanismos de defesa psicológicos, etc – que reside na base do funcionamento mental/emocional/corporal do indivíduo em questão. Não que vá se iniciar uma piscoterapia, no caso de não se Ter uma formação que o habilite à tal exercício, mas para compreender melhor as queixas e sintomas apresentados e desta forma ampliar a compreensão durante a diagnóstico, prescrever o melhor tratamento dentro de suas habilidades, domínio de conhecimento e técnicas e, se for o caso, indicar o melhor tratamento complementar ao seu que possa auxiliá-lo na função de cura.

Poderia citar vários itens que compõem e baseia a relação do terapeuta com o cliente/paciente, como o necessário bom autoconhecimento do terapeuta, humildade suficiente para ele se perceber também como um caminhante e não detentor de uma “verdade suprema”, conhecimentos teóricos e técnicos sem que se vá restringir ou impor uma adaptação forçosa das pessoas à eles, e assim por diante.

Todavia, acredito que o fundamental da postura terapêutica é Ter a noção de que terapia, bem intencionada e estruturada, seja ela qual for, constitui-se em um grande laboratório, um caldeirão alquímico onde os elementos que o preenchem são da ordem do afeto. Afeto do terapeuta, se afetam na certeza de que depois deste encontro, nenhum dos dois serão exatamente os mesmos.

A mudança é responsabilidade de quem busca a terapia, mas a postura e o espaço terapêutico são responsabilidade do terapeuta.

 

 

Artigo de Sérgio Costa CRP 17447

Psicoterapeuta de Base Corporal e Arte-Terapêutica

 

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Cafeína

via super.abril.com.br on 12/26/10

À base de cafeína

Nosso repórter escreveu esta reportagem turbinado por cafés, chás, energéticos e refrigerantes. Uma viagem de 38 horas para explicar como a droga mais consumida do planeta mantém você e o mundo cada vez mais acordado

por Texto Pedro Burgos

Uma droga poderosa, mas inofensiva. Socialmente aceita, saborosa, capaz de manter você desperto e produtivo por mais de 3 horas, sem grandes riscos, efeitos colaterais leves. Tudo isso por menos de R$ 2. Você acreditaria?
Eu nunca engoli essa história. Sempre que ouvia alguém recusar um expresso no jantar para não prejudicar o sono, desconfiava do poder da cafeína. Tudo isso por causa de um cafezinho? Escalado para escrever sobre a substância, resolvi tirar a prova dos nove. Fui ao supermercado e providenciei um estoque de café, Coca-Cola, chá e energético. Durante uma madrugada de trabalho, eles teriam como desafio me manter acordado e concentrado até o fim desta reportagem.
Nada muito original. Cada vez mais gente faz uso da cafeína como droga utilitária, seja para agüentar baladas intermináveis, seja para manter-se alerta em madrugadas de jogatina online ou, como eu, trabalhar. “Hoje todo mundo dorme menos do que precisaria. As pessoas buscam o café pra se manter acordadas. Alguns conscientes dos efeitos, outros não”, diz Sergio Tufik, coordenador do Instituto do Sono da Unifesp.
Haja café. De 2003 pra cá o brasileiro aumentou em 23% o consumo da bebida e já toma, em média, impressionantes 74 litros por ano. A intensificação do ritmo de vida pode ser uma das explicações. “Numa sociedade como a nossa, o uso da cafeína está intimamente relacionado à sensação de que um dia de 24 horas já não basta”, diz o psiquiatra Guilherme Focchi, do Grupo Interdisciplinar de Álcool e Drogas da USP. É como se baldes de cafezinho – ou de energéticos, chás e congêneres – pudessem prolongar o dia útil em algumas horas.
A percepção desse efeito não vem de hoje. Os homens da Pré-História mastigavam algumas sementes e folhas pra diminuir a fadiga. Na China, folhas caídas ao acaso em potes de água fervente deram origem ao chá. Do outro lado do mundo, os maias preparavam uma bebida quente à base de cacau chamada xocoati, apreciada menos por seu sabor amargo que pela sua capacidade revigorante (que mais tarde viraria chocolate, também rico em cafeína).
Mas o principal dos estimulantes naturais viria da África, por volta do século 9. Diz a lenda que um pastor de cabras etíope percebeu que o rebanho ficava agitado depois de comer as frutas de um arbusto. Ele mesmo provou e viu que aquilo fazia mesmo efeito. Pouco tempo depois os comerciantes árabes tiveram contato com esse segredo e levaram sementes para plantar no Norte da África e Oriente Médio. Lá, inventaram uma bebida com os grãos da fruta torrados e misturados à água fervente.
O café só chegaria à Europa no fim do século 16, com o comércio no Mediterrâneo. Em pouco tempo, virou item básico das refeições em família. Na Inglaterra, os homens trocavam a bebedeira nos pubs por empolgadas reuniões em cafeterias, a ponto de, no século 19, o rei proibir o consumo de café por temer conspirações.
O tempo passou e continuamos adeptos do expresso, curto, coado ou pingado. Até aí, céticos como eu poderiam atribuir o sucesso do café ao seu sabor forte e ao glamour associado às cafeterias. Mas ficou mais difícil ignorar o efeito utilitário da cafeína no final da década de 1980, com a aparição da marca Red Bull.
Em 1982, o austríaco Dietrich Mateschitz descobriu na Tailândia um tônico chamado Krating Daeng (“touro vermelho”, na língua local). A bebida, com 80 miligramas de cafeína (o mesmo de uma xícara de café), era muito usada por trabalhadores que precisavam ficar alertas durante a noite. Com aguçado tino comercial, Mateschitz comprou os direitos da fórmula, criou uma embalagem bonita, modificou o sabor e, em 1987, lançou o produto no mercado internacional. Em 2007 foram consumidas 3,5 bilhões dessas latas no mundo.
Depois de dominar um mercado que há 20 anos nem existia, a Red Bull ganhou dezenas de concorrentes – todas as grandes empresas de bebidas, como a Pepsico e a Coca-Cola, lançaram similares. A fórmula não muda muito: além da cafeína, os energéticos têm uma alta dose de taurina, composto descoberto na bile de bois (hoje sintético) que alivia a fadiga muscular. O original continua firme na liderança, mas a concorrência está cada vez mais potente.
Ano passado estreou nos EUA o controverso Cocaine, que tem 3,5 vezes mais cafeína que o Red Bull (veja o quadro na pág. 81). Por enquanto, é difícil que bombas como essa apareçam no Brasil: a Anvisa estabeleceu limites para a quantidade de cafeína, taurina e inositol nas “bebidas prontas” – coincidência ou não, o máximo é o que já está na fórmula do Red Bull.
E funciona mesmo?
Dizem que sim. A cafeína é um composto químico bem conhecido pela ciência: a trimetilxantina ou C8H10N4O2 que, no nosso corpo, tem efeito estimulante. “A bebida estimula o sistema normal de vigília, aumentando a atenção, a concentração e a memória”, diz o médico Darcy Roberto Lima, coordenador científico do projeto Café & Saúde, do Ministério da Agricultura. Certo, mas as minhas primeiras doses não pareciam surtir esse efeito. Lá pela meia-noite, eu já havia tomado uma lata de Coca-Cola e uma xícara grande de café e ainda não sentia nada de muito diferente em meu organismo. Afinal, quanto de cafeína uma pessoa precisa tomar para ser dominado pelo efeito da droga?
Depende de quem você é. O efeito varia com a idade, o peso e a capacidade do fígado de processar a substância. Uma xícara média de café é capaz de deixar um adulto alerta por 3 a 6 horas. Aliás, experiência própria: melhor que tomar uma dose alta de uma vez é consumir várias doses menores em intervalos de duas horas. A fisiologia explica: a cafeína age rápido, mas, em 3 horas, sua presença no organismo cai pela metade. Repondo a substância antes de isso acontecer, você mantém a adenosina longe dos receptores cerebrais e se mantém alerta.
A adenosina é a grande responsável pela sensação de sono. Esse neurotransmissor, que se acumula no cérebro ao longo do dia, diminui a atividade dos neurônios e dilata os vasos sanguíneos. É como se ele preparasse o cérebro para dar um reset na sua máquina. O que a cafeína faz é impedir a ação da adenosina, dando um gás à atividade neural e voltando a contrair os vasos sanguíneos. É por isso que muitos remédios para dor de cabeça contêm cafeína.
Se ela age como uma droga, também pode causar sintomas de dependência, ainda que esse vício não seja considerado doença psiquiátrica. Estudos apontam que consumidores regulares de cafeína ficam irritadiços, ansiosos ou com dor de cabeça se não tomarem sua dose diária de café. Pior: o corpo pode pedir quantidades cada vez maiores para se sentir bem. E exagerar na dose não é uma boa idéia. Mais de 500 miligramas de cafeína – ou 3 xícaras de café expresso forte – podem desencadear um processo de intoxicação. “Sob a ação da cafeína, os efeitos de estresse são aumentados: insônia, agitação, taquicardia, pupilas dilatadas”, explica a farmacologista Patrícia Medeiros, da UnB.
Foi justamente o que eu comecei a sentir depois de pouco mais de 10 horas e 663 miligramas de cafeína divididas em latas de energéticos e xícaras de café e chá. Àquela altura, já tinha me convencido de que o meu estado de alerta não era um mero entusiasmo com esta reportagem. E, entre taquicardias, idas e vindas ao banheiro, comecei a pensar: se o efeito em doses exageradas é mesmo parecido com os de drogas mais pesadas, será que o café pode matar? Pode, mas é pouquíssimo provável. O limite de ingestão é 150 mg por quilo de uma pessoa. Ou seja: uma mulher de 50 quilos pode morrer ao ingerir em um dia 7,5 gramas de cafeína, algo próximo a 100 latinhas de energético. Você há de convir que não é fácil realizar essa proeza.
Já aqueles efeitos colaterais são mais freqüentes. “Estudantes de medicina que passam a noite à base de cafeína chegam ao hospital tão trêmulos que sentem dificuldade para escrever. Para resgatar o sono, têm que tomar remédios para dormir. No fim das contas, também ficam dependentes de medicamentos”, diz Patrícia Medeiros.
O mundo acordado
Tudo começou com a luz elétrica, que garantiu claridade por mais tempo. Depois veio o aumento das responsabilidades – mais contas pra pagar, mais coisas para estudar, mais concorrência no emprego. Hoje, falta tempo para aproveitar tudo o que o mundo oferece.
E, assim, o homem moderno vem diminuindo o seu tempo médio de sono em uma hora por século. “Não sei se dormimos menos porque tomamos mais cafeína ou se a necessidade de ficar acordado nos obriga a tomar café. O fato é que estamos dormindo menos”, diz Dalva Poyares, neurologista da Unifesp. Ela, como todos os especialistas ouvidos pela reportagem, concorda que há uma relação entre café, falta de sono e horas (mal) dormidas do mundo. Ainda não se sabe como ela funciona, mas uma coisa é fato: os paulistanos estão dormindo, em média, 6 horas e meia por dia, contra 7 horas e meia há cerca de 40 anos.
Não foi má idéia aproveitar a noite trabalhando e seguir direto para uma reunião sem o menor sinal de cansaço. Mas essa falta de sono tem preço. Só nos EUA, gastam-se US$ 15 bilhões por ano em despesas de saúde relacionadas à insônia e perdem-se US$ 50 bilhões em produtividade desperdiçada. “Nós temos que reconhecer as conseqüências da sonolência com o mesmo vigor que admitimos o impacto social do álcool”, dizem os pesquisadores Michael Bonnet e Donna Arand, da Universidade de Wright em Ohio (EUA), no estudo We Are Chronically Sleep Deprived (“Temos Privação Crônica de Sono”), de 1994. A pesquisa indica que, se o período de sono noturno for reduzido entre 1h20 e 1h30, a diminuição do estado de alerta matutino encosta nos 32%. Um estudo da Unifesp mostrou que ao menos 27% dos acidentes de trânsito no Brasil estão associados à sonolência. E o crescimento do mercado de café e energéticos vem colado a tudo isso.
Segundo Mark J. Penn, autor do livro Microtrends (sem tradução para o português), o aumento exagerado do uso da cafeína é parte de um fenômeno maior de pessoas tentando expandir os limites do corpo, mesmo sem precisar (vide o alto consumo de pílulas contra impotência entre homens saudáveis). Pra que dormir se há tanta coisa legal para fazer de madrugada? Depois de 38 horas acordado, posso afirmar: seu corpo precisa. Vá por mim.

Diário de um insone

Em 18 horas, nosso repórter consumiu 963 mg de cafeína

21h
Jantar leve, mas com Coca-Cola. Primeiras 36 mg de cafeína da noite, preparando para o experimento.
22h45
Ida ao mercado. Compro 5 rótulos de energéticos. Na saída já tomo o primeiro, gelado: Flash Power (80 mg de cafeína).
23h30
Uma xícara média de café extraforte, feito em casa. São 150 mg de cafeína para enganar o sono que ameaça bater. Energéticos na geladeira.
1h
Uma lata de Red Bull e outra de Bad Boy quase em seqüência. Mais 160 mg de cafeína e 2 g de taurina, que deixa meus músculos relaxados.
2h
Boa concentração, trabalho rende. Talvez o primeiro efeito seja um excesso de energia para o horário: ligo o videogame e bato a bateria de Rock Band.
3 – 4h
Como a cafeína tem uma meia-vida de 3 a 4 horas, é bom renovar o estoque. Uma lata do energético Burn (37 mg de cafeína + ginseng e alguma coisa de guaraná) e pouco depois um chá preto de saquinho (50 mg), para espantar o frio. Até agora foram 513 mg, ainda dentro do “saudável” para os meus 67 kg.
4h – 5h
Sinto uma certa dor de cabeça. Talvez excesso de tempo no computador. Deito para ver se durmo. Meia hora na cama, não consigo.
5h
De volta ao trabalho, terceira ida ao banheiro. A cafeína é diurética e parece que tudo que você bebe sai pouco depois. Talvez até mais. Não há cansaço muscular ou mental.
6h30
Desisto de dormir – sem sono. Ida à padaria, café com leite grande (100 mg de cafeína). Na volta, mais idas ao banheiro. Trabalho continua rendendo.
7h30
Para espantar o frio, mais chá (50 mg). O coração começa a ficar um pouco acelerado. Não parece que vou enfartar, mas é como se tivesse subido uma escada.
8h30
Quando me levanto, sinto uma dor abdominal. Sentado e trabalhando, não sinto nada. Continuo trabalhando normalmente.
10h
Ainda falta provar o Flying Horse (80 mg de cafeína). Bebo antes de uma reunião na redação da SUPER. Nenhum sinal de cansaço, físico ou mental.
13h
Almoço com Coca-Cola e café expresso. Mais 150 mg de cafeína na conta. A vontade constante de ir ao banheiro tem um incômodo: relaxamento de esfíncter, outro efeito colateral da cafeína. Em outras palavras, é mais difícil segurar a vontade: e a “missão” fica mais demorada e dolorida.
15h
Volto ao trabalho e decido que uma lata de chá gelado vai ser a última dose de cafeína do meu experimento. Dores abdominais continuam, dor de cabeça volta.
17h
Continuo acordado, alerta. Mas as dores e idas ao banheiro fazem a brincadeira perder a graça.
19h
Sinais de cansaço começam a aparecer mais fortes.
21h
Deito e durmo, 38 horas depois de acordar pela última vez. Acordo no dia seguinte, quase 12 horas depois, por causa do sono acumulado.

A cafeína no seu corpo

O efeito pode vir em meia hora, se você tomou café, ou ser quase imediato, no caso de guaraná em pó

1. Divisão de poderes
Durante a digestão, a cafeína gera 3 metabólitos: a teobromina, um vasodilatador, a teofilina, que expande os brônquios, e a paraxantina, que acelera o metabolismo das células de gordura.
2. Mudança de ordem
No cérebro, a cafeína é confundida com a adenosina, um neurotransmissor que dilata os vasos e inibe a liberação de hormônios relacionados ao bem-estar. A cafeína ocupa o lugar da adenosina e reverte todo o processo.
3. Sinal de alerta
O corpo entende uma situação de alerta e as glândulas supra-renais liberam adrenalina: o coração acelera, as pupilas se dilatam e os músculos ficam mais rígidos.

Se ligue

Um expresso tem mais cafeína que um Red Bull

Cocaine (240 ml) – 280 mg
Café Starbucks Tall (473 ml) – 260 mg
Café coado (200 ml) – 80 a 130 mg
Café expresso (50 ml) – 100 mg
Red Bull (240 ml) – 80 mg
Chá gelado (355 ml) – 70 mg
Aspirina Forte (uma cápsula) – 65 mg
Chá preto (um saquinho) – 50 mg
Dorflex (um comprimido) – 50 mg
Guaraná em pó ( 1 g) – 44 mg
Coca-Cola (355 ml) – 34 mg
Chocolate amargo (170 g) – 31 mg
Chocolate ao leite (170 g) – 10 mg

Por que está escrito nas estrelas? Entrevista com a Astróloga Nelma Guerra

https://i2.wp.com/img340.imageshack.us/img340/7433/rscn4542.jpgA astróloga Nelma Guerra é uma veterana da Astrologia. Professora nata, dá uma verdadeira aula nessa entrevista inédita e exclusiva para o PORTAL VERDE.

Portal Verde: Você acredita em astrologia?

Nelma: Não, porque astrologia não é crença e sim um saber.

Portal Verde: Como foi que você conheceu a astrologia?

Nelma: Através de um grande amigo que me presenteou com um livro que me fez pensar a respeito… a seguir uma amiga me levou a uma aula pois ela não queria ir só e como eu me encontrava de licença médica no trabalho, fui e estou até hoje, e lá se vão 23 anos.

Portal Verde: Qual a diferença entre astrologia e horóscopo?

Nelma: Astrologia é o estudo da interação dos corpos celestes com a terra que também é um corpo celeste. Um mapa natal de qualquer coisa é a fotografia cósmica daquele momento. Horóscopo é relativo a hora, vem do grego horoskopos e significa a “observação do tempo”; está ligado portanto ao signo ascendente.
Zodíaco está relacionado com os ciclos da vida, os ciclos das estações. E é no zodíaco que a astrologia se baseia.

Portal Verde: Quais são as principais diferenças da astrologia para com outros oráculos?

Nelma: A astrologia foi durante muito tempo somente oráculo, na Mesopotâmia e Egito. quando foi para a Grécia começou e ser individualizada, feita para a pessoa e não somente para os reis ou faraós. E mais tarde tomou un cunho mais psicológico e se focou no ser humano indicando seus potenciais e limitações tornado-se assim uma excelente ferramenta de auto conhecimento, embora continue também a ser um oráculo.

Portal Verde: Quando foi que a astrologia e a astronomia se separaram?

Nelma: A astronomia já fez parte da astrologia por ser inclusive muito mais antiga – o Quadrivium, estudo superior na antiguidade era composto de: ensino da aritmética, geometria, música e astrologia. Mas ela foi banida da academia em 1666 por Colbert, da política de Luis XIV com a influência da igreja de roma, porque dava uma certa autonomia ás pessoas e auto conhecimento, o que não interessava ao clero. foi banida e considerada heresia – e pensar que muito antes era praticada pelos sacerdotes, somente. a popularidade foi a sua derrocada. muitos foram queimados em fogueiras por serem ” caldeus” = astrólogos.

Portal Verde: Por que a astrologia não é considerada ciência?

Nelma: Porque uma indicação no mapa pode ser vivenciada de várias maneiras sempre seguindo a natureza da energia básica do corpo celeste. mas o homem tem o destino de ter aquela energia naquele local, naquele signo, tem também uma a maneira, a vivencia lhe é peculiar, é de seu livre arbítrio. ex. um marte numa posição proeminente pode resultar num general, num cirurgião ou num assassino. A ciência requer resultados exatos.

Portal Verde: Por que astrólogos adotam algumas vezes astros novos para sua técnica interpretativa (como foi acontecendo com urano, plutão, e recentemente, Quíron…) e por outro lado não incorporam novos saberes da astronomia, como a constelação de serpentário?

Nelma: Quirón não é aceito por todos, inclusive está sumido nos céus. Compete aos astrônomos descobrirem corpos celestes. Aos astrólogos compete experienciar essas descobertas, com cautela para ver a relação desse com o momento na terra. Haverá sempre uma sintonia ” o que está a cima é = ao que está embaixo”- Hermes Trimegisthos.

A constelação do serpentário não é um novo saber da astronomia. sempre existiu.
Mas o que tem as constelações a ver com a astrologia? apenas servem de pano de fundo. Você sabe que existem 88 constelações catalogadas? O que os astrônomos não aceitam talvez por serem muito cartesianos é que signos não são constelações. Apenas têm o mesmo nome, dado aos signos pelos antigos, lá da Mesopotâmia. A astrologia tem 6 mil anos e no museu de Londres- tenho uma aluna que foi lá, viu e ficou extasiada- as tabuinhas de terracota saque a das da babilônia, intactas com os 12 signos astrológicos. E, quando o homem branco invadiu e conquistou a América pré colombiana, também encontrou os mesmos símbolos dos 12 signos astrológicos.

Signo é uma divisão da eclíptica… Sabe o que é eclíptica? É o caminho aparente que o sol faz em torno da terra em 365 dias 06h48min39seg. Sabemos que é a terra quem gira em torno do sol, mas para a astrologia cujo estudo começou com uma simples observação dos céus há 6 mil anos atrás, o que eles e nós até hoje vemos? O sol girar em torno da terra. Signo não existe concretamente nos céus, como as constelações que são um aglomerado de estrelas.
Signo é uma divisão da eclíptica em 12 secções de 30 graus cada. o sol passa por esse caminho de forma regular, demarcando as estações do ano. E, como não é constelação por que acrescentaríamos Serpentário?

Portal Verde: Pessoas semelhantes em mapa pode m ter vidas muito diferentes. Por quê?

Nelma: Porque embora o mapa seja o mesmo as pessoas tem a liberdade de vivenciar as energias de livre escolha, mas sempre respeitando a natureza básica do corpo celeste. Inclusive gêmeos.

Portal Verde: Quais foram os casos mais marcantes que você atendeu em seu consultório, com astrologia?

Nelma: Muitos, difícil relatar. Pessoas que mudaram a vida e vieram me agradecer, irmãos gêmeos abrindo um negócio, casais que terminam a relação, datas para cesária, e tantos outros.

Portal Verde: Como é uma consulta com um astrólogo?

Nelma: A consulta consiste na leitura do mapa apontando potencialidades e limitações a serem trabalhadas, troca de informações. Há necessidade do astrólogo saber como o consulente vive aquela energia. Não tem como nós adivinharmos, embora ás vezes role intuição. Aliás adivinhar vem de ad -vinare = com o divino. Logo quem nos intui é a divindade que reside dentro de nós.
O astrólogo pergunta se o cliente está satisfeito e se quer perguntar algo que não tenha sido citado. E, também o astrólogo necessita ter um
feeling em falar uma linguagem adequada ao cliente, nunca atemorizá-lo….ele deve sair sempre melhor do que entrou. Tudo poderá ser dito desde que seja de um modo suave. Dá certo porque os clientes retornam.

Portal Verde: Quais as maiores contribuições da astrologia para o ser humano?

Nelma: Auto conhecimento e melhora na relação com o outro.

 

Portal Verde: Quanto tempo leva para se aprender a astrologia?

Nelma: No mínimo 4 anos.
Portal Verde: Como e onde se pode aprender a astrologia?

Nelma: Nas escolas espalhadas por todo o brasil. existem sindicatos estaduais e o CNA (Central Nacional de Astrologia).


Portal Verde: Deixe uma mensagem astrológica para nossos leitores?
Nelma: Antes de falarem da astrologia, estudem. Todos que o fizeram para a derrubarem tornaram-se astrólogos.

Aproveitem 2011, ano de arrancada a partir de março com a entrada de urano no signo de Áries.
Iniciem, re-iniciem com garra, confiança e muito fé naquilo em que você acredita. Os céus estão a favor. ao seu favor desde que façam com equilíbrio respeitando o outro.

* * *

Contato com Nelma Guerra:

Nelma Guerra <nelmaguerra5@uol.com.br>;

Nelma Guerra astróloga há mais de 20 anos repudia a matéria da Veja e assina embaixo o texto da Celisa Beranger.

LEIAM: SIGNO NÃO É CONSTELAÇÃO.

É uma marcação de 30 graus cada na eclíptica, I. É no caminho aparente que o sol faz em torno da terra… já que estando na terra é o que se observa. Para mudar algo que existe há 6 mil anos é necessário que a terra deixe de girar em torno do sol. Mesmo que ela tombe, mude polos, tudo continuará igual. Só se ela deixar de girar em torno do sol… Aí tudo se acaba.

Vira e mexe lá vem os astrônomos, que nada sabem de astrologia se meter num assunto alheio a sua competência. É a mesma briga dos psiquiatras com os psicólogos – acho até que já melhorou… E dos médicos com os acupunturistas e fisioterapeutas.

Por que que cada um não fica no seu galho?

Aluno meu não pode e nem deve me fazer essa pergunta. Exaustivamente explico isso. e devemos ter espírito crítico ao ouvir qualquer notícia sobre qualquer assu nto.

Quem disse que o que se ouve e vê é a verdade? Quem disse que os cientistas – no caso os “astrônomos” são quem estão certos? A dita “ciência” muda toda hora de acordo com novas descobertas.

A astrologia funciona e muito bem há 6 mil anos, sem mudanças, com comprovação.

Nelma Guerra, Astróloga. (21) 2711-6066.

http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/192/entao-qual-e-o-seu-signo

Prezados Colegas e Alunos,

A Revista VEJA desta semana publica como matéria de capa mais um ataque à Astrologia:

“GUERRA NAS ESTRELAS – Mais uma vez a astronomia demole as crenças astrológicas. Mas isso importa para quem se guia pelos astros?”

O artigo  “TEM CONFUSÃO NO CÉU DA CIÊNCIA E NO DA CRENÇA” aborda a velha questão da movimentação das constelações (precessão dos equinócios) ter alterado os signos.

Acho que é preciso responder para corrigir o ataque indevido. Acabo de remeter a carta abaixo e sugiro àqueles que acharem conveniente que também escrevam suas cartas  ao Diretor de Redação (veja@abril.com.br) ou escrevam  em apoio à minha carta. Com isto espero que possamos conseguir alguma publicação no setor LEITOR de modo a esclarecer ao público leigo.

Ao Sr. Diretor de Redação da  Revista VEJA

Na qualidade de astróloga atuante, ex-presidente e atual Conselheira do SINARJ – Sindicato dos astrólogos do Rio de Janeiro eu apresento meu protesto com relação à  matéria de capa  desta semana: “GUERRA NAS ESTRELAS – Mais uma vez a astronomia demole as crenças astrológicas. Mas isso importa para quem se guia pelos astros?”.

Para começar Astrologia não é uma  crença, mas um saber de 4.000 anos cujo  objeto de estudo é a correlação entre os movimentos celestes e terrestres.

Com relação ao Zodíaco, desde o século II d.C a Astrologia praticada no Ocidente, designada como Tropical, deixou de utilizar as constelações para localizar o movimento do Sol, Lua e planetas. O Zodíaco Tropical  utiliza como parâmetro os pontos dos Equinócios e Solstícios. Os pontos dos Solstícios projetados na Terra deram origem aos Trópicos de Câncer e Capricórnio, daí a designação Astrologia  Tropical.

Deste modo, para a Astrologia Tropical não importa  a constelação na qual o Sol se encontra e nem o número de constelações que ele atravessa em seu trajeto na eclíptica, caminho aparente do Sol. Importa apenas qual dentre os doze segmentos iguais de 30º está sendo percorrido pelo Sol.

Esta divisão matemática ocorreu no século V a.C na Babilônia e deu origem aos signos. Embora os signos tenham adotado os nomes das constelações, que na ocasião estavam próximas aos segmentos, jamais os signos coincidiram com as constelações.

Então é fundamental distinguir signos de constelações. Constelações são conjuntos de estrelas, de  tamanhos bastante variados, que se movimentam em função do movimento do eixo da Terra denominado precessão dos equinócios. Signos são doze, iguais e fixos. Não há possibilidade de ocorrer qualquer inclusão.

Portanto, o tempo não muda o Zodíaco Tropical porque a divisão matemática é baseada nos pontos dos Equinócios e Solstícios que são fixos.

Aliás, para que isto fosse respeitado o calendário foi corrigido no século XVI, quando passou de Juliano para Gregoriano.

Finalmente esclareço que Galileu e Kepler não apenas estudaram Astrologia, mas a exerceram profissionalmente. Isto pode ser comprovado em livros de astrônomos de renome tais como:

Kepler – Ronaldo Rogério Mourão  – 2003 Odysseus Editora

Os Planetas – Dava Sobel – 2005 Companhia Das Letras

Atenciosamente,

Celisa Beranger

 

Como é bom ter cutícula! Senhorita Camila, jovem antenada bloga sobre o assunto

Lembra a história de parar de tirar as cutículas?

Pois é, alguma vez talvez você já tenha lido sobre isso. As cutículas são barreiras físicas do dedo em relação a material nocivo, seja químico (incluindo sabões, detergentes, esmaltes etc) e biológico (bactérias, fungos, etc). Sim, quem não tem cutícula tem desvantagem contra micoses, contra malefícios de substâncias tóxicas que podem nos fazer mal caso consigam ultrapassar a pele. Cutículas não estão lá a toa. E finalmente, SIM, ELAS PODEM SER BONITAS, flexíveis, saudáveis, e compor um dedo elegante. A autora Camila do blog  Srta Senhorita publicou material escrito por sua amiga Mel, que foi fundo em suas pesquisas, descobriu maneiras de deixar a cutícula no dedo sem perder a beleza, e ainda ensina fórmulas naturais de conseguir isso também! Quer mais? Vá ao blog!

http://www.srtasenhorita.com/blog/?p=8133&cpage=1

Portal Verde parabeniza o Blog Srta. Senhorita e a autora Mel pelo excelente (e consciente) post.