Estudo do WWF-Brasil identifica pressões para reduzir áreas protegidas na Amazônia

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Resultado de imagem para UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMEAÇAS WWFDados preliminares do estudo foram lançados no IX Congresso de Unidades de Conservação (CBUC) em Florianópolis

Dados preliminares de um estudo do WWF-Brasil divulgados nesta quinta-feira (2) durante o IX Congresso de Unidades de Conservação (CBUC) em Florianópolis apontam que das 316 unidades de conservação federais e estaduais Amazônia, 110 estão potencialmente ameaçadas por projetos de infraestrutura, somando aproximadamente 30 mil km2, ou 2% do território protegido. Pará e Amazonas são os estados que concentram o maior número das áreas sob risco por esses projetos.

O desmatamento aparece como fator de pressão em 204 UCs no bioma amazônico e atinge áreas de proteção integral e de uso sustentável. São 18 UCs com mais de 50% de suas áreas desmatadas. As UCs estaduais de uso sustentável são as que mais sofrem com o desmatamento, a exemplo da Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Araras, em Rondônia, com 84% da área desmatada. Em 181…

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O uso de agrotóxicos retóricos no jornalismo

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Resultado de imagem para usando agrotoxicosPor Gustavo Conde* [1]

A Folha faz uma matéria extensa hoje sobre o uso dos agrotóxicos, no limite da canalhice. A matéria é aparentemente digna, o texto é gramaticalmente aceitável, as informações são no limite do razoável, as coletas de dados são médias, as afirmações dos especialistas parecem constituídas de relevância técnica e algum contexto histórico, enfim, o trabalho dos jornalistas Reinaldo José Lopes e Gabriel Alves poderia merecer até um ‘parabéns’ do editor-chefe.

 O problema, parceiro, é o viés. Essa coisinha chamada ‘viés’ é a grande desgraça do ‘Braziliam Journalism’. A manchete é “Veja mitos e verdades no debate dos agrotóxicos” e o ‘olho’ da matéria é: “Discussão do projeto que facilita a liberação dos produtos na agricultura acirrou os ânimos de ambientalistas e ruralistas”.

O protocolo das redações pode inocentar os missivistas: quem assina a matéria não é quem faz o ‘olho’ e a manchete, por…

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Agrotóxicos: Brasil libera quantidade até 5 mil vezes maior do que Europa

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agrotoxicos-660x330O debate sobre o uso de agrotóxicos ganhou um novo capítulo, e ele não é bom para o Brasil. Estudo inédito revelou o abismo que existe entre a legislação brasileira e a da União Europeia sobre o limite aceitável de resíduos na água e nos alimentos. A contaminação da água é o que mais chama a atenção, com a lei brasileira permitindo limite 5 mil vezes superior ao máximo que é permitido na água potável da Europa. No caso do feijão e da soja, a lei brasileira permite o uso no cultivo de quantidade 400 e 200 vezes superior ao permitido na Europa.

Esses são os resultados do estudo “Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia”, da pesquisadora Larissa Mies Bombardi, do Laboratório de geografia Agrária da Universidade de São Paulo. “Infelizmente, ainda não é possível banir os agrotóxicos. Por isso, é importante questionar…

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Desaparecimento de insetos sinaliza para apocalipse ecológico na Europa

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O jornal britânico “The Guardian” publicou hoje um artigo assinado pelo editor de ciência do “Observer”,  Robin McKie, tratando do desaparecimento de diferentes espécies de insetos nas ilhas britânicas, no que parece ser a sinalização de que há um apocalipse ecológico ocorrendo debaixo de nossos narizes, na medida em que espécie antes abundantes estão com suas populações em franca diminuição [1].

apocalipse ecológicoAs estatísticas apresentadas por McKie são particularmente sombrias. Segundo ele, populações nativas de joaninhas estão caindo; três quartos de espécies de borboletas – como a dama pintada e a borboleta de Glanville – caíram significativamente em números; enquanto as abelhas, das quais existem mais de 250 espécies no Reino Unido, também estão sofrendo grandes quedas em suas populações, com grandes abelhões amarelos, abelhas solitárias de ceramistas e outras espécies declinando acentuadamente nos últimos anos. Outros insetos ameaçados incluem a cigarra New Forest, o besouro bronzeado e o…

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A Terra está à beira de uma calamidade global de plástico

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Precisamos urgentemente de consumidores, empresas e governos para reduzir o consumo de plásticos descartáveis, escreve o chefe da ONU para o Meio Ambiente.

Por Erik Solheim*

A poluição plástica atraiu a atenção do mundo e por uma boa causa.

Mais de 100 anos depois da sua invenção, somos viciados em plástico. Passar um dia sem encontrar alguma forma de plástico é quase impossível. Sempre estivemos ansiosos por abraçar a promessa de um produto que poderia tornar a vida mais barata, mais rápida e mais fácil. Agora, depois de um século de produção e consumo descontrolados, a conveniência se transformou em crise.

Além de uma mera comodidade material, hoje você encontra o plástico onde menos espera, incluindo os alimentos que comemos, a água que bebemos e os ambientes em que vivemos. Uma vez no ambiente, entra em nossa cadeia alimentar onde, cada vez mais, partículas de microplásticos estão aparecendo em nossos estômagos…

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Usinas, bancos, agrotóxicos, tabaco e armas financiam a ‘bancada do veneno’

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Saiba quais são as empresas por trás das campanhas eleitorais dos políticos que querem mudar as regras para facilitar o registro, produção, venda e uso de agrotóxicos. População rejeita mudanças

por Cida de Oliveira, da RBA 

VENENO 0A sociedade brasileira não quer mais agrotóxicos, mas a comissão especial corre para aprovar o substitutivo que tem como objetivo ampliar as vendas desses produtos

São Paulo – Produtores de cana de açúcar, eucalipto, tabaco, amianto, usinas de todos os tamanhos, indústrias químicas, de alimentos, celulose e de armas, pecuaristas, bancos e seguros de saúde. Esses setores, que dependem dos agrotóxicos em seus sistemas de produção, que os fabricam, que os vendem ou que pretendem ampliar a participação no agronegócio como um todo, estão entre os maiores financiadores de campanha dos deputados que defendem a aprovação do Pacote do Veneno.

A informação, com todos os números e cifras, é do Mapa do…

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O “Pacote do Veneno” é outra reafirmação da transformação do Brasil na latrina ambiental do planeta

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Imagem relacionadaAcabo de ler que a votação do chamado “Pacote do Veneno” que está sendo capitaneado pelo deputado Luiz Nishimori (PR do Paraná) acaba de ser adiada, provavelmente para que a bancada ruralista use do seu prestígio para conseguir transformar para muito pior a já frágil legislação que controla a liberação e venda de agrotóxicos no Brasil [1].

Resultado de imagem para pacote do veneno luiz nishimoriComo venho estudando a questão dos agrotóxicos há pelo menos 15 anos vejo como muita preocupação a inércia de segmentos políticos que deveriam, independente do seu viés ideológico, ser mais atuantes para impedir o aprofundamento da tendência do Brasil de ser a latrina ambiental do planeta. É que, acima de tudo, a indústria química já está preparando uma mudança mercadológica que irá aposentar os agrotóxicos das estratégias de manejo e controle que fazem parte do pacote tecnológico da chamada Revolução Verde.

Resultado de imagem para pacote do venenoComo sempre ocorre no sistema capitalista, essa aposentadoria se dará…

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