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Hidroterapia

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Hidroterapia

O que é?

O uso terapêutico da água quente para revitalizar juntas e músculos desgastados. É uma técnica auxiliar de reabilitação física e motora. Para pessoas que têm problemas como fraturas e artrites, é mais fácil se movimentar na água, que ajuda a reduzir as dores e os espasmos musculares, facilitando o relaxamento.

Quem pode fazer?

  • Pacientes ortopédicos: nos casos de osteoartrose, dores na coluna, má postura, pré e pós-operatórios, traumas esportivos e de trabalho
  • Pacientes reumatológicos: Artrite, fibromialgia
  • Pacientes neurológicos: traumatismos do crânio e da medula, distrofias musculares, paralisia cerebral e mal de Parkinson
  • Pacientes obstétricos: pré-natal e pós-parto
  • Portadores de deficiências mentais e sensoriais
  • Pessoas com problemas respiratórios e cardiovasculares
  • Vítimas de estresse
  • Atletas contundidos

Outros tipos de hidroterapia

Watsu
É uma terapia que combina o Zen Shiatsu (técnica para melhorar a postura e relaxar a coluna) e o uso da água aquecida: dentro de uma piscina, o paciente tem ativados os centros vitais de energia do seu corpo (conhecidos como “chacras”).

Hidromassagem
Na banheira de hidromassagem, a mistura de água quente e jatos de ar, que resulta numa corrente energizada de água, relaxa os músculos tensos e estimula o organismo a combater as dores naturalmente.

Choque Térmico
Facilita a recuperação de fraturas. Primeiro, coloca-se o pé na água quente (mas não fervendo) por três minutos, e depois na água fria por um minuto. E assim sucessivamente, até que se completem 15 minutos (o final é na água quente).

Banho de Krauter
Esse tratamento tem como objetivo a revigoração do organismo, usando alternadamente jatos de água quente e fria para estimular a circulação e energizar o corpo. Duração de vinte e cinco minutos.

Banho térmico mineral
Feito com cristais e minerais que são absorvidos por meio da pele, ajudando a desintoxicar o corpo e reduzindo o estresse. Beneficia especialmente as juntas. Dura vinte e cinco minutos.

Chuveiro Vichy
Banho de vinte e cinco minutos com óleos herbais concentrados, derivados de fontes botânicas (como a camomila e as folhas selvagens, por exemplo). Alivia e relaxa os músculos e as juntas.

Bebendo saúde

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A água, seja natural ou mineral, também pode ser terapêutica quando ingerida. Saiba como usar a água natural para melhorar a sua saúde:

  • Como remédio — Beber muita água é importante para quem tem febre, pois isso impede a desidratação e elimina toxinas.
  • Para limpeza — A água pura estabiliza a temperatura do corpo, nutre as células e elimina substâncias que não servem ao organismo. Qualquer bebida sem álcool é ótima para hidratar o corpo.
  • Nos exercícios — Quem não consome líquidos antes, durante e depois dos exercícios pode sofrer câimbras.
  • Nas dietas — A água ajuda nas dietas, pois diminui o apetite se for tomada antes das refeições. Já os refrigerantes engordam, mas não alimentam.

Confira os efeitos dos principais tipos de água mineral:

  • Magnesiana — Muito eficaz contra o mau funcionamento do sistema digestivo e insuficiência hepática.
  • Ferruginosa — Boa no tratamento de anemia e fadiga.
  • Alcalina — Usada contra úlceras, arterioesclerose, hipertensão e inflação dos rins. Também ajuda a eliminar cálculos renais.
  • Radiativa — Eficiente contra problemas de fígado e cálculos biliares. É um sedativo do sistema nervoso e ajuda as glândulas e funcionarem corretamente.
  • Bicarbonatada — Útil no tratamento de cálculos renais, mau funcionamento do fígado e gota.
Fonte: Saúde – Correio Brasiliense – Data: 08.03.99
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Importância da água no organismo

A seguir, reproduziremos um caso relatado pelo Dr. Ícaro Alves Alcântara – Médico docente da disciplina SEMIOLOGIA do UNICEUB – Centro Universitário de Brasília.

Há cerca de um ano, atendi no HFA uma senhorita dos seus “quase 30 anos” com uma ENXAQUECA bastante comum: Cefaléia (Dor de cabeça).

A paciente relatava que já havia passado por otorrinos, oftalmo, neuro, clínico e até endocrinologista, com as prescrições dos mais diversos tratamentos e a presunção de várias hipóteses diagnósticas, sem qualquer melhora, entretanto.

Durante sua consulta, entre várias perguntas habituais, questionei o quanto de ÁGUA ela bebia por dia e de que forma (ou seja, com qual periodicidade).

A mesma me afirmou que bebia pouquíssima água, porque não sentia sede, principalmente à noite.

Após várias outras perguntas, suspendi todos os
medicamentos e disse-lhe que ela precisava apenas tomar água adequadamente.

Um tanto quanto descrente, ela voltou para casa.

Após apenas uma semana, retornou referindo que não sentia mais dor de cabeça, que seu intestino funcionava melhor e que sua disposição havia
melhorado.

Milagre?
Não. Bom senso. Mudanças ou adequação de hábitos em nossas vidas.

Todos nós sabemos o quanto é importante uma ingestão adequada de água diariamente, mas quase sempre negligenciamos.

Todos os organismos vivos apresentam de 50% a 90% de água em si.

O próprio corpo humano é constituído em 70% por água que, em constante movimento, hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina
toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades.

Preconiza-se o número de 1 copo de 200ml de água por hora em que se estiver acordado.

Assim sendo, a ingestão de água deve ser independente da sede, constante e rigorosa.

E não adianta deixar para tomar os 2 a 3 litros necessários diariamente de uma só vez.
Estudos mostram que o estômago capacita apenas 12ml/kg/hora, ou seja um adulto não conseguirá tomar mais de um litro de uma só vez sem “passar mal”.

Se você ainda não se convenceu, observe:

desvitalização dos cabelos;
descamação do couro cabeludo;
distúrbios de concentração;
sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias, em virtude da circulação cerebral por baixa quantidade de água que faz o sangue ficar mais “viscoso” e “grosso”, de circulação mais lenta;

ressecamento dos olhos e tecido das vias aéreas que com baixa umidade, sofrem lesões com mais facilidade por ficarem mais frágeis, assim tornando-se mais propensos a inflamações e infecções;
conjuntivites;
sinusites;
bronquites;
pneumonias;

lesões da pele com aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada das toxinas via pele e seu acúmulo local;
queda e enfraquecimento dos pêlos;
baixa produção de saliva;
distúrbio no aproveitamento adequado
de vitaminas e sais minerais, com excesso em alguns lugares e falta em outros, levando a cãibras, dormências, perdas de força muscular e problemas ósseos dentais;

respiração dificultada, por vezes levando à falta de ar, sobretudo nos exercícios físicos;
constipação e por vezes, sangramento retal (devido a fezes ressecadas, endurecidas que lesam o tecido intestinal ao moverem-se em seu interior);
impotência ou disfunções eréteis ou, no caso das mulheres, sangramentos vaginais.

É certo que há água nos alimentos, mesmo os sólidos, mas a complementação da ingestão diária de água deve ser feita, periodicamente, conforme já disposto.
Uma forma de se observar se a quantidade de água é adequada, é observar a cor da urina, que deve ser incolor. Quanto mais forte, pouca ingestão de água
está sendo feita.

Vale lembrar que é sempre bom evitar bebidas alcoólicas, ou não alcoólicas, que apesar de serem diuréticas evitam que se beba a água.

Evite também, a ingestão de água pelo menos meia hora antes do almoço, para não prejudicar a digestão.

Uma curiosidade:

Há trabalhos científicos evidenciando que muitos
tratamentos com medicações orais, sobretudo anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal e anti-hipertensivos não alcançam o devido sucesso em virtude da baixa ingestão de água por parte do paciente; isto se deveria tanto à má circulação da substância pelo corpo quanto à má absorção da
mesma no intestino, processo este dependente da água como veículo de transporte para a substância.

Ícaro Alves Alcântara
Revista UNICEUB – Ano IV – Abril 2003 – Nº 8

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