AMANHÃ DEBATE SOBRE O CONSUMO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS NO RJ

CARTA ENVIADA AO PORTAL VERDE POR RENATO MARTELETTO. O PORTAL VERDE APOIA INTEGRALMENTE. TODOS LÁ!

Prezados amigos, colaboradores e simpatizantes.

Diante o quadro preocupante da atual procedência dos alimentos consumidos em nosso país, onde os altos índices de agrotóxicos, conservantes, hormônios, transgênicos, poluição da água, etc. contaminam nossa alimentação, ocasionando o aumento de doenças degenerativas e comprometendo todo nosso ecossistema, realizaremos um debate para juntos encontrarmos soluções para este tema de altíssima relevância para as nossas famílias e futuras gerações.

Neste encontro público a intenção é esclarecermos aos consumidores a real importância dos alimentos orgânicos em nossa sociedade, além de informá-los todo procedimento que envolve produção, certificação e fiscalização, além de abordar outros assuntos importantes. 

Certo que com essa iniciativa estaremos contribuindo para a valorização da Agricultura Orgânica / Agroecológica e melhorias na alimentação de nosso país, aguardamos sua presença.

TEMAS QUE SERÃO ABORDADOS

– Histórico dos alimentos orgânicos em nossa cidade.

Quando e como esse movimento iniciou-se?

– Os malefícios dos agrotóxicos em nossas vidas.

O que está sendo feito para combater esses venenos?

– Preços.
Porquê alguns alimentos orgânicos ainda são mais caros ?

– Certificação.
Será que apenas um selo de garantia comprova a procedência dos produtos comercializados ?

– Fiscalização.
Existe rastreamento, controle e fiscalização desses alimentos?

– Crescimento.
Quando o consumo de alimentos orgânicos passará a ser um direito de todos ?

CONVIDADOS

 

AGROPRATA – Associação dos Produtores Orgânicos da Pedra Branca

– AGROVAGEM – Associação dos Produtores de Vargem Grande

– APEDEMA – Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente

– Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

– Certificadoras IBD, Ecocert e INT

– Cooperativa dos Produtores Orgânicos de Magé

– FIOCRUZ

– INCA

– Ministério Público

– PROCON

– SEBRAE

– Sitio da Minhoca  

– Vigilância Sanitária

 

Local: Restaurante Metamorfose         

Endereço: Rua  Santa Luzia, 405 sobreloja 201 – Castelo – Centro  

Dia: 20 de Agosto de 2014 (quarta-feira)

Horário: 16hs

Informações : 99194-6867  

Nunca duvide da capacidade de um pequeno grupo de dedicados cidadãos para mudar os rumos do planeta. Na verdade, eles são a única esperança de que isso possa ocorrer.” (Margareth Mead)

Resíduos tóxicos nos alimentos

Especialistas explicam como a população adoece devido aos resíduos tóxicos nos alimentos.

As pessoas evitam pegar latas amassadas da prateleira do supermercado, mas não se preocupam com a dose de veneno que ingerem diariamente, até com o nosso pão de cada dia. São 2.300 tipos de agrotóxicos definidos em 270 espécies de culturas, incluindo aí o pasto dos animais que fornecem carne e leite, afirma a professora Silvia Tondella Dantas, especialista em Embalagem do Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), que falou na Cientec – Feira de Tecnologia da Unicamp, em Campinas – SP, sobre o problema das latas amassadas.

Já a pesquisadora Heloísa Toledo, do Instituto Adolfo Lutz de   São Paulo-SP, falou sobre os resíduos químicos embutidos nos
alimentos que estão nas prateleiras, segundo ela, o nosso feijão como arroz vem temperado com toda sorte de produtos agroquímicos.

O Adolfo Lutz entre outras atividades de excelência no cenário  nacional, realiza o aferimento do chamado “limite máximo de
resíduos”, ou seja, o que o organismo humano tolera de envenenamento pela alimentação. A medição tem como parâmetro
miligramas de agrotóxicos por tonelada de produto. Um tanto a mais dispara o alarme. “O problema é o uso indiscriminado de
agrotóxicos e a precariedade da fiscalização”, afirma a doutora Heloísa.

Mesmo se houvesse um severo controle, pelo modo convencional usado na produção agrícola, o cardápio do mundo inteiro estaria longe de ser totalmente inofensivo. Não só pelo limite máximo de resíduos químicos, mas pelo solo onde a planta é cultivada, muita vezes tão faminto como parte da população.

Já Fernando Antonio Cardoso Bignardi, especialista em ecologia médica da Escola Paulista de Medicina, outro palestrante, lembra
que a técnica do arado rasgando a terra, importada dos países frios (e ricos), acaba com os seus nutrientes e produz plantas
inócuas. “Podemos dizer que estamos comendo alimento do solo morto”, afirma.

Os distúrbios provocados pela insuficiência de nutrientes necessários nesses alimentos entopem os consultórios médicos e,
por falta de um diagnóstico sério, o paciente acaba levando tranquilizante para casa. “A venda de tranquilizantes bate em dez
vezes a de aspirina, por exemplo”, comente Bignardi.

“O paciente chega ao consultório médico e diz que não está se sentido bem. O doutor pergunta onde dói. Mas a pessoa não sabe
onde dói. Ele explica que não tem apetite, nem sexual, não está produzindo no trabalho, não dorme bem. Então esse médico (que é
formado pela escola de medicina convencional), porque o paciente não sabe onde dói, acha que o distúrbio é psíquico”, acusa.

“Hoje o conceito mais moderno em todas as doenças, infecciosas ou não, é de que decorrem de um terreno pobre. Um ser intoxicado
adoece e qualquer tratamento deve iniciar pela desintoxicação”, adverte Fernando Bignardi.

Fonte: Jornal da Unicamp.