JORNADA DA SAÚDE GLOBAL – Gratuito e presencial – Niterói, RJ

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Instituto Ortobio realiza

JORNADA DA SAÚDE GLOBAL

EVENTO GRATUITO – 19 de setembro de 2015

PROGRAMA

9:10 – Abertura com o prof. Fiorentin, diretor e fundador do Instituto

            Ortobio.

  9:30 – Desapego, aceitação e exercício: o tripé da vida longa –

             Introdução ao Chi Kung e ao Liang Gong (Explanação e

             vivência) – Marco Lima

11:10 – A Meditação como instrumento eficaz de autotransformação

             Global (Explanação e vivência) – A. Fiorentin

12:30 – ALMOÇO

14:10 – A Rede sem Fios: Como a malha energética do corpo conecta

             a mente com o organismo – Arnaldo V. Carvalho

15:30 – A influência do Intestino nas Emoções e no Cérebro – A.

              Fiorentin

17:00 – Os benefícios do corpo em movimento globalizado

             (Explanação e vivência) – Patrícia Cardarello

CONFERENCISTAS

A. Fiorentin – Fundador e diretor do Instituto OrtoBio; mentor e instrutor de Yoga Integrado; tradutor das obras sobre Biopsicoenergética do Dr. Livio Vinardi; estruturou a Ortobioenergética, a qual se compõe de mais de dez cursos sobre saúde e autodesenvolvimento; tem três livros publicados; participou de congressos nacionais e internacionais e programas de TV sobre qualidade de vida, aprendizagem acelerada e espiritualidade; ministrou várias disciplinas nos níveis de 2º e 3º graus.

Arnaldo V. Carvalho – Terapeuta corporal e naturopata; autor do livro Shiatsu Emocional; é membro da ABRASHI – Associação Brasileira de Shiatsu; pratica Shiatsu há 18 anos e já ministrou cursos em dezenas de cidades brasileiras e diversos países de quatro continentes.

Marco Lima –  Mestre em Chi Kung e Lian Gong em 18 Terapias, acupunturista e shiatsuterapeuta; pós-graduado em Medicina Chinesa; autor do livro “A Cota do Dia – Prolongando a Essência da Vida“; professor de Educação Física.

Patrícia Cardarello – Fisioterapeuta com formação complementar em Pilates, RPG, Stretching Global, Shiatsu, Drenagem Linfática e Reabilitação Geriátrica.

  Coordenador: A. Fiorentin

NOTAS

– Devido ao número limitado de lugares, escolha seus temas (podem ser todos) e nos comunique logo via e-mail.

– Vir com vestuário leve, especialmente para as vivências.

– Favor chegar com antecedência, pois o horário será cumprido.

– Como pré-requisitos, trazer boa porção de motivação, bom humor, fraternidade e um belo sorriso.

– O que não trazer: pessimismo, desesperança, tristeza, desânimo e ansiedade.

– Objetivo do evento: conscientizar as pessoas sobre métodos simples, não invasivos e eficazes para tratamento e prevenção de transtornos orgânicos e psíquicos.

INSTITUTO ORTOBIO

Rua Miguel de Frias, 40/504, Icaraí – Niterói – RJ

(21) 2717-9117 e 9.8106-1991

www.ortobio.com.br

Medicina integratia, Saúde integrada

Autor de livro sobre medicina integrativa, cirurgião Paulo de Tarso Lima fala sobre a combinação de várias terapias

O médico Paulo de Tarso Lima, 44, tinha uma carreira comum de cirurgião. Atendia pacientes, fazia cirurgias, acompanhava pós-operatório.

Há alguns anos, passou a se incomodar com a qualidade do atendimento que oferecia. Percebia que não estava acolhendo as expectativas dos pacientes, que desejavam uma atenção mais global. Ao procurar informações sobre como podia ir além do atendimento comum, chegou à medicina integrativa.
Autor do recém-lançado “Medicina Integrativa – A Cura Pelo Equilíbrio” (MG Editores, 144 págs., R$ 32,20), o primeiro em português sobre o tema, o médico, que coordena o Departamento de Medicina Integrativa e Complementar do hospital Albert Einstein, explicou à Folha o que é essa modalidade.
FOLHA – O que é a medicina integrativa?
PAULO DE TARSO LIMA – É a integração de todos os tipos de terapia com evidências acadêmicas, sejam elas convencionais ou complementares.
Se um paciente me diz que faz meditação porque se sente melhor e eu sei que essa prática é, comprovadamente, excelente para reduzir o estresse e melhorar a pressão arterial de fundo emocional, digo que o que ele está fazendo é fundamental para o tratamento. Aceito a união da alopatia com a meditação para promover bem-estar. E, ao validar a terapia do meu paciente, estou dando poder a ele e incentivando o autocuidado. Uma das premissas da medicina integrativa é promover saúde, é ir além da cura.
FOLHA – Como descobriu a medicina integrativa?
LIMA – Passei por uma insatisfação profissional. Achava que faltava algo no tratamento com meus pacientes. Eles não se sentiam amplamente cuidados.
Ao buscar informações, cheguei à Universidade do Arizona, onde foi fundado o primeiro curso de medicina integrativa.
Essa modalidade começou nos anos 70 nos Estados Unidos. Hoje está em 44 das 125 faculdades de medicina de lá. A proposta é olhar o paciente todo -corpo, mente e espírito-, e não apenas uma parte dele. É uma medicina holística, mas preocupada em dar atenção individualizada ao aceitar o que o paciente deseja e não impor o que ele deve fazer.
FOLHA – Na teoria, essa integração parece ideal, mas não é o que se vê na prática. Por quê?
LIMA – O sistema de saúde brasileiro ainda não investe na promoção de saúde, e o ambiente de trabalho dos profissionais de saúde é ruim. Além disso, existe um grupo de céticos. Muitos praticam essa medicina, mas não dão o nome de integrativa.
FOLHA – Dá para praticá-la com pacientes do SUS?
LIMA – Sim. A consulta não precisa ser demorada. Basta o médico abrir o diálogo e pesquisar sobre o tema. Algumas prefeituras já disponibilizam serviços de acupuntura, shiatsu, consultas com homeopatas.
FOLHA – Quais os desafios da medicina integrativa no Brasil?
LIMA – Tem de haver um reposicionamento dos profissionais para que promovam saúde, e não apenas cura. Eles têm de se cuidar mais. Quando ocorrer isso, eles vão agir da mesma forma com o paciente.
Um desafio prático é a criação de um banco de dados, em português, das práticas complementares e alternativas que têm comprovação científica.
Eu valido a fé porque há estudos ligando o divino à melhora do bem-estar. Já a associação de alguns fitoterápicos ao tratamento convencional pode ser perigosa, porque eles interagem e a ação do remédio muda.

REPORTAGEM DE PATRICIA CERQUEIRA

FONTE: Folha online, 14/01/2010