Informativo Portal Verde – Janeiro de 2008

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Informe eletrônico Portal Verde Qualidade de vida!
Portal Verde – Organização dedicada à saúde e desenvolvimento humano. Ano 3 Número 10 – EDIÇÃO Janeiro/2008
Editorial
Use o filtro solar. As pessoas do futuro se arrependerão de muitas coisas, que no agora estão presenciando. Como você se vê no futuro? Como se vê olhando para trás? Ah, sim, você olhará… Então, faça de seu presente a jóia rara que acabou de ganhar, mais uma vez, assim que os olhos se abriram para um novo dia! Aproveite para mudar tudo, o ano está apenas começando!
Notícias
1. Calor humano aquecerá prédio na Suécia. O calor gerado pelas milhares de pessoas que passam todos os dias pela estação central de trens de Estocolmo servirá de calefação para um novo edifício situado perto dali, anunciou o responsável pelo projeto (…). Veja a Matéria Completa

2. Terapia pode amenizar autismo. Um estudo realizado por cientistas americanos em camundongos sugere que uma correção genética pode aliviar os sintomas da Síndrome do X Frágil, que causa dificuldade de aprendizado e é considerada uma das principais causas do autismo (…). Veja a Matéria Completa

 


3. Gosto por legumes e frutas vem desde o feto. Os bebês podem se acostumar a comer frutas e legumes mesmo antes de nascer, com a ajuda das mães, segundo uma pesquisa publicada na revista americana Pediatrics (…). Veja a matéria Completa

 

Receita Natural

PASTA DE BROTO DE GRÃO DE BICO

Ingredientes:

– 2 xícaras de brotos de grão de bico;
– 1 dente de alho;
– 1 colher de sopa de azeite de oliva extra-virgem;
– ½ xícara de água;
– 1 colher de sopa de suco do limão;
– Sal marinho, shoyo, óregano e cominho, etc…

Modo de fazer:

Bater todos os ingredientes no liqüidificador.

Para uma boa digestão, sempre:

– Escolha corretamente os alimentos;
– Mastigue corretamente o alimento, pois aumenta a área de contato entre as enzimas digestivas e as partículas dos alimentos; 70% dos carboidratos contidos nos alimentos são digeridos na boca através da ptialina, enzima presente na saliva;
– Evite tomar líquidos durante as refeições, pois estes diluem as enzimas digestivas interferindo na digestão do alimento;
– Evite sobremesas pois causam distúrbios digestivos, propiciando as fermentações;
– Evite comer em demasia, pois isso sobrecarrega os órgãos do aparelho digestivo;
– Observe a combinação dos alimentos;
– Pratique exercícios físicos; e
– Alimente-se tranqüilo, com sentimento de gratidão.

Bom pra Cuca

“DEIXA SAIR” (de Sonia Hirsch)

Para quem quer se desintoxicar, perder peso, liberar tensões, normalizar o intestino e melhorar a vida em todos os sentidos. www.circulosaude.com.br

Frase pra Pensar

“Muitas vezes lamentaríamos se nossos desejos fossem atendidos.” (Esopo)

Pergunte ao Terapeuta

LUPUS

Gostaria de obter informações sobre esta doença e se existe um tratamento ou cura para esta doença utilizando a Naturopatia?
(
S. Fraga, via Internet)

R – Como todas as doenças auto-imunes, o cliente com lupus reage bem à dieta do tipo sanguíneo e nutrição ortomolecular, ao consumo de cogumelos do sol, e a acupuntura e aromaterapia. Vencer uma doença é conhece-la, principalmente sua verdadeira origem. A naturopatia fala de tratar-se por métodos naturais, e desenvolver o autoconhecimento é um de seus papéis.

Atenciosamente,
Arnaldo V. Carvalho – Naturopata

Blog de Terapeuta Thai mantém o leitor antenado com a terapia

O blog da terapeuta e professora Gislaine Meera Teixeira sobre Thai Yoga Massagem merece destaque no cenário nacional.

Gislaine demonstra grande sensibilidade, não se bastando em tornar o blog repleto de posts e imagens cativantes sobre a Thai. Ela explora o sensível em toda a atividade que considera pró-vida, e compartilha seus passos com os leitores, conclamando-os ao encontro e ao movimento perene para o reequilíbrio.

O Portal Verde recomenda e estará sempre antenado nas realizações e postagens do blog da Thai Massagem em: http://thaiyogamassagem.wordpress.com/

Visite!

Dráuzio Varella e a Fitoterapia no Brasil II

Dráuzio Varella e a Fitoterapia no Brasil II

“Não há porque envergonhar-se de tomar do povo o que pode ser útil à arte de curar.”

Hipócrates (460-380  a.C.)

Há muito tempo a Antropologia se recusa a utilizar categorias inadequadas para estudar e compreender o pensamento popular à respeito da saúde e da medicina. Os folcloristas no passado se referiam à medicina popular como superstições, crendices, práticas consideradas abomináveis por médicos ou pessoas de formação acadêmica. Esta rejeição pejorativa do pensamento popular ocorre sem nenhuma análise de sua função social, já que as práticas da medicina popular necessitam melhores observações e não podemos destacá-las pura e simplesmente sem estudar o seu contexto cultural, sem participar da vida, da interação com aqueles que nos deram os informes, geralmente extraídos e exibidos em função de sua estranheza ou seu exotismo. (1)

Muitas práticas consideradas crendices no passado, atualmente são plenamente explicáveis cientificamente. O uso da laranja mofada ou do queijo embolorado, por exemplo, para tratar feridas tem sido uma prática muito mais antiga do que a descoberta da penicilina por Alexander Fleming (1881-1955)  em 1932. Atualmente sabemos que a laranja abandonada no fundo do quintal, quando apodrece é atacada por um fungo do mesmo gênero (*) do bolor utilizado por Fleming para produzir o primeiro antibiótico. E o raizeiro raspa a casca da laranja onde estava o bolor e passa externamente nas feridas crônicas. Em pouco tempo a inflamação cede e começa o processo de recuperação do paciente. Da mesma forma, em Cesárea, antiga cidade fundada pelos romanos, os armênios tratavam as feridas atônicas, cobrindo-as com queijo mofado, também produzido por um bolor semelhante ao bolor que deu origem à penicilina. (2)

A vacinação anti-variólica, descoberta por Edward Jenner (1749-1823) em 1798, responsável pela erradicação da varíola em todo o mundo, uma doença extremamente virulenta e mortal, somente foi possível graças aos próprios camponeses na Inglaterra que, pelo menos, a partir de 1675, se vacinavam, inoculando em si mesmos as secreções do gado atingido pela varíola bovina. Isto porque eles sabiam que a cow-pox (varíola bovina) era benigna e não matava como a varíola humana. Inclusive o próprio Jenner, médico que, ao atender uma camponesa, e suspeitar de que estivesse com varíola humana, obteve como resposta, e com extrema segurança, o seguinte: “ Não posso ter varíola, porque já tive cow-pox.” Esta foi a informação que Jenner necessitava para descobrir o princípio da vacina e iniciar o combate a esta terrível doença de maneira rigorosamente científica. Graças à uma crendice de origem popular, Dr. Dráuzio Varella!

Mas não somente os camponeses ingleses conheciam esta técnica. A inoculação da varíola a fim de provocar uma forma atenuada da mesma era conhecida secularmente na China. A crosta de uma  pústula era pulverizada e introduzida no nariz ou insuflada por meio de um tubo de bambu até que se formasse uma erupção local. Os armênios também se vacinavam muitos séculos antes de Jenner. O padre Lucas Indjidjian, em seu livro “Darap atum” (História dos Séculos), publicado em 1827, descreve as minúcias do método nos seguintes termos: “Os armênios praticavam, há muito tempo, a vacinação contra a varíola, de modo empírico. Consistia seu método em recolher as crostas das pústulas de varíola na fase de descamação e conservá-las nos resíduos de passas de uvas. No momento oportuno, administravam-se essas passas às pessoas que se pretendia preservar da varíola. Mais tarde, os armênios puseram em prática o método de inoculação por incisão ou fricção, procurando levar o agente portador da varíola por baixo da pele do indivíduo são. Este método profilático foi introduzido em Constantinopla por emigrantes armênios no ano de 1718. Lady Montague, esposa do embaixador inglês junto ao sultão, experimentou sua utilidade em seu próprio filho”. (2)

Assim os exemplos são inumeráveis de supostas crendices populares que, com o desenvolvimento da ciência, e a superação dos preconceitos por parte dos cientistas, acabam sendo esclarecidas e enaltecendo a grandeza do pensamento médico popular. O próprio Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) afirmava que “sábios tem menos preconceitos do que os ignorantes, porém ficam mais presos aos que possuem.” Por isso é muito difícil convencer um médico preconceituoso e limitado como Dráuzio Varella. O paradigma cartesiano está tão profundamente arraigado e internalizado em seu pensamento que o torna obcecado pelas suas convicções pseudo-científicas.

Sabemos hoje que inúmeras plantas medicinais tiveram suas propriedades medicinais descobertas em ambiente não-científico. A planta chinesa ma huang (**) que contém efedrina (alcalóide utilizado como agente cardiovascular) foi empregada empiricamente pelos médicos nativos, hoje em dia, chamados de médicos de pés-descalços, durante mais de 5.000 anos! O receituário chinês menciona que a planta é útil como antipirética, sudorífica, estimulante circulatório e sedativo da tosse. E eu pergunto, isto também era uma crendice, Dr. Dráuzio Varella?

Na Inglaterra, as folhas da dedaleira (***) era utilizada sob a forma de infusão para o tratamento da hidropisia (ascite) provocada pela insuficiência cardíaca. Esta prática popular foi recolhida pelo médico inglês William Withering (1741-1799) em 1771, que documentou toda esta experiência em livro publicado na época. Entretanto somente em 1910 a ação da digitalina (hoje digoxina), glicóside contido na planta, sobre o músculo cardíaco foi   explicada de forma científica e até hoje vem sendo aplicada com grande aceitação pela medicina científica e até mesmo pelo médico Dráuzio Varella.

O isolamento da vitamina C e a definitiva explicação das causas do escorbuto são atribuídas a Albert Szent-Gyorgi (1893-1986) e Charles King (1896-1988)  em 1932. Entretanto, o tratamento do escorbuto com cítricos era conhecido desde 1498, quando os marinheiros de Colombo foram acometidos de escorbuto, os homens quase moribundos, pediram para serem deixados numa ilha. Quando meses depois, Colombo retornou à ilha, encontrou seus homens vivos e saudáveis. Durante o período tinham se alimentado de frutos tropicais existentes na ilha e por isso a ilha passou a ser chamada de “Curaçao”. Em 1593, Pietro Mathiolus (1501-1577) publicou, na Europa, uma receita em que preconiza o emprego dos frutos da rosa silvestre (****) contra as hemorragias dentárias, assegurando que o pó dentifrício de rosa silvestre fortalece as gengivas. Hoje sabemos que o fruto da rosa silvestre possui altos teores de vitamina C (900 mg). Portanto uma crendice fitoterápica perfeitamente esclarecida.

Um fitoquímico brasileiro, Prof. Walter Mors, inclusive, reconheceu que na verdade só podemos admirar a experiência milenar de povos primitivos que, muito antes do surgimento da ciência moderna, descobriram, por exemplo, todas as plantas portadoras de cafeína: o chá na Ásia, o café e a noz-de-cola na África, o guaraná e o  mate na América. E o efeito estimulante da cafeína nem é tão flagrante que possa ser reconhecido num simples mascar de folhas ou sementes. (3)

Segundo Jan Muszynski, atualmente conhecemos 12.000 espécies de plantas medicinais que são usadas por diferentes povos em todo o mundo. Convém acrescentar que essas espécies são as selecionadas por diversos povos durante milhares de anos. A ciência moderna não descobriu nenhuma planta nova medicinal ou comestível, mas somente estuda e introduz as já conhecidas popularmente. (4)

Apesar de tudo, o menosprezo pelo saber popular permanece. Para a ciência cartesiana, o único saber válido que existe é apenas o pensamento científico e com isso os demais saberes são na verdade não-ciência, e se um raizeiro descobre alguma propriedade medicinal em uma planta com que convive há anos, este conhecimento faz parte da biodiversidade na qual está inserido, portanto passível de expropriação por quem possua direitos sobre a área. Tal como no período dos grandes descobrimentos, os direitos são concedidos muito antes da conquista efetiva através da ocupação do território. (5)

Entretanto a história da ciência tem mostrado que as grandes descobertas científicas ocorrem fora do espaço teórico-científico ou acadêmico. No século XIX, todos os historiadores da química reconheceram o furor experimental dos alquimistas e acabaram rendendo homenagem a alguns descobrimentos positivos, tais como o ácido sulfúrico e o oxigênio, ainda que para eles não fosse uma descoberta. René Dubos, inclusive, talvez o  mais importante biólogo e cientista do século XX, afirma que as principais invenções que deram impulso surpreendente à ciência foi promovida por mecânicos, curiosos, bricoleurs, inventores, etc. (6)

No livro “O Pensamento Selvagem”, Claude Lévi-Strauss reconhece a legitimidade e a grandeza do saber indígena e popular.  Segundo ele, o pensamento selvagem não é uma estréia, um começo, um esboço, parte de um todo não realizado; na verdade forma um sistema bem articulado; independente, neste ponto, desse outro sistema que constituirá a ciência (cartesiana). Cada uma dessas técnicas, muitas delas oriundas do período neolítico, a cerâmica, a tecelagem, agricultura, o tratamento de doenças com plantas  e a domesticação de animais supõe séculos de observação ativa e metódica, hipóteses ousadas e controladas, para serem rejeitadas ou comprovadas por meio de experiências incansavelmente repetidas. Por isso foi preciso, não duvidamos, uma atitude de espírito verdadeiramente científica, uma curiosidade assídua e sempre desperta, uma vontade de conhecer pelo prazer de conhecer, porque uma pequena fração apenas das observações e das experiências poderia dar resultados práticos e imediatamente utilizáveis. As diferenças entre o saber científico e o saber selvagem ou popular se situam não ao nível dos resultados, mas sim quanto à estratégia para chegar ao conhecimento, o saber popular muito perto da intuição sensível e o outro mais afastado. (7)

E com isso toda a criatividade desenvolvida por raizeiros, parteiras, mateiros, pajés, pais-de-santo, rezadores, curadores de cobra, ao longo de uma vivência pessoal acumulada através dos anos, sem nenhum apoio externo institucional, agora está sendo valorizada e expropriada com tenacidade pelos grandes laboratórios. Afinal de contas, uma tradição não expressa senão a longa e penosa experiência de um povo. Nasce da batalha travada para manter a sua integridade ou, para dizê-lo com mais simplicidade, da sua luta para sobreviver, buscando na Natureza remédio para seus males.

Com certeza o aumento da longevidade ocidental e oriental se deve ao avanço da ciência e do conhecimento, mas não apenas dos medicamentos farmacêuticos, pois os recursos terapêuticos da medicina alopática tiveram um papel muito pequeno nos resultados obtidos. O conjunto dos atos médicos modernos é impotente para reduzir a morbidade global. (8)

Na verdade, as moléstias infecciosas, tais como, tuberculose, disenteria, tifo que dominaram o nascimento da era industrial vinham gradativamente reduzindo sua incidência, depois da Segunda Guerra  Mundial, antes do emprego dos antibióticos.  Quando a etiologia dessas moléstias foi compreendida e lhes foi aplicada uma terapêutica específica, elas já tinham perdido muito de sua atualidade. É possível que a explicação se deva em parte à queda natural de virulência dos microrganismos e à melhoria das condições de habitação e da disseminação de redes de esgoto e de água tratada, mas ela reside, sobretudo, e de maneira muito nítida, numa maior resistência individual, devida à melhoria da nutrição e conseqüentemente do fortalecimento do sistema imunológico humano.

Portanto o Dr. Dráuzio Varella se equivoca quando atribui a maior expectativa dos povos orientais aos avanços da medicina e aos antibióticos. As estatísticas mostram que  os índices de morbidade dos povos orientais  são bastante inferiores aos padrões ocidentais. A diferença fundamental reconhecida mundialmente está no regime alimentar e no estilo de vida e principalmente no consumo maior de proteínas de origem vegetal.

Por outro lado, é necessário reconhecer os grandes avanços tecnológicos obtidos pela biomedicina no mundo inteiro. Porém sabemos todos, que as pesquisas e os investimentos são realizados por grandes empresas que monopolizam o mercado mundial e, como tem propósitos lucrativos, somente investem no tratamento de doenças que lhes permitam elevada lucratividade. Por isso as doenças mais comuns dos países do terceiro mundo recebem pouca atenção e pesquisas no sentido de produzir novos medicamentos eficazes para combatê-las. Na verdade os medicamentos utilizados no tratamento de doenças degenerativas, como o câncer, o diabetes, as doenças cardio-vasculares, e os equipamentos eletrônicos de monitoramento de pacientes terminais são o grande foco da indústria farmacêutica e médica.  E o raciocínio de seus dirigentes chega a ser bastante simplório, tal como a declaração de um financista da indústria farmacêutica, numa entrevista ao jornal Herald Tribune (01/03/2003): “O primeiro desastre é se você mata pessoas. O segundo desastre é se as cura. As boas drogas de verdade são aquelas que você pode usar por longo e longo tempo.” Sem comentários. (9)

Com relação à avaliação da eficácia dos medicamentos fitoterápicos promovida pelo quadro “É Bom pra Quê?” do Fantástico, é realmente lamentável que um médico como Dráuzio Varella não saiba que em epidemiologia é necessário analisar uma grande quantidade de resultados para se chegar a uma conclusão. Inclusive, sabemos todos, que uma clínica não pode ser avaliada pelo número absoluto de óbitos.  Deve-se comparar os resultados com o número médio de óbitos mensal para saber se  alguma anormalidade  está ocorrendo. Apenas quando o número de óbitos está muito acima da média, as autoridades médicas acionam o alarme e começam a investigar os motivos que extrapolaram à média esperada.

Trata-se de desonestidade intelectual condenar o uso da babosa (Aloe Vera) no tratamento do câncer utilizando um caso negativo isolado. Medicina não é matemática. Para obter uma avaliação válida do uso da babosa no tratamento de câncer, o médico/repórter Dráuzio Varella deveria buscar os resultados médios obtidos nos diferentes postos de saúde que a utilizam ou até mesmo na extensa bibliografia existente não somente no Brasil, mas no mundo inteiro.

Se fosse necessário avaliar os resultados do tratamento de uma doença por um medicamento sintético teríamos, no campo da ciência, de agir desta maneira. Porque no caso da fitoterapia é diferente? Dois pesos e duas medidas.

Com relação à necessidade de pesquisas com as plantas medicinais a Universidade Brasileira desenvolve, há vários anos, padrões de avaliação científica das plantas medicinais. Desde a realização do 1o Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil em 1967, quando foram apresentados 22 trabalhos científicos até o XVII o Simpósio em Cuiabá em 2002, que recebeu 870 trabalhos científicos, houve um incremento de 3800 % (10). Talvez ainda seja muito pouco, para um país com as dimensões do Brasil. Mas estamos buscando um caminho, com dificuldades, é claro. Portanto são inúmeros os pesquisadores no Brasil habilitados para elaborar projetos e pesquisas sobre plantas medicinais. E nós não necessitamos da ajuda do Dr. Drauzio e muito menos do Fantástico para fazer esse trabalho de avaliação. E, além disso, o Dr. Dráuzio é um simples médico/repórter sem experiência e habilitação para fazer esse tipo de trabalho, inclusive sem título de mestrado. Na verdade sua formação de médico não lhe permite isso. A pesquisa nesta área é fundamentalmente multidisciplinar e o Dr. Dráuzio teria com certeza um espaço para atuar na equipe, se tivesse alguma especialização na área, e se examinarmos seu currículo Lattes, verificamos uma escassa experiência de pesquisas com plantas medicinais. Sua alegação de que pesquisa há 15 anos na Amazônia, não lhe garante direito algum para decidir o que deve ser feito. E porque estas pesquisas não são publicadas? Por isso as posições do Dr. Dráuzio são ridículas.

Qualquer pesquisador da área reconhece a necessidade de várias etapas de pesquisa para validar a ação medicinal de uma planta. Mas quem vai decidir sobre a metodologia adequada para sua validação não pode ser o Dr. Dráuzio. Trata-se de uma inversão de valores e de interesses escusos.

A enorme quantidade de críticas surgidas após a entrevista do Dr. Dráuzio à revista Época de 13/08/2010 explicitam a indignação de pacientes e profissionais da área de pesquisa de plantas medicinais no Brasil.

Como a motivação pela pesquisa de plantas medicinais e sua defesa é muito grande devemos reconhecer que todos objetivam encontrar uma alternativa válida para cuidar de nossa saúde. E diga-se a verdade, não somente com plantas medicinais, mas também buscando técnicas terapêuticas milenares, como a acupuntura, o shiatsu, a medicina tradicional chinesa, a medicina ayurvédica, a auto-hemoterapia, a iridologia, a homeopatia,  a antroposofia, o psicodrama, o naturismo, a aromaterapia, a musicoterapia, a meditação transcendental, a yoga, a biodança e inúmeras outras terapias.  E essa procura não ocorre por acaso, não é mesmo?

Trata-se apenas da busca desesperada de uma nova filosofia médica que compreenda o ser humano de maneira integral.

As pessoas não suportam mais serem fragmentadas e segmentadas tal como  as inúmeras peças de um quebra-cabeça. Segundo a Organização Mundial da Saúde a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças. Eu complementaria acrescentando ao texto o bem estar cultural e espiritual.

E a biomedicina alopática ou convencional ao invés de atender a estas necessidades fundamentais do ser humano fragmenta ainda mais, criando novas especialidades médicas apenas para atender às necessidades do médico e nunca as do paciente e, com isso,  a cada dia existem mais médicos que sabem muito sobre muito poucas coisas e que acabam por perder de vista o todo, o homem enfermo. Poder-se-ia chamar isso de fragmentação da responsabilidade frente ao paciente. (11) Com isso estabelecem um campo cirúrgico no corpo do paciente e esquecem todo o resto. O paciente é apenas um objeto que carrega uma enfermidade.

Quando alguém adoece, seu sistema imunológico está em baixa, com pouca resistência aos micróbios ou germes invasores de seu corpo que se aproveitam da fragilidade para se reproduzir e com isso gerando os sintomas da doença.  Como consequência a doença depende do que Louis Pasteur (1822-1895) definia, pouco antes de falecer, das condições do “terreno”, favorável ou não ao desenvolvimento das colônias microbianas.

A partir desta noção, aceita pelos que defendem as medicinas integrais, o paciente necessita urgentemente nesse momento de buscar a restauração do equilíbrio de todo o organismo e não apenas da supressão de sintomas incômodos, aparentemente o mais afetado pela enfermidade. E é por isso que não basta suprimir sintomas, combater as dores ou a febre com analgésicos, levantar o paciente da cama, ou no jargão economicista, restaurar apenas a força de trabalho, característica fundamental da terapêutica alopática. ´

É necessário buscar terapêuticas que ajudem a recuperar o sistema imunológico. E as medicinas integrais caminham neste sentido e, com certeza, serão a medicina do futuro, que cada vez fica mais próximo. Quem viver, verá.

Prof. Douglas Carrara

Antropólogo, Professor, Pesquisador de medicina popular e fitoterapia no Brasil

www.bchicomendes.com

djcarrara@hotmail.com

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Bibliografia Consultada:

(1) ARAUJO, Alceu Maynard (1913-1974):

1979 – Medicina Rústica – Cia. Ed. Nacional – São Paulo – 301 p.

(2) MISSAKIAN, B.:

1951 – A Medicina Popular Armênia – in Actas Ciba – Ano XVIII – N. 1 – ABR/1951 – pp. 33-38

(3) MORS, Walter (1920-2008):

1982 – Plantas Medicinais – in Ciência Hoje – n. 3 – NOV/DEZ/1982 – Rio – pp. 14-19.

(4) MUSZYNSKI, Jan:

1948 – Volta à Fitoterapia na Terapêutica Moderna – in Revista da Flora Medicinal – Ano XV – n. 9 – SET/1948 – Rio – pp. 363/384.

(5) SHIVA, Vandana:

2001 – Biopirataria – A Pilhagem da Natureza e do Conhecimento – Ed. Vozes – Petrópolis – 152 p.

(6) DUBOS, René (1901-1982):

1972 – O Despertar da Razão – Ed. Melhoramentos/Edusp – São Paulo – 194 p.

(7) LÉVI-STRAUSS, Claude (1908-2009):

1970 – O Pensamento Selvagem – Cia. Ed. Nacional – São Paulo – 331 p.

(8) ILLICH, Ivan (1926-2002):

1975 – A Expropriação da Saúde – Nêmesis da Medicina – Ed. Nova Fronteira – Rio – 196 p.

(9) ALMEIDA, Eduardo & Luís PEAZÊ:

2007 – O Elo Perdido da Medicina – Ed. Imago – Rio – 250 p.

(10) FERNANDES, Tânia Maria:

2004 – Plantas Medicinais – Memória da Ciência no Brasil – Fiocruz – Rio de Janeiro – 260 p.

(11) JORES, Arthur (1901-1982):

1967 – La Medicina em la Crisis de Nuestro Tiempo – XXI Ed. – México – 80 p.

CARRARA, Douglas:

1995 – Possangaba – O Pensamento Médico Popular – Ribro Soft – Maricá – 260 p.

DIEPGEN, Paul:

1932 – Historia de la Medicina – Ed. Labor – Barcelona – 435 p.

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(*) Penicillium digitatum

(**) Ephedra vulgaris

(***) Digitalis purpurea

(****) Rosa canina

Alimentação Consciente e Shiatsu Emocional: Cursos em Cuiabá

Professor Arnaldo V. Carvalho confirma ida a Cuiabá no mês de Setembro.
Arnaldo Carvalho, terapeuta corporal e naturopata que trabalha especialmente com as linhas orientais, reichianas e óleos essenciais. Associa o conhecimento científico ao conhecimento da tradição dos povos. Busca um melhor comer desde adolescente, quando viu seu querido avô – médico – ficar diabético! Ministra cursos por todo o Brasil e também em Portugal, EUA, Argentina, Espanha,  Japão, especialmente sobre Shiatsu Emocional (técnica por ele desenvolvida a partir do estudo comparado das linhas humanistas de shiatsu – ohashiatsu, zen shiatsu, entre outros – e a obra de Wilhelm Reich) e Alimentação Consciente. Em Setembro, ele estará em Cuiabá, para ministrar cursos sobre esses temas.
Curso de Shiatsu Emocional – Básico – 4 a 7 de setembro
Investimento: R$540,00
Local: Espaço Flor do Cerrado – http://espacoflordocerrado.wordpress.com
Informações: (65) 3027-5795 ou espacoflordocerrado@uol.com.br
Curso de Alimentação Consciente – 11 e 12 de setembro
Investimento: R$350,00
Local: Espaço Flor do Cerrado – http://espacoflordocerrado.wordpress.com
Informações: (65) 3027-5795 ou espacoflordocerrado@uol.com.br

Shiatsu Emocional – Uma proposta de curso diferente

Por Arnaldo V. Carvalho*

Shiatsu, para muita gente, é aquela terapia japonesa “boa pras costas”. Mas aí é assim, a gente chega num terapeuta mais humanizado e ele explica que o shiatsu não é só pro corpo, mas para a energia, e que isso vai equilibrar todo o ser, sem divisões entre emoções, mente, e a parte física, com seus músculos, fluídos, vasos, órgãos… Então tá, a gente ouve aquilo e faz a terapia. Faz e se sente bem. Que bacana! Mas, passam-se alguns meses… E as dores voltam. Por quê?

O Shiatsu Emocional tenta responder a essa pergunta indo buscar na psicologia, na medicina psicossomática e na neurociência o conhecimento necessário para que se possa garantir que a terapia atinja seus objetivos de forma mais efetiva. Sabemos que grande parte do que se passa na vida adulta, tanto no plano físico como emocional, tem relação direta com a forma como aprendemos o mundo durante a fase de formação de nossa personalidade. Como isso afeta as energias que atuam no processo do Shiatsu? Como podemos ir em direção às emoções profundas que influenciam em nossa saúde física? Esse é um estilo para quem quer descobrir-se. Para quem gostaria não apenas de alívio às dores, mas por compreender as origens de seus problemas, atuar conscientemente neles.

É por isso que esse curso (nível básico, onde a pessoa torna-se uma Praticante de Shiatsu Emocional) serve tanto para leigos que querem conhecer mais sobre a relação entre corpo-mente-emoções, como para profissionais de shiatsu, medicina tradicional chinesa e terapias corporais variados, que gostariam de adicionar ao seu trabalho uma visão mais clara das interações ocorridas na relação terapeuta-cliente, as origens somáticas dos desequilíbrios energéticos (registros emocionais e suas consequências na circulação da energia), podendo ajudar a si e ao próximo no tocante às questões emocionais de forma mais decisiva.

Além disso, temos em nossa estrutura de ensino ferramentas que não se encontram em outras escolas: nosso exclusivo grupo de estudos online, os encontros nos núcleos e muitos outros recursos pesam bastante na formação. Estamos preparados para que o aluno possa a partir do curso básico seguir desenvolvendo-se e tornar-se um praticante avançado ou mesmo profissional de Shiatsu com grandes diferenciais.

Conheça mais em www.shiatsuemocional.com.br (lá, clique em O CURSO)!

Saiba a diferença entre os diferentes tipos de Shiatsu

Pouca gente sabe, mas shiatsu não é tudo igual, não. Desde sua popularização, no começo do século XX, até hoje, muitas escolas de Shiatsu surgiram no Japão e adotaram linhas de trabalho completamente diferentes. Algumas seguem a visão energética da Medicina Tradicional Chinesa, outras utilizam mais os conceitos anatomo-fisiológicos modernos. Estilos foram e vêm sendo criados para adaptarem-se à realidade atual, e para buscar a obtenção de melhores e/ou mais amplos resultados. Hoje, verifica-se a evolução do shiatsu já em uma quarta geração, onde os professores modernos adicionam ao conhecimento de seus alunos e às práticas embasamentos teóricos com base na neurociência, na psicologia, em estudos mais profundos do conhecimento tradicional do oriente, e na física quântica.

Apenas para ilustrarmos, destacamos aqui alguns estilos de Shiatsu:

1 Geração

–        Método Ko-ho

–        Sistema Namikoshi

2 Geração

–        Zen Shiatsu

–        Sistema Sherizawa

–        Shiatsu dos pés descalços

3 Geração

–        Tantsu e Watsu

–        Ohashiatsu

–        Tao Shiatsu (Sensei Endo)

4 Geração

–        Quantum Shiatsu

–        Shiatsu Integrativo

–        Shiatsu Emocional

A tendência é que as escolas sigam se desenvolvendo, pesquisando, criando novas linhas de pensamento, e atualizando-se para estar em sintonia com o presente.

>>> Conheça mais a fundo vários detalhes que diferenciam o Shiatsu Emocional de outros estilos: www.shiatsuemocional.com.br (procure pela carta direcionada aos Profissionais de MTC e Shiatsu)

PRÓXIMA TURMA CURSO BÁSICO SHIATSU EMOCIONAL – NITERÓI

Dias 14, 15, 28 e 29 de agosto, das 9 às 18H, em Icaraí, Niterói

Investimento: R$700,00, pagos em até 3x.

Com Prof. Arnaldo V. Carvalho

Apostila, Certificado, Entrada em nosso Grupo de Estudos Online, com conteúdo exclusivo e estudos dirigidos permanentes e gratuitos a todos os alunos e ex-alunos.

Contato e detalhes: (21) 8729-6399 (Elga) ou elgavianna@ig.com.br

PRÓXIMA TURMA CURSO BÁSICO SHIATSU EMOCIONAL – SÃO PAULO

Dias 24 e 25 de julho e 7 e 8 de agosto, das 9 às 18H na Cítara Saúde, na Vila Madalena, São Paulo

Investimento: R$900,00, pagos em até 4x.

Com Prof. Arnaldo V. Carvalho

Apostila, Certificado, Entrada em nosso Grupo de Estudos Online, com conteúdo exclusivo e estudos dirigidos permanentes e gratuitos a todos os alunos e ex-alunos.

Contato e detalhes: www.citarasaude.com.br / Tel: 11 3814-0700

* Prof. Arnaldo V. Carvalho é praticante de Shiatsu há 16 anos. Já atendeu e ministrou cursos e conferências sobre o tema no Japão, Espanha, Portugal, Argentina, Estados Unidos e Panamá, além de dez estados brasileiros. Preside a recém-formada Aeshi – Associação Escola de Shiatsu, com núcleos de estudo em Niterói, São Paulo e Cuiabá. Saiba mais em www.arnaldovcarvalho.com.br

Após aprovação no exterior, Prof. Arnaldo V. Carvalho, traz seu curso de Shiatsu Emocional de volta à Niterói

AUTOR DO LIVRO “SHIATSU EMOCIONAL” MINISTRA CURSO BÁSICO EM NITERÓI – RJ

Muito popular no Brasil para o tratamento de dores nas costas e outras mazelas, o shiatsu é uma terapia japonesa que se baseia em pressionar pontos do corpo com os dedos. O que pouca gente sabe, no entanto, é que essa técnica também cuida das emoções, e pode tratar com sucesso desde casos simples como ansiedade, insônia, irritação, até transtornos psiquiátricos variados.

Para tratar do assunto, o terapeuta Arnaldo V. Carvalho, autor do livro Shiatsu Emocional, estará em Niterói, ministrando o Curso Básico. Será possível saber como os orientais compreendem há mais de três mil anos, as relações do corpo com as emoções. O professor ensina, utilizando conceitos da psicologia moderna, sobre o Shiatsu dirigido ao equilíbrio emocional.

O curso é interessante tanto para leigos como também psicólogos e terapeutas corporais. Segundo Arnaldo, “A formação do terapeuta de Shiatsu não prevê como lidar com situações emocionais em consultório, o que limita a terapia. Por outro lado, a formação clássica da psicologia não privilegia o corpo como meio de acessar e equilibrar as estruturas psiquicas”.

O professor, após anos divulgando a técnica por vários estados brasileiros, além de países como Estados Unidos, Panamá, Portugal, Espanha, Japão e Argentina, ministrará o curso no Espaço Levemente, em Niterói, no mês de agosto.

Para maiores informações sobre o curso: (21)8729-6399 ou elgavianna@hotmail.com (Elga Vianna)

Para saber mais sobre o Shiatsu Emocional, visite www.shiatsuemocional.com.br

Confirmado: Arnaldo V. Carvalho ministrará curso de Aromaterapia em Niterói, RJ

CURSO DE AROMATERAPIA

DIAS 19 E 26 DE JUNHO

LOCAL: Logos Estudos e Consultoria – Icaraí, Niterói – RJ – Brasil

TEL de CONTATO: 21 2711-6066 (Nelma Guerra)

E-MAILs: nelmaguerra5@uol.com.br

SERÃO 2 SÁBADOS COM OITO HORAS DE DURAÇÃO CADA.

CONTEÚDOS:

Curso Básico de Aromaterapia – 16H

OBJETIVOS: Trazer as bases fundamentais na compreensão e perfeita utilização de óleos essenciais, ácidos graxos e demais matérias-primas e técnicas da aromaterapia; Fornecer ao aluno um panorama detalhado do mercado e das técnicas associadas; Permitir que o aluno possa produzir com qualidade e segurança produtos de aromaterapia para utilização pessoal ou profissional; Conhecer os principais óleos essenciais e óleos gordos utilizados no mercado europeu e mundial para a prática de aromaterapia, inclusive com sua descrição geral e propriedades terapêuticas.

PROGRAMA:

• Bases de Aromaterapia
• Aspectos históricos e panorama mercadológico atual;
• Noções botânicas e farmacológicas;• Generalidades sobre óleos essenciais e óleos carreadores:
– Formas de extração de óleos
– Características fisico-químicas
– Óleo essencial x essência
– Óleo carreador não refinado x refinado
– Propriedades terapêuticas gerais

• Veículos empregados em aromaterapia;o
• Formas de administração terapeutica de óleos;
• Descrição e propriedades específicas de cada um dos óleos estudados no curso (cerca de 50 tipos).
• Lei das sinergias;
• Taxas de Evaporação;
• Limitações e Contra-indicações;
• Formulações básicas;

OBS: Durante o curso são aplicadas dinâmicas e práticas diversas; Todos as preparações ocorridas em aula ficam com os alunos; Rica apostila e certificado inclusos.

Site dos cursos de Aromaterapia do Prof. Arnaldo: Clique aqui

INVESTIMENTO:

R$300,00 que poderão ser divididos em 3 vezes com cheques pré datados.

FACILITADOR:

terapeuta corporal e naturopata

ARNALDO V. CARVALHO

Autor do livro: “Shiatsu Emocional”, fundador e administrador do site e blog Aromatologia e Aromaterapia. Ministra cursos relacionados à saúde natural, inclusive aromaterapia em diversos estados do Brasil e exterior.

Visite:

http://www.portalverde.com.br

https://portalverde.wordpress.com

www.aromatologia.com.br

aromatologia.wordpress.com

www.shiatsuemocional.com.br

www.arnaldovcarvalho.com

Medicina popular obtém reconhecimento científico

FARMÁCIAS-VIVAS

Germana Barata

O uso de ervas medicinais, muitas delas cultivadas no fundo do quintal, é uma prática secular baseada no conhecimento popular e transmitido oralmente, na maior parte das situações. É difícil encontrar alguém que não curou a cólica infantil com camomila ou erva-doce ou o mal estar de uma ressaca com chá de folhas de boldo, sem qualquer receita médica. Numa população com baixo acesso a medicamentos, como a brasileira, agregar garantias científicas a essa prática terapêutica traz variadas vantagens.

Esse é o objetivo do Projeto Farmácias-Vivas, criado em 1985 pelo farmacêutico Francisco José de Abreu Matos, da Universidade Federal do Ceará. O projeto é direcionado para a saúde pública, cujas plantas permitem, hoje, o tratamento de aproximadamente 80% das enfermidades mais comuns nas populações de baixa renda. A mais recente Farmácia-Viva instalada em outubro último em Viçosa, é capaz de atender também os municípios vizinhos, na Serra da Ibiapaba. Duas outras preparam-se para começar a atuar em Caucaia e Umirin, também municípios cearenses.

Abreu Matos explica que 64 espécies de plantas medicinais disponíveis no nordeste já foram selecionadas e tiveram seu uso analisado cientificamente, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

A escolha das plantas inicia-se a partir de um levantamento etnobotânico, seguido do levantamento bibliográfico e experimentação em laboratório. As informações geradas são organizadas em um banco de dados e, posteriormente, sua eficácia e segurança terapêuticas são avaliadas. Nessa fase, as variedades coletadas no campo são levadas para um horto de plantas medicinais, localizado no campus da UFC, onde passam pelo processo de domesticação e preparação de mudas, sob a orientação de um agrônomo, para mais tarde serem cultivadas nas hortas de cada farmácia-viva.

Nas farmácias-vivas, os medicamentos são preparados em laboratório de fitoterápicos sob responsabilidade de um farmacêutico especialmente treinado. Para sua administração, o princípio ativo é mantido nas plantas (e não isolado como faz a indústria farmacêutica) na forma de chás, xaropes, tinturas e cápsulas gelatinosas.

Entre os fitomedicamentos usados com eficiência já comprovada cientificamente, o pesquisador cita a tintura e o sabonete líquido de alecrim-pimenta (Lippia sidoides), preparações de elevado poder anti-séptico; o creme vaginal de aroeira-do-sertão (Myracrodruom urundeuva), usado com sucesso no tratamento de cervicite e cervicovaginite; assim como o elixir de aroeira, de ação semelhante às preparações de espinheira-santa, para tratar gastrite e úlcera gástrica e as cápsulas de hortelã-rasteira (Menthax villosa) eficiente medicamento contra amebíase, giardíase e tricomoníase.

Os bons resultados das farmácias-vivas motivaram o governo cearense a criar o Programa Estadual de Fitoterapia, nos moldes do projeto, que é hoje aplicado em cerca de 30 comunidades do interior, como complemento do Programa Saúde da Família (PSF). O projeto das farmácias-vivas está presente, também, em Brasília e nos municípios de Picos, no Piauí e Altamira, no Pará.

O pesquisador cita dois estudos recentes: com o melão-de-são-caetano (Momordica charantia L.), e com a planta antidiabética que é designada pelo nome de insulina-vegetal (Cissus cicyoides).

FONTE: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252003000100010&script=sci_arttext

Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza conta com Programa de Fitoterapia

Importante passo para a fitoterapia é o reconhecimento de sua eficácia por parte dos órgãos governamentais. No site da Secretaria de Saúde de Fortaleza, foi divulgadoseu programa de fitoterapia. No mesmo, há desenvovimento de produtos, promoção do acesso da população às plantas medicinais, etc.

O município é responsável por todo o processo de produção que vai desde a seleção de sementes até a distribuição. O cultivo é feito no horto da Prefeitura, que funciona no Passaré. O processamento das plantas é feito em duas oficinas de manipulação. Tudo com a assessoria Professor Francisco José de Abreu Matos, idealizador das farmácias vivas.

Conheça mais em

http://www.sms.fortaleza.ce.gov.br/sms_v2/assistenciaFarmaceutica_fitoterapiaProdutosFitoterapicos.asp

Abaixo, lista dos 13  fitoterápicos produzidos pelo Programa:

1. Cápsulas de hortelã-rasteira
(Mentha X villosa Huds) – 200 mg
Indicações
Amebicida e giardicida
Posologia
Até 12 anos: 3 cápsulas ao dia durante 5 dias. Adulto: 6 cápsulas ao dia durante 5 dias. Repetir o tratamento após 10 dias.
2. Cápsulas de maracujá
(Passiflora edulis Sims) – 200 mg
Indicações
Manifestações nervosas, inquietações, irritação e insônia.
Posologia
Adulto: 3 cápsulas ao dia.
3. Cápsulas de mentrasto
(Ageratum conyzoides L.) – 200 mg
Indicações
Analgésico e antinflamatório, muito útil no tratamento da dor e da inflamação nos casos de reumatismo e cólicas menstruais.
Posologia
4 cápsulas ao dia. Tratamentos longos devem ser interrompidos por uma semana a cada mês.
4. Cápsulas de erva cidreira
(Lippia alba (Mill.) N. E. Brown) – 200 mg
Indicações
Ação calmante e espasmolítica nas cólicas intestinais e uterinas.
Posologia
2 cápsulas, 3 vezes ao dia.
5. Creme de aroeira
(Myracrodruom urundeuva Fr. All.)
Indicações
Vaginite e cervicovaginite.
Posologia
Fazer uma aplicação vaginal à noite durante pelo menos 10 dias.
6. Elixir de aroeira
(Myracrodruom urundeuva Fr. All.)
Indicações
Úlcera e gastrite.
Posologia
2 colheres de sopa ao dia, antes das refeições.
7. Pomada de confrei 5%
(Symphytum officinale L.)
Indicações
Cicatrizante tópico de ferimentos, queimaduras, úlceras de decúbito, úlceras varicosas.
Posologia
Limpar a área afetada e aplicar em suaves massagens 3 vezes ao dia.
8. Sabonete líquido de alecrim pimenta
(Lippia sidoides Cham)
Indicações
Antisséptico tópico ativo contra fungos e bactérias – usado em escabiose infectada, micoses (pé-de-atleta, pano branco, impigem), mau cheiro nos pés e axilas, em lavagens vaginais como desodorante íntimo.
Posologia
Lavar área afetada com sabonete 3 vezes ao dia.
9. Tintura de alecrim pimenta 20%
(Lippia sidoides Cham)
Indicações
Antisséptico tópico ativo contra fungos e bactérias – usado em ferimentos e afecções da pele e mucosas, micoses (pé-de-atleta, pano branco, impigem), escabioses, mau cheiro nos pés e axilas, amigdalite.
Posologia
Lavar área afetada com água e sabão e aplicar o produto com auxílio de algodão 3 vezes ao dia. Nos casos de amigdalite diluir a tintura com água (duas partes de água para uma de tintura), fazer gargarejo 3 vezes ao dia.
10. Tintura malva-santa 20%
(Plectranthus barbatus Benth)
Indicações
Hipossecretor gástrico – útil no controle da gastrite, azia, mal-estar gástrico, ressaca.
Posologia
Criança: 25 gotas, 3 vezes ao dia.
Adulto: 50 gotas, 3 vezes ao dia.
11. Xarope de Chambá
(Justicia pectoralis Jacq), Malvariço (Plectranthus amboinicus Lour), Hortelã japonesa (Mentha arvensis L.)
Indicações
Broncodilatador e expectorante – tratamento de asma, tosse, bronquite.
Posologia
Criança (1-3 anos): 1 colher de chá, 3 vezes ao dia.
Criança (3-12 anos): 1 colher de sobremesa, 3 vezes ao dia.
Adulto: 1 colher de sopa, 3 vezes ao dia.
12. Xarope de Cumaru
(Amburana cearensis Fr. All), Malvariço (Plectranthus amboinicus Lour), Hortelã japonesa (Mentha arvensis L.)
Indicações
Broncodilatador e expectorante – tratamento de asma, tosse, bronquite.
Posologia
Criança (1-3 anos): 1 colher de chá, 3 vezes ao dia.
Criança (3-12 anos): 1 colher de sobremesa, 3 vezes ao dia.
Adulto: 1 colher de sopa, 3 vezes ao dia.
13. Xarope de Guaco
(Mikania glomerta Spreg), Malvariço (Plectranthus amboinicus Lour), Hortelã japonesa (Mentha arvensis L.)
Indicações
Broncodilatador e expectorante – tratamento de asma, tosse, bronquite.
Posologia
Criança (1-3 anos): 1 colher de chá, 3 vezes ao dia.
Criança (3-12 anos): 1 colher de sobremesa, 3 vezes ao dia.
Adulto: 1 colher de sopa, 3 vezes ao dia.