Transgênicos eram motivo de medo há poucos anos atrás

Em nossos arquivos encontramos um alerta que denotava a preocupação pelos trangênicos. Imprensa refletia a preocupação governamental, de ambientalistas e do povo. Não demorou muito, com o apoio do governo eles entraram com tudo no mercado, a agricultura industrial coronelada pela Monsanto ganha pedaços de fortuna por vassalagem a essa Rainha de Copas, que corta cabeças artrópodas e ameaça a agricultura orgânica, familiar, e verdadeiramente sustentável, em seus sentidos mais amplos e profundos.

Recordar e entristecer que até aqui, o Brasil só perdeu. (Arnaldo V. Carvalho)

 

CONTRABANDO DE MILHO
 
O ministério da agricultura anunciou em janeiro o resultado de análise de laboratório com 41 amostras de milho no rio grande do sul folhas, espigas e grãos.
 
Uma delas apresentou resultado positivo para transgenia, com índice de 0,43%.
 
A amostra foi coletada numa casa comercial da região de santo Ângelo e destinava-se à alimentação animal.
O ministério determinou a suspensão da venda do produto.
 
 
A Superintendência Federal de Agricultura apurava denúncia de plantio ilegal de milho geneticamente modificado, informa a agência gaúcha Carta maior.
 
Plantio e venda de milho transgênico não são autorizados no país e o infrator está sujeito à prisão de até dois anos, além de multa. Em novembro, análise de Cotegipe indicara o milho RR GA21, da Monsanto, largamente utilizado na Argentina.
 
Repete-se portanto o padrão da introdução ilegal no Brasil de soja transgênica : virou fato consumado.
 
Mas o risco de contaminação é maior agora: o milho, ao contrário da soja, tem polinização aberta e cruzada e pode se propagar por até nove quilômetros com insetos, pássaros ou correntes de vento. Nos países onde o plantio de milho transgênico foi aprovado, há áreas de refúgio como forma de proteção. O plantio anárquico põe em risco avicultura e a suinocultura gaúchas: os países importantes exigem status de produto livre de transgênico. Preocupados, 21 frigoríficos da Associação Gaúcha de Avicultura decidiram bancar testes de transgenia do milho que fornecem aos animais.
 
Mas, como no caso da soja, a questão parece irreversível. A Monsanto desenvolve pesquisas com milho transgênico em Uberlândia (MG) e a CTNbio analisará, a partir deste fevereiro, dois pedidos pela aprovação do milho Guardian e Roundup Ready.

Então você acha que economizar o saquinho do supermercado é relevante? Dá para fazer muito mais pelo meio ambiente!

Por Ary Bon

Meu irmão trabalha na Prefeitura da Cidade de São Paulo.
O departamento dele cuida do controle do transporte tercerizado do lixo.

Todo o lixo da cidade vai para dois tipos de destinação: orgânicos vão para o aterro sanitário e inertes vão separados para uso como entulho.
A prefeitura de São Paulo regulamenta que o lixo doméstico seja acondicionado em sacos plásticos, para viabilidade do manuseio, coletya, manutenção das viaturas, logística geral. (… e é bom que seja assim…)

O material que vai para aterro é fragmentado por máqiuinas e enterrado em camadas, onde há tubulações para coleta do gas e aproveitamento como combustível.
O composto orgânico não é aproveitado por causa de cobtaminação com metais pesados.
Tem um departamento de engenharia ao encargo deste gerenciamento, por causa dos volumes envolvidos.

O volume total diário de lixo orgânico da Cidade de São Paulo é de 150.000.000 kilos (cento e cincoenta mil toneladas POR DIA).
Existe uma logística de coleta com caminhóes menores, compactadores, recoleta em carretas de 40 toneladas, e envio para os aterros sanitários, fragmentação e espalhamento com tratores, cobertura com camadas de terra, etc.

Minha observação é que o saquinho de polietileno do supermercado (bem como os sacos maiores necessários para a coleta), embora não se decomponham fácilmente, representam muito pouco no volume total de lixo orgânico da cidade. Todo este movimento para reduzir sacos nas compras do supermercado é poétkico pfracaramba, mas representa na prática, absolutamente NADA. Você quer realmente contribuir com a Mãe Natureza?

Vamos para a proposta.

Meu avós maternos tinham quintal. E nãso tinham coleta de lixo. E o lixo orgânico ia todinho para um poço raso do quintal, sempre coberto com uma camada fina de folhas, terra, etc. Eles não jogavam lixo fora. Virava adubo, e do bom.

Hoje muitos de nós não temos quintal, quando muito um jardinzinho. mas quem tiver uns 3 m2 de terra (1,5 x 2,5 m) onde bata o sol, pode contribuir comuma versdadeira  revolução verde. Os engenheiros agronomos Célio Luis Franco e Antonio Barbosa Pereira, da Associação de proteção ao Meio Ambiente de Moghi-Guaçu inventaram um biodecompositor para lixo orgânico sólido, simples de construir, usar e manter,

O projeto foi publicado na Revista do Crea, e tem baixo custo de aquisição e manutenção.
Consta de um par de tambores de aço de 200 litros cada, que podem ser comprados em ferro-velhos especializados.
Os tambores devem ser furados para encaixar um balde plástico (sem fundo) com tampa hermética de um lado e uma tela de nylon no fundo.
A tampa roscada do tambor será usada para um respiro feito com cano de PVC e um copo (pode ser plástico)

O tambor deve ser enterrado uns 15 cm no chão, que pode ser de grama ao redor. A tela vai no fundo aberto do tambor.

Dentro pode ser jogado restos de comida e verduras, cascas de frutas, ovos e legumes, pó de café com filtro de papel, ossos de frando e peixe, fezes de cão, gato e aves, cinzas e restos de cigarros, enfim, tudo menos líquidos. Para uma decomposição mais rápida, o ideal é que os restos sejam triturados e espalhados pelo fundo do tambor. Evidentemente nada tóxico pode ser jogado no biodecompositor (como pilhas, produtos químicos, remédios velhos etc.) O acesso é pelo balde cuja tampa serve para selar o tambor.

A cada 7 dias deve ser colocada uma camada de uns 2 cm de serragem pura ou misturada com terra. usando folhas em vez da serragem pode ser necessário aumentar a camada. O volume dos resíduos vai se reduzindo contínuamente à medida da decomposição.

è importante que o tambor receba sol, isto vai cozinhar o conteudo, o que acelera a decomposição. Os gases que se formam serão liberados vagarosamente pelo respiro coberto, e levado pelo vento o que evitará cheiro e atração de insetos.

Durante a decomposição podem surgir larvas de insetos, que ajudam no processo de decomposição mas não completarão o ciclo vital e serão incorporadas no composto orgânico. Também haverá formação de ácidos (chorume) que será absorvido pela terra do fundo do tambor.

Uma família de 6 pessoas deve conseguir encher um tambor em cerca de 8 meses, após o que o segundo tambor deve começar a ser utilizado. A biodecomposição completa do primeiro tambor ocorrerá em mais 2 meses. Após este período, pode começar a remoção do composto aos poucos pela parte superior, com intervado de 4 a 7 dias, à medida que vai perdendo o cheiro. Quando o braço não alcançar mais, deve-se tombar o tambor para remover o restante pelo fiundo. A lama orgânica da parte inferior deve ser incorporada ao total retirado. Quando o composto apresentar cheiro de terra molhada ou cheiro de floresta poderá ser usado como excelente adubo.

Existem variáveis como a velocidade de decomposição, que depende do tipo de resíduo, da quantidade de sol, da fragmentação prévia, do volume diário.
O projeto também funciona com recipientes menores de plástico (existem bombonas de 70 litros), mas a eficiência é maior usando tambores de aço.

Espero ter inspirado vocês.
ARY

Produção de Alimentos, degradação ambiental e FOME

O Banco Mundial e a FAO estimam que, no início dos anos 80, entre 700 milhões e um bilhão de pessoas viviam em absoluta pobreza ao redor do mundo. Ao contrário do que muitos pensam, o pobre está ficando cada vez mais pobre a cada ano. Quarenta e três nações em desenvolvimento terminaram os anos 80 mais pobres do que eram no início da década.

No continente africano, cerca de um em cada quatro seres humanos é subnutrido. Na Ásia e no Pacífico, 28% da população passa fome. No Oriente Próximo, um em cada dez são subnutridos. A fome crônica afeta mais do que 1,3 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Na América Latina, uma em cada oito pessoas vai para a cama com fome todas as noites. No Brasil mais de 30 milhões de pessoas são classificadas como indigentes pelas estatísticas oficiais. Em 1980, cerca de 44% da população vivia em estado de pobreza absoluta.

Certamente esta triste realidade está ligada a um sistema que exclui boa parte da população do acesso aos bens básicos necessários para assegurar-lhe uma vida digna. Investigar a questão da excludência passa necessariamente por uma análise profunda das premissas que fundamentam os sistemas dominantes no mundo, mas este tema foge ao escopo do presente trabalho. O que se quer aqui é chamar atenção para um importante aspecto da nossa vida diária, qual seja, nossos hábitos alimentares, e mostrar como eles se encontram hoje estreitamente ligados ao quadro de miséria, subnutrição e fome acima referido. Estão ligados também a um enorme desperdício, à degradação do meio ambiente e à má saúde da população como um todo.

Muitos estão preocupados com os graves problemas ambientais e sociais com os quais nos defrontamos a nível global, contudo, poucos estão cientes das enormes implicações que o simples ato de comer tem sobre vários destes problemas. Ao investigarmos esta questão, vemos que existem efeitos de amplo alcance na mudança fundamental das nações ocidentais, que se deu, sobretudo, depois da IIª Guerra Mundial, de uma dieta composta principalmente de alimentos de origem vegetal para uma dieta à base de alimentos de origem animal.

Por exemplo, em 1985 os norte-americanos consumiam a metade dos grãos e batatas que consumiam na virada do século, 33% mais lacticínios, 50% mais carne de gado e 280% mais frangos. Esta mudança resultou em uma dieta com um terço a mais de gordura, um quinto a menos de carboidratos e níveis de consumo de proteína que excediam grandemente as recomendações oficiais. Um dos problemas de uma dieta baseada em proteína animal está nas gorduras saturadas que a acompanham e na ausência de fibras. Tais gorduras estão associadas à maioria das ‘doenças da abundância’ (diseases of affluence – doenças cardíacas, câncer e diabetes), principais causas de morte nos países ricos.

Tradicionalmente, a alimentação humana centrou-se nos alimentos vegetais. Apenas muito recentemente os países ricos e a elite urbana de países pobres, começaram a basear sua alimentação na carne. Paralelamente, nas últimas décadas, houve um significativo aumento na produção de grãos como resultado do uso de fertilizantes químicos, pesticidas etc., enfim, o que é conhecido como revolução verde. Este excedente de grãos, contudo, não foi repassado para os que têm fome, mas para a criação de animais, que cada vez mais são criados confinados.

O estilo americano tem uma influência enorme na vida de muitos países, e isso não se dá de forma inocente ou espontânea, mas é reflexo de lobby, políticas de incentivo, marketing da indústria de alimentos entre outras medidas.

O Brasil não foge à regra ao importar esse estilo, que entra pesadamente tanto na maneira como são produzidos os alimentos, como nos hábitos que se alteram.

Quase metade dos cereais produzidos no Brasil são destinados a alimentar animais de criação. O feijão, tradicionalmente fonte importante de proteína de nossa dieta cede terreno ao soja (para alimentar animais e exportar). Seu preço em conseqüência se tornou muito elevado ficando fora do alcance de muitos.

Em seu lugar aparecem um sem-número de junky foods, macarrões vitaminados e outros produtos que, na verdade, não alimentam, apenas “enchem a barriga”. E os ricos estão ficando doentes por consumirem carne e seus derivados em demasia, o que resulta, como já mencionado, em problemas de saúde de vários tipos.

A crescente demanda por produtos animais resultou em uma vasta realocação de recursos, promoveu a degradação dos ecossistemas globais, desmantelou e deslocou culturas indígenas em todo o mundo. O impacto na saúde e na desnutrição de boa parcela da família humana tem sido igualmente devastador.

Rastreando estes problemas até suas raízes em nossos hábitos alimentares – nossa demanda por alimentos provenientes do reino animal – vemos que ao mudar nossas dietas podemos desempenhar um importante papel no sentido de ajudar a curar a Terra e a criar um mundo sustentável para nossos filhos.

Distribuição de Recursos Alimentares e Fome Mundial

A fome no mundo é uma realidade dolorosa, persistente e desnecessária. No momento, existe suficiente terra, energia e água para bem alimentar mais do que o dobro da população humana, contudo a metade dos grãos produzidos é destinado aos animais enquanto milhões de seres humanos passam fome. Em 1984, quando centenas de etíopes morriam diariamente de fome, a Etiópia continuava a cultivar e exportar milhões de dólares em alimento para o gado do Reino Unido e outras nações da Europa.

Número de pessoas que morreram como resultado de desnutrição e fome em 1992: 20.000.000

Número de crianças que morrem em decorrência da desnutrição e fome a cada dia: 38.000

Freqüência com que morre uma criança na terra como resultado de desnutrição e fome: a cada 2,3 segundos

Quantidade de cereal e soja, em quilos, necessária para produzir um quilo de carne hoje nos Estados Unidos: 7

Pessoas que podem ser nutridas usando a terra, a água e a energia que seriam liberadas se os norte-americanos reduzissem seu consumo de carne em 10%: 100.000.000

Utilização de Recursos

A criação de gado tem impactos enormes e de amplo alcance sobre a biosfera em razão dos alimentos animais serem muito menos eficientes em sua produção do que os alimentos vegetais. Muito daquilo com que alimentamos o gado se transforma em subprodutos não comestíveis ou simplesmente é desperdiçado nos processos metabólicos.

Devido a esta ineficiência básica, cultivar cereais e grãos para produzir alimentos animais para grande número de pessoas requer a alocação de vastas quantidades de terra, água e energia.

Nos Estados Unidos, mais de um terço de todo o material bruto – incluindo combustíveis fósseis – consumido de um modo geral é destinado à criação de gado.

No Brasil, 44% das culturas destinam-se a produzir alimentos para os animais, isto é, quase a metade de tudo que nosso solo produz é usado para alimentar animais, que, por um lado, ao serem transformados em alimentos só podem nutrir reduzida parcela da população, uma vez que a vasta maioria não tem poder aquisitivo para comprar carne e, por outro, geram bem menos quantidade de alimentos. 23% da terra cultivada no Brasil é usada atualmente para plantar soja, metade da qual é exportada.

Quantidade em quilos de grão e soja usados para produzir um quilo de alimento a partir de:

Carne de gado 7,2
Porco 2,7
Galinha/ovo 1,3
Quantidade de nutrientes desperdiçados ao reciclar grão e soja através do gado:
Proteína 90%
Carboidratos 99%
Fibra 100%
Quantidade de pessoas que poderiam ser alimentadas com cereais empregados na produção de um bife de 225 g: 40
Utilização da Terra

Criar gado requer o uso intensivo de vastas quantidades de terra tanto no caso dos animais serem alimentados com produtos obtidos na colheita ou deixados pastar em pastagens ou florestas. Em qualquer dos casos a terra é muitas vezes destituída de sua capacidade produtiva – às vezes de modo permanente.

Quantidade de terra no mundo destinada a pastagens para o gado: metade

No Brasil, um exemplo, em Santa Catarina 2,4 milhões de hectares são explorados por lavouras, 2,5 milhões por pastagens e 1,9 milhões por matas e florestas.

Quantidade de terra própria para o plantio destinada para produzir alimento para o gado nos Estados Unidos: 64%

Quantidade de terra própria para o plantio destinada à produção de frutas e vegetais nos Estados Unidos: 2%

Produtos comestíveis que podem ser produzidos em um hectare de terra boa em quilos:

Feijão 11.200
Maçã 22.400
Cenoura 34.900
Batata 44.800
Tomate 56.000
Carne 280
Consumo de Grãos

“Alimentar a população do mundo atual com uma dieta baseada no estilo americano requereria 2 ½ vezes a quantidade de grãos que os plantadores mundiais produzem para todos os fins. Um mundo futuro de 8 a 14 bilhões de pessoas alimentando-se com a ração americana de 220 gramas diários de carne gerada a partir do consumo de grão não passa de um vôo da fantasia”
Worldwatch Institute
Durante este século a mudança fundamental na dieta das nações ocidentais de alimentos vegetais para alimentos animais resultou em uma mudança paralela na produção mundial de grãos destinados à alimentação humana para grãos destinados à alimentação de animais. O consumo de grãos pelo rebanho animal está aumentando duas vez mais rapidamente do que o consumo de grãos pelas pessoas.

Quantidade de soja cultivada nos Estados Unidos consumida pelo gado: 90%

Quantidade de milho cultivado nos Estados Unidos consumido pelo gado: 80%

Quantidade de milho cultivado no Brasil consumido pelos animais de criação: 90%

Quantidade total de grãos produzidos nos Estados Unidos consumidos pelo gado: 70%

Quantidade de grãos exportados pelos Estados Unidos consumidos pelo gado: 66%

Quantidade da colheita mundial de grãos consumidos pelo gado durante os anos oitenta: Metade

Consumo de Energia

“O óleo é usado na indústria da carne como combustível para transporte e tratores, nos fertilizantes químicos e nos pesticidas de uma maneira tal que os produtos animais podem ser considerados subprodutos do petróleo”
Worldwatch Institute
A produção de ração é um processo que requer intenso consumo de energia. Os agricultores precisam bombear água, arar, cultivar e fertilizar os campos; depois colher e transportar a colheita. Fazer funcionar as indústrias que transformam estas enormes quantidades de colheita altamente consumidora de energia em carne, aves, lacticínios e ovos requer um consumo de energia ainda maior.

Calorias de combustível fóssil gastas para produzir 1 caloria de proteína de carne: 78

Calorias de combustível fóssil gastas para produzir 1 caloria de proteína de soja: 2

Quantidade total de energia gasta na agricultura dos Estados Unidos destinada à criação de gado: Quase a metade

Energia gasta para produzir um quilo de carne de gado alimentado com ração: Equivalente a 1,7 litros de gasolina

Consumo de Água

A produção de ração e de forragem para o gado requer enorme quantidade de água, resultando na escassez de água em certas áreas. Lençóis de água tais como o gigantesco aqüífero Ogalalla nos Estados Unidos, estão sendo rapidamente esgotados. No oeste americano, a escassez exige que setores industriais, comerciais e residenciais limitem o uso de água. Raramente os consumidores são advertidos de que as proibições de regar os gramados, lavar automóveis e outras devem-se, em parte, à grande quantidade de água que é extraída para o cultivo de grãos para o gado e outras criações.

Atividade responsável por mais da metade de toda a água consumida para todos os fins nos Estados Unidos: Criação de gado

Número de litros de água necessários, na Califórnia, para produzir 1 quilo comestível de:

Tomates 39
Alface 39
Batata 41
Trigo 42
Cenoura 56
Maçã 83
Laranja 111
Leite 222
Ovos 932
Galinha 1.397
Porco 2.794
Carne de gado 8.938
Tempo que leva para uma pessoa usar 20.000 litros de água no banho (5 duchas por semana, 5 minutos por banho, com um gasto em média de 15 litros por minuto): Um ano


Questões Populacionais

O aumento do consumo de carne, aves e lacticínios gerou uma explosão na população de gado no mundo todo. O número de cabeças de gado dobrou nos últimos 40 anos, e no mesmo período a população de aves triplicou.

População Mundial Atual:

Seres Humanos: 5,4 bilhões
Gado: 1,3 bilhões
Porcos, ovelhas, cabritos, cavalos, búfalos e camelos: 2,7 bilhões
Aves: 11 bilhões

Meio Ambiente
O uso inadequado do solo e dos recursos requeridos para suprir o mercado com alimentos provenientes do reino animal agravou e acelerou a crise ambiental.

Poluição da Água

O consumo excessivo de produtos animais desempenha papel proeminente na poluição da água. A explosão da população de animais de criação resultou em uma paralela explosão de resíduos animais. Os resíduos das fazendas-empresas, rapidamente inundaram os mercados de estrume resultando no acúmulo de montanhas de resíduos animais. O nitrogênio proveniente destes resíduos é convertido em amônia e nitrato e infiltra-se nas águas do subsolo e da superfície, poluindo poços, contaminando rios e riachos e matando a vida aquática. De acordo com a Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos, cerca da metade dos poços e todos os córregos do país estão contaminados por poluentes oriundos da agricultura.

Na Holanda, os 14 milhões de animais que ocupam os estábulos do sul produzem tanto esterco que o nitrato e o fosfato saturam camadas da superfície do solo e contaminam a água. A amônia proveniente da indústria de criação de animais é sozinha a maior fonte de deposição ácida nos solos holandeses, provocando mais prejuízos que os automóveis e as fábricas, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública e Proteção Ambiental do país.

Produção de excremento pela criação de animais dos EUA: 104.000 quilos por segundo

Resíduos criados por um rebanho de 10.000 cabeças: igual a uma cidade de 110.000 habitantes

Poluição da água atribuível à agricultura, incluindo a vazão de solo, pesticidas e estrume: Maior do que todas as fontes industriais e municipais combinadas

Erosão do Solo

A utilização excessiva da terra causada pela criação de gado resultou na contínua perda da camada fértil da terra. Por todo o globo, a terra, que é a própria base da produção de alimentos, está sendo rapidamente erodida. Pressões da competição muitas vezes forçam os fazendeiros a optar por métodos de produção de baixo custo que deixam o solo exposto ou a submeter terras fracas à produção intensiva, resultando em sua ruína.

Perda corrente anual da camada fértil da terra na agricultura nos Estados Unidos: Mais de 5 bilhões de toneladas

Terra própria para o cultivo nos Estados Unidos que foi permanentemente removida devido à excessiva erosão: Um terço

Terra fértil perdida na produção de um quilo de carne: 77 quilos

Erosão do solo associada a culturas destinadas à alimentação do gado e à produção de pastagens: 85%

Camada superior de solo perdida anualmente no mundo em terras utilizadas para a agricultura: 26 bilhões de toneladas

Tempo necessário para a natureza formar cada 2,5 cm de terra fértil: 200 a 1000 anos

Causa mortis histórica de muitas grandes civilizações: Esgotamento do solo

Desertificação

O uso intensivo da terra encorajado pela necessidade de produzir alimentos de origem animal de modo competitivo fez com que a desertificação se espalhasse amplamente em muitos países. Desertificação é o empobrecimento de ecossistemas áridos, semi-áridos e sub-áridos pelo impacto das atividades humanas.
As regiões mais afetadas pela desertificação são as áreas produtoras de gado, inclusive o oeste americano, a América Central e do Sul, a Austrália e a África Subsaariana.

A desertificação dos campos e florestas deslocou a maior massa migratória na história do mundo. Na virada do século, mais de metade da população viverá em áreas urbanas.

Quantidade de terra tornada improdutiva pela desertificação anualmente no mundo: 21 milhões de hectares

Percentual da terra no mundo que sofre desertificação: 29%

Principais causas de desertificação:

Pastoreio excessivo
Cultivo intensivo da terra
Técnicas impróprias de irrigação
Desflorestamento
Falta de reflorestamento

Fator principal em todos os casos: Criação de gado

Florestas Tropicais

A cada ano cerca de 200.000 quilômetros quadrados de florestas tropicais são destruídas de forma permanente ocasionando a extinção de aproximadamente 1000 espécies de plantas e animais.

Na América Central as fazendas de gado destruíram mais florestas do que qualquer outra atividade.

90% dos novos fazendeiros da Amazônia abandonam as terras em menos de 8 anos, em razão do solo se encontrar totalmente esgotado.

Florestas derrubadas na América Central para dar lugar a fazendas de gado: 25%

Taxa atual da extinção das espécies devido à destruição das florestas tropicais e seus habitats: 1000/ano

Remédios disponíveis hoje derivados das plantas: um quarto

Obs. Este artigo é amplamente baseado em Our Food Our World – The Realities of an Animal-Based Diet, EarthSave Foundation, Santa Cruz, 1992. Tradução e adaptação de Marly Winckler.

Leituras afins:

1. Brown, Lester R. (org.), Salve o Planeta! Qualidade de Vida – 1990 – Worldwatch Institute. Ed. Globo, São Paulo, 1990.
2. Lappé, Frances Moore. Dieta Para um Pequeno Planeta, Ground, São Paulo, 1985.
3. Rifkin, Jeremy. Beyond Beef. The Rise and Fall of the Cattle Culture. A Dutton Book, New York, 1992.

http://www.vegetarianismo.com.br

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Entrevista com Ghislaine Lanctot médica punida por dizer a verdade sobre a própria medicina

“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina.

https://portalverde.files.wordpress.com/2010/07/themedicalmafia.jpg?w=213

“A Máfia Médica” é o título do livro que  custou à  doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina.  Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.

O livro expõe, por um lado, a errónea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.

Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à  autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:

MEDICINA SIGNIFICA NEGOCIO
A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.

– Porquê essa decepção?

Lanctot – Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.

Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.

– E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
Lanctot – Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.

– E quem designa esse comité científico?

Lanctot – Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controlo é absoluto.

– E isso foi clarificador para si…?
Lanctot – E muito! Dar-me conta do controlo e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros -públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controlo sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. Esse olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social… encontramos o mesmo.

– O poder económico?
Lanctot – Exacto, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes…. porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crónicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina actual está concebida para que a gente permaneça enferma o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.

UM SISTEMA DE ENFERMIDADE
-Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
Lanctot – Efectivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.

– Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!
Lanctot – Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.

– E que papel desempenha o médico nessa máfia?
Lanctot – O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.

-O sistema, de facto, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.
Lanctot – A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.

– É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
Lanctot – Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.

-Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas
Lanctot – São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar… mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.

-E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, mediáticas e económicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
Lanctot – Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa… mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele… mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.

– E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.
Lanctot – Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.

A MAFIA MÉDICA
-Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?
Lanctot – Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) – o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.

– Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
Lanctot – Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às directrizes da OMS. Não há escapatória. De facto, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.

– Em que consiste essa declaração?

Lanctot – Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.

– Uma acção que não se questiona
Lanctot – Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder económico!

– Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controlo?
Lanctot – Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas actividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.

– Uma máfia sumamente poderosa!
Lanctot – Omnipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.

AS AUTORIDADES MENTEM
-O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
Lanctot – Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a sida é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.

– Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém.

Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas
Lanctot – Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.

Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se
destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.

– A quais se refere?
Lanctot – Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.

– E até que ponto podem ser também perigosas?
Lanctot – As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.

– Agradeceria que mencionasse algumas
Lanctot – Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas… é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “sida silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência
médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios selectivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região… Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no património genético hereditário de quem se queira.

-Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a Sida não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
Lanctot – Eu afirmo que a teoria de que o único causador da sida é o VIH o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o VIH não implica necessariamente desenvolver sida. Porque a sida não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do VIH enm1983, ter reconhecido já em 1990, que o VIH não é suficiente por si só para causar a sida. Outra evidência é o facto de que há numerosos casos de sida, sem vírus VIH e numerosos casos de vírus VIH, sem sida (seropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus VIH cause a sida, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o VIH é um retrovirus inofensivo que só se activa quando o sistema imunitário está debilitado.

– Você afirma no seu livro que o VIH foi criado artificialmente num laboratório
Lanctot – Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o VIH foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.

-Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a sida
Lanctot – Já no Congresso sobre SIDA celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o VIH, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à sida… mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a sida. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.

-Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério
Lanctot – O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anómala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.

– E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”
Lanctot – Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.

A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
– No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
Lanctot – Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.

– Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado
Lanctot – Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de naipes quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.

– E em que ponto crê que estamos?
Lanctot – Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
– E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
Lanctot – O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.

– E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?

Lanctot – Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar  referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.

Laura Jimeno Muñoz
Publicado en: : http://crimentales. blogspot. com/search/ label/Salud

Tradução encontrada em: http://jodoas.wordpress.com/2010/01/19/a-mafia-medica-e-o-titulo-do-livro-que-custou-a-doutora-ghislaine-lanctot-a-sua-expulsao-do-colegio-de-medicos-e-a-retirada-da-sua-licenca-para-exercer-medicina/

Lanctot –

Hortas Urbanas

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Quarta-feira, Maio 12, 2010
AGRICULTURA URBANA

O sucesso das chamadas «hortas sociais» onde quer que tais experiências tenham sido realizadas, no Porto, em Gaia, na Maia e em outros concelhos, vem confirmar a razoabilidade da agricultura urbana e a sua necessidade. Claro que se trata de iniciativas limitadas e parcelares, que cumprem antes do mais o objectivo de oferecer, a moradores de bairros sociais, uma forma saudável e útil de preenchimento do seu tempo, em ambientes urbanos onde a natureza é uma ausência e os problemas sociais de isolamento se fazem sentir. Já não seria pouco. Mas outros «formatos» de hortas sociais provam, com igual sucesso, que a vontade de cultivar uma pequena parcela, como passatempo mas também como fonte de alimentos frescos, existe e manifesta-se em qualquer meio social. De resto os candidatos a «agricultores citadinos» ultrapassam em muito a disponibilidade de terrenos para o efeito.

A agricultura nunca abandonou totalmente as cidades, e concretamente a área urbana do Grande Porto. Em todo o caso, o que sobrou de uma expulsão metódica e vertiginosa é agora residual. Entendeu-se que campos lavrados, assim como bosques ou até rios correndo nos seus leitos de sempre, representavam como que vestígios da «atraso» e de «arcaísmo» pouco condizentes com as sucessivas ondas de «progresso» medidas em cubicagem de cimento e asfalto.
Ainda não há muitas décadas, o abastecimento de bens alimentares de primeira necessidade das áreas urbanas fazia-se em termos de relativa proximidade. Mesmo na cidade do Porto, boa parte dos legumes e frutas vendidos nos mercados eram colhidos a escassos quilómetros de distância da residência dos seus consumidores.
Tudo mudou, é certo. Hoje, milhares de quilómetros, vencidos a bordo de camiões através da generosa rede de auto-estradas, são atravessados até que cheguem ao seu destino final. Altíssimo consumo de energia, servindo uma rede de grandes superfícies onde o acesso só é possível com recurso ao automóvel, eclipse dos velhos mercados de frescos e do comércio tradicional—acompanhando o despovoamento do casco velho das cidades— eis alguma das consequências deste novo estado de coisas. Insustentável e oneroso, sem dúvida, mas que o será ainda mais caso, como tudo indica, o preço dos combustíveis fósseis venha a aumentar duradouramente.
Precisamos de reabilitar a produção de alimentos numa lógica de proximidade, preservando os terrenos que ainda existam para esse efeito.
Em todo o mundo, a agricultura urbana ganha expressão e é levada a sério pelas autoridades em termos de planeamento territorial, quer no interior das cidades, quer nas suas periferias. Paris, Londres, Berlim, por toda a Europa avança essa ideia que corresponde a uma necessidade. Ou a várias: mais espaços verdes e de recreio, alimentos de qualidade controlável, economia de energia e racionalidade económica, melhoria da saúde das populações. E ainda mais uma que tem sido esquecida: a segurança alimentar, no sentido de que é urgente assegurar, se não auto-suficiência, pelo menos alguma capacidade de responder a uma crise global que pode ser de penúria de alimentos, como ainda bem recentemente se tornou subitamente visível.
Em muitas cidades norte-americanas, São Francisco, Salt Lake City e outras, estuda-se a forma de cultivar hortas e pomares no topo dos prédios, dada a carência de terra arável. Por cá ainda não chegamos a tanto, mas vai sendo tempo de prevenir o futuro, cuidando do essencial que é a sustentabilidade e a qualidade de vida dos habitantes das grandes metrópoles.
Bernardino Guimarães

(Crónica publicada no Jornal de notícias em 11/5/010)

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Colaborou enviando essa matéria: Luis Caminha